sábado, 14 de maio de 2011

AINDA MAIS NOVAS E PEQUENAS PÉROLAS PARA PENSAR (Autor: Antonio Brás Constante)

AINDA MAIS NOVAS E PEQUENAS PÉROLAS PARA PENSAR

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Uma das grandes diferenças entre um ser humano normal e um pretenso escritor de qualquer coisa, é que no caso dos escritores os pensamentos mais torpes ou nobres ficam girando em suas cabeças até entontarem e caírem no papel (ou teclado) como gotas de suor textual, transformando-se em novos textos. Um pouco deste resultado é agora lhes apresentado em parágrafos prontos para se degustar, recheados com as ainda mais novas e pequenas pérolas para pensar.

 

O cúmulo do azar para os Estados Unidos, na atualidade, seria descobrir que a França encontrou o corpo de Bin Laden ao procurar no oceano as vítimas do acidente aéreo do vôo 447.

 

Um certo atropelador e bancário Gaúcho, que tentou entrar para o “Guinness Book” ao atropelar dezenas de ciclistas de uma só vez, andou recebendo tanta notoriedade com este incidente que provavelmente vão acabar convidando ele para shows, palestras e apresentações, mas os organizadores sempre farão uma ressalva importante, enfatizando que os eventos devem acontecer de forma ordeira, ou seja, sem atropelos.

 

Após a morte de Bin Laden, a Al-Qaeda disse que não descansaria até encontrar o corpo de seu líder, mas perderam totalmente as esperanças de encontrá-lo e finalmente mudaram de ideia após descobrirem que os Estados Unidos haviam contratado o ex-goleiro Bruno para sumir com o corpo.

 

Economia: Nossa moeda brasileira anda tão fortalecida, que mesmo em meio ao maior casamento dos últimos anos no quintal britânico, onde os noivos eram europeus, o castelo era europeu, os convidados (em sua maioria) eram europeus, mas o evento foi cem por cento real.

 

Fatos do mundo atual, ao ter seu esconderijo descoberto e invadido, a última coisa que passou pela cabeça do terrorista e campeão de esconde-esconde Osama Bin Laden foi a bala de uma pistola semi-automática...

 

Diferentemente do que aparece nos filmes, no Japão não são os eventos radioativos que criam monstros terríveis soltos na natureza. São os monstruosos acontecimentos da natureza, que andam criando eventos radioativos.

 

Voltando a morte do sempre escondido em cavernas úmidas (entre outros buracos), aquele marcado com o sangue de muitos, o terrível O.B. (Osama Bin etc.), podemos perceber que a grande diferença terrorista para o mundo entre ter o Bin vivo e o Bin morto, é que enquanto estava vivo Bin Laden dizia que em nome da Al-Qaeda ele iria derramar sua vingança pelo mundo todo, agora que morreu é a vez da Al-Qaeda vociferar que em nome de Bin Laden, ela irá derramar sua vingança pelo mundo todo e vice-versa.

 

Mas deixemos de lado o terrorismo internacional, afinal, já temos terroristas de sobra em nosso Congresso Nacional e demais covis políticos espalhados por nossa Nação, sempre prontos (através de seus atos de corrupção implícita e incompetência explicita) para nos roubar, amedrontar, matar e destruir nossos sonhos. Isso sem falar dos loucos que de vez em quando aparecem para chacinar inocentes em cinemas ou em escolas. Com gente dessa laia entre nós, não sobra tempo para temer mais nada.

 

A propósito, agora que encontraram o esconderijo de Bin Laden, só falta descobrir onde está Wally.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: abrasc.blogspot.com

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

terça-feira, 3 de maio de 2011

CASAMENTOS E CADÁVERES - (Autor: Antonio Brás Constante)

CASAMENTOS E CADÁVERES

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Terrorista é aquele sujeito que vive sua vida tentando acabar com a vida do outros. Ele passa seu tempo livre (e até seu tempo preso) pensando em maneiras de matar, destruir e causar todo tipo de sofrimento possível aos seus semelhantes (que na visão distorcida dele não são considerados como sendo seus semelhantes). Mas quando um líder terrorista finalmente morre, seus seguidores cegos e demais revolucionários revoltados se revoltam ainda mais e resolvem vingar-se, ameaçando aterrorizar o mundo com mortes, destruição e sofrimento (como são criativos), elegendo novos lideres para continuar a matança, em um eterno ciclo vicioso.

