É UM CONVITE, MAS ESCREVE DE UM JEITO DIFERENTE.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Olá jovem de toda e qualquer idade, Desta vez resolvi enviar uma mensagem diretamente para você, leitor(a), que está me recebendo em sua vida neste exato momento, enquanto lê este texto. É com muita satisfação que venho anunciar o nascimento de meu primeiro livro. Não foram nove meses de gestação, foram alguns anos...
Não se assuste ao perceber que este texto é uma mescla de crônica com publicidade, as mídias de entetrenimento já andam fazendo isso há algum tempo, não é á toa que aparece de vez em quando um personagem no meio de algum filme de sucesso bebendo uma Coca-cola, ou acontece de você assistir a uma atriz da novela das oito divulgando uma nova marca de perfume ou sabão em pó. E como a arte imita a vida que plagiou a arte que copiou a vida e vice-versa, um dia algum escritor teria de começar a colocar propagandas em seus textos, e nada melhor que iniciar isso falando sobre o lançamento de um livro, afinal, ler é cultura.
Meu livro “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, foi escrito como um presente especialmente feito para todos aqueles que gostam de saborear textos com pitadas de humor, devorando cada página até a ultima letra. É graças à fome de leitura latente em cada ser humano, que extraio a força necessária para continuar existindo como autor, é através de sua sede de leitor ou leitora que brota toda minha inspiração para continuar escrevendo, para continuar aprendendo, para continuar transformando parte de minha vida em pequenos punhados de palavras impressas (muitas vezes às pressas), buscando impressionar seus olhos, sua atenção, sua vida, me alojando no âmago de sua imaginação.
Os escritores escrevem pela mesma necessidade pela qual respiram, para viver. Nosso sangue é nossa tinta. Nossas mãos se transformam em asas levando nossas idéias, do sonho para a realidade. As nossas mentes são universos que explodem e reiniciam flamejantes a cada novo texto que criamos. Não escrevemos nossa história somente no papel, mas principalmente através das pessoas que tocamos, e que gravam em suas lembranças nossas "pérolas textuais", espalhando-as aos ventos e eventos da humanidade, e guardando nossas obras para todo sempre junto de suas almas imortais.
Caso queiram conhecer um pouco mais sobre minha obra, ela está disponível no site da editora AGE (www.editoraage.com.br), e meus textos podem ser lidos no site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc. O lançamento do livro acontecerá no dia 23.06.2009 na livraria Estação Cultura, rua Gonçalves Dias nro 88 – Canoas (centro) - RS, a partir das 19 horas. Também estarei publicando na feira do livro de Canoas (banca 18) no dia 01.07.2009 a partir das 16 horas. Estes são alguns pontos de referência para divulgar aos amigos ou inimigos, conhecidos ou desconhecidos, homens ou mulheres, enfim aos demais jovens de todas as idades, para prestigiarem estes momentos de encontros, reencontros e quem sabe até encantos, nos recantos que citei.
Gostaria de encerrar este texto pedindo seu apoio para divulgar minha obra (os textos, o autor, ou tudo junto) a todos os habitantes nos recantos deste orbe azul e quem sabe até fora dele. Vale tudo: o blog da titia, o e-mail do cunhado, o orkut do vizinho, etc. Deixo um grande abraço a todos, tão grande quanto o espaço que separa os nossos braços, deste humilde e eterno aprendiz de escritor: Antonio Brás Constante.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
sábado, 23 de agosto de 2008
A IDADE QUE POSSUIMOS E A QUE NOS POSSUI
A IDADE QUE POSSUIMOS E A QUE NOS POSSUI
(Autor: Antonio Brás Constante)
Gosto de dizer aos jovens de todas as idades, que a idade é uma ferramenta criada para que possamos nos reinventar a cada 365 dias, sempre com um modelo novo, somando acessórios definidos como experiência em nossa bagagem existencial. Porém, para muitos a idade serve apenas de desculpa, colocando nela toda culpa pela infelicidade de não se tentar novamente viver. E assim a realidade vai nos puxando pelo braço e em seu abraço nos acomodamos, nos deixamos padecer.
