PICADAS VOADORAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Você sabe qual é o animal que anda matando mais seres humanos atualmente? Seria o tigre? O tubarão? O mico-leão-dourado? O escorpião? O leão? (bem, talvez o leão do imposto de renda, que devora boa parte de nossos rendimentos). Na realidade, podemos dizer que entre os primeiros da lista encontraremos o pequeno e irritante mosquito. Um vilão que assusta mais com seus zumbidos do que uma fera com seus rugidos. No topo de tal lista, acredito que iríamos encontrar o próprio homem.
Dizem que uma notícia ruim voa, e no atual caso da dengue, ela chega mesmo voando. O mosquito é um inimigo que realmente gosta de sangue, e que apesar de não ser usuário de drogas, também é chegado em uma picada. Alguns acham que a epidemia de dengue é mais uma das obras do PCC (picadores compulsivos costumazes), outros falam em se formar uma CPI (Comissão Parlamentar de Insetos, ou simplesmente, Caçada aos Pernilongos Indesejáveis), seja como for, este problema acabou se transformando no fim da picada (ou pior, no início das picadas). Um fruto da demora da conscientização coletiva da população e, principalmente, do descaso geral da administração pública.
Os mosquitos são voadores que todos gostaríamos que sofressem um apagão aéreo definitivo. Talvez o que falte para acabar com essa epidemia seja picar a pessoa certa, podendo começar pelo prefeito, depois o governador e aproveitar e ir picando todos os demais políticos que encontrar pelo caminho. Na história geral da humanidade, os governantes (de qualquer nível hierárquico) sempre pareceram querer manter focos bem definidos para população, focos de malária, focos de dengue, focos de febre aftosa, etc.
Esses insetos conhecidos como mosquitos e pernilongos, entre outros tantos nomes, não voam com graça, não cantam com graça, e mesmo textos acabam perdendo toda a graça quando o assunto é este surto de dengue. De qualquer modo, vale tudo para chamar a atenção para o problema, seja através do bom humor ou de mau-humor. Uma epidemia que anda matando mais do que antes assustava. Que ataca sem muitas chances de defesa. Que derruba homens, mulheres e crianças sem que haja uma infraestrutura adequada para atendê-los. Para combatê-la, a melhor arma é a prevenção. Cada local com água parada é um criador de mosquitos em potencial. Se cada um fizer a sua parte, o combate será bem mais efetivo.
Enfim, já que estamos em um ano eleitoral, vale lembrar que a diferença entre o mosquito da dengue e o eleitor, é que no caso do mosquito, é necessária apenas uma única picada para se fazer um grande mal ao indivíduo por ele picado, já no caso dos eleitores, são necessários vários de seus votos para eleger representantes que deixam de lado as necessidades de toda população.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A HISTÓRIA REAL DE UM ANJO
A HISTÓRIA REAL DE UM ANJO
(Autor: Antonio Brás Constante)
Um anjo não é um ser mitológico com asas, mas é um ser de carne e osso que nos auxilia, ama, ampara, fazendo de nossa existência um lugar melhor para se viver. Este texto pretende falar sobre um desses anjos, uma mulher, que entre tantos nomes poderia se chamar de Ana, Maria, Tereza, Lecir, Edna, Regina, Solange, Érica, Madalena, Santina, Nelsi, mas que dispõe de um nome único, um nome que bem poderia ser realmente de um anjo.
Sua história começa no interior de um dos estados deste imenso País, mas precisamente na roça. Trabalho árduo que compartilhava com o resto de sua família. Ainda muito nova perdeu o pai. Família grande, de muitos irmãos e irmãs. O campo era seu pequeno mundo e o resto do universo uma incógnita.
Sua frágil figura de semblante sereno, ainda jovem foi desposada, iludida, tirada do seio de seu lar para viver o sonho das mulheres de sua mocidade, de poder se casar, quem sabe até partir para uma vida melhor. Triste ilusão, a inocência encontra a desilusão. O calvário do anjo começa. Quantos anjos já padeceram igualmente desta deprimente sina?
Na infelicidade do matrimonio sofreu desprezos, angústias, dores e desenganos, parindo seus filhos em meio a cruel abandono. Pela miséria passou, sem estudo, sem dinheiro, sem apoio. Uma de suas primeiras casinhas era pouco mais que um caixote. Quando chovia, colocava seu filho ainda bebê embaixo da mesa em um berço improvisado, pois as goteiras eram tantas que parecia não ter telhado. A mulher segurava sua outra criança, uma menina também pequena no colo, sobre a proteção de uma sombrinha velha, e ali ficavam até a chuva passar.
