Você é contra a violência, o tráfico de drogas e o crime, então faça sua parte para deixar de temer todas estas coisas.
Quer saber como?
Basta aderir a nossa campanha:
“ADOTE UMA BALA PERDIDA EM SEU CORAÇÃO!”
Uma campanha nacional do PCC (Possuímos Celulares na Cadeia).
O PCC pensa em você,
Liga pra você.
Ameaça você.
Ataca você.
Mata você.
Tudo...
Por...
Você!
P.S: Eles também Sabem onde você mora. Sabem onde estudam seus filhos...
(Gente, nós estamos FERRADOS!!!)
sábado, 15 de setembro de 2007
UMA MENSAGEM PARA OLHOS CEGOS E OUVIDOS SURDOS
UMA MENSAGEM PARA OLHOS CEGOS E OUVIDOS SURDOS
(Antonio Brás Constante)
Caros senhores políticos. Tão caros em seus salários, no valor de suas propinas, em suas roupas de grife e belos carros. Mas, ao mesmo tempo tão pobres em suas preocupações e decisões em prol daqueles que votaram nos cavalheiros, carrascos, cafajestes, calhordas, que quando vêm a lhes calhar (leia-se: “se safar”), agem como excelentíssimos Calheiros...
Quantas pessoas os senhores já mataram este mês? Esta semana? Neste dia? Não diretamente, pois suas mãos bem cuidadas apenas embolsam verbas arrecadadas, ficando todo sangue e dor subentendidos em suas podres ações sem traços de pudor. A contabilidade das mortes pode ser calculada nas vidas perdidas pela falta de investimentos em saúde, segurança, ou mesmo por um pouco de comida.
Assassinos com função definida. Investidos como senadores. Conhecidos como deputados. Chamados de vereadores. Desfilando como prefeitos, presidentes e ex-presidentes do País ou do senado. Homens com títulos de governadores entre tantos outros nomes de cargos. Matando os seus patrões (pobre e esquecido povo), que são atraídos por suas mentiras e traídos pela ganância de quem se vende por milhares de dólares ou até por meros trocados. Mas a pior palhaçada é que lá em Brasília, ou ali na prefeitura da esquina, vocês ainda têm coragem de falar em decoro (nos seus discursos decorados), enquanto a população, ao invés de rir desta piada sem graça, apenas brada em coro: “Queremos um pouco de decência”, ou simplesmente: “SOCORRO!”.
Se não puderem atender a este clamor devido a sua falta de caráter, ao menos façam pelas pessoas que sofrem em busca de remédios e hospitais, que faltam justamente por vocês terem superfaturado as verbas destinadas à saúde, comprando ambulâncias a troco de limusines. Ou então lembrem que os senhores já foram meninos e façam alguma coisa pelas inúmeras crianças que trabalham como escravas, que sofrem caladas, maltratadas e abusadas de formas tão brutais. Ao menos olhem uma vez que seja na direção delas, quem sabe a luz que brilha já tão fraca naqueles olhinhos sofridos não desperte um pouco de compaixão aos senhores de terno e gravata, que arrotaram tantas mentiras e bravatas na conquista de seu cargo atual. Silenciem o tilintar de suas taças de cristal e escutem as vozes infantis já tão fracas que imploram por ajuda social.
Saiam de suas redomas seguras e segurem nas mãos das viúvas, dos órfãos, dos pais e mães que perderam seus filhos porque uma bala de fuzil se perdeu. Talvez percebam que este manto de tranqüilidade que conforta suas noites de sono cobre apenas os seus pés, deixando milhares à mercê do medo e do abandono. Medo de sair de casa, de trabalhar, de conviver. De viver em uma nação onde súditos corações clamam por paz em meio a um reinado de guerras. Quantos já morreram nos bairros ou nas favelas, seja nas ruas e vielas, ou no ventre do próprio lar, vítimas da insegurança, pois os investimentos nunca chegam onde deveriam chegar. Ouçam além do motor de seus carros blindados, o hino dos desprotegidos, que sai pelas frestas das janelas lacradas com grades e cercas farpadas.
Será que é tão difícil assim? Será que é pedir demais que vocês, seres políticos, trabalhem pelo menos um pouquinho que seja para o bem desta nação? Mas, se não puderem levar o Brasil a sério, mesmo depois de todos estes apelos, gostaria apenas lembrá-los de que se não quiserem fazer isto pelos doentes, nem pelas crianças, ou pelo povo em geral. Façam isso por vocês mesmos, pois se conseguirem superar a doença da corrupção que domina suas mesquinhas ambições, quem sabe ainda consigam resgatar sua própria humanidade e junto com ela a dignidade de toda uma nação.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Antonio Brás Constante)
Caros senhores políticos. Tão caros em seus salários, no valor de suas propinas, em suas roupas de grife e belos carros. Mas, ao mesmo tempo tão pobres em suas preocupações e decisões em prol daqueles que votaram nos cavalheiros, carrascos, cafajestes, calhordas, que quando vêm a lhes calhar (leia-se: “se safar”), agem como excelentíssimos Calheiros...