 

A morte de Osama poderia até ser considerada como um presente de casamento atrasado para a nobreza britânica. Existem inclusive rumores de que o terrorista só não foi morto já na semana passada para não eclipsar o glamour da cerimônia. O fato é que na disputa mortal entre Obama e Osama, o presidente dos Estados Unidos acabou ganhando com um corpo de vantagem (o corpo do oponente morto), mas se formos contar direito todos os corpos caídos e mortos de ambos os lados, vai ser difícil saber quem contribuiu mais para conter a explosão demográfica em nosso antiquado, porém superlotado, mundo moderno. Quem sabe até lancem um slogan sobre a morte do Terrorista, algo do tipo: “Osama morreu, antes ele do que eu”, afinal, quando o assunto é o terrorismo, nunca se sabe quem será a próxima vítima.

 

O ato terrorista é muito parecido com o ato de vandalismo. A diferença é que o vândalo é um terrorista em potencial e em menor escala (enquanto o terrorista é um vândalo com um potencial mais mortal e sem escalas). O vândalo não destrói prédios com aviões, mas destrói telefones públicos (por exemplo), onde o resultado é quase o mesmo, ou seja, deixar sua “marca” demonstrando sua força ao mundo do qual faz parte. Terroristas e vândalos parecem cachorros urinando nas coisas para demarcar territórios.

 

Sempre encontramos em meio aos montes de comentários sobre o assunto, gente dizendo que o correto seria terem prendido o Bin Laden, e levado ele para prestar contas com a justiça. Imaginem a trabalheira para tentar através de medidas sócio-educativas, reintegrar o Bin ao seio (devidamente coberto) da sociedade.

 

Primeiro ele trabalharia como padeiro na prisão, mas seria afastado por demonstrar compulsão em criar bombas de chocolate que seriam verdadeiras armas mortalmente calóricas. Depois tentariam socializá-lo através do esporte, mas ele seria expulso do time, por ficar chutando bombas para todos os lados (a fixação dele por bombas seria realmente algo terrível), e por sempre querer ser ele a executar os tiros de meta, sem falar que ele adoraria os jogos que fossem para o mata-mata. Por fim o incentivariam a começar a estudar, mas desistiriam quando ele levasse (literalmente) bomba no vestibular.

 

Enfim, lembrando o dia das mães, podemos dizer que terrorismo é quando um filho da mãe faz com que várias mães percam seus filhos (pobres progenitoras que sempre acabam levando a culpa pelas atitudes de sua prole). Terrível é saber que a morte de uma criatura dessas (estou falando do Bin e não da mãe dele) pode atiçar muitos outros, iguaizinhos a ele, a quererem tomar o seu lugar de destaque, loucos para ganharem fama profana de uma forma bem sacana, já que os perversos são bons nisso, e através de algum malefício poderiam acabar colocando em risco a nossa vidinha pacata e tão bacana. Mas pelo menos por enquanto, este pode ser considerado como um assunto morto e enterrado. Feliz Dia das Mães.

 

A PROPÓSITO: Não confunda: “filhos, mamãe os ama, com Osama e outros filhos da mãe”.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: abrasc.blogspot.com

 

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domingo, 1 de maio de 2011

CHARGE DO REINALDÃO - CARTUNISTA ZÉGADIS

Charge do Reinaldão, criada pelo cartunista Zé Gadis.


sábado, 30 de abril de 2011

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 MILHÕES DE ANOS (AUTOR: Antonio Brás Constante)

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 MILHÕES DE ANOS

 

NOTA DO AUTOR: Antes de enveredar pelos caminhos das crônicas, comecei minha jornada de escritor fazendo contos e criando personagens como as Tias beatas de Tucuruí, O seu Artemio (eterno concorrente a Deus) entre outros. Um deles em especial Foi o Reinaldão, inspirado em personagens de outros autores como o Bibelô do cartunista Angeli e o ilário MIG (como o jato Russo) do colega de Banco Miguel da Costa Franco. Como diz o título, Reinaldão é proibido para menores de 18 milhões de anos, por isso se você tiver estômago fraco, ou se não curtir personagens com estilo escroto, pare agora mesmo de ler o texto. Aos que forem continuar, tenham uma boa leitura, e se não gostarem... Bem... Também amo vocês.