O mundo, agora gigante aterrorizante, bem que tentou minar suas forças. Ela apanhou tantas e tantas vezes da vida, mas mesmo assim seguiu em frente. Sem ter asas para voar, marcou seu destino com os próprios pés firmados no chão, forçando seu caminho de encontro ao futuro.
Catou quinquilharias que para outros era lixo, plantou, fez faxina, trabalhou como copeira, servente, costureira. Divorciou-se em um tempo em que ter a coragem de viver sozinha era algo mal visto e mal falado. Muitos dos amigos que pensava que tinha, viraram-lhe as costas por ela ter ousado este ato de liberdade.
Com muita luta esta mulher, meio anjo meio gente, conseguiu criar seus dois filhos, superando as dificuldades que eram lançadas diante de si. Hoje a menina que ela segurava nos braços em noites de temporal é gerente de banco, mãe e esposa dedicada, uma pessoa especial. E o bebê que era colocado embaixo da mesa para se proteger, também cresceu, virou pretenso escritor, e resolveu neste dia das mães contar um pouco da história desta mulher, sua mãe, seu anjo protetor. Um anjo de amor que poderia ter vários nomes, mas que para seus dois filhos se chama Valdira, ou simplesmente MÃE.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
Um anjo não é um ser mitológico com asas, mas é um ser de carne e osso que nos auxilia, ama, ampara, fazendo de nossa existência um lugar melhor para se viver. Este texto pretende falar sobre um desses anjos, uma mulher, que entre tantos nomes poderia se chamar de Ana, Maria, Tereza, Lecir, Edna, Regina, Solange, Érica, Madalena, Santina, Nelsi, mas que dispõe de um nome único, um nome que bem poderia ser realmente de um anjo.
Sua história começa no interior de um dos estados deste imenso País, mas precisamente na roça. Trabalho árduo que compartilhava com o resto de sua família. Ainda muito nova perdeu o pai. Família grande, de muitos irmãos e irmãs. O campo era seu pequeno mundo e o resto do universo uma incógnita.
Sua frágil figura de semblante sereno, ainda jovem foi desposada, iludida, tirada do seio de seu lar para viver o sonho das mulheres de sua mocidade, de poder se casar, quem sabe até partir para uma vida melhor. Triste ilusão, a inocência encontra a desilusão. O calvário do anjo começa. Quantos anjos já padeceram igualmente desta deprimente sina?
Na infelicidade do matrimonio sofreu desprezos, angústias, dores e desenganos, parindo seus filhos em meio a cruel abandono. Pela miséria passou, sem estudo, sem dinheiro, sem apoio. Uma de suas primeiras casinhas era pouco mais que um caixote. Quando chovia, colocava seu filho ainda bebê embaixo da mesa em um berço improvisado, pois as goteiras eram tantas que parecia não ter telhado. A mulher segurava sua outra criança, uma menina também pequena no colo, sobre a proteção de uma sombrinha velha, e ali ficavam até a chuva passar.
O mundo, agora gigante aterrorizante, bem que tentou minar suas forças. Ela apanhou tantas e tantas vezes da vida, mas mesmo assim seguiu em frente. Sem ter asas para voar, marcou seu destino com os próprios pés firmados no chão, forçando seu caminho de encontro ao futuro.
Catou quinquilharias que para outros era lixo, plantou, fez faxina, trabalhou como copeira, servente, costureira. Divorciou-se em um tempo em que ter a coragem de viver sozinha era algo mal visto e mal falado. Muitos dos amigos que pensava que tinha, viraram-lhe as costas por ela ter ousado este ato de liberdade.
Com muita luta esta mulher, meio anjo meio gente, conseguiu criar seus dois filhos, superando as dificuldades que eram lançadas diante de si. Hoje a menina que ela segurava nos braços em noites de temporal é gerente de banco, mãe e esposa dedicada, uma pessoa especial. E o bebê que era colocado embaixo da mesa para se proteger, também cresceu, virou pretenso escritor, e resolveu neste dia das mães contar um pouco da história desta mulher, sua mãe, seu anjo protetor. Um anjo de amor que poderia ter vários nomes, mas que para seus dois filhos se chama Valdira, ou simplesmente MÃE.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
NÃO ERAM DAMAS DE COPAS ERAM TRÊS DE PAUS
NÃO ERAM DAMAS DE COPAS ERAM TRÊS DE PAUS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Viver realmente não é fácil, é muito pior do que disputar um dificílimo jogo de futebol, onde a maior ameaça pode não estar no gramado e sim na comemoração posterior, chegando nas formas mais desagradáveis possíveis e enganando olhares desatentos, com um resultado cruelmente exposto nas telas do mundo, que ficam acusando 3 x 1 no placar da fama (caso fosse 5 contra 1, nada disso teria acontecido...).