Quantas pessoas os senhores já mataram este mês? Esta semana? Neste dia? Não diretamente, pois suas mãos bem cuidadas apenas embolsam verbas arrecadadas, ficando todo sangue e dor subentendidos em suas podres ações sem traços de pudor. A contabilidade das mortes pode ser calculada nas vidas perdidas pela falta de investimentos em saúde, segurança, ou mesmo por um pouco de comida.
Assassinos com função definida. Investidos como senadores. Conhecidos como deputados. Chamados de vereadores. Desfilando como prefeitos, presidentes e ex-presidentes do País ou do senado. Homens com títulos de governadores entre tantos outros nomes de cargos. Matando os seus patrões (pobre e esquecido povo), que são atraídos por suas mentiras e traídos pela ganância de quem se vende por milhares de dólares ou até por meros trocados. Mas a pior palhaçada é que lá em Brasília, ou ali na prefeitura da esquina, vocês ainda têm coragem de falar em decoro (nos seus discursos decorados), enquanto a população, ao invés de rir desta piada sem graça, apenas brada em coro: “Queremos um pouco de decência”, ou simplesmente: “SOCORRO!”.
Se não puderem atender a este clamor devido a sua falta de caráter, ao menos façam pelas pessoas que sofrem em busca de remédios e hospitais, que faltam justamente por vocês terem superfaturado as verbas destinadas à saúde, comprando ambulâncias a troco de limusines. Ou então lembrem que os senhores já foram meninos e façam alguma coisa pelas inúmeras crianças que trabalham como escravas, que sofrem caladas, maltratadas e abusadas de formas tão brutais. Ao menos olhem uma vez que seja na direção delas, quem sabe a luz que brilha já tão fraca naqueles olhinhos sofridos não desperte um pouco de compaixão aos senhores de terno e gravata, que arrotaram tantas mentiras e bravatas na conquista de seu cargo atual. Silenciem o tilintar de suas taças de cristal e escutem as vozes infantis já tão fracas que imploram por ajuda social.
Saiam de suas redomas seguras e segurem nas mãos das viúvas, dos órfãos, dos pais e mães que perderam seus filhos porque uma bala de fuzil se perdeu. Talvez percebam que este manto de tranqüilidade que conforta suas noites de sono cobre apenas os seus pés, deixando milhares à mercê do medo e do abandono. Medo de sair de casa, de trabalhar, de conviver. De viver em uma nação onde súditos corações clamam por paz em meio a um reinado de guerras. Quantos já morreram nos bairros ou nas favelas, seja nas ruas e vielas, ou no ventre do próprio lar, vítimas da insegurança, pois os investimentos nunca chegam onde deveriam chegar. Ouçam além do motor de seus carros blindados, o hino dos desprotegidos, que sai pelas frestas das janelas lacradas com grades e cercas farpadas.
Será que é tão difícil assim? Será que é pedir demais que vocês, seres políticos, trabalhem pelo menos um pouquinho que seja para o bem desta nação? Mas, se não puderem levar o Brasil a sério, mesmo depois de todos estes apelos, gostaria apenas lembrá-los de que se não quiserem fazer isto pelos doentes, nem pelas crianças, ou pelo povo em geral. Façam isso por vocês mesmos, pois se conseguirem superar a doença da corrupção que domina suas mesquinhas ambições, quem sabe ainda consigam resgatar sua própria humanidade e junto com ela a dignidade de toda uma nação.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
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NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
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domingo, 9 de setembro de 2007
COMO TORNAR INESQUECIVEIS OS ANIVERSÁRIOS DE 1 ANINHO.
COMO TORNAR INESQUECIVEIS OS ANIVERSÁRIOS DE 1 ANINHO.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Os aniversários de um aninho são verdadeiros acontecimentos sociais na vida dos pais. Muitos passam meses planejando cada detalhe do evento. Fazem convites, encomendam doces e salgados, contratam palhaços, enfeitam salões com balões coloridos. Não medindo esforços para comemorar aquela data com todos os itens que obrigatoriamente devem fazer parte dela. Agora imaginem se estes aniversários fossem elaborados pelos próprios e pequenos aniversariantes. Com certeza tudo acabaria sendo bem diferente. Começando pelo cardápio que seria um belo rodízio de mamadeiras, papinhas e mingau.
