sexta-feira, 26 de novembro de 2010

C.U (Cartão Único) E OUTRAS PÉROLAS PARA PENSAR - (Autor: Antonio Brás Constante)

C.U (Cartão Único) E OUTRAS PÉROLAS PARA PENSAR

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Sempre que rola um novo assunto no ar, prepare-se para receber em textos, sem qualquer pretexto, novas pérolas para pensar.

 

Saiu na mídia: O jogador (e pós-adolescente recente) Neymar foi eleito o homem do ano, provavelmente com base em sua conta bancária, que é coisa de gente grande. O que não faltam agora são meninas atrás dele, sonhando em ser uma nova Sthefany em busca de seu pato encantado.

 

Desencontros da vida (financeira), o ano esta acabando e o salário já acabou, mas as dívidas continuam...

 

Enquanto isso no Rio de Janeiro a violência é tão grande que o troco agora está sendo dado sempre em balas. Foram chamados tantos reforços para conter a situação, que já tem até policial saindo pelo ladrão.

 

Falando em violência, lembrei de um áudio de humor que ouvi a algum tempo atrás do fabuloso Ary Toledo sobre um tal de documento unificador que seria implantado pelo governo. E como cada vez mais política e palhaçada andam de mãos dadas e fazendo tiriças ao som de tiriricas (a propósito, fica a pergunta: se votar no Tiririca é coisa de abestado, votar em Malufs, Collors e Sarneys, entre outros, é o quê? Coisa de abostado?). Achei que a ideia descrita no áudio seria uma boa saída para tanta burocracia, já que o referido documento substituiria todos os demais, tais como: CPF, Carteira de trabalho, passaporte e até cartões de crédito. Até onde lembro, o documento foi denominado como: “Cartão Único” (ou qualquer coisa assim), o inconveniente seria apenas a sua sigla: C.U.

 

Muitos achariam a ideia realmente interessante, visto que poderiam pegar seus vários documentos e colocar tudo no C.U. Outros já não gostariam tanto assim da ideia, pois teriam de ficar mostrando o C.U. para todo mundo. A tecnologia estaria presente neste novo tipo de identificação, e muitos criminosos seriam reconhecidos e presos, graças a um chip que seria introduzido em seu C.U.

 

Mas como eu dizia, com toda esta onda de violência que assola muitas regiões (atualmente com holofotes no RJ), onde o indivíduo pode ser abordado a qualquer momento sem aviso, penso que agora mais do que nunca, caso existisse tal documento, seria prudente a pessoa sair de casa sempre com o C.U. na mão. Como este Cartão Único teria a foto de seu usuário e funcionaria como carteira de habilitação, o motorista que tivesse a cara igual ao C.U. poderia seguir viagem tranqüilamente por aí.

 

Por ser cartão de crédito, também haveria riscos, pois, sem qualquer aviso, poderia aparecer um ladrão por trás de você gritando: “O C.U. OU A VIDA!”, e como ninguém quer morrer, seriamos obrigados a dar o C.U. aos marginais. Mas esta função de crédito ajudaria bastante nas idas ao shopping com a esposa para fazerem compras pelas lojas, sabendo que na hora de pagar a conta sua mulher diria toda sorridente ao vendedor: “coloque tudo no C.U. do meu marido, por favor.”. Em uma roda de amigos, nos barzinhos, você poderia usar seu crédito e dizer: “Garçom, hoje é por minha conta, pode botar o que quiserem no meu C.U.”.

 

Mas cuidado! Pois com o C.U. não se brinca. Avisos na imprensa orientariam sobre coisas do tipo: “Não dê o C.U. para estranhos”, informando que eles poderiam fazer um mau uso dele, e ninguém iria querer ter o seu C.U. sujo na praça, e o que é pior, na mão dos outros. Por outro lado quem tivesse um C.U. limpo e bem apresentável, poderia ter crédito ilimitado.

 

Depois de tudo isso que lhe falei, você consegue imaginar o poder que o seu C.U. teria? E tudo aquilo que você poderia conseguir através dele? O C.U. passaria a ter status social e viraria objeto de desejo. Pense nisso.