 

REINALDÃO (O Cafajeste).

(AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

Sapato de bico fino, camisa listrada e aberta, deixando a mostra seu peito cabeludo, corrente no pescoço com um medalhão prateado pendurado nela, óculos escuros estilo pára-brisa de Opala, gel no cabelo, calça jeans apertada, salientando as “jóias da coroa”, dente de ouro no sorriso safado, olhos que comiam qualquer mulher, penetrantes, às vezes remelentos, palito de dentes na boca, cara de cafajeste, jeito de cafajeste, fala de cafajeste e carteirinha do clube dos cafajestes. Assim era Reinaldão.

 

-         Sou melhor que o Ricardão. Sou o Rei, o Rei “Naldão”. (Ao menos ele achava isto).

 

Chegou em uma agência de empregos. “Nem só de baton da boca de piranhas vive o homem”, pensava. Precisava também de dinheiro para comer. Resolveu trabalhar. De cara botou os olhos na atendente, dona Clotilde, uma senhora de uns 60 anos, feia como o diabo, mas como dizia Reinaldão, “bem servida nas partes”.

 

-         Em que posso lhe ajudar?

 

-         Tu lê pensamentos é? – ele morde os lábios quase babando – nossa, quanta ajuda você pode me DAR...

 

-         Está procurando emprego? O que sabe fazer?

 

-         Sexo. Posso começar agora. Quer uma demonstração, ou serviço completo?

 

-         Como disse?

 

-         Como tudo, o disse, o não disse e o que tu vai ainda dizer.

 

-         Isto é alguma gozação?

 

-         Calma apressada, a gozação é no final, mas tem que ser boazinha.

 

-         O senhor é louco?

 

-         Sou... Por sexo... Afim?

 

-         Olha aqui, não sou destas, quer que eu chame os seguranças?

 

-            Sei, tu é daquelas, nem bem te cantei e já quer chamar mais macho. Gostei, topo o ménage, o swing, o que tu quiser. Reinaldão se emociona e arrota, exalando um hálito de hortelã, cerveja e torresminho.

 

-         Porco!

 

-         Olha, com porco eu nunca fiz, mas se estiver afim, encaro na boa.

 

-         O senhor é um depravado! Um mentecapto! Um decelerado!

 

-         E tu é gostosa, véia, feia e pelancuda. Porém, ainda dá um caldo. Se eu não fosse carente te esnobava.

 

A atendente chama três seguranças, que arrastam Reinaldão para uma salinha, ouve-se gritos de dor, gemidos, sons de briga, mobília sendo arrastada, objetos caindo. Tudo isto dura uns quinze minutos e então o silêncio.

 

A porta se abre, aparece Reinaldão pelado, com o instrumento em posição de sentido, apontando para dona Clotilde. Os três seguranças encontram-se caídos de bruços sobre os móveis, com as calças arriadas até as canelas.

 

Reinaldão pisca o olho, chama com o dedinho e faz um beicinho feio.

 

Dona Clotilde desmaia.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

ARMAS, ARMAÇÕES E PALHAÇADAS (A arte de iludir - parte III) - Autor: Antonio Brás Constante

ARMAS, ARMAÇÕES E PALHAÇADAS (A arte de iludir – parte III)

Autor: Antonio Brás Constante

 

Andam falando tanto em bullings nas escolas, em bullings entre crianças, e até em bullings nos ambientes de trabalho (para quem não sabe o bulling é uma agressão, muitas vezes disfarçada de brincadeira). Mas o que dizer então do bulling contra o cidadão? De sermos feitos de palhaços, sem chance de defesa. Indivíduos eleitos que usam o poder constituído como arma para praticarem suas armações, queimando o suado dinheiro de nossos impostos obrigatórios a troco de nada. Isso a meu ver só tem um nome, PALHAÇADA!

 

Gastar 300 milhões de reais (ou mais) para fazer (DE NOVO) um referendo sobre o desarmamento (“porque o povo tem que se manifestar e ser ouvido nessas questões” é o que arrotam como argumento) é a mais pura e inútil PALHAÇADA.