As conversas seriam uma sucessão de “gu-gu dá-dá”, ou uma sinfonia de choros e gargalhadas ao sabor do humor infantil. Algo bem ao estilo das crianças. No lugar do “parabéns pra você” seriam apenas batidas palmas, pois o divertido mesmo é ver todo mundo batendo as mãos de forma desajeitada, mais preocupado com a comida do que com a melodia da música.
Nada dessa história de roupinhas arrumadinhas e bem limpinhas, a primeira etapa da festa seria se sujar. Os jogos seriam o ponto forte da brincadeira, ou seja, jogar papinha nos titios, mingau nos primos, e mamadeira nos pais. Nunca esquecendo de fazer xixi nos enfeites da mesa, com a desculpa de que estava tentando apagar a vela do bolo.
Não haveria gente em pé conversando, pois todo mundo teria de passar o dia engatinhando. Os balões não serviriam de adorno para as paredes, mas seriam estourados ao ritmo das gargalhadas dos pequenos.
Os bebês teriam o direito de rabiscar com hidrocor, têmpera, nanquim ou qualquer outro tipo de tinta a cara daquelas “titias”, que sempre aparecem cheias de maquiagem e prontas para “carimbar” o rostinho dos pequenos com marcas de batom. Podendo enfim, retribuir os beliscões que vivem levando em suas bochechas com mordidas nas mãos de quem tentasse.
Ao invés de ficar fazendo carinhas bonitinhas para as obrigatórias fotos do álbum de lembranças, tiradas através daquelas detestáveis máquinas fotográficas. As crianças poderiam efetuar a destruição das referidas câmeras. Com muitas mordidas repletas de baba, para em seguida derrubá-las no chão e chutá-las para baixo da pia ou do fogão. Acabando de vez com aqueles aparelhos torturantes que escondem misteriosos e invisíveis passarinhos, que os pequenos não conseguem ver, pois cada vez que olham para eles, ficam momentaneamente cegos com aqueles terríveis flashes em seus indefesos olhos infantis.
No final haveria a confraternização dos bebês, com a troca de fraldas entre eles. Tudo com muita bagunça, muita gritaria e muita comidinha saindo pela boca e pelo nariz (escorrendo pelo queixo direto no tapete).
Enfim, se as festas de aniversário fossem feitas pelas crianças, o acontecimento não seria apenas uma lembrança para elas, mas principalmente, seria algo inesquecível para seus pais.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Os aniversários de um aninho são verdadeiros acontecimentos sociais na vida dos pais. Muitos passam meses planejando cada detalhe do evento. Fazem convites, encomendam doces e salgados, contratam palhaços, enfeitam salões com balões coloridos. Não medindo esforços para comemorar aquela data com todos os itens que obrigatoriamente devem fazer parte dela. Agora imaginem se estes aniversários fossem elaborados pelos próprios e pequenos aniversariantes. Com certeza tudo acabaria sendo bem diferente. Começando pelo cardápio que seria um belo rodízio de mamadeiras, papinhas e mingau.
As conversas seriam uma sucessão de “gu-gu dá-dá”, ou uma sinfonia de choros e gargalhadas ao sabor do humor infantil. Algo bem ao estilo das crianças. No lugar do “parabéns pra você” seriam apenas batidas palmas, pois o divertido mesmo é ver todo mundo batendo as mãos de forma desajeitada, mais preocupado com a comida do que com a melodia da música.
Nada dessa história de roupinhas arrumadinhas e bem limpinhas, a primeira etapa da festa seria se sujar. Os jogos seriam o ponto forte da brincadeira, ou seja, jogar papinha nos titios, mingau nos primos, e mamadeira nos pais. Nunca esquecendo de fazer xixi nos enfeites da mesa, com a desculpa de que estava tentando apagar a vela do bolo.
Não haveria gente em pé conversando, pois todo mundo teria de passar o dia engatinhando. Os balões não serviriam de adorno para as paredes, mas seriam estourados ao ritmo das gargalhadas dos pequenos.
Os bebês teriam o direito de rabiscar com hidrocor, têmpera, nanquim ou qualquer outro tipo de tinta a cara daquelas “titias”, que sempre aparecem cheias de maquiagem e prontas para “carimbar” o rostinho dos pequenos com marcas de batom. Podendo enfim, retribuir os beliscões que vivem levando em suas bochechas com mordidas nas mãos de quem tentasse.
Ao invés de ficar fazendo carinhas bonitinhas para as obrigatórias fotos do álbum de lembranças, tiradas através daquelas detestáveis máquinas fotográficas. As crianças poderiam efetuar a destruição das referidas câmeras. Com muitas mordidas repletas de baba, para em seguida derrubá-las no chão e chutá-las para baixo da pia ou do fogão. Acabando de vez com aqueles aparelhos torturantes que escondem misteriosos e invisíveis passarinhos, que os pequenos não conseguem ver, pois cada vez que olham para eles, ficam momentaneamente cegos com aqueles terríveis flashes em seus indefesos olhos infantis.