Falando um pouco sobre o enrolo envolvendo o jogador Ronaldo Nazário, fui informado através de confiáveis fontes fictícias que acabei de inventar agora, que alguns dias antes do escândalo com os imperceptíveis travestis, o fenômeno havia sido alertado por uma cartomante do risco que estava correndo. Ela leu sua sorte através das cartas dizendo-lhe para suspeitar da falsidade escondida nas damas de copas, e principalmente, ter muito cuidado com os três de paus (ou seriam damas de espadas?).
Como vivemos em um país bastante criativo e bem-humorado, toda esta história acabou até virando promoção de inverno em várias lojas, com ofertas do tipo: “leve três e pague somente dois”. O problema é que os consumidores andam preocupados, por desconfiarem que estão levando gato por lebre, algo que não daria ibope ou terminaria na delegacia, mas que certamente poderia aumentar as filas do PROCON.
Um fato positivo é o de que agora as mulheres, de um modo geral, estão liberando e confiando mais em seus companheiros, quando estes saem sozinhos para pescar, jogar ou beber um chope com os amigos, pois pela lógica, se um homem rico e famoso como Ronaldo só consegue pegar travestis na rua (e pagando bem caro, em todos os sentidos, por isso), quem dirá então o resto dos pobres mortais que andam por aí, anônimos e com suas carteiras quase vazias.
Indiferente se a opção sexual de um indivíduo é hetero, homo, bi ou tri, bem lá no fundo o que as pessoas almejam na vida é conseguir realizar seus sonhos, e enquanto para uns isto pode ser alcançado com o pouco que têm, para outros a felicidade somente é possível através de uma grande bolada (entendam isto do jeito que quiserem). Por outro lado à mídia parece estar dando muito mais bola sobre esta matéria do que o próprio evento apresentou.
Enfim, apesar deste episódio vir a talvez confirmar (ou não), que a maior paixão do fenomenal jogador é mesmo por uma bola, e de ele ter conseguido abafar o assunto apenas se fazendo de desentendido (não calculando nesta frase todo o dinheiro desembolsado pelo craque). Resta-me concluir dizendo que a melhor maneira de se enfrentar qualquer problema de nosso mundo, é muito parecida com uma pessoa que se vê cara-a-cara com um tarado, pois maníacos assim devem ser encarados sempre de frente, porque se lhes dermos as costas, as conseqüências provavelmente serão bem piores.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
Viver realmente não é fácil, é muito pior do que disputar um dificílimo jogo de futebol, onde a maior ameaça pode não estar no gramado e sim na comemoração posterior, chegando nas formas mais desagradáveis possíveis e enganando olhares desatentos, com um resultado cruelmente exposto nas telas do mundo, que ficam acusando 3 x 1 no placar da fama (caso fosse 5 contra 1, nada disso teria acontecido...).
Falando um pouco sobre o enrolo envolvendo o jogador Ronaldo Nazário, fui informado através de confiáveis fontes fictícias que acabei de inventar agora, que alguns dias antes do escândalo com os imperceptíveis travestis, o fenômeno havia sido alertado por uma cartomante do risco que estava correndo. Ela leu sua sorte através das cartas dizendo-lhe para suspeitar da falsidade escondida nas damas de copas, e principalmente, ter muito cuidado com os três de paus (ou seriam damas de espadas?).
Como vivemos em um país bastante criativo e bem-humorado, toda esta história acabou até virando promoção de inverno em várias lojas, com ofertas do tipo: “leve três e pague somente dois”. O problema é que os consumidores andam preocupados, por desconfiarem que estão levando gato por lebre, algo que não daria ibope ou terminaria na delegacia, mas que certamente poderia aumentar as filas do PROCON.
Um fato positivo é o de que agora as mulheres, de um modo geral, estão liberando e confiando mais em seus companheiros, quando estes saem sozinhos para pescar, jogar ou beber um chope com os amigos, pois pela lógica, se um homem rico e famoso como Ronaldo só consegue pegar travestis na rua (e pagando bem caro, em todos os sentidos, por isso), quem dirá então o resto dos pobres mortais que andam por aí, anônimos e com suas carteiras quase vazias.