 

Enfim, para quem está aí pensando: “por que o texto começou de um jeito e seguiu por outro?”, eu explico: é que com tanta violência jorrando pela tela da televisão e em volta de nossas vidas, escancaradamente nestes últimos dias, o medo virou uma matéria-prima que invadiu nossos lares e almas, atormentando nossa passageira existência. Nessas horas onde é preciso saber quem é quem, um documento como este que citei faz falta, principalmente quando nos lembramos da frase: “quem tem C.U. tem medo...”

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

sábado, 20 de novembro de 2010

A ARMA (PARTE I) - (Autor: Antonio Brás Constante)

A ARMA (PARTE I)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O primeiro tiro atingiu seu peito. Atravessando a roupa e penetrando em seu corpo. Não houve dor. Ele apenas passou a sentir uma leve ardência onde foi atingido. Logo após ouvir o som do estampido seco saído do revólver, nada mais pareceu real ou fez sentido.

 

O segundo tiro perfurou seu estômago, e o terceiro pegou de raspão em seu braço. Aos poucos a consciência foi lhe abandonando. A visão foi embaralhando, porém, o resto dos sentidos pareceu se aguçar. Pôde perceber o gosto acre de sangue subindo pela sua garganta, invadindo a boca e escorrendo pelo queixo. O cheiro de pólvora chegando forte em suas narinas.

 

Cambaleou como uma marionete que tem as cordas cortadas, despencando no chão. Deu alguns passos em direção a rua até finalmente cair no gramado. Antes de perder totalmente os sentidos, ainda conseguiu apoiar o corpo com uma das mãos. O toque de seus dedos sobre grama fria foi a ultima coisa que sentiu.

 

Um derradeiro gemido escapou de seus lábios, pronunciando que o último sopro de vida finalmente se esvaiu de seu corpo. O cadáver imóvel ficou esticado como um tapete próximo à porta de sua residência.

 

Naquele momento um vulto passa pelo homem sem vida. O autor dos disparos foge da cena de morte, tentando escapar da impunidade. Ele leva consigo a arma. Coadjuvante do crime. Comprada pelo defunto para servir de proteção contra criminosos.

 

O que havia iniciado como um arrombamento a uma residência transformara-se em um crime cruel, graças à presença daquele revólver. O falecido, dono da casa, ao adquirir aquela peça de armamento, jamais imaginaria que ela seria o arauto de sua morte.

 

Se ele não possuísse aquela arma, ainda estaria vivo. O bandido até então desarmado teria fugido com o barulho de sua chegada, ao invés de ter investido contra ele por estar armado.

 

Graças à atitude do atual cadáver, mais um criminoso se armou, passando a fazer novas vítimas por seu ignóbil caminho. Mas para aquele indivíduo, que ansiava por segurança, isto não importava mais. O revólver que ele comprou finalmente lhe trouxe a paz que procurava, de uma forma que ele nunca poderia esperar encontrar.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

 

sábado, 13 de novembro de 2010

RUMO AO UNIVERSO (mas olhando para os dois lados antes de atravessar a lua). - (Autor: Antonio Brás Constante)

RUMO AO UNIVERSO (mas olhando para os dois lados antes de atravessar a lua).

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Viajar pelo universo ainda é uma utopia, mas com todos os avanços tecnológicos que andam ocorrendo a cada dia, existe uma boa possibilidade de irmos para o espaço muitos antes do que imaginávamos, e com isso ganharmos mais espaço, já que nosso planeta esgotou quase todos os seus recursos (e quem sabe até a paciência de ter que nos levar literalmente nas costas).

 

Quando finalmente possuirmos a oportunidade de singrar o espaço sideral, muitas coisas poderão acontecer, por exemplo: ao dizer que sua namorada é uma deusa de outro mundo, você poderá estar falando no sentido literal. Ao comentar que daria as estrelas como prova de seu amor, você terá a oportunidade de realmente comprá-las e dá-las de presente (mas não acredite muito nisso). Além dos atuais riscos de seu computador ser invadido, também haverá o risco de seu planeta ser invadido.