 

Primeiro, se proibir alguma coisa resolvesse um problema, nosso País não teria drogados. Em segundo lugar, se querem combater a violência esqueçam as armas e foquem nas pessoas. As pessoas matam com guarda-chuvas, matam com pedaços de pau. Matam com facas. Matam com automóveis. Matam com as próprias mãos. Se alguém quer matar, dá um jeito.

 

Se o governo quer gastar 300 milhões de forma eficiente, melhore a fiscalização e o controle nas nossas fronteiras, é de lá que vem às milhares de armas ilegais que entram em nosso País. Ou melhorem a estrutura dos departamentos de polícia, ou seja, se PODEM GASTAR (já que parece que o dinheiro está sobrando), que gastem de forma útil à sociedade. Porque ninguém aqui é palhaço de ficar vendo seu dinheiro torrado com inutilidades e perguntas imbecis.

 

Mas se querem tanto saber o que o povo pensa, então façam os questionamentos que nós estamos ansiosos para lhes responder, corja de irresponsáveis e politiqueiros. Perguntem então o que achamos de seus aumentos absurdos de salários. Gastem com um referendo para saber se a população aprova suas mordomias, pagas com nossos impostos. E acatem a decisão popular que bradará em coro para que estes abusos cessem, para que este roubo dos cofres públicos não mais aconteça.

 

Gostaria realmente de ter o poder, meus caros (onerosamente caros) deputados e senadores (e demais abutres da nação) de, por exemplo, enfiá-los como pacientes nas filas dos hospitais, fazendo-os sofrer dores terríveis enquanto esperam longas horas por precário atendimento, ou colocá-los espremidos diariamente dentro de ônibus e/ou trens, e ver se conseguem ter essas idéias mirabolantes para o gasto do dinheiro público, ou se finalmente acordariam para as necessidades da população que lhes elegeu e que paga seu gordo salário. Se os congressistas querem desarmar alguém, comecem desarmando seus próprios seguranças ou parem com essa hipocrisia.

 

Se alguém acha de forma inocente que alterações no estatuto do desarmamento poderiam ter evitado a chacina que ocorreu no Rio de Janeiro, está enganado. Aquilo foi um crime premeditado por uma mente perturbada, que mataria de qualquer jeito. Se ele não tivesse revolveres a disposição, teria utilizado facas afiadas com resultados hediondamente semelhantes. Ou talvez tivesse ateado fogo na escola. Ou envenenado a água das crianças, ou a comida. De qualquer modo ele teria dado um jeito de por em prática seus horrendos atos.

 

E agora aparece uma turminha querendo utilizar esta fatalidade como bandeira para desperdiçar nosso dinheiro, e com isso matar outros tantos inocentes. Você não leu errado, pois eles vão MATAR gente SIM. Ao botar fora dinheiro que poderia ser utilizado em prol da saúde ou da nossa segurança, essa laia execrável de enfatiotados, está nos expondo aos infortúnios da falta de médicos ou de medicamentos, ou de atendimento na área de saúde, porque para isso SEMPRE FALTA DINHEIRO. Ou faltam policiais, para prover nossa segurança, porque o dinheiro que poderia ser utilizado nestes segmentos está sendo utilizado como dejeto para adubar referendos inúteis.

 

Enfim, o sentimento que aflora sobre esta forma inconseqüente de gerenciar nosso patrimônio público é de nojo, raiva, decepção. Brincar assim é crueldade com o bolso do contribuinte, uma verdadeira PALHAÇADA, disfarçada de grande preocupação, é assim que tentam nos enganar com sua famigerada e descarada arte de iludir...

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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sábado, 16 de abril de 2011

CHATOS (TEM ALGUM CHATO AÍ?) - (Autor: Antonio Brás Constante)

CHATOS (TEM ALGUM CHATO AÍ?)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Falar dos chatos (estes seres irritantes que perturbam nossas vidas) já se tornou algo bem batido por muitos escritores, e tudo que é muitas vezes repetido acaba ficando chato. Mas comentar sobre isto pode ajudar o leitor a entrar no clima do assunto, ou deixá-lo apenas chateado. Nos dois casos aconselho você a ler o texto até o fim (sem querer ser chato), pois poderá descobrir coisas sobre si mesmo dentro dele (talvez descubra que você é uma praga, ou um chato, ou alguém intolerante com pensamentos contrários as suas convicções e pretensas certezas, ou talvez descubra afinal, quem são os verdadeiros chatos).