O que é a velhice forjada pelo tecido dos anos, frente a uma alma eterna? Se não existe uma idade certa para se morrer quanto mais para nos restringir de viver. O maior problema do ser humano é não conseguir aceitar que foi criado com uma essência imortal, alojada dentro de uma embalagem perecível.
Quando somos fisicamente jovens nossos hormônios nos gritam loucuras, instigando uma mente ainda meio criança aos seus devaneios obedecer. Não somos trens de carga, obrigados a seguir os caprichos das linhas do destino, mas podemos transformar estas linhas em um belo bordado. Eu, por exemplo, sou viciado em viver, se me privarem deste vício fatalmente irei morrer.
Dizer que temos um destino já traçado só é válido para quem se conformou. Pois, quem não quer seguir pela única estrada existente em uma montanha, sairá da estrada e escalará a rocha, experimentando a intensidade de cada instante, sem olhar para o que já passou, por saber que o que realmente importa é o momento presente e não aquilo que ficou para trás. Mas as pessoas costumam gastar mais tempo reclamando dos sofrimentos de um único passado, do que buscar a chance de tentarem melhorar inúmeras possibilidades de futuro.
Preconceitos e sentimentos de inveja, mesquinharias, egoísmo, são drogas mentais que costumam parasitar em indivíduos que deixaram a juventude morrer em seus corações, agindo como se não tivessem mais nada de bom pelo que viver. Somos crianças convivendo com outras crianças, interpretando papéis escritos em moldes pré-fabricados como corretamente adultos.
Vivemos aglutinados em montinhos de gente, que se intitulam como pretensas sociedades, impondo limites de fronteira (fictícios pedaços de terra) para seus próprios irmãos de carne. Crescemos obedecendo a condutas que estabelecem quando devemos nos sentir crianças, jovens, adultos ou velhos, com base apenas em nossa idade física, sem levar em conta a essência de nosso ser. E assim a sociedade (alimentada por nossa torpe moralidade) vai ditando comportamentos e destruindo a eterna juventude que repousa dentro de cada um de nós, esquecendo que nossa vida é tão breve que não temos tempo de envelhecer.
Não devemos ficar parados nas encruzilhadas da existência, como quem veste uma roupa sem nunca mais querer tirá-la. A arte da eterna juventude consiste em rejuvenescer a cada ano que passa, a cada novo dia. Para que assim possamos chegar ao fim de nossas vidas, com a alma tão jovem quanto no dia em que nascemos.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
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(Autor: Antonio Brás Constante)
Gosto de dizer aos jovens de todas as idades, que a idade é uma ferramenta criada para que possamos nos reinventar a cada 365 dias, sempre com um modelo novo, somando acessórios definidos como experiência em nossa bagagem existencial. Porém, para muitos a idade serve apenas de desculpa, colocando nela toda culpa pela infelicidade de não se tentar novamente viver. E assim a realidade vai nos puxando pelo braço e em seu abraço nos acomodamos, nos deixamos padecer.
O que é a velhice forjada pelo tecido dos anos, frente a uma alma eterna? Se não existe uma idade certa para se morrer quanto mais para nos restringir de viver. O maior problema do ser humano é não conseguir aceitar que foi criado com uma essência imortal, alojada dentro de uma embalagem perecível.
Quando somos fisicamente jovens nossos hormônios nos gritam loucuras, instigando uma mente ainda meio criança aos seus devaneios obedecer. Não somos trens de carga, obrigados a seguir os caprichos das linhas do destino, mas podemos transformar estas linhas em um belo bordado. Eu, por exemplo, sou viciado em viver, se me privarem deste vício fatalmente irei morrer.
Dizer que temos um destino já traçado só é válido para quem se conformou. Pois, quem não quer seguir pela única estrada existente em uma montanha, sairá da estrada e escalará a rocha, experimentando a intensidade de cada instante, sem olhar para o que já passou, por saber que o que realmente importa é o momento presente e não aquilo que ficou para trás. Mas as pessoas costumam gastar mais tempo reclamando dos sofrimentos de um único passado, do que buscar a chance de tentarem melhorar inúmeras possibilidades de futuro.
