VESTINDO A CAMISINHA HI-TECH
(Autor: Antonio Brás Constante)
A cada dia a ciência cria novas curiosidades, que nas mãos de escritores acabam virando textos. Comigo não foi diferente. Primeiro foram os implantes de silicone musicais para os seios (“os seios tocam”), depois foi descoberta a clarividência através das nádegas (“bundomancia - olhando o futuro por trás”), e agora a novidade é a tal camisinha hi-tech, que promete dar uma mãozinha (sem a necessidade de se utilizar às mãos) para aqueles que precisam levantar coisas que vão além da própria moral.
Em um mundo aonde as invenções vem procurando amaciar as rotinas do dia-a-dia, o referido produto afirma fazer justamente o contrário para felicidade de seus usuários. Não tenho idéia de como funcionaria a tecnologia descrita (provavelmente seu modo de operação deverá ser similar ao dos elevadores), mas é sempre bom entender o funcionamento de acessórios dessa espécie, principalmente se você pretender um dia usá-los e se houver a necessidade de “downloads” (plugar por onde para se estabelecer à conexão?).
Neste cenário hi-tech, expressões sobre as facilidades de se dar o boot através do equipamento, podem ganhar interpretações inesperadas. A tal camisinha provavelmente já virá com um kit básico, composto com alguns comprimidos para dor de cabeça, procurando evitar as eventuais desculpas de mulheres que não estejam com muita vontade de interagir como uma tomada para este tipo de diversão.
Logo devem estar criando o viagra hi-tec, recheado de nanotecnologia voltada também ao prazer de seus consumidores. Quem sabe até com controle remoto para ajustes, tais como: tamanho, volume, etc. E com a função “auto-repeat” visando satisfazer até os mais animadinhos na cama. (ou seja lá o que forem usar nestas horas).
Como toda tecnologia esta sujeita a falhas, não faltariam aqueles que colocariam a culpa na camisinha por qualquer ausência de funcionamento durante seu manuseio, justamente no momento em que eles tivessem decidido parar de ler o manual para testar as novidades prometidas.
Talvez até tenham que criar um SAC (serviço de atendimento a camisinha), que lidaria com os mais diversos tipos de reclamações, como por exemplo: “não liga”, ou “não desliga”, ou ainda “a camisinha entrou em conflito com a prótese de silicone musical de minha esposa e cada vez que tentamos algo toca o alarme de incêndio aqui de casa através dos seios dela. Tenho que desligar agora porque alguns bombeiros já arrombaram a porta da frente enquanto outros estão jogando água pela janela exatamente em cima de nossa cama. Bem que um bundomante já havia me avisado que isto poderia acontecer...”.
Enfim, a tecnologia promete melhorias fantásticas em nossas vidas. Ressuscitando antigas atividades que antes residiam apenas nas lembranças de muitos. Resta-nos procurar evoluir juntamente com estas inovações, aproveitando ao máximo todos os seus benefícios e, na pior das hipóteses, sabendo como desativar o alarme de incêndio.
P.S: estou criando um site parodiando o seriado LOST, basta acessar: www.hploco.com/lost ou acessar minha comunidade no ORKUT: “LOST - HUMOR”
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
quinta-feira, 26 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
USANDO OS DEDOS PARA FALAR DA LINGUA (Parte 2)
USANDO OS DEDOS PARA FALAR DA LINGUA (Parte 2)
(Autor: Antonio Brás Constante)
A língua é um assunto que não me sai da cabeça (ou melhor, da boca). Alias, às vezes ela até sai, mas nos momentos em que a pessoa para quem ela está sendo dirigida não está olhando. Eu, ao dizer, escrever, ou fazer isto, lembro que a língua é o símbolo do desagravo, do deboche.
Quando se exibe a língua para alguém é porque nada mais pode ser dito. Não há palavras que descrevam o que significa mostrá-la, salvo quando se vai ao médico, que aí vale a famosa frase: “Diga aaaaa...”, geralmente seguida de um palito de picolé (sem o picolé) que é enfiado na sua goela, dando-lhe aquela inevitável ânsia de vômito. Não resista a esta vontade, pois enquanto você não passar mal, o médico não vai retirar o palito da sua boca, ao contrário, ele var enfiar ainda mais fundo na sua garganta.
A língua já foi utilizada como o símbolo da sabedoria despojada, na figura de Eisten. Que com irreverência e simplicidade mostrou sua baita língua ao mundo e todos amaram e registraram a cena que entrou para nossa história. Mesmo no mundo das estrelas da música a língua marca presença. O que seria de Mick Jaeger, por exemplo, sem sua língua exposta. Mostrá-la é sua marca registrada.