 

Ao invés de dizer que Deus é brasileiro, vão dizer que Deus é terrestre, algo que não será bem aceito por outras raças alienígenas, então será cultuada uma percepção mais abrangente (Belém não será um lugarejo na Terra, mas sim, um lugarejo em algum ponto do espaço), enfatizando que o conceito de Deus é algo realmente universal (porém, a ideia de múltiplos universos paralelos ainda não será muito bem aceita). Ele (Deus) não poderá mais ser apenas a imagem e semelhança de um ser humano do sexo masculino, e passaremos a dizer que Ele é a imagem e semelhança da energia vital, porém desconhecida, que fluí através de todos os átomos, mas que desconhecemos porque ainda não dispomos de instrumentos que possam ver esta belezinha (talvez o LHC com o tempo melhore isso). Esta composição energética que permeia os átomos será a única coisa semelhante entre os diversos seres espalhados pelo universo (pelo menos até esse hipotético momento futuro) e que terão muitas vezes uma estrutura molecular bem diferente de tudo eu conhecemos (sem átomos de carbono, por exemplo).

 

A exportação de produtos ganhará dimensões nunca antes vistas, e poderemos vender carros que servirão de souvenir no mundo dos gigantes de Urkolls, e chegaremos a lançar um best seller “como destruir seu planeta em poucos milênios”. Nossos produtos sofrerão embargos em alguns sistemas solares por considerarem os mamíferos seres impuros, e muitos humanos não vão querer negociar com as criaturas do planeta Demonita (na realidade “demonita” seria um apelido terrestre, pois o nome do planeta seria “Su UeE’tDa” ou algo parecido com isso) justamente por causa da aparência dos habitantes de lá, que teriam a pele avermelhada, chifres, asas de morcego, rabo, e respirariam enxofre, apesar disso seriam criaturas extremamente pacíficas.

 

Planetas vegetarianos fariam boicote contra o nosso hábito de comer carne por acharem aquilo uma crueldade contra outros animais, e planetas habitados por plantas humanóides fariam boicotes ao nosso hábito de comer legumes, frutas e vegetais pelo mesmo motivo.

 

O sonho de muitos terrestres passará a ser algo como ter uma casinha em uma das luas do sistema de Andrômeda, um sistema solar com quatro sóis, recheado de praias paradisíacas e uma atmosfera energética (melhor do que qualquer comprimidinho azul). A expectativa de vida de um ser humano normal que vivesse por lá, seria de aproximadamente 350 anos.

 

O klengol (misto de linguagem de sinais e ruídos aparentemente de voz) tornaria-se a linguagem universal, mas não seria fácil nos comunicarmos através dela, visto que somente possuímos dois braços e, principalmente, porque não temos cauda.

 

Apesar de toda tecnologia, ainda haveria riscos de apagões estelares, com atrasos em viagens superiores a da luz (teoricamente possíveis através dos chamados “buracos de minhocas”). A cozinha universal contaria com pratos exóticos, inclusive alguns feitos com carne humana. Por isso em alguns lugares você será muito bem apreciado, acompanhado de batatas e um bom vinho do planeta Mytrax+1.

 

Enfim, várias adequações terão de acontecer para vivermos em harmonia dentro da nossa futura realidade universal, até o dia em que também seja possível viajar entre os infinitos planos de existência, mas isto já é assunto para um próximo texto (ou não).

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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sábado, 6 de novembro de 2010

A ESSÊNCIA DAS ROSAS SEM PERFUME - (Autor: Antonio Brás Constante)

A ESSÊNCIA DAS ROSAS SEM PERFUME

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

As lágrimas de sangue que escorrem de meus olhos são essências de rosas sem perfume.

 

Cultivadas em um pomar de tristezas; sementes estéreis em uma face de incertezas;

 

Sou agricultor de saudades, plantadas em minha remoída memória já tão sofrida.

 

Regadas com dores eternas, que perambulam por uma mente que jaz em feridas.

 

Não há brotos em meu peito, flores coloridas ou frutos que me tragam prazer.

 

Somente um choro perdido, lavando e levando cada sentimento de meu ser.

 

Como brumas largadas ao sabor amargo do vento frio com jeito de morte.

 

Agora chegou o momento final, que venha enfim a tal colheita maldita,

 

Ceifando impiedosa a seiva podre que se tornou parte de minha vida.

 

Sinto-me tal qual adubo, poeira, gotas amargas de água com sal,

 

Sou uma casca quebrada e sem fruto, espiral de existência oca,

 

Folhas secas ao sol. Trincadas. Cor marrom. Empoeiradas,

 

Bagaço cuspido sem dó, sem sumo, sem alma, sem rumo,

 

Amor perdido por luto, colhido e guardado na história,

 

Raízes profundas da mais simples e cruel solidão.

