A IDADE QUE POSSUIMOS E A QUE NOS POSSUI
(Autor: Antonio Brás Constante)
Gosto de dizer aos jovens de todas as idades, que a idade é uma ferramenta criada para que possamos nos reinventar a cada 365 dias, sempre com um modelo novo, somando acessórios definidos como experiência em nossa bagagem existencial. Porém, para muitos a idade serve apenas de desculpa, colocando nela toda culpa pela infelicidade de não se tentar novamente viver. E assim a realidade vai nos puxando pelo braço e em seu abraço nos acomodamos, nos deixamos padecer.
O que é a velhice forjada pelo tecido dos anos, frente a uma alma eterna? Se não existe uma idade certa para se morrer quanto mais para nos restringir de viver. O maior problema do ser humano é não conseguir aceitar que foi criado com uma essência imortal, alojada dentro de uma embalagem perecível.
Quando somos fisicamente jovens nossos hormônios nos gritam loucuras, instigando uma mente ainda meio criança aos seus devaneios obedecer. Não somos trens de carga, obrigados a seguir os caprichos das linhas do destino, mas podemos transformar estas linhas em um belo bordado. Eu, por exemplo, sou viciado em viver, se me privarem deste vício fatalmente irei morrer.
Dizer que temos um destino já traçado só é válido para quem se conformou. Pois, quem não quer seguir pela única estrada existente em uma montanha, sairá da estrada e escalará a rocha, experimentando a intensidade de cada instante, sem olhar para o que já passou, por saber que o que realmente importa é o momento presente e não aquilo que ficou para trás. Mas as pessoas costumam gastar mais tempo reclamando dos sofrimentos de um único passado, do que buscar a chance de tentarem melhorar inúmeras possibilidades de futuro.
Preconceitos e sentimentos de inveja, mesquinharias, egoísmo, são drogas mentais que costumam parasitar em indivíduos que deixaram a juventude morrer em seus corações, agindo como se não tivessem mais nada de bom pelo que viver. Somos crianças convivendo com outras crianças, interpretando papéis escritos em moldes pré-fabricados como corretamente adultos.
Vivemos aglutinados em montinhos de gente, que se intitulam como pretensas sociedades, impondo limites de fronteira (fictícios pedaços de terra) para seus próprios irmãos de carne. Crescemos obedecendo a condutas que estabelecem quando devemos nos sentir crianças, jovens, adultos ou velhos, com base apenas em nossa idade física, sem levar em conta a essência de nosso ser. E assim a sociedade (alimentada por nossa torpe moralidade) vai ditando comportamentos e destruindo a eterna juventude que repousa dentro de cada um de nós, esquecendo que nossa vida é tão breve que não temos tempo de envelhecer.
Não devemos ficar parados nas encruzilhadas da existência, como quem veste uma roupa sem nunca mais querer tirá-la. A arte da eterna juventude consiste em rejuvenescer a cada ano que passa, a cada novo dia. Para que assim possamos chegar ao fim de nossas vidas, com a alma tão jovem quanto no dia em que nascemos.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
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sábado, 23 de agosto de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
MACHISTA ATÉ AS COSTELAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
Recentemente pude ter acesso há alguns textos de cunho histórico da escritora Géssica Hellmann (excelentes textos), que discorrem sobre estas e tantas outras disseminações de preconceito (principalmente contra a mulher), em épocas passadas, como nos tempos da inquisição.
São textos sérios (diferentes dos meus) e bem fundamentados, que qualquer pessoa deveria ler para conhecer melhor a história da humanidade, e saber bem onde está amarrando seu burrinho. É sempre bom conhecer as origens políticas, sociais e religiosas do mundo em que vivemos, e como foram feitas as bases de muitas dessas crenças e padrões de comportamento, e principalmente, o preço que se pagou por isso.
Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
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(Autor: Antonio Brás Constante)
O machismo não faz parte das origens da natureza do homem, mas foi muito bem plantado e implantado a esta natureza até ficar fortemente enraizado na cultura masculina (e feminina), parecendo que já nascemos com ele em nosso DNA. Podemos dizer que o feminismo foi uma conseqüência, ou melhor, uma resposta à repressão imposta pelo machismo, algo do tipo: “foram vocês que começaram, agora agüentem”.
Os pensamentos machistas podem ser encontrados em muitas culturas e até mesmo em alguns lugares considerados sagrados. Por exemplo: Se olharmos o Gêneses, do antigo testamento, veremos ali relatado que foi primeiramente o homem que pariu a mulher, utilizando uma de suas costelas (imaginem então se a mulher tivesse sido produzida a partir de um naco de filé mignon).
Mas não faltariam aqueles que, se pudessem escolher, ao invés de dar vida à mulher iriam preferir fazer aquele belo pedaço de costela bem assadinha e estariam no paraíso até hoje, sem conhecer as delicias do sexo oposto ou mesmo o gostinho de uma maçã. Penso que talvez até já tivessem virado vegetarianos para poupar as próprias carnes dessa autofagia desvairada.
Provavelmente essa foi à única vez na história contata como metaforicamente verdadeira, que o homem fez tal proeza. Depois disso, o ato de dar a luz acabou sendo relegado à mulher, junto com muitas outras tarefas, tais como: juntar lenha, buscar frutas silvestres, cuidar dos filhos, limpar a caverna, etc. Mas o texto bíblico não pára por aí, logo em seguida acusa a mulher de se deixar enrolar por uma serpente (possível origem da expressão “língua de cobra”), colocando nela a culpa pela expulsão de ambos do paraíso.
Os dois então vieram parar aqui na Terrinha, um lugar já habitado por seres terrestres, pois não consta na continuação da referida história que Caim e Abel tenham retirado alguma de suas costelas, ou qualquer outra parte de seu corpo para dar origem ao resto da humanidade.
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Enfim, o machismo é uma erva daninha e venenosa, plantada por nossos ancestrais, mas ainda muito cultivada e consumida nos dias de hoje. Resta-nos trocar esta forma de cultura agressiva por algo que produza sementes de harmonia e bem-estar coletivos. Somos os agricultores responsáveis por um futuro melhor, e os maiores beneficiados pelas colheitas advindas de nobres atitudes.
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