Preconceitos e sentimentos de inveja, mesquinharias, egoísmo, são drogas mentais que costumam parasitar em indivíduos que deixaram a juventude morrer em seus corações, agindo como se não tivessem mais nada de bom pelo que viver. Somos crianças convivendo com outras crianças, interpretando papéis escritos em moldes pré-fabricados como corretamente adultos.
Vivemos aglutinados em montinhos de gente, que se intitulam como pretensas sociedades, impondo limites de fronteira (fictícios pedaços de terra) para seus próprios irmãos de carne. Crescemos obedecendo a condutas que estabelecem quando devemos nos sentir crianças, jovens, adultos ou velhos, com base apenas em nossa idade física, sem levar em conta a essência de nosso ser. E assim a sociedade (alimentada por nossa torpe moralidade) vai ditando comportamentos e destruindo a eterna juventude que repousa dentro de cada um de nós, esquecendo que nossa vida é tão breve que não temos tempo de envelhecer.
Não devemos ficar parados nas encruzilhadas da existência, como quem veste uma roupa sem nunca mais querer tirá-la. A arte da eterna juventude consiste em rejuvenescer a cada ano que passa, a cada novo dia. Para que assim possamos chegar ao fim de nossas vidas, com a alma tão jovem quanto no dia em que nascemos.
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
PERDENDO MAIS QUE O MEDO
PERDENDO MAIS QUE O MEDO
(Autor: Antonio Brás Constante)
Ele mal chegou em casa e já trancou a porta. A noite estava apenas começando, mas não queria arriscar que alguém entrasse em seu lar por um descuido seu. Aqueceu algo no forno de microondas e foi deitar. Ao chegar no quarto, cansado, atirou o casaco para trás, jogando-se na cama. Porém, manteve a luz acesa, pois assim se sentia mais seguro com seus medos.
Aos poucos foi escutando o vento uivar lá da rua, seguido pelos estrondos dos trovões. O som da chuva passou a açoitar sua janela de um jeito forte e assustador. Aconchegou-se ainda mais fundo nas cobertas. “Maldita hora que a esposa escolheu para ir visitar a mãe dela”, ele pensou. Ela iria ficar uns três dias fora com as crianças, deixando-o totalmente sozinho naquele casarão de apenas quatro peças, mas que mesmo sendo pequenas, ficavam enormes quando estava sozinho.
A noite se arrastava muito devagar, e ele apesar de estar cada vez mais sonolento, não conseguia dormir, isso graças ao temporal em conjunto com a televisão ligada. Foi então que tudo começou. A luz apagou-se de repente. Raios surgiram próximos às frestas da janela, iluminando o quarto escuro. O vento parecia ainda mais forte e o som de batidas descompassadas chegou aos seus ouvidos.
Apavorado demorou a se dar conta de que o retumbar que escutava vinha de seu próprio peito. Era seu coração disparado que batia de forma ensurdecedora. A luz voltou de forma parcial, em meia-fase como dizem. Mal iluminando o quarto, e deixando-o recoberto por sombras ameaçadoras que dançavam ao seu redor.
A televisão ligou-se novamente, porém, em um canal que só pegava chiados e chuviscos. Ele não tinha coragem de esticar o braço para apanhar o controle remoto que estava em uma mesinha afastada da cama. Neste momento então percebeu o vulto parado próximo a porta do quarto. Baixo como um gnomo, quase imóvel, como se estivesse lhe espreitando para um ataque.
O medo inundou seu corpo, transbordando de terror através de seus poros frente à criatura dantesca. Mal conseguia respirar. Procurava não olha-la diretamente, mas pelo canto dos olhos podia percebe-la ali. Começou a passar mal. Uma voz interior lhe dizendo para se enfiar embaixo das cobertas e ali ficar até amanhecer.
Vários minutos se passaram. Todo quarto parecia congelado como a cena retratada em um quadro. As sombras fantasmagóricas pareciam zombar daquele pequeno homem assustado, que tentava usar as cobertas como escudo, frente ao sobrenatural espectro que permanecia apoiado na porta.
Foi uma luta inglória do homem racional contra os seus pavores. Mas aos poucos a coragem brotou de onde até aquele momento só havia a caótica confusão criada pelo medo. Ele finalmente conseguiu ignorar o clamor insistente de seu interior que lhe dizia: “Fique embaixo das cobertas! Para o seu bem, fique em baixo das cobertas!”.