 

Os chatos vivem entre nós desde os primórdios dos tempos, e duas e três aparecem para nos incomodar (geralmente às duas e três da madrugada, ou em horários em que ainda estamos dormindo, ou estudando, ou fazendo coisas bem melhores do que falar com chatos). Existem rumores de que até mesmo certas escrituras antigas falavam sobre eles, com relatos sobre seus feitos e, principalmente, seus enfadonhos defeitos. Tais manuscritos, considerados apócrifos (Entenda-se por apócrifo todo e qualquer documento que não tenha o selo de validade da casa da fumacinha branca), foram posteriormente destruídos para evitar toda uma chatice de especulações.

 

Mas graças à internet onde, quase que milagrosamente, tudo quanto é informação acaba vazando de forma escancarada para todos os cantos e recantos do mundo, deixando em desespero muitos segmentos do poder, que tentam impedir sem sucesso que estas informações sejam difundidas (mais ou menos como fizerem com o Wikileaks), e percebem que cortar cabeças na internet é o mesmo que cortar cabeças de hidras, onde nascem sete para cada uma que for decepada, arquivos com partes dos textos acabaram reaparecendo.

 

Os textos contam alguns detalhes omitidos sobre uma certa travessia no deserto, descrita em um dos mais famosos dos livros de ficção religiosa do nosso Planeta (porém, ainda desconhecido fora de nosso sistema solar). Somente através da divulgação desses textos foi possível que o mundo tomasse conhecimento de fatos ocultos que aconteceram naquele tempo.

 

Os fatos que serão narrados aqui, pretensamente ocorreram na época em que um sujeito chamado Moisés (e que era amigo pessoal do Dono de tudo, e dividia com ele um gosto peculiar por barbas longas), participou de uma reunião de condomínio com o Todo Poderoso, para ser decidido como seriam as regras para se morar ali (tudo foi resolvido como em uma grande empresa, com o diretor geral ditando as regras atrás de portas fechadas e o gerente anotando-as para depois repassá-las aos demais funcionários).

 

As tais regras foram feitas logo após certos incidentes. Vale citar aqui alguns deles, tais como, por exemplo, quando o grande Senhor dos céus resolveu alimentar seu povo lançando o manah (o pão dos céus) para saciar a fome dos viajantes. Porém, alguns não gostaram do jeito que o pão foi distribuído, pois havia caído diretamente nas areias do deserto, sem ao menos um simples guardanapo de papel, e eles achavam aquilo meio anti-higiênico. Eram poucos os que reclamavam, mas reclamavam muito e com verdadeira fé no que diziam.

 

O povo então pediu água e foi atendido, bastando um golpe de cajado em uma rocha. Novamente os chatos da época, ainda insatisfeitos, pediram copos e, se possível, que a água fosse “com gás”. Houve muito tumulto e discórdia por causa daquilo. Mas estas foram apenas algumas das muitas reclamações que se ouviram, entre outras tantas que conseguiram acabar com a infinita paciência do Arquiteto Celestial (aquele que tudo sabe mais não faz fofoca, que tudo vê sem necessidade de TV a cabo, e que tudo pode e por isso nunca se sacode).

 

O Criador do universo resolveu que alguma coisa precisava ser feita e criou então nove mandamentos. Ao divulgar os mandamentos, o grupo dos chatos (muito detalhista e organizado, como é característica de todo bom chato), reclamou da ordem em que as regras estavam escritas, tomou a tábua das mãos de Moisés e refez a estrutura dos mandamentos, acrescentando mais um na lista, que na ordem feita por eles ficou na sétima posição com a seguinte descrição: “NÃO COMETERAS ADULTÉRIO!”. Achavam aquela regra necessária, pois sem o perigo do adultério sobrariam mais mulheres sozinhas no mundo, e os chatos sabiam das dificuldades que um chato tem de se relacionar com o sexo feminino, porque as mulheres em geral não gostam de chatos, mas que elas muitas vezes acabam cedendo a eles, pois também é chato viverem sozinhas.