Indiferente se a opção sexual de um indivíduo é hetero, homo, bi ou tri, bem lá no fundo o que as pessoas almejam na vida é conseguir realizar seus sonhos, e enquanto para uns isto pode ser alcançado com o pouco que têm, para outros a felicidade somente é possível através de uma grande bolada (entendam isto do jeito que quiserem). Por outro lado à mídia parece estar dando muito mais bola sobre esta matéria do que o próprio evento apresentou.
Enfim, apesar deste episódio vir a talvez confirmar (ou não), que a maior paixão do fenomenal jogador é mesmo por uma bola, e de ele ter conseguido abafar o assunto apenas se fazendo de desentendido (não calculando nesta frase todo o dinheiro desembolsado pelo craque). Resta-me concluir dizendo que a melhor maneira de se enfrentar qualquer problema de nosso mundo, é muito parecida com uma pessoa que se vê cara-a-cara com um tarado, pois maníacos assim devem ser encarados sempre de frente, porque se lhes dermos as costas, as conseqüências provavelmente serão bem piores.
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sábado, 23 de fevereiro de 2008
AH, SE MEU UMBIGO FALASSE...
AH, SE MEU UMBIGO FALASSE...
(Autor: Antonio Brás Constante)
Muitas pessoas (assim como eu) possuem dentro de si um estômago com características políticas, que sabe influenciar nossas vontades em seu próprio beneficio, fazendo com que todas as outras partes do corpo trabalham para ele.
O estômago parece saber persuadir o cérebro a procurar por comida, deixando outros setores importantes do corpo, tais como: saúde (atividades físicas), educação (leitura), e convívio social (AQUELE PEDAÇO DE PUDIM É MEU!), totalmente de lado. O cérebro fica em uma posição quase literal como testa de ferro, mantendo vistas grossas diante das orgias que ocorrem dentro do seio estomacal (próximo ao seio animal). O resultado só poderia ser uma baita M...*.
É o estômago que recebe todas as verbas (proteínas, vitaminas, sais minerais, etc), e trata de distribuí-las para os demais órgãos. Todo este poder torna-o ambicioso, querendo sempre mais e mais para si, buscando satisfazer seus caprichos a qualquer custo, mesmo que para isso tenha que deixar de lado o apelo geral do corpo a quem ele deveria servir, que suplica a cada nova refeição por alimentos mais saudáveis e nutritivos.
Toda esta dilatação centrada no aparelho digestivo favorece a fabricação do tal tecido adiposo, um dos tipos de tecido mais odiados por onze entre cada dez modelos da moda modular e massificada (porém, sempre reinventada como algo novo e atual).
Você pode achar que estou falando de outra coisa ao me referir ao estômago (e pode apostar que estou mesmo), pois mesmo a máquina administrativa estomacal, quando descontrolada, acaba se inchando cada vez mais, causando prejuízos a todo sistema corporal, individual e pessoal do ser humano. E assim seguem os estômagos sempre à frente de nossa silhueta, onde a única e heróica resistência a sua expansão (uma resistência que parece tentar voltar de onde saiu), provém do umbigo (ah, se meu umbigo falasse...), atualmente apelidado de “porta-pircing”.
Tudo isto vem causando brigas e crises de consciência no âmago de nossas próprias essências, inclusive trazendo rupturas e separatismos estomacais, através de revolucionárias técnicas que nos dias de hoje já conseguem dividir o estômago em duas partes visando recuperar o equilíbrio interno (uma espécie de divisão de poder em busca do bem comum).
Parece realmente que tudo começa pela barriga, já que é ela que vai visivelmente crescendo durante a gestação e também depois do casamento. O que me faz lembrar que nascemos de contrações em um mundo de contradições...
Em meio a todo este contexto apresentado em forma de texto, penso que talvez a frase: “conhece-te a ti mesmo” possa ter sido criada como referência ao estômago, demonstrando que se é tão difícil controlar um simples órgão interno, quem dirá então toda uma nação, onde cada vez mais sentimos náuseas diante das tantas maracutaias que saltam aos olhos da população, com seus politiqueiros de plantão que vem tentando (indigestamente) nos empurrar goela abaixo toneladas de corrupção.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
Muitas pessoas (assim como eu) possuem dentro de si um estômago com características políticas, que sabe influenciar nossas vontades em seu próprio beneficio, fazendo com que todas as outras partes do corpo trabalham para ele.