No final haveria a confraternização dos bebês, com a troca de fraldas entre eles. Tudo com muita bagunça, muita gritaria e muita comidinha saindo pela boca e pelo nariz (escorrendo pelo queixo direto no tapete).
Enfim, se as festas de aniversário fossem feitas pelas crianças, o acontecimento não seria apenas uma lembrança para elas, mas principalmente, seria algo inesquecível para seus pais.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
DO INFORMAL AO ILEGAL
DO INFORMAL AO ILEGAL
(Antonio Brás Constante)
A vida está cada vez mais difícil. Empresas trocando carteiras assinadas e garantias de emprego por estágios temporários, exigindo qualificações que envolvem desde o conhecimento de línguas, até mestrado e habilidades cinematográficas em informática. Procurando pessoas cada vez mais jovens, que tenham preferencialmente, anos de experiência. Tudo isso para trabalhar em troca de um salário mínimo.
Na bagagem pedem que se tenha vivido algum tempo no exterior (buscar muamba no Paraguai não serve para preencher este quesito). Com todas essas exigências, somadas a falta de empregos, juntamente com a roubalheira descarada dos políticos e a onda de insegurança que só aumenta. Muitas pessoas poderiam pensar que talvez esta seria a hora de darem um novo rumo em suas vidas, baseadas na frase: “se não pode com eles, junte-se a eles”. Como? Partindo para uma atitude extrema e abrindo, por exemplo, uma boca de fumo.
Pense nas vantagens. Começando pela propaganda que seria gratuita, pois seus produtos estariam sempre sendo noticiados através dos meios de comunicação (nas páginas policiais). Você não teria mais clientes, teria “usuários”, que seriam literalmente viciados em sua mercadoria. Qualquer um poderia falar abertamente que seu produto é uma droga, sem comprometer as vendas. Sempre que fosse preso aproveitaria o tempo na cadeia para se atualizar sobre as novas tendências de mercado. Seria como uma espécie de “internato” que somaria pontos em sua nova ficha profissional (e policial).
Não teria mais medo de ser assaltado por ladrões, somente por clientes. Ao invés de um curso de línguas, você necessitaria conhecer a linguagem das gírias (no final perceberia que são quase a mesma coisa). Não pagaria mais impostos, apenas propinas.
Como a educação, a segurança, a saúde, etc. estão uma droga, o seu produto estaria bem inserido no contexto social junto à população. Grana não seria problema aos seus consumidores, pois eles estariam acostumados a recorrer às instituições financeiras em busca de fundos (entrando pelos fundos), a qualquer hora do dia ou da noite. Sem precisar de cartões de crédito ou mesmo de empréstimos, já que os saques de dinheiro ocorreriam através do saque de suas armas de fogo.
Claro que o dinheiro seria fruto de mãos sujas de sangue, ações covardes e monstruosas, destruição de vidas, entre tantas outras situações que provavelmente lhe deixariam com algum peso na consciência. Mas, lembre-se que caso tivesse escolhido o ramo político, poderia acabar fazendo tudo isso e muito mais, e de uma forma bem pior.
Em seu “empreendimento” marginal pelo menos não estaria enganando ninguém quanto aos seus propósitos. Jogaria limpo através de um jogo sujo, no qual não existiriam contratos formais, e por isso a palavra dada possuiria um peso muito grande (como era antigamente). Ao contrário da política, onde geralmente prometem, prometem e prometem, sempre cheios de convicção, falsidade e mentiras.
Enfim, a honestidade vem cada vez mais rimando com raridade. Onde os trabalhadores, estes heróis modernos que enfrentam todo o jugo de uma administração pública corrupta, de um sistema penal falido e de uma carga de impostos cada vez mais imoral, vêm tentando sobreviver como podem, buscando acreditar que a situação ainda vai mudar e quem sabe até melhorar. Resta-nos torcer para que eles tenham razão em suas crenças. Porque quando esta tênue luz de esperança se apagar, mergulharemos de vez em um escuro abismo sem volta.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
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(Antonio Brás Constante)
A vida está cada vez mais difícil. Empresas trocando carteiras assinadas e garantias de emprego por estágios temporários, exigindo qualificações que envolvem desde o conhecimento de línguas, até mestrado e habilidades cinematográficas em informática. Procurando pessoas cada vez mais jovens, que tenham preferencialmente, anos de experiência. Tudo isso para trabalhar em troca de um salário mínimo.