 

Rosas sem perfume são exemplares da traição;

 

Um vampiro a gargalhar em minha jugular;

 

Não se engane pela beleza dessas flores;

 

Suas cores são matizes de dores;

 

Ervas daninhas e danosas;

 

Manancial de espinhos;

 

Sádicos tons florais.

 

Rudes Trepadeiras;

 

Heras venenosas;

 

Desatino forte.

 

Destino torpe.

 

Falsidade.

 

Morte...

 

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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LIVRO

PARA DOWNLOAD DO LIVRO "Hoje é seu Aniversário - PREPARE-SE"

sábado, 30 de outubro de 2010

ATÉ O FIM PELAS CHAMAS (AUTOR: Antonio Brás Constante)

ATÉ O FIM PELAS CHAMAS

(AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

Natanael era o poderia se chamar de pessoa obstinada. Quando resolvia que faria algo, nada nem ninguém conseguiam fazê-lo mudar de idéia. Ele tinha duas metas naquela tarde, uma delas era entrar no prédio mais alto da cidade, com seus vinte e oito andares.

 

Foi com grande surpresa que ao chegar próximo ao local onde se localizava o prédio, percebeu a grande movimentação de pessoas que corriam e gritavam. Soubera ali que o edifício estava em chamas. Qualquer outra pessoa teria mudado os planos, mas não Natanael, que seguiu em frente disposto a tudo para cumprir seus objetivos.

 

Em meio a todo aquele tumulto não foi difícil se aproximar do edifício, passar pelos guardas e começar a subir pelas escadarias. A fumaça era densa e sufocante. Gritos de desespero ecoavam de todos os lados. Um verdadeiro inferno em terra. Já nos primeiros andares orientou algumas pessoas sobre os locais de saída ajudando-as a descer até o primeiro andar.

 

Voltou a subir. Ao chegar ao oitavo andar ouviu um pedido de socorro. Duas crianças estavam presas no meio do fogo. Natanael pulou através das chamas, queimando-se um pouco, agarrou os dois pequenos no colo, cobriu-os com um pano molhado, improvisado de uma cortina, e voltou a atravessar o fogo.

 

O calor queimando-lhe a carne. A fumaça entorpecendo seus sentidos e ferindo seus pulmões. Conseguiu atravessar o corredor de labaredas e voltar às escadas, descendo com as crianças até o terceiro andar, e ao perceber a aproximação dos bombeiros largou-as ali e continuou a sua jornada para cima.

 

Estava chegando ao décimo nono andar quando escutou um barulho estranho vindo dali. Os andares de baixo já estavam tomados pelas chamas, que subiam em sua direção, cada vez mais rápido. Andou pelos corredores escuros, até identificar a origem do barulho. Era um apartamento com dois gatos que miavam apavorados. Junto a eles uma senhora encontrava-se desmaiada, caída próxima a cama.

 

Voltando ao corredor, viu uma mangueira de incêndio. Amarrou-a na velha senhora, junto com seus gatos presos em um lençol. Começou a descê-los lentamente, por uma das paredes sobre a qual o fogo ainda não estava aparecendo.

 

Os policiais e bombeiros esticaram uma escada e conseguiram resgatar a mulher e seus bichanos. Mas não viram mais o rapaz na janela. A escada não subia até o andar onde ele se encontrava. Mas afinal quem era aquele homem?

 

Natanael continuou subindo, passando pelos andares que faltavam. Pensando no que fizera. Ninguém deveria morrer ali. “Não era o destino deles”, ele pensava. Aquelas pessoas não queriam morrer e por isto ele as salvou.

 

Por fim conseguiu chegar ao alto do prédio. A fumaça subia aos céus em colunas gigantescas e disformes. As chamas logo abaixo dele começavam a comprometer a estrutura do edifício. Ele se aproximou do parapeito e ficou ali por alguns momentos, olhando o céu azul manchado de fuligem. Os sons de sirenes e pessoas muito abaixo, parecendo apenas sussurros.