O estômago parece saber persuadir o cérebro a procurar por comida, deixando outros setores importantes do corpo, tais como: saúde (atividades físicas), educação (leitura), e convívio social (AQUELE PEDAÇO DE PUDIM É MEU!), totalmente de lado. O cérebro fica em uma posição quase literal como testa de ferro, mantendo vistas grossas diante das orgias que ocorrem dentro do seio estomacal (próximo ao seio animal). O resultado só poderia ser uma baita M...*.
É o estômago que recebe todas as verbas (proteínas, vitaminas, sais minerais, etc), e trata de distribuí-las para os demais órgãos. Todo este poder torna-o ambicioso, querendo sempre mais e mais para si, buscando satisfazer seus caprichos a qualquer custo, mesmo que para isso tenha que deixar de lado o apelo geral do corpo a quem ele deveria servir, que suplica a cada nova refeição por alimentos mais saudáveis e nutritivos.
Toda esta dilatação centrada no aparelho digestivo favorece a fabricação do tal tecido adiposo, um dos tipos de tecido mais odiados por onze entre cada dez modelos da moda modular e massificada (porém, sempre reinventada como algo novo e atual).
Você pode achar que estou falando de outra coisa ao me referir ao estômago (e pode apostar que estou mesmo), pois mesmo a máquina administrativa estomacal, quando descontrolada, acaba se inchando cada vez mais, causando prejuízos a todo sistema corporal, individual e pessoal do ser humano. E assim seguem os estômagos sempre à frente de nossa silhueta, onde a única e heróica resistência a sua expansão (uma resistência que parece tentar voltar de onde saiu), provém do umbigo (ah, se meu umbigo falasse...), atualmente apelidado de “porta-pircing”.
Tudo isto vem causando brigas e crises de consciência no âmago de nossas próprias essências, inclusive trazendo rupturas e separatismos estomacais, através de revolucionárias técnicas que nos dias de hoje já conseguem dividir o estômago em duas partes visando recuperar o equilíbrio interno (uma espécie de divisão de poder em busca do bem comum).
Parece realmente que tudo começa pela barriga, já que é ela que vai visivelmente crescendo durante a gestação e também depois do casamento. O que me faz lembrar que nascemos de contrações em um mundo de contradições...
Em meio a todo este contexto apresentado em forma de texto, penso que talvez a frase: “conhece-te a ti mesmo” possa ter sido criada como referência ao estômago, demonstrando que se é tão difícil controlar um simples órgão interno, quem dirá então toda uma nação, onde cada vez mais sentimos náuseas diante das tantas maracutaias que saltam aos olhos da população, com seus politiqueiros de plantão que vem tentando (indigestamente) nos empurrar goela abaixo toneladas de corrupção.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sábado, 16 de fevereiro de 2008
UM PRÉDIO, UM TERRORISTA, UMA BOMBA...
UM PRÉDIO, UM TERRORISTA, UMA BOMBA...
(Antonio Brás Constante)
Era uma tarde tranqüila naquela empresa. Uma multinacional poderosíssima que construiu sua sede, batizada de "fortaleza de ouro", com toda tecnologia e segurança que o dinheiro pode comprar. Utilizava equipamentos de ultima geração e cuidados especiais, tais como: sensores, câmeras, equipes de vigilância, garagem subterrânea para os carros dos funcionários, etc. Sem medir custos, pois queriam evitar qualquer tipo de problema, deixando seus funcionários confortáveis e seguros, concentrados em melhorar os índices de desempenho patrimonial. Trabalhando para que a empresa pudesse lucrar cada vez mais e melhor, ultrapassando metas e superando resultados anteriores.
Uma das precauções da administração era o treinamento de seus funcionários para eventuais (porém improváveis) abandonos do prédio. Tinham feito há poucos dias uma simulação de abandono. Algo extremamente organizado e com ponto de encontro no estacionamento público que havia na frente do edifício. Era um belo local, repleto de árvores e flores. Ali nunca estacionavam muitos carros, dada a localização geográfica do prédio que se encontrava longe dos centros comerciais. Aquela área de encontro também ficava afastada o suficiente para garantir a segurança das pessoas em caso de algum risco envolvendo o prédio.