 

A imensa maioria foi contra aquilo. Diziam que já estava difícil cumprir as outras nove regras. Pediram então para que fosse retirado aquele novo mandamento, passando um risco no meio do número sete. A discussão tomou vulto. Até que o Grande maioral resolveu interceder, aparecendo no meio do povo como um gigantesco pé de salsa flamejante. Tentou ponderar sobre suas leis, mas como ninguém lhe deu ouvidos, ele resolveu enviar uma praga de gafanhotos entre outras tantas para acalmar os ânimos. Também não adiantou. Como o Todo Poderoso já estava com dor de cabeça e muito aborrecido, ordenou que ficassem os dez mandamentos mesmo. E assim foi feita a sua vontade, assim na Terra como no céu. A importância daqueles atos se reflete até os dias de hoje.

 

Peço aos detalhistas que encontraram inconsistências nesta história que me perdoem. Não quero dizer com isso que os detalhistas são chatos, nem todo detalhista é um chato, mas todo chato é um detalhista. Por exemplo, um detalhista certamente diria que o texto está cheio de falhas. Que a forma correta do nome do pão do céu é “MANÁ” e não “manah”. Que a ordem cronológica de muitos eventos está totalmente errada. Que o Iluminado celestial não apareceu em uma “salsa flamejante” e sim em uma “sarça ardente”. Etc. etc.

 

A diferença fundamental entre os chatos e os detalhistas, é que após saberem que esta obra é forjada no calor da mais pura e pirada ficção (não se preocupando em seguir a risca os acontecimentos, tenham eles realmente acontecido ou não), um detalhista se daria por satisfeito e seguiria sua vida, procurando erros em manuais de instrução, filmes de cinema e biografias de autores famosos.

 

Os chatos por sua vez, não desistiriam tão facilmente. Achariam tudo aquilo uma afronta aos valores éticos, as diretrizes morais e principalmente ficariam irados por serem desmascarados como seres chatos que são. Provavelmente criariam uma comunidade virtual do tipo: “eu odeio o escritor Antonio Brás Constante” repleta com mensagens de repúdio. Passariam a ler todos os meus textos somente para criticá-los, exorcizá-los, amá-los e difamá-los através do twitter depois.

 

Enfim, para se chegar ao coração de um chato, descrevendo suas ações, somente sendo alguém que realmente entenda esta natureza. Alguém que saiba o que é ser chato. Alguém insuportavelmente chato. Ou seja, algum escritor de textos sobre chatos.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

PASSAGEM - O QUE FOI E O QUE FICOU (Autor: Antonio Brás Constante)

O QUE FOI E O QUE FICOU

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Ele gritou pelo fato que ali aconteceu;

Clamou desamparado por uma compaixão já tardia, a alguém que morreu;

Implorou ao sagrado ao mesmo tempo em que blasfemava alto,

Diante da dantesca cena de cruel covardia.

 

A angustia engasgava o choro;

Indefeso ao choque que sua consciência ainda não entendia;

A mente se enganava, achando que tudo aquilo era apenas um sonho;

Terrível ilusão. Fantasia.

 

Seu corpo trêmulo de joelhos. Desespero.

Observava caído e sem vida um pedaço importante de sua própria vida.

Estendido no chão frio dos acontecimentos;

Um singelo rostinho tão terno entregue agora ao sono eterno.

 

Da face do homem sangravam tristezas, vertidas de seus olhos mareados de dor;

Furtivas gotas do abandono sofrido;

Inúmeras lágrimas de adeus, dedicadas a um anjo perdido;

Pois a fatalidade de uma tragédia para sempre levou...

Seu pequeno filho querido.

 

PASSAGEM

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

De repente me percebo chegando. Olhos perdidos no nada, pois o que vejo são lembranças passadas. Caminhos vividos, que dançam girando em minha volta, clamando por uma chance de conseguir retornar.

 

O corpo cansado respirando fundo, vislumbrando meu mundo diante de mim, sorrindo tristonho a cada lembrança, me vendo primeiro como criança e agora assim.

 

Queria poder ser mais forte, quem sabe vencer a morte, ou ao menos tentar. Ter o dom da conquista, como troféu à vida, que teima em me abandonar.

 

No trem da minha existência, cada vagão tem seu tempo.  Neles eu sigo sozinho, sofrendo baixinho, percebendo o fim. A chegada é iminente, e a passagem que tenho só me traz até aqui...

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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