 

Seu corpo estava leve. Conseguira cumprir a primeira etapa de seus propósitos. Sentia-se como se estivesse no topo do mundo. A cidade inteira aos seus pés.  Abriu os braços como um pássaro e saltou para morte. Um anjo com a missão de executar seu próprio fim. No bolso da calça as suas justificativas para o ato. E no coração das pessoas por ele socorridas, o eterno agradecimento para com aquele estranho suicida, que deu sua vida para salvá-las.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TIME EM QUE A TORCIDA ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE (Autor: Antonio Brás Constante)

TIME EM QUE A TORCIDA ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Mais difícil que escrever redações para o vestibular, mais difícil que escrever cartas de amor para mulheres de muitas fases, mais difícil que elaborar uma tese de mestrado, é escrever de forma neutra sobre assuntos polêmicos (exatamente por isso este texto NÃO é neutro). Isso vale principalmente quando o assunto em questão envolve o nosso mundo, o nosso futuro e a nossa vida (incluindo neste contexto de vida, os nossos filhos, familiares, cachorros, hortas, enxames de mosquitos, e até coisas piores como alguns tipos de cunhados).

 

Mas para quebrar o gelo (e talvez quebrar a cara) nada melhor do que começar com uma singela adivinhação (quem sabe não sopra, ok?): quem é a figurinha em quem estou pensando neste momento, e que está sempre de vermelho, é gordinha, baixinha, dentuça e tem um amigo que fala errado? Quem falou que era a personagem Mônica criada pelo Mauricio de Souza errou, pois meu texto e meus pensamentos estão sobre uma mulher chamada Dilma.

 

Já estou prevendo e imaginando uma boa leva de pessoas torcendo o nariz para este texto e dizendo para si mesmas: “ah não, POLÍTICA!”. Tanta coisa mais interessante para se falar em um texto, como por exemplo, a saída dos mineiros do buraco onde estavam (um feito parecido com aquele conseguido por alguns times de futebol no brasileirão). Ou falar sobre as virtudes das borboletas do Afeganistão, que voam tão belas diante das nuvens que se formam das muitas explosões em volta delas (supondo que existam borboletas no Afeganistão).

 

Na guerra política cada voto é uma bomba. Cada erro é somado e o resultado final pode abalar todo um trabalho conquistado. Quando vejo o sorriso forçado de ambos os candidatos fico bestificado com a ingenuidade de um povo que ainda necessita de falsos sorrisos para saber em quem votar. A poucos dias da decisão sobre quem governara este nosso continental País, o que os dois candidatos mais têm é motivos de sobra para ficarem irritados, preocupados, estressados, mas mesmo assim tem que sorrir para conseguir votos.

 

Passo por tanta gente indignada porque vai ter que ser obrigada a votar. Se essas pessoas soubessem a sorte que tem. Se elas conhecessem os tantos lugares neste orbe já não tão azul onde votar é um luxo que não pode nem ser pensado, sobre pena do individuo pensante sofrer duras penas. Essas mesmas pessoas que estão chateadas por terem que perder parte de seu glorioso feriado, que demonstram pouco interesse se o candidato A ou B vai vencer, não imaginam o poder que seu voto tem neste exato momento da história de nossa nação.

 

Suas curtas memórias não conseguem dimensionar o que foi feito nos últimos oito anos e tudo que aconteceu durante os tantos anos que antecederam estes. São seres que estão mais preocupados com o assassino misterioso da sua novela comercial, que estão nervosos com o desempenho do seu time, mas que parecem se lixar para os rumos do país onde vivem e do qual dependem.

 

Nas histórias do Mauricio de Souza eu sou 100% simpatizante da Mônica, e tenho ciência de que meu futuro, assim como o da grande maioria deste nosso gigantesco povo tupiniquim estaria melhor regido pelas mãos desta mulher candidata, baixinha, dentuça e com carinha de invocada, chamada: Dilma Rousseff. Pois, durante os anos em que fomos governados pelo Cascão e sua trupe demagógica e seletista, voltada principalmente aos interesses de uma pequena e auto-intitulada como “nobre casta social”, deixaram seqüelas ainda não curadas na carne pulsante de nossa terra. Foram tantas as sujeiras escondidas no tapete verde-amarelo, e arquivadas de forma despudorada diante da bitolada miopia de nossa visão populacional, que meu pior pesadelo nos próximos dias é de que este tempo torpe volte a reinar novamente (me desculpem a necessária redundância) neste nosso BRASIL.

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