Na higiene de alguns animais o papel da língua é fundamental. Os cachorros limpam-se usando a língua. Também os gatos tomam verdadeiros banhos de língua, daí a expressão: “banho de gato”. Pois, os felinos limpam cada pedacinho de seus corpos com ela. Cada pedacinho mesmo (nojentos!).
Agora o momento tão esperado e prometido, nós vamos discutir a língua no sexo. Todas as pessoas usam suas línguas neste momento, nunca ouvi falar de nenhum caso em que as pessoas extraíssem suas línguas para fazer amor. Se ela fosse algo como uma dentadura, até poderia. Mas acredito que a imagem de uma língua em um copo com água, ao lado da cama dos amantes, não seria uma imagem muito agradável de se ver.
Poderíamos passar várias horas discutindo sobre o sexo e a língua, mas a censura me impede de ir mais a fundo neste assunto. Mesmo a expressão “mais a fundo”, só foi possível de ser colocada no texto, após uma vasta discussão sobre seu duplo sentido.
Quando falo de censura, estou me referindo as minhas três tias beatas de Tucuruí. Responsáveis pela correção gramatical e pela manutenção de um bom nível escrito nos textos. Sem palavrões ou qualquer frase que macule seus olhos virgens de obscenidades.
Por isto, só posso me referir a língua como instrumento de alimentação. Utilizada quando se deseja lamber um gostoso picolé, saborosamente cremoso, derretendo dentro do calor de nossa boca. Ou chupar deliciosamente o suco doce do gomo de uma bergamota, que escorre pelo rosto, refrescando a pele por onde passa. Ou a mordida suave e deliciosa em um morango maduro e suculento, umedecendo e lambuzando nossos lábios. Desfrutar destas delicias pode nos proporcionar prazeres indeléveis, que só podem ser sentidos e saboreados pelo toque de nossas línguas ásperas e macias.
Para finalizar fica o meu conselho, usem suas línguas com sabedoria e o mundo será... Será... Como posso dizer... Será... Puxa vida, a frase está na ponta da língua...
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
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(Autor: Antonio Brás Constante)
A língua é um assunto que não me sai da cabeça (ou melhor, da boca). Alias, às vezes ela até sai, mas nos momentos em que a pessoa para quem ela está sendo dirigida não está olhando. Eu, ao dizer, escrever, ou fazer isto, lembro que a língua é o símbolo do desagravo, do deboche.
Quando se exibe a língua para alguém é porque nada mais pode ser dito. Não há palavras que descrevam o que significa mostrá-la, salvo quando se vai ao médico, que aí vale a famosa frase: “Diga aaaaa...”, geralmente seguida de um palito de picolé (sem o picolé) que é enfiado na sua goela, dando-lhe aquela inevitável ânsia de vômito. Não resista a esta vontade, pois enquanto você não passar mal, o médico não vai retirar o palito da sua boca, ao contrário, ele var enfiar ainda mais fundo na sua garganta.
A língua já foi utilizada como o símbolo da sabedoria despojada, na figura de Eisten. Que com irreverência e simplicidade mostrou sua baita língua ao mundo e todos amaram e registraram a cena que entrou para nossa história. Mesmo no mundo das estrelas da música a língua marca presença. O que seria de Mick Jaeger, por exemplo, sem sua língua exposta. Mostrá-la é sua marca registrada.
Na higiene de alguns animais o papel da língua é fundamental. Os cachorros limpam-se usando a língua. Também os gatos tomam verdadeiros banhos de língua, daí a expressão: “banho de gato”. Pois, os felinos limpam cada pedacinho de seus corpos com ela. Cada pedacinho mesmo (nojentos!).
Agora o momento tão esperado e prometido, nós vamos discutir a língua no sexo. Todas as pessoas usam suas línguas neste momento, nunca ouvi falar de nenhum caso em que as pessoas extraíssem suas línguas para fazer amor. Se ela fosse algo como uma dentadura, até poderia. Mas acredito que a imagem de uma língua em um copo com água, ao lado da cama dos amantes, não seria uma imagem muito agradável de se ver.
Poderíamos passar várias horas discutindo sobre o sexo e a língua, mas a censura me impede de ir mais a fundo neste assunto. Mesmo a expressão “mais a fundo”, só foi possível de ser colocada no texto, após uma vasta discussão sobre seu duplo sentido.
Quando falo de censura, estou me referindo as minhas três tias beatas de Tucuruí. Responsáveis pela correção gramatical e pela manutenção de um bom nível escrito nos textos. Sem palavrões ou qualquer frase que macule seus olhos virgens de obscenidades.