Era um zumbido incessante que mais parecia uma voz fraca dentro de sua cabeça. Insistindo em lhe atormentar. Mas ele não era um covarde. Fraco talvez. Medroso. Um medíocre apavorado. Mas não um covarde. Saiu da cama e se lançou, com o fiapo de coragem recém adquirida, de encontro ao vulto inerte. Neste momento a luz voltou, mostrando que aquela figura sombria nada mais era que o seu casado que ficara preso na maçaneta da porta.
A cor voltou ao seu rosto. O sangue passou a jorrar forte em suas veias. Então foi daquilo que ele teve tanto medo? De seu casaco? Era inacreditável. Estava se sentindo um verdadeiro idiota por dar crédito a temores infantis. Um homem feito, casado e com filhos, amedrontado por um pedaço de pano.
Diante do próprio sentimento de ridículo, resolveu soltar a fera que havia dentro de si. Saiu pela casa rindo para as sombras nos cômodos escuros. Encarando-as e intimando-as a tentarem lhe assombrar novamente, pois agora isto seria impossível. Ele transformou-se a partir daquele momento em um ser todo-poderoso. Corajoso. O maioral de seu lar. Nada mais poderia afetá-lo ou assustá-lo.
Abriu a porta de sua casa em plena madrugada. Saiu para rua no meio da chuva, erguendo os braços e dizendo: “Eu não tenho medo, ouviram! Eu não tenho medo! Quero ver alguma coisa me assustar agora!”. Foi então que sentiu o cano frio de uma arma cutucar suas costas, seguido das palavras: “É UM ASSALTO!”. O corpo todo amoleceu, amarelando da cabeça aos pés.
Para piorar a situação, a voz de seu interior voltou ainda mais irritante dizendo: “Eu avisei para ficar na cama, mas me escutou? Nãããão! Nunca me escuta. Viu no que deu bancar o machão? Depois me chama de chato. Logo eu que só queria ajudar...”.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
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(Autor: Antonio Brás Constante)
Ele mal chegou em casa e já trancou a porta. A noite estava apenas começando, mas não queria arriscar que alguém entrasse em seu lar por um descuido seu. Aqueceu algo no forno de microondas e foi deitar. Ao chegar no quarto, cansado, atirou o casaco para trás, jogando-se na cama. Porém, manteve a luz acesa, pois assim se sentia mais seguro com seus medos.
Aos poucos foi escutando o vento uivar lá da rua, seguido pelos estrondos dos trovões. O som da chuva passou a açoitar sua janela de um jeito forte e assustador. Aconchegou-se ainda mais fundo nas cobertas. “Maldita hora que a esposa escolheu para ir visitar a mãe dela”, ele pensou. Ela iria ficar uns três dias fora com as crianças, deixando-o totalmente sozinho naquele casarão de apenas quatro peças, mas que mesmo sendo pequenas, ficavam enormes quando estava sozinho.
A noite se arrastava muito devagar, e ele apesar de estar cada vez mais sonolento, não conseguia dormir, isso graças ao temporal em conjunto com a televisão ligada. Foi então que tudo começou. A luz apagou-se de repente. Raios surgiram próximos às frestas da janela, iluminando o quarto escuro. O vento parecia ainda mais forte e o som de batidas descompassadas chegou aos seus ouvidos.
Apavorado demorou a se dar conta de que o retumbar que escutava vinha de seu próprio peito. Era seu coração disparado que batia de forma ensurdecedora. A luz voltou de forma parcial, em meia-fase como dizem. Mal iluminando o quarto, e deixando-o recoberto por sombras ameaçadoras que dançavam ao seu redor.
A televisão ligou-se novamente, porém, em um canal que só pegava chiados e chuviscos. Ele não tinha coragem de esticar o braço para apanhar o controle remoto que estava em uma mesinha afastada da cama. Neste momento então percebeu o vulto parado próximo a porta do quarto. Baixo como um gnomo, quase imóvel, como se estivesse lhe espreitando para um ataque.