Na bagagem pedem que se tenha vivido algum tempo no exterior (buscar muamba no Paraguai não serve para preencher este quesito). Com todas essas exigências, somadas a falta de empregos, juntamente com a roubalheira descarada dos políticos e a onda de insegurança que só aumenta. Muitas pessoas poderiam pensar que talvez esta seria a hora de darem um novo rumo em suas vidas, baseadas na frase: “se não pode com eles, junte-se a eles”. Como? Partindo para uma atitude extrema e abrindo, por exemplo, uma boca de fumo.
Pense nas vantagens. Começando pela propaganda que seria gratuita, pois seus produtos estariam sempre sendo noticiados através dos meios de comunicação (nas páginas policiais). Você não teria mais clientes, teria “usuários”, que seriam literalmente viciados em sua mercadoria. Qualquer um poderia falar abertamente que seu produto é uma droga, sem comprometer as vendas. Sempre que fosse preso aproveitaria o tempo na cadeia para se atualizar sobre as novas tendências de mercado. Seria como uma espécie de “internato” que somaria pontos em sua nova ficha profissional (e policial).
Não teria mais medo de ser assaltado por ladrões, somente por clientes. Ao invés de um curso de línguas, você necessitaria conhecer a linguagem das gírias (no final perceberia que são quase a mesma coisa). Não pagaria mais impostos, apenas propinas.
Como a educação, a segurança, a saúde, etc. estão uma droga, o seu produto estaria bem inserido no contexto social junto à população. Grana não seria problema aos seus consumidores, pois eles estariam acostumados a recorrer às instituições financeiras em busca de fundos (entrando pelos fundos), a qualquer hora do dia ou da noite. Sem precisar de cartões de crédito ou mesmo de empréstimos, já que os saques de dinheiro ocorreriam através do saque de suas armas de fogo.
Claro que o dinheiro seria fruto de mãos sujas de sangue, ações covardes e monstruosas, destruição de vidas, entre tantas outras situações que provavelmente lhe deixariam com algum peso na consciência. Mas, lembre-se que caso tivesse escolhido o ramo político, poderia acabar fazendo tudo isso e muito mais, e de uma forma bem pior.
Em seu “empreendimento” marginal pelo menos não estaria enganando ninguém quanto aos seus propósitos. Jogaria limpo através de um jogo sujo, no qual não existiriam contratos formais, e por isso a palavra dada possuiria um peso muito grande (como era antigamente). Ao contrário da política, onde geralmente prometem, prometem e prometem, sempre cheios de convicção, falsidade e mentiras.
Enfim, a honestidade vem cada vez mais rimando com raridade. Onde os trabalhadores, estes heróis modernos que enfrentam todo o jugo de uma administração pública corrupta, de um sistema penal falido e de uma carga de impostos cada vez mais imoral, vêm tentando sobreviver como podem, buscando acreditar que a situação ainda vai mudar e quem sabe até melhorar. Resta-nos torcer para que eles tenham razão em suas crenças. Porque quando esta tênue luz de esperança se apagar, mergulharemos de vez em um escuro abismo sem volta.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
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domingo, 12 de agosto de 2007
FORMATANDO AS FORMATURAS
FORMATANDO AS FORMATURAS
(Antonio Brás Constante)
Nada como a formatura de um cunhado em um curso de educação física, para servir de base na elaboração de um novo texto. Principalmente quando o evento acontece em uma das noites mais frias do ano. Uma noite tão fria, que somente não houve congelamento em massa no local (decorrente das terríveis massas frias de ar), pois cada acadêmico recebeu um grau por estar se formando. Como eram dezenas de alunos, o palco contou com dezenas de graus, irradiando energia suficiente para deixar a platéia (composta por amigos e familiares), viva e acesa. Esse calor humano se refletiu de volta para o palco, aquecendo o coração daqueles jovens estudantes de todas as idades. Algo que, com certeza, amenizou o intenso frio glacial.
As formaturas são bons momentos para se prestar agradecimentos. Uns iniciam agradecendo a Deus, provavelmente por ter sido ele, em um momento pleno de inexistência, que resolveu criar toda existência. Uma existência onde as pessoas foram evoluindo e desenvolvendo formas de compartilhar o conhecimento, construindo escolas, cursos e faculdades, que culminaram em eventos de formatura e gestos de agradecimento.
Outros elevam a formatura como sendo o melhor acontecimento de suas vidas. Nublando outros eventos também importantes, tais como: O seu casamento, o nascimento dos filhos, e até mesmo o aniversário de sua abençoada sogra.
Alguns prestam homenagens aos entes queridos que se foram (em certos casos há bem pouco tempo). A voz some quando tentam expressar a saudade que queima no peito, substituída por lágrimas. Comovendo as pessoas ali presentes, que retribuem com calorosos aplausos, repletos de emoção e carinho.