Por isto, só posso me referir a língua como instrumento de alimentação. Utilizada quando se deseja lamber um gostoso picolé, saborosamente cremoso, derretendo dentro do calor de nossa boca. Ou chupar deliciosamente o suco doce do gomo de uma bergamota, que escorre pelo rosto, refrescando a pele por onde passa. Ou a mordida suave e deliciosa em um morango maduro e suculento, umedecendo e lambuzando nossos lábios. Desfrutar destas delicias pode nos proporcionar prazeres indeléveis, que só podem ser sentidos e saboreados pelo toque de nossas línguas ásperas e macias.
Para finalizar fica o meu conselho, usem suas línguas com sabedoria e o mundo será... Será... Como posso dizer... Será... Puxa vida, a frase está na ponta da língua...
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
M.A.C (Mamíferos Aptos para Consumo).
M.A.C (Mamíferos Aptos para Consumo).
(Autor: Antonio Brás Constante)
Sempre que ouvimos falar em evolução falta uma peça no quebra-cabeça formulado no cerne das bases cientificas, filosóficas ou mesmo religiosas. Dispomos de 98% do DNA dos macacos, e ainda assim nos diferenciamos deles de forma assombrosa (alguns indivíduos, pelo seu modo de agir, nem tanto). Darwin bem que tentou explicar, as religiões também tentaram, todos sem muito sucesso. Porém, uma nova teoria invade minha fértil mente neste instante, algo aterrador, fantástico e na pior das infinitas hipóteses, verdadeiro.
Vamos entrar no embalo das teorias de conspiração, alterando algumas percepções para transforma-las em teorias da evolução. Começaremos com uma simples pergunta: Quantos seres humanos já foram abduzidos? De tempos em tempos aparece a notícia de que alguém foi capturado, estudado e devolvido intacto de volta ao nosso planeta. Este tipo de sistema não seria a mesma técnica de amostragem utilizada em alguns modelos de controle de qualidade?
E se os seres humanos fossem algo parecido com um tipo de chester. Criados por uma cadeia de lanchonetes intergaláctica para consumo de suas redes. Talvez aquilo que entendemos como universo seja apenas uma gigantesca incubadora, onde as pessoas são criadas, cultivadas e incentivadas para crescer e se multiplicar como um rebanho. Sendo incutido em nossas mentes algumas premissas básicas, como por exemplo, a religiosidade, algo bem bolado, pois evitaria que acabássemos nos matando à-toa (mais do que já nos matamos), também explicaria porque toda nossa evolução está nos empurrando para uma vida cada vez mais sedentária, com gente cada vez mais gordinha.
Some a isto a escassez dos recursos naturais e terá um aviso de que o fim está próximo para raça humana. Ao que tudo indica, a inteligência recebida por nós foi crucial para nossa proliferação em massa (já somos quase sete bilhões de bifes ambulantes e aumentando). Poderíamos dizer que nos enquadramos como um tipo de gado extremamente rentável, pois nos alimentamos sozinhos, engordando cada vez mais. Nós mesmos nos vacinamos, nos limpamos e multiplicamos, tudo feito em um gigantesco curral chamado de Terra, mas que dispõe do que precisamos para ficar cada vez mais tenros e suculentos. Qualquer outro animal não teria condições de se manter sozinho e possivelmente morreria diante da primeira peste, ou do primeiro meteoro, os dinossauros é que o digam.
Se tudo isto for de algum modo verdadeiro, poderemos supor que já está quase na hora da colheita final, onde serão separados o joio do trigo, com criminosos, políticos em geral e alguns tipos de advogados, sendo removidos como joio e torrados na grande fornalha infernal para servirem de adubo ou mesmo de ração, que será usada para alimentar algum monstro interestelar doméstico, de nome impronunciável, mas que se fosse um cachorro terrestre seria apelidado de Totó. Já os escolhidos, iriam para o céu... De uma das doze bocas de alguma criança alienígena, com seus oito braços e três cabeças, onde os humanos seriam servidos em nuvens deliciosas de pão com gergelim, nas cadeias de lanchonetes espaciais, com o sugestivo nome de M.A.C. (Mamíferos Aptos para Consumo).
Espero estar totalmente errado sobre estas teorias, apesar de que se elas forem verdadeiras, explicariam muita coisa sobre de onde viemos, para onde vamos e qual o sentido de nossas vidas. De qualquer forma, acho que seria uma boa idéia iniciarmos uma bela dieta.
E-mail: abrasc@terra.com.br
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Sempre que ouvimos falar em evolução falta uma peça no quebra-cabeça formulado no cerne das bases cientificas, filosóficas ou mesmo religiosas. Dispomos de 98% do DNA dos macacos, e ainda assim nos diferenciamos deles de forma assombrosa (alguns indivíduos, pelo seu modo de agir, nem tanto). Darwin bem que tentou explicar, as religiões também tentaram, todos sem muito sucesso. Porém, uma nova teoria invade minha fértil mente neste instante, algo aterrador, fantástico e na pior das infinitas hipóteses, verdadeiro.