A tarde seguia tranqüila, até o telefone tocar. A secretária, uma moça educada, muito simpática e sorridente, atendeu a ligação (ela era realmente muito simpática e sorridente, o tipo de pessoa que parece estar sempre pronta para participar como protagonista de algum comercial de creme dental). A voz no outro lado da linha se identificou como sendo de Radshed, o terrorista. Avisando que explodiria uma bomba em exatos quinze minutos e que eles seriam suas vítimas, pois eram porcos capitalistas. Após dizer isto, emitiu uma risada sinistra (dessas que são geralmente soltas por psicopatas nos filmes de terror), desligando o telefone.
Radshed era um terrorista famoso, com seu nome estampado em vários noticiários pelo mundo, e seu rosto estampado em camisetas de várias lojas, que eram vendidas para pessoas que gostavam de demonstrar que simpatizavam com lideres famosos e revolucionários, independente de quem eles fossem. Uma de suas principais características era de sempre cumprir o que prometia. A atendente, após o choque inicial, ligou para o setor administrativo que também teve um choque inicial. Passado o referido choque acionaram então o alarme. Mesmo com toda tecnologia que protegia o lugar, não poderiam duvidar de uma ameaça assinada por Radshed. Após ouvirem o alarme, todos os funcionários (após seus respectivos choques iniciais), começaram a evacuar o prédio. Desciam desnorteados, não sabendo se era mais um treinamento ou um abandono real.
As pessoas do prédio se dirigiram para área do estacionamento público, que para sua sorte encontrava-se quase vazia, com apenas um veículo estacionado ali. O murmurinho era grande. A expectativa era geral. Uns ligavam para seus conhecidos avisando sobre o fato. Outros faziam piadas, pois tinham certeza que era um trote. Afinal, como o terrorista poderia colocar uma bomba em um prédio cheio de câmeras. Com vigilância armada e sistemas de alarme e presença em todas as portas e corredores. Nada entrava ou saía dali sem uma revista prévia e sem passar pelo detector de metais. Era óbvio que se tratava de uma brincadeira.
O tempo estipulado pelo terrorista estava acabando. O suspense aumentando. Todos olhando fixamente para o prédio vazio que se encontrava próximo a eles. Contagem regressiva. Dez. Nove. Oito. Sete... Alguns trancaram a respiração. Seis. Cinco. Quatro. Três... O silêncio era total. Dois. Um... BOOM!
Uma explosão violenta fez tremer o chão com tanta força, que pôde ser sentida a alguns quilômetros dali. Porém, o prédio Fortaleza de ouro se manteve de pé, intacto. Na sua frente agora era visível uma enorme cratera, onde há poucos instantes atrás havia um estacionamento público.
Posteriormente, especialistas puderam constatar que o epicentro da explosão aconteceu no local onde se encontrava o único veículo estacionado naquele local. Morreram todos. Mas uma vez se confirmou o que todos sabiam, Rashed sempre cumpria o que prometia.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Antonio Brás Constante)
Era uma tarde tranqüila naquela empresa. Uma multinacional poderosíssima que construiu sua sede, batizada de "fortaleza de ouro", com toda tecnologia e segurança que o dinheiro pode comprar. Utilizava equipamentos de ultima geração e cuidados especiais, tais como: sensores, câmeras, equipes de vigilância, garagem subterrânea para os carros dos funcionários, etc. Sem medir custos, pois queriam evitar qualquer tipo de problema, deixando seus funcionários confortáveis e seguros, concentrados em melhorar os índices de desempenho patrimonial. Trabalhando para que a empresa pudesse lucrar cada vez mais e melhor, ultrapassando metas e superando resultados anteriores.
Uma das precauções da administração era o treinamento de seus funcionários para eventuais (porém improváveis) abandonos do prédio. Tinham feito há poucos dias uma simulação de abandono. Algo extremamente organizado e com ponto de encontro no estacionamento público que havia na frente do edifício. Era um belo local, repleto de árvores e flores. Ali nunca estacionavam muitos carros, dada a localização geográfica do prédio que se encontrava longe dos centros comerciais. Aquela área de encontro também ficava afastada o suficiente para garantir a segurança das pessoas em caso de algum risco envolvendo o prédio.
A tarde seguia tranqüila, até o telefone tocar. A secretária, uma moça educada, muito simpática e sorridente, atendeu a ligação (ela era realmente muito simpática e sorridente, o tipo de pessoa que parece estar sempre pronta para participar como protagonista de algum comercial de creme dental). A voz no outro lado da linha se identificou como sendo de Radshed, o terrorista. Avisando que explodiria uma bomba em exatos quinze minutos e que eles seriam suas vítimas, pois eram porcos capitalistas. Após dizer isto, emitiu uma risada sinistra (dessas que são geralmente soltas por psicopatas nos filmes de terror), desligando o telefone.