A formatura que citei, contou até com formandos que lembraram de suas brigas com os professores (provavelmente se referindo aos professores de capoeira, judô, e/ou boxe. Já que o curso era Educação Física e deveria ter essas disciplinas).
Podemos comparar a formatura ao ato de nascer (para uma nova etapa da vida). Onde cada semestre corresponderia a um período de gestação. Porém, diferente da gravidez onde o sofrimento é todo da mãe, quem sofre agora é o próprio aluno, passando por uma série de provações em busca de aprovações, até se formar. Outra diferença é que o recém-nascido fica cercado de enfermeiras, já no caso do formando isso só acontece se o seu curso for de enfermagem.
Toda formatura tem um momento que se sobressai. Nesta que assisti, o tal ápice ficou por conta do paraninfo (prof. Carlos Berwanger), que proporcionou um dos melhores e mais bem-humorados discursos que já presenciei (digno de ser comentado e lembrado).
Enfim, as formaturas são momentos especiais, resultantes de anos de luta, aprendizado e dedicação, que geralmente finalizam com uma grande festa. Onde até mesmo pretensos escritores acabam sendo convidados. Parabéns a todos os formandos do universo. Em especial, ao meu jovem cunhado: João Brasil, e a minha amiga Karla Chepp que também se forma neste semestre.
E-mail: abrasc@terra.com.br
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(Antonio Brás Constante)
Nada como a formatura de um cunhado em um curso de educação física, para servir de base na elaboração de um novo texto. Principalmente quando o evento acontece em uma das noites mais frias do ano. Uma noite tão fria, que somente não houve congelamento em massa no local (decorrente das terríveis massas frias de ar), pois cada acadêmico recebeu um grau por estar se formando. Como eram dezenas de alunos, o palco contou com dezenas de graus, irradiando energia suficiente para deixar a platéia (composta por amigos e familiares), viva e acesa. Esse calor humano se refletiu de volta para o palco, aquecendo o coração daqueles jovens estudantes de todas as idades. Algo que, com certeza, amenizou o intenso frio glacial.
As formaturas são bons momentos para se prestar agradecimentos. Uns iniciam agradecendo a Deus, provavelmente por ter sido ele, em um momento pleno de inexistência, que resolveu criar toda existência. Uma existência onde as pessoas foram evoluindo e desenvolvendo formas de compartilhar o conhecimento, construindo escolas, cursos e faculdades, que culminaram em eventos de formatura e gestos de agradecimento.
Outros elevam a formatura como sendo o melhor acontecimento de suas vidas. Nublando outros eventos também importantes, tais como: O seu casamento, o nascimento dos filhos, e até mesmo o aniversário de sua abençoada sogra.
Alguns prestam homenagens aos entes queridos que se foram (em certos casos há bem pouco tempo). A voz some quando tentam expressar a saudade que queima no peito, substituída por lágrimas. Comovendo as pessoas ali presentes, que retribuem com calorosos aplausos, repletos de emoção e carinho.
A formatura que citei, contou até com formandos que lembraram de suas brigas com os professores (provavelmente se referindo aos professores de capoeira, judô, e/ou boxe. Já que o curso era Educação Física e deveria ter essas disciplinas).
Podemos comparar a formatura ao ato de nascer (para uma nova etapa da vida). Onde cada semestre corresponderia a um período de gestação. Porém, diferente da gravidez onde o sofrimento é todo da mãe, quem sofre agora é o próprio aluno, passando por uma série de provações em busca de aprovações, até se formar. Outra diferença é que o recém-nascido fica cercado de enfermeiras, já no caso do formando isso só acontece se o seu curso for de enfermagem.
Toda formatura tem um momento que se sobressai. Nesta que assisti, o tal ápice ficou por conta do paraninfo (prof. Carlos Berwanger), que proporcionou um dos melhores e mais bem-humorados discursos que já presenciei (digno de ser comentado e lembrado).
Enfim, as formaturas são momentos especiais, resultantes de anos de luta, aprendizado e dedicação, que geralmente finalizam com uma grande festa. Onde até mesmo pretensos escritores acabam sendo convidados. Parabéns a todos os formandos do universo. Em especial, ao meu jovem cunhado: João Brasil, e a minha amiga Karla Chepp que também se forma neste semestre.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
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sábado, 28 de julho de 2007
O INVERNO FRIO E O BEIJO QUENTE...
O INVERNO FRIO E O BEIJO QUENTE...
(Autor: Antonio Brás Constante)
O que leva uma pessoa a escrever sobre o frio? Talvez o mistério gélido deste tema, ou apenas uma sensação desagradável que insiste em persistir no corpo, enquanto o autor tenta se concentrar em pensamentos mais nobres.