Vamos entrar no embalo das teorias de conspiração, alterando algumas percepções para transforma-las em teorias da evolução. Começaremos com uma simples pergunta: Quantos seres humanos já foram abduzidos? De tempos em tempos aparece a notícia de que alguém foi capturado, estudado e devolvido intacto de volta ao nosso planeta. Este tipo de sistema não seria a mesma técnica de amostragem utilizada em alguns modelos de controle de qualidade?
E se os seres humanos fossem algo parecido com um tipo de chester. Criados por uma cadeia de lanchonetes intergaláctica para consumo de suas redes. Talvez aquilo que entendemos como universo seja apenas uma gigantesca incubadora, onde as pessoas são criadas, cultivadas e incentivadas para crescer e se multiplicar como um rebanho. Sendo incutido em nossas mentes algumas premissas básicas, como por exemplo, a religiosidade, algo bem bolado, pois evitaria que acabássemos nos matando à-toa (mais do que já nos matamos), também explicaria porque toda nossa evolução está nos empurrando para uma vida cada vez mais sedentária, com gente cada vez mais gordinha.
Some a isto a escassez dos recursos naturais e terá um aviso de que o fim está próximo para raça humana. Ao que tudo indica, a inteligência recebida por nós foi crucial para nossa proliferação em massa (já somos quase sete bilhões de bifes ambulantes e aumentando). Poderíamos dizer que nos enquadramos como um tipo de gado extremamente rentável, pois nos alimentamos sozinhos, engordando cada vez mais. Nós mesmos nos vacinamos, nos limpamos e multiplicamos, tudo feito em um gigantesco curral chamado de Terra, mas que dispõe do que precisamos para ficar cada vez mais tenros e suculentos. Qualquer outro animal não teria condições de se manter sozinho e possivelmente morreria diante da primeira peste, ou do primeiro meteoro, os dinossauros é que o digam.
Se tudo isto for de algum modo verdadeiro, poderemos supor que já está quase na hora da colheita final, onde serão separados o joio do trigo, com criminosos, políticos em geral e alguns tipos de advogados, sendo removidos como joio e torrados na grande fornalha infernal para servirem de adubo ou mesmo de ração, que será usada para alimentar algum monstro interestelar doméstico, de nome impronunciável, mas que se fosse um cachorro terrestre seria apelidado de Totó. Já os escolhidos, iriam para o céu... De uma das doze bocas de alguma criança alienígena, com seus oito braços e três cabeças, onde os humanos seriam servidos em nuvens deliciosas de pão com gergelim, nas cadeias de lanchonetes espaciais, com o sugestivo nome de M.A.C. (Mamíferos Aptos para Consumo).
Espero estar totalmente errado sobre estas teorias, apesar de que se elas forem verdadeiras, explicariam muita coisa sobre de onde viemos, para onde vamos e qual o sentido de nossas vidas. De qualquer forma, acho que seria uma boa idéia iniciarmos uma bela dieta.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
USANDO OS DEDOS PARA FALAR DA LÍNGUA (Parte I)
USANDO OS DEDOS PARA FALAR DA LÍNGUA (Parte I)
(Autor: Antonio Brás Constante)
A maioria dos seres vivos que conseguimos ver possui uma língua. Talvez você me pergunte: “E eu com isso?”. Bom, você eu não sei, mas eu vou falar deste instrumento bucal, que faz parte da anatomia de mamíferos, aves, répteis etc, bem como em animais de outros planos de existência, de outras galáxias e até de outras eras.
A língua é um utensílio básico que está na boca do povo. Pode ser encontrada tanto em minúsculas moscas como em gigantescas baleias. Ela é de certa forma tão importante, que se comparada a outras partes do corpo, acaba marcando sua presença de forma mais constante. Por exemplo, as aves não têm braços, mas têm língua. Os golfinhos não têm pernas (nem braços), mas têm língua. Alguns tipos de animais podem ser até cegos, mas a língua está lá para ajudá-los em suas vidas (digo “ajuda-los” porque com certeza ela não está atrapalhando).
A língua está presente também na culinária. Quem de nós, seres humanos, já não passou ou ainda vai passar pela seguinte situação: você chega ao bufê e vai se servindo das várias especiarias ali oferecidas, e eis que encontra uma travessa com aquela carne diferente, encoberta em um molho delicioso. Resolve pegar um pedaço, mesmo sem saber que tipo de carne é aquela. Ao cortá-la percebe o quanto ela é macia e tenra. Prova uma primeira garfada sentindo o seu sabor... Hummm... Uma delicia. Resolve repetir, pois aquela iguaria está maravilhosa.