Radshed era um terrorista famoso, com seu nome estampado em vários noticiários pelo mundo, e seu rosto estampado em camisetas de várias lojas, que eram vendidas para pessoas que gostavam de demonstrar que simpatizavam com lideres famosos e revolucionários, independente de quem eles fossem. Uma de suas principais características era de sempre cumprir o que prometia. A atendente, após o choque inicial, ligou para o setor administrativo que também teve um choque inicial. Passado o referido choque acionaram então o alarme. Mesmo com toda tecnologia que protegia o lugar, não poderiam duvidar de uma ameaça assinada por Radshed. Após ouvirem o alarme, todos os funcionários (após seus respectivos choques iniciais), começaram a evacuar o prédio. Desciam desnorteados, não sabendo se era mais um treinamento ou um abandono real.
As pessoas do prédio se dirigiram para área do estacionamento público, que para sua sorte encontrava-se quase vazia, com apenas um veículo estacionado ali. O murmurinho era grande. A expectativa era geral. Uns ligavam para seus conhecidos avisando sobre o fato. Outros faziam piadas, pois tinham certeza que era um trote. Afinal, como o terrorista poderia colocar uma bomba em um prédio cheio de câmeras. Com vigilância armada e sistemas de alarme e presença em todas as portas e corredores. Nada entrava ou saía dali sem uma revista prévia e sem passar pelo detector de metais. Era óbvio que se tratava de uma brincadeira.
O tempo estipulado pelo terrorista estava acabando. O suspense aumentando. Todos olhando fixamente para o prédio vazio que se encontrava próximo a eles. Contagem regressiva. Dez. Nove. Oito. Sete... Alguns trancaram a respiração. Seis. Cinco. Quatro. Três... O silêncio era total. Dois. Um... BOOM!
Uma explosão violenta fez tremer o chão com tanta força, que pôde ser sentida a alguns quilômetros dali. Porém, o prédio Fortaleza de ouro se manteve de pé, intacto. Na sua frente agora era visível uma enorme cratera, onde há poucos instantes atrás havia um estacionamento público.
Posteriormente, especialistas puderam constatar que o epicentro da explosão aconteceu no local onde se encontrava o único veículo estacionado naquele local. Morreram todos. Mas uma vez se confirmou o que todos sabiam, Rashed sempre cumpria o que prometia.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Eles batem e elas... APANHAM.
Eles batem e elas... APANHAM.
(Autor: Antonio Brás Constante)
A sina das mulheres é apanhar. Isto acontece deste os primórdios humanos, nos tempos da pré-história, quando era delas a tarefa de apanhar água, apanhar frutas silvestres, apanhar ervas medicinais e apanhar lenha. Ou seja, passavam os dias apanhando.
Bater era a função do homem, que tantas vezes batia em retirada, quando caçava em bando e se via em desvantagem frente às presas das presas quando estas não ficavam presas em suas primitivas armadilhas. Antes de iniciar a caçada eles batiam no próprio peito segurando suas clavas enquanto urravam seus gritos de guerra, muitos fazendo isto para não demonstrar aos animais que eram caçados o quanto estes guerreiros estavam assustados.
Os tempos mudaram, mas muitos homens (ditos machões), não. Eles saem na noite dizendo que vão caçar e para disfarçar os seus medos já não batem no peito, preferem muitas vezes, ingerir algo alcoólico ou se dopar de qualquer outra forma, buscando adquirir coragem (que em alguns casos se transforma em um sinônimo para atos covardes). O resultado aparece em manchetes de jornais, informando sobre mulheres indefesas em paradas de ônibus, que são surradas por pura diversão (ou seria perversão?). Vítimas de homens que lhes atacam em bandos, de forma traiçoeira, imitando seus ancestrais.
A mulher de hoje ainda apanha e muito para conseguir seu lugar ao sol, onde muitas vezes enfrenta uma jornada dupla (casa e trabalho). É geralmente ela que apanha os filhos na escola, que apanha as compras no mercado e, infelizmente, em muitas situações apanha do marido, quando este resolve descontar nela todas as suas frustrações. O homem de antigamente marcava as mulheres com ferro e fogo para deixar claro que elas pertenciam a eles, hoje estas marcas são feitas no braço, através de surras brutais.