Tal assunto (em dias de temperaturas baixas), fica martelando dentro de nossas cabeças, congelando completamente nossos ânimos. O inverno é a estação em que os cronistas sentem vontade de escrever sobre as intempéries da estação. Os poetas sentem florescer em suas mentes frases frias e rimadas. Os ricos sentem o frenesi europeu. E os pobres sentem apenas os rigores do frio. É uma estação de sentimentos falsos, pois, por mais que algumas pessoas insistam em dizer que adoram o frio, na verdade o que elas gostam é de lareiras acesas, bebidas e comidas quentes, cobertores aconchegando seus corpos. Enfim, gostam de coisas que façam com que se sintam quentinhas.
O frio causa dúvidas sobre nossas emoções, nos deixando sem saber se os anseios que experimentamos, são verdadeiros ou apenas uma tremedeira causada pela baixa temperatura. Como exemplo, poderia citar o picolé, que é um dos prazeres do verão, mas causa arrepios quando lembrado no inverno. Podemos inclusive considerar o inverno uma estação “diet”, visto que, do mesmo modo que muitos alimentos dietéticos, também se apresenta em várias ocasiões com “zero calorias”.
Pensem nos transtornos que o inverno trás ao ser humano. Onde um simples passeio a pé acaba se tornando uma árdua tarefa, com um vento de congelar a alma massacrando o corpo, que mesmo protegido não consegue evitar os infortúnios do frio da estação.
Até mesmo a paquera fica difícil. Você vê aquele monte de roupas na sua frente. Apenas os olhos dela expostos e ainda assim meio fechados. Em uma tentativa frustrada ainda tenta despi-la em seu pensamento, mas desiste com medo de lhe causar um princípio de gripe ou pneumonia.
No inverno quando alguém diz: “tira a roupa e vem para mim”, o outro responde: “tem certeza?”. Mesmo que a pessoa aceite tirar a roupa, quando terminar de se despir terá de acordar o seu amor, que adormeceu pouco antes dela começar a tirar o terceiro par de meias, e que agora prefere continuar dormindo. Quem sabe amanhã o ânimo volta.
Por fim, o inverno é realmente a época do ano em que os amantes mais sofrem. As mãos frias tentando fazer carinhos são rechaçadas. A ternura das palavras sendo interrompida por espirros, por crises de tosses ou por fungadas, que lembram aos enamorados que aquilo que foi fungado, provavelmente desceu pela garganta de seu amado e que este logo vai querer beija-la de forma calorosa, para expressar todo o seu amor. Acho que agora convenci você, sobre as agruras que o frio impõe. Bom inverno e nada de beijos.
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(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
E-mail: abrasc@terra.com.br
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
OUTRA NOTA DO AUTOR: Amigos, que a força esteja com vocês, pois sem força a maioria dos microcomputadores não funciona.
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
O que leva uma pessoa a escrever sobre o frio? Talvez o mistério gélido deste tema, ou apenas uma sensação desagradável que insiste em persistir no corpo, enquanto o autor tenta se concentrar em pensamentos mais nobres.
Tal assunto (em dias de temperaturas baixas), fica martelando dentro de nossas cabeças, congelando completamente nossos ânimos. O inverno é a estação em que os cronistas sentem vontade de escrever sobre as intempéries da estação. Os poetas sentem florescer em suas mentes frases frias e rimadas. Os ricos sentem o frenesi europeu. E os pobres sentem apenas os rigores do frio. É uma estação de sentimentos falsos, pois, por mais que algumas pessoas insistam em dizer que adoram o frio, na verdade o que elas gostam é de lareiras acesas, bebidas e comidas quentes, cobertores aconchegando seus corpos. Enfim, gostam de coisas que façam com que se sintam quentinhas.
O frio causa dúvidas sobre nossas emoções, nos deixando sem saber se os anseios que experimentamos, são verdadeiros ou apenas uma tremedeira causada pela baixa temperatura. Como exemplo, poderia citar o picolé, que é um dos prazeres do verão, mas causa arrepios quando lembrado no inverno. Podemos inclusive considerar o inverno uma estação “diet”, visto que, do mesmo modo que muitos alimentos dietéticos, também se apresenta em várias ocasiões com “zero calorias”.
Pensem nos transtornos que o inverno trás ao ser humano. Onde um simples passeio a pé acaba se tornando uma árdua tarefa, com um vento de congelar a alma massacrando o corpo, que mesmo protegido não consegue evitar os infortúnios do frio da estação.
Até mesmo a paquera fica difícil. Você vê aquele monte de roupas na sua frente. Apenas os olhos dela expostos e ainda assim meio fechados. Em uma tentativa frustrada ainda tenta despi-la em seu pensamento, mas desiste com medo de lhe causar um princípio de gripe ou pneumonia.