Após se entupir de tanto comer, você fatalmente acabará fazendo duas perguntas ao garçom. A primeira, por curiosidade, é que tipo de carne era aquela que você comeu. O garçom, abrindo um sorriso quase imperceptível, num misto de sadismo e crueldade, lhe informará: - Era língua.
A partir deste momento tudo a sua volta começa a girar, a saliva inunda sua boca, sua pele fica fria e pegajosa, você empalidece e pensamentos sombrios tomam conta de sua mente. Então aquilo era língua? O estômago embrulha, os olhos embaçam e um gosto ruim alastra-se pelos seus sentidos gustativos. Sua própria língua se revolta contra você. Uma sensação de repulsa invade cada célula de seu corpo e você faz a segunda pergunta, quase engasgando com o excesso de saliva na boca: - Onde é o banheiro?
É importante lembrar a língua desempenha um fator importantíssimo no que diz respeito ao amor e o sexo. É através do beijo que tudo começa. No roçar das línguas os corpos estremecem e o relacionamento esquenta. As línguas invadindo a boca dos amantes, se tocando em uma espécie de dança exótica, se excitando, despertando a libido do prazer.
Eu agora iria dedicar algumas páginas para descrever todas as delícias provocadas pela boa e estimulante língua, porém, como percebo que muitos leitores ainda não se recuperaram inteiramente da lembrança da língua com molho (alguns até ficaram meio verdes e com aparência enjoada), o melhor é encerrar o texto por aqui. Falaremos da língua como instrumento sexual numa próxima vez e não esqueçam, a partir de agora, antes de comer alguma coisa, perguntem primeiro o que é. (Fim da parte I)
E-mail: abrasc@terra.com.br
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(Autor: Antonio Brás Constante)
A maioria dos seres vivos que conseguimos ver possui uma língua. Talvez você me pergunte: “E eu com isso?”. Bom, você eu não sei, mas eu vou falar deste instrumento bucal, que faz parte da anatomia de mamíferos, aves, répteis etc, bem como em animais de outros planos de existência, de outras galáxias e até de outras eras.
A língua é um utensílio básico que está na boca do povo. Pode ser encontrada tanto em minúsculas moscas como em gigantescas baleias. Ela é de certa forma tão importante, que se comparada a outras partes do corpo, acaba marcando sua presença de forma mais constante. Por exemplo, as aves não têm braços, mas têm língua. Os golfinhos não têm pernas (nem braços), mas têm língua. Alguns tipos de animais podem ser até cegos, mas a língua está lá para ajudá-los em suas vidas (digo “ajuda-los” porque com certeza ela não está atrapalhando).
A língua está presente também na culinária. Quem de nós, seres humanos, já não passou ou ainda vai passar pela seguinte situação: você chega ao bufê e vai se servindo das várias especiarias ali oferecidas, e eis que encontra uma travessa com aquela carne diferente, encoberta em um molho delicioso. Resolve pegar um pedaço, mesmo sem saber que tipo de carne é aquela. Ao cortá-la percebe o quanto ela é macia e tenra. Prova uma primeira garfada sentindo o seu sabor... Hummm... Uma delicia. Resolve repetir, pois aquela iguaria está maravilhosa.
Após se entupir de tanto comer, você fatalmente acabará fazendo duas perguntas ao garçom. A primeira, por curiosidade, é que tipo de carne era aquela que você comeu. O garçom, abrindo um sorriso quase imperceptível, num misto de sadismo e crueldade, lhe informará: - Era língua.
A partir deste momento tudo a sua volta começa a girar, a saliva inunda sua boca, sua pele fica fria e pegajosa, você empalidece e pensamentos sombrios tomam conta de sua mente. Então aquilo era língua? O estômago embrulha, os olhos embaçam e um gosto ruim alastra-se pelos seus sentidos gustativos. Sua própria língua se revolta contra você. Uma sensação de repulsa invade cada célula de seu corpo e você faz a segunda pergunta, quase engasgando com o excesso de saliva na boca: - Onde é o banheiro?
É importante lembrar a língua desempenha um fator importantíssimo no que diz respeito ao amor e o sexo. É através do beijo que tudo começa. No roçar das línguas os corpos estremecem e o relacionamento esquenta. As línguas invadindo a boca dos amantes, se tocando em uma espécie de dança exótica, se excitando, despertando a libido do prazer.