É da natureza do homem gostar de bater, talvez isto explique porque eles batem tanto com seus carros na estrada, após se encharcarem de bebida, batendo sempre o copo nas mesas de bar e pedindo mais um pouco daquelas saborosas e embriagantes batidas.
Vivemos em um gigantesco torrão de terra, ensopado de água salgada que fica girando ao redor do sol, e é neste estranho mundo que as mulheres ainda tentam apanhar o amor guardado dentro de si, buscando entrega-lo aos seus companheiros. Os homens, no entanto, mesmo sentindo a batida do coração em descompasso, procuram agir com descaso frente a esta demonstração de carinho, pois consideram batido este sentimento, algo que inspira fraqueza, uma armadilha na qual não querem ser apanhados.
Enfim, é preciso parar de bater a porta na cara da felicidade, quanto esta chega em nossas vidas apanhando-nos de surpresa. Somente assim poderemos bater asas em forma de sorrisos, elevando nossas mentes para que possam apanhar a beleza que se traduz no simples e indescritível milagre da vida, que se traduz em uma singela quimera chamada de felicidade.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
A sina das mulheres é apanhar. Isto acontece deste os primórdios humanos, nos tempos da pré-história, quando era delas a tarefa de apanhar água, apanhar frutas silvestres, apanhar ervas medicinais e apanhar lenha. Ou seja, passavam os dias apanhando.
Bater era a função do homem, que tantas vezes batia em retirada, quando caçava em bando e se via em desvantagem frente às presas das presas quando estas não ficavam presas em suas primitivas armadilhas. Antes de iniciar a caçada eles batiam no próprio peito segurando suas clavas enquanto urravam seus gritos de guerra, muitos fazendo isto para não demonstrar aos animais que eram caçados o quanto estes guerreiros estavam assustados.
Os tempos mudaram, mas muitos homens (ditos machões), não. Eles saem na noite dizendo que vão caçar e para disfarçar os seus medos já não batem no peito, preferem muitas vezes, ingerir algo alcoólico ou se dopar de qualquer outra forma, buscando adquirir coragem (que em alguns casos se transforma em um sinônimo para atos covardes). O resultado aparece em manchetes de jornais, informando sobre mulheres indefesas em paradas de ônibus, que são surradas por pura diversão (ou seria perversão?). Vítimas de homens que lhes atacam em bandos, de forma traiçoeira, imitando seus ancestrais.
A mulher de hoje ainda apanha e muito para conseguir seu lugar ao sol, onde muitas vezes enfrenta uma jornada dupla (casa e trabalho). É geralmente ela que apanha os filhos na escola, que apanha as compras no mercado e, infelizmente, em muitas situações apanha do marido, quando este resolve descontar nela todas as suas frustrações. O homem de antigamente marcava as mulheres com ferro e fogo para deixar claro que elas pertenciam a eles, hoje estas marcas são feitas no braço, através de surras brutais.
É da natureza do homem gostar de bater, talvez isto explique porque eles batem tanto com seus carros na estrada, após se encharcarem de bebida, batendo sempre o copo nas mesas de bar e pedindo mais um pouco daquelas saborosas e embriagantes batidas.
Vivemos em um gigantesco torrão de terra, ensopado de água salgada que fica girando ao redor do sol, e é neste estranho mundo que as mulheres ainda tentam apanhar o amor guardado dentro de si, buscando entrega-lo aos seus companheiros. Os homens, no entanto, mesmo sentindo a batida do coração em descompasso, procuram agir com descaso frente a esta demonstração de carinho, pois consideram batido este sentimento, algo que inspira fraqueza, uma armadilha na qual não querem ser apanhados.
Enfim, é preciso parar de bater a porta na cara da felicidade, quanto esta chega em nossas vidas apanhando-nos de surpresa. Somente assim poderemos bater asas em forma de sorrisos, elevando nossas mentes para que possam apanhar a beleza que se traduz no simples e indescritível milagre da vida, que se traduz em uma singela quimera chamada de felicidade.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
OS EX-EXTRATERRESTRES E VOCÊ.
OS EX-EXTRATERRESTRES E VOCÊ.
(Antonio Brás Constante)
Você está seguindo a mil por hora em sua vida até que, sem qualquer aviso, os elementos de sua psique (Id, Ego e Superego), decidem entrar em conflito entre si, buscando decidir quem é quem entre eles, fechando-se para uma reunião nos recônditos de sua cabeça, deixando sua