O medo inundou seu corpo, transbordando de terror através de seus poros frente à criatura dantesca. Mal conseguia respirar. Procurava não olha-la diretamente, mas pelo canto dos olhos podia percebe-la ali. Começou a passar mal. Uma voz interior lhe dizendo para se enfiar embaixo das cobertas e ali ficar até amanhecer.
Vários minutos se passaram. Todo quarto parecia congelado como a cena retratada em um quadro. As sombras fantasmagóricas pareciam zombar daquele pequeno homem assustado, que tentava usar as cobertas como escudo, frente ao sobrenatural espectro que permanecia apoiado na porta.
Foi uma luta inglória do homem racional contra os seus pavores. Mas aos poucos a coragem brotou de onde até aquele momento só havia a caótica confusão criada pelo medo. Ele finalmente conseguiu ignorar o clamor insistente de seu interior que lhe dizia: “Fique embaixo das cobertas! Para o seu bem, fique em baixo das cobertas!”.
Era um zumbido incessante que mais parecia uma voz fraca dentro de sua cabeça. Insistindo em lhe atormentar. Mas ele não era um covarde. Fraco talvez. Medroso. Um medíocre apavorado. Mas não um covarde. Saiu da cama e se lançou, com o fiapo de coragem recém adquirida, de encontro ao vulto inerte. Neste momento a luz voltou, mostrando que aquela figura sombria nada mais era que o seu casado que ficara preso na maçaneta da porta.
A cor voltou ao seu rosto. O sangue passou a jorrar forte em suas veias. Então foi daquilo que ele teve tanto medo? De seu casaco? Era inacreditável. Estava se sentindo um verdadeiro idiota por dar crédito a temores infantis. Um homem feito, casado e com filhos, amedrontado por um pedaço de pano.
Diante do próprio sentimento de ridículo, resolveu soltar a fera que havia dentro de si. Saiu pela casa rindo para as sombras nos cômodos escuros. Encarando-as e intimando-as a tentarem lhe assombrar novamente, pois agora isto seria impossível. Ele transformou-se a partir daquele momento em um ser todo-poderoso. Corajoso. O maioral de seu lar. Nada mais poderia afetá-lo ou assustá-lo.
Abriu a porta de sua casa em plena madrugada. Saiu para rua no meio da chuva, erguendo os braços e dizendo: “Eu não tenho medo, ouviram! Eu não tenho medo! Quero ver alguma coisa me assustar agora!”. Foi então que sentiu o cano frio de uma arma cutucar suas costas, seguido das palavras: “É UM ASSALTO!”. O corpo todo amoleceu, amarelando da cabeça aos pés.
Para piorar a situação, a voz de seu interior voltou ainda mais irritante dizendo: “Eu avisei para ficar na cama, mas me escutou? Nãããão! Nunca me escuta. Viu no que deu bancar o machão? Depois me chama de chato. Logo eu que só queria ajudar...”.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
WIKIPÉDIA – EU TÔ FORA.
WIKIPÉDIA – EU TÔ FORA.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Este texto transcreve a forma como me cadastrei na WIKIPÉDIA, sendo também o motivo de ter meu cadastramento excluído, por não obedecer aos seus padrões e normas. Alguns poderão achar que foi um ato de rebeldia de minha parte, mas acreditem, só quis ser eu mesmo, deixando ali a marca registrada de meu humor. (atenção: este texto é um complemento da crônica: “LOST e Wikpédia: FUI EXCLUÍDO!”, que ficará inédito até 05.07.2008... Aguardem).
===Quem sou eu?===
Olá! Eu sou Antonio Brás Constante. Acho que estava dormindo, pois fechei meus olhos por breves instantes e quando acordei estava aqui. Não dá pra reclamar muito desta situação, afinal estar em um mundo virtual é sempre um conceito moderno de se viver. Troquei um corpo usado e em condições precárias de uso, por um corpo textual novinho, só não me dou um beliscão agora porque não tenho mais dedos, mas tudo bem. Com exceção da cervejinha gelada e dos rodízios de pizza, acho que vou acabar me acostumando com o lugar. A propósito: sou aprendiz de escritor gaúcho.