Eu agora iria dedicar algumas páginas para descrever todas as delícias provocadas pela boa e estimulante língua, porém, como percebo que muitos leitores ainda não se recuperaram inteiramente da lembrança da língua com molho (alguns até ficaram meio verdes e com aparência enjoada), o melhor é encerrar o texto por aqui. Falaremos da língua como instrumento sexual numa próxima vez e não esqueçam, a partir de agora, antes de comer alguma coisa, perguntem primeiro o que é. (Fim da parte I)
E-mail: abrasc@terra.com.br
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
TODA (DES)GRAÇA DE UM MUNDO NADA PERFEITO
TODA (DES)GRAÇA DE UM MUNDO NADA PERFEITO
(Autor: Antonio Brás Constante)
Existem mundos feitos de defeitos, mundos de ficção real que podem conter pedaços de descasos municipais, traços de tramóias em nível estadual, fatias de falcatruas federais, ou até corrupção em uma outra constelação.
Mas como seria um mundo nada perfeito? Provavelmente ostentaria placas luminosas logo na entrada de seu território, fazendo troça da lastimável situação de infortúnio da população, utilizando dizeres do tipo: “capital da saúde”, berço fecundo para o nascimento de fraudes como estas que vem pipocando sobre o Detran. Ou pior: “capital da educação”, e como quem estuda precisa de merenda, então porque não aproveitar e se esbaldar nas verbas da merenda escolar? Afinal são somente crianças as diretamente prejudicadas (recebendo até comida estragada), e criança não vota (ainda). Mentiras expostas ao ar livre, que parecem tentar fazer rir para não chorar.
O ingrediente ideal para se criar um terrível mundo assim, partiria da máxima onde se diz que para iludir a população é necessário apenas circo e pão. Então por que não transformar o lugar em um circo recheado de festas, torrando e desviando grandes somas, para se fingir de administrador bacana enquanto mete a mão grana.
Que tal dar uns 500 mil para o trabalhador comemorar, outros 450 mil para manter a tradição de gastos em festas neste lugar, e mais 800 mil para o carnaval (desse montante deixem que roubem uns poucos 300 mil que ninguém vai notar, basta inventar uma desculpa esfarrapada e ficará tudo explicado, a administração pública só dá o dinheiro, não tem qualquer obrigação de cobrar dos culpados, quem sabe festejar com eles então...).
Melhor seria aproveitar a farra do dinheiro público e deixar os empresários também felizes, não todos, apenas alguns afortunados, pagando viagens através do mundo com dinheiro suado do pobre assalariado, que nem transporte decente tem para ir trabalhar, estando sujeito a todo desconforto que o transtorno implantado possa causar. Mas, na referida viajem “negocial” não iriam apenas os desfavorecidos sociais de cunho empresarial, iria também com eles, a tiracolo, o primeiro gestor do lugarejo juntamente com seu amigo e candidato ao novo mandato. Tudo muito superfaturado, pois o importante é faturar. Mas... E o povo? O povo que vá trabalhar!
Enfim, a sordidez e a roubalheira reinam em todos os recantos onde possam existir estes abomináveis mundos nada perfeitos. Porém, novas eleições se aproximam, e mais do que lavar calçadas como provas de desagravo (gesto nobre e aprovado), nós devemos faxinar é com o voto, e retirar estes mercenários do cenário político, onde por tanto tempo já parasitaram. Quem sabe se buscarmos a ajuda de algum santo que saiba enfrentar dragões? Vamos eleger um são Jorge guerreiro para mudar os rumos desta deplorável situação. Não precisa nem ser o atarefado santo. Basta apenas ser um Jorge com vontade trabalhar. E salve Jorge!
E-mail: abrasc@terra.com.br
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(Autor: Antonio Brás Constante)
Existem mundos feitos de defeitos, mundos de ficção real que podem conter pedaços de descasos municipais, traços de tramóias em nível estadual, fatias de falcatruas federais, ou até corrupção em uma outra constelação.
Mas como seria um mundo nada perfeito? Provavelmente ostentaria placas luminosas logo na entrada de seu território, fazendo troça da lastimável situação de infortúnio da população, utilizando dizeres do tipo: “capital da saúde”, berço fecundo para o nascimento de fraudes como estas que vem pipocando sobre o Detran. Ou pior: “capital da educação”, e como quem estuda precisa de merenda, então porque não aproveitar e se esbaldar nas verbas da merenda escolar? Afinal são somente crianças as diretamente prejudicadas (recebendo até comida estragada), e criança não vota (ainda). Mentiras expostas ao ar livre, que parecem tentar fazer rir para não chorar.
O ingrediente ideal para se criar um terrível mundo assim, partiria da máxima onde se diz que para iludir a população é necessário apenas circo e pão. Então por que não transformar o lugar em um circo recheado de festas, torrando e desviando grandes somas, para se fingir de administrador bacana enquanto mete a mão grana.
Que tal dar uns 500 mil para o trabalhador comemorar, outros 450 mil para manter a tradição de gastos em festas neste lugar, e mais 800 mil para o carnaval (desse montante deixem que roubem uns poucos 300 mil que ninguém vai notar, basta inventar uma desculpa esfarrapada e ficará tudo explicado, a administração pública só dá o dinheiro, não tem qualquer obrigação de cobrar dos culpados, quem sabe festejar com eles então...).
Melhor seria aproveitar a farra do dinheiro público e deixar os empresários também felizes, não todos, apenas alguns afortunados, pagando viagens através do mundo com dinheiro suado do pobre assalariado, que nem transporte decente tem para ir trabalhar, estando sujeito a todo desconforto que o transtorno implantado possa causar. Mas, na referida viajem “negocial” não iriam apenas os desfavorecidos sociais de cunho empresarial, iria também com eles, a tiracolo, o primeiro gestor do lugarejo juntamente com seu amigo e candidato ao novo mandato. Tudo muito superfaturado, pois o importante é faturar. Mas... E o povo? O povo que vá trabalhar!
Enfim, a sordidez e a roubalheira reinam em todos os recantos onde possam existir estes abomináveis mundos nada perfeitos. Porém, novas eleições se aproximam, e mais do que lavar calçadas como provas de desagravo (gesto nobre e aprovado), nós devemos faxinar é com o voto, e retirar estes mercenários do cenário político, onde por tanto tempo já parasitaram. Quem sabe se buscarmos a ajuda de algum santo que saiba enfrentar dragões? Vamos eleger um são Jorge guerreiro para mudar os rumos desta deplorável situação. Não precisa nem ser o atarefado santo. Basta apenas ser um Jorge com vontade trabalhar. E salve Jorge!
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sábado, 24 de maio de 2008
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
Recentemente pude ter acesso há alguns textos de cunho histórico da escritora Géssica Hellmann (excelentes textos), que discorrem sobre estas e tantas outras disseminações de preconceito (principalmente contra a mulher), em épocas passadas, como nos tempos da inquisição.
São textos sérios (diferentes dos meus) e bem fundamentados, que qualquer pessoa deveria ler para conhecer melhor a história da humanidade, e saber bem onde está amarrando seu burrinho. É sempre bom conhecer as origens políticas, sociais e religiosas do mundo em que vivemos, e como foram feitas as bases de muitas dessas crenças e padrões de comportamento, e principalmente, o preço que se pagou por isso.
Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
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(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
Recentemente pude ter acesso há alguns textos de cunho histórico da escritora Géssica Hellmann (excelentes textos), que discorrem sobre estas e tantas outras disseminações de preconceito (principalmente contra a mulher), em épocas passadas, como nos tempos da inquisição.
São textos sérios (diferentes dos meus) e bem fundamentados, que qualquer pessoa deveria ler para conhecer melhor a história da humanidade, e saber bem onde está amarrando seu burrinho. É sempre bom conhecer as origens políticas, sociais e religiosas do mundo em que vivemos, e como foram feitas as bases de muitas dessas crenças e padrões de comportamento, e principalmente, o preço que se pagou por isso.
Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
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NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
SER HEROI OU SER HUMANO?
SER HEROI OU SER HUMANO?
(Autor: Antonio Brás Constante)
Para quem está acompanhando as eleições americanas (que não é o meu caso), as cartas já estão postas na mesa (algumas ainda estão na manga, outras foram parar embaixo do tapete e outras ainda estão dentro da privada). Cartas que decidirão os rumos de uma das maiores nações de nosso pequeno mundo.
Nesta guerra violentamente pacífica, que está ocorrendo de forma democrática por lá, vemos a tentativa dos republicanos de novamente inserir um de seus “aguerridos” homens no centro do poder (com o apoio de Bush, um fardo que eles serão obrigados a carregar). Para alcançar este intento, resolveram apelar para um herói de guerra.
Sempre achei que a guerra não fazia heróis, fazia vítimas. Mas, com alguns milhões de dólares em publicidade através da mídia (este ser quase mitológico que consegue transformar monstruosidades em glórias), é possível demonstrar que existem heróis de guerra, só não sabem explicar muito bem que tipo de atos heróicos eles fizeram. Seguindo a linha de raciocínio que cria tais heróis, podemos dizer que, de modo geral, heróis são homens dispostos a erguer uma arma para servir e proteger, lutando contra outros homens também dispostos a servir e proteger, e que ganhe quem tiver o maior canhão.
Não faz muito tempo, os jornais anunciaram a ida de um desses príncipes britânicos para a guerra. Bem, na verdade noticiaram sua volta, já que sua ida e permanência por lá foram devidamente escondidas para preservar sua integridade física. Até porque, ninguém quer morrer numa batalha, e esta preocupação ganha peso, principalmente, se o alguém for um príncipe. As batalhas travadas por ele devem ter sido literalmente da nobreza contra a pobreza. E assim se fabricou um novo herói de guerra, pronto para governar o seu País, espelhando e refletindo suas ações de forma mais bélica do que bela.
Imagino se a história fosse diferente, onde o valor das pessoas fosse balizado pela paz que praticam e não pelo sangue derramado por suas mãos, já que toda guerra tem seu preço, enquanto a paz é inestimável. Príncipes demonstrando exemplos de vida, através de gestos em prol de seus semelhantes, lutando sem armas contra opressões e barbáries, munidos da inteligência e diplomacia que se espera que tenham.
Em um mundo assim, talvez os fracos aclamassem quem estivesse disposto a ouvir o seu clamor, alguém forjado para liderar e não apenas politicar. Neste utópico universo não haveria uma meia dúzia de heróis de guerra, mas milhares de anônimos de paz. Afinal, em um mundo tão cheio de ódio e violência, o que devemos esperar dos novos “lideres” mundiais? Que eles sejam heróis de guerra, ou que demonstrem ser humanos?
Gostaria de encerrar compartilhando com vocês mais um significativo passo em minha carreira de escritor, pois fui aceito como membro da AGES (Associação Gaúcha de Escritores). Deixo aqui registrado a todos os meus leitores e aos veículos de comunicação que divulgam minhas pérolas textuais, em especial ao amigo e escritor Oscar Bessi Filho, por seu apoio junto a AGES, o meu sincero muito obrigado!
E-mail: abrasc@terra.com.br
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(Autor: Antonio Brás Constante)
Para quem está acompanhando as eleições americanas (que não é o meu caso), as cartas já estão postas na mesa (algumas ainda estão na manga, outras foram parar embaixo do tapete e outras ainda estão dentro da privada). Cartas que decidirão os rumos de uma das maiores nações de nosso pequeno mundo.
Nesta guerra violentamente pacífica, que está ocorrendo de forma democrática por lá, vemos a tentativa dos republicanos de novamente inserir um de seus “aguerridos” homens no centro do poder (com o apoio de Bush, um fardo que eles serão obrigados a carregar). Para alcançar este intento, resolveram apelar para um herói de guerra.
Sempre achei que a guerra não fazia heróis, fazia vítimas. Mas, com alguns milhões de dólares em publicidade através da mídia (este ser quase mitológico que consegue transformar monstruosidades em glórias), é possível demonstrar que existem heróis de guerra, só não sabem explicar muito bem que tipo de atos heróicos eles fizeram. Seguindo a linha de raciocínio que cria tais heróis, podemos dizer que, de modo geral, heróis são homens dispostos a erguer uma arma para servir e proteger, lutando contra outros homens também dispostos a servir e proteger, e que ganhe quem tiver o maior canhão.
Não faz muito tempo, os jornais anunciaram a ida de um desses príncipes britânicos para a guerra. Bem, na verdade noticiaram sua volta, já que sua ida e permanência por lá foram devidamente escondidas para preservar sua integridade física. Até porque, ninguém quer morrer numa batalha, e esta preocupação ganha peso, principalmente, se o alguém for um príncipe. As batalhas travadas por ele devem ter sido literalmente da nobreza contra a pobreza. E assim se fabricou um novo herói de guerra, pronto para governar o seu País, espelhando e refletindo suas ações de forma mais bélica do que bela.
Imagino se a história fosse diferente, onde o valor das pessoas fosse balizado pela paz que praticam e não pelo sangue derramado por suas mãos, já que toda guerra tem seu preço, enquanto a paz é inestimável. Príncipes demonstrando exemplos de vida, através de gestos em prol de seus semelhantes, lutando sem armas contra opressões e barbáries, munidos da inteligência e diplomacia que se espera que tenham.
Em um mundo assim, talvez os fracos aclamassem quem estivesse disposto a ouvir o seu clamor, alguém forjado para liderar e não apenas politicar. Neste utópico universo não haveria uma meia dúzia de heróis de guerra, mas milhares de anônimos de paz. Afinal, em um mundo tão cheio de ódio e violência, o que devemos esperar dos novos “lideres” mundiais? Que eles sejam heróis de guerra, ou que demonstrem ser humanos?
Gostaria de encerrar compartilhando com vocês mais um significativo passo em minha carreira de escritor, pois fui aceito como membro da AGES (Associação Gaúcha de Escritores). Deixo aqui registrado a todos os meus leitores e aos veículos de comunicação que divulgam minhas pérolas textuais, em especial ao amigo e escritor Oscar Bessi Filho, por seu apoio junto a AGES, o meu sincero muito obrigado!
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