No inverno quando alguém diz: “tira a roupa e vem para mim”, o outro responde: “tem certeza?”. Mesmo que a pessoa aceite tirar a roupa, quando terminar de se despir terá de acordar o seu amor, que adormeceu pouco antes dela começar a tirar o terceiro par de meias, e que agora prefere continuar dormindo. Quem sabe amanhã o ânimo volta.
Por fim, o inverno é realmente a época do ano em que os amantes mais sofrem. As mãos frias tentando fazer carinhos são rechaçadas. A ternura das palavras sendo interrompida por espirros, por crises de tosses ou por fungadas, que lembram aos enamorados que aquilo que foi fungado, provavelmente desceu pela garganta de seu amado e que este logo vai querer beija-la de forma calorosa, para expressar todo o seu amor. Acho que agora convenci você, sobre as agruras que o frio impõe. Bom inverno e nada de beijos.
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OUTRA NOTA DO AUTOR: Amigos, que a força esteja com vocês, pois sem força a maioria dos microcomputadores não funciona.
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
RUIDOS DE COMUNICAÇÃO QUE NÃO SE OUVEM POR AÍ
RUIDOS DE COMUNICAÇÃO QUE NÃO SE OUVEM POR AÍ
(Antonio Brás Constante)
Os ruídos de comunicação são responsáveis por muitos dos problemas da humanidade. Fulano fala algo que beltrano não entende direito e quando os dois se dão conta, o pior já aconteceu. Seria como alguém dizer: “corta o fio verde primeiro”, e a outra pessoa que está com o alicate na mão (desarmando a bomba), entender: “corta o fio vermelho...”.
(Antonio Brás Constante)
Os ruídos de comunicação são responsáveis por muitos dos problemas da humanidade. Fulano fala algo que beltrano não entende direito e quando os dois se dão conta, o pior já aconteceu. Seria como alguém dizer: “corta o fio verde primeiro”, e a outra pessoa que está com o alicate na mão (desarmando a bomba), entender: “corta o fio vermelho...”.
Um único erro de interpretação poderia mudar toda a história da humanidade. Para exemplificar esta hipótese, vamos exercitar um pouco nossa imaginação, voltando no tempo até a época de Noé, que era um homem bem relacionado no Céu e na Terra, e isto lhe garantia informações privilegiadas sobre a meteorologia, mesmo antes da existência dos telejornais. Para quem não sabe, Noé foi o precursor dos zoológicos, criando uma estrutura itinerante em forma de barco. Ele também poderia entrar para o livro dos recordes, como o maior colecionador de animais da história e também como o primeiro homem a sobreviver a um dilúvio.
Agora imagine ele, num derradeiro momento de distração, recebendo uma mensagem celestial do Todo Poderoso, dizendo que uma grande tempestade viria, e que por isso Noé deveria construir algo, em um determinado prazo, para proteger a si mesmo, sua família e todos os animais da Terra.
Era uma tarefa grandiosa, já que existiam espécies de animais em todos os cantos do planeta. Alguns no ártico, outros nos trópicos, outros ainda somente em ilhas isoladas. Mas, conforme sabemos, Noé encontrou um jeito de reuni-los. Algo que deve ter tomado quase todo seu tempo. Aquela correria também pode ter despertado comentários entre seus vizinhos, que acharam estranha a nova mania dele de colecionar bichos, porém, como ainda não era possível de se colecionar selos, resolveram deixá-lo em paz com suas excentricidades, causadas provavelmente pelo excesso de vinho em seus miolos.
Terminado o prazo, o grande Manda-chuva dos céus iniciaria o dilúvio (não estou me referindo a São Pedro e sim ao chefe dele, que talvez tenha recebido tal apelido depois deste evento), sabendo que a raça humana (ou no caso, a família de Noé) e todos os animais estariam a salvo. Mas antes, daria uma olhadinha em direção ao seu fiel seguidor, para ver se a bicharada estava se comportando direitinho. Para sua surpresa, o que “Ele” veria ao invés de uma arca seria um enorme guarda-chuva. Embaixo dele estaria o pobre Noé, rodeado de animais, com a cabeça seca e água até a cintura. Um fato que se realmente tivesse acontecido, teria sido considerado como um dos maiores lapsos da história, causando atrasos nos cronogramas celestiais, constrangimentos divinos, etc.
Enfim, os ruídos de comunicação existem e talvez sejam os principais culpados por clamarmos tanto por melhorias sociais, e nossos políticos entenderem sempre que as melhorias devem ser revertidas para eles mesmos, algo que somente é possível em um País onde o ruído de comunicação já começa na hora de efetivarmos nosso voto.
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E-mail: abrasc@terra.com.br
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