===Por que resolvi contribuir com a Wiki?===
Porque sou um filantropo de plantão no que se refere às letras. Gosto de juntar elas em punhadinhos e ir espalhando por aí, formando as palavras que se moldam destas junções. Vocês podem me chamar de louco, mas eu, se conseguir, vou chamar um táxi.
===Em que área eu talvez contribua mais?===
Quero poder contribuir em todas as áreas, e se possível, também nas cozinhas, nas salas e talvez até mesmo nos banheiros.
===Onde é possível me encontrar fora da Wiki?===
Vocês podem me encontrar em algum barzinho virtual tomando chope binário, ou em alguma dessas redes com rendas nas bordas.
Meu e-mail é: abrasc@terra.com.br e meu site onde publico minhas pérolas textuais é:
www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
Grande abraço.
ABC
(Autor: Antonio Brás Constante)
Este texto transcreve a forma como me cadastrei na WIKIPÉDIA, sendo também o motivo de ter meu cadastramento excluído, por não obedecer aos seus padrões e normas. Alguns poderão achar que foi um ato de rebeldia de minha parte, mas acreditem, só quis ser eu mesmo, deixando ali a marca registrada de meu humor. (atenção: este texto é um complemento da crônica: “LOST e Wikpédia: FUI EXCLUÍDO!”, que ficará inédito até 05.07.2008... Aguardem).
===Quem sou eu?===
Olá! Eu sou Antonio Brás Constante. Acho que estava dormindo, pois fechei meus olhos por breves instantes e quando acordei estava aqui. Não dá pra reclamar muito desta situação, afinal estar em um mundo virtual é sempre um conceito moderno de se viver. Troquei um corpo usado e em condições precárias de uso, por um corpo textual novinho, só não me dou um beliscão agora porque não tenho mais dedos, mas tudo bem. Com exceção da cervejinha gelada e dos rodízios de pizza, acho que vou acabar me acostumando com o lugar. A propósito: sou aprendiz de escritor gaúcho.
===Por que resolvi contribuir com a Wiki?===
Porque sou um filantropo de plantão no que se refere às letras. Gosto de juntar elas em punhadinhos e ir espalhando por aí, formando as palavras que se moldam destas junções. Vocês podem me chamar de louco, mas eu, se conseguir, vou chamar um táxi.
===Em que área eu talvez contribua mais?===
Quero poder contribuir em todas as áreas, e se possível, também nas cozinhas, nas salas e talvez até mesmo nos banheiros.
===Onde é possível me encontrar fora da Wiki?===
Vocês podem me encontrar em algum barzinho virtual tomando chope binário, ou em alguma dessas redes com rendas nas bordas.
Meu e-mail é: abrasc@terra.com.br e meu site onde publico minhas pérolas textuais é:
www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
Grande abraço.
ABC
sábado, 24 de maio de 2008
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
Recentemente pude ter acesso há alguns textos de cunho histórico da escritora Géssica Hellmann (excelentes textos), que discorrem sobre estas e tantas outras disseminações de preconceito (principalmente contra a mulher), em épocas passadas, como nos tempos da inquisição.
São textos sérios (diferentes dos meus) e bem fundamentados, que qualquer pessoa deveria ler para conhecer melhor a história da humanidade, e saber bem onde está amarrando seu burrinho. É sempre bom conhecer as origens políticas, sociais e religiosas do mundo em que vivemos, e como foram feitas as bases de muitas dessas crenças e padrões de comportamento, e principalmente, o preço que se pagou por isso.
Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
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(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
Recentemente pude ter acesso há alguns textos de cunho histórico da escritora Géssica Hellmann (excelentes textos), que discorrem sobre estas e tantas outras disseminações de preconceito (principalmente contra a mulher), em épocas passadas, como nos tempos da inquisição.
São textos sérios (diferentes dos meus) e bem fundamentados, que qualquer pessoa deveria ler para conhecer melhor a história da humanidade, e saber bem onde está amarrando seu burrinho. É sempre bom conhecer as origens políticas, sociais e religiosas do mundo em que vivemos, e como foram feitas as bases de muitas dessas crenças e padrões de comportamento, e principalmente, o preço que se pagou por isso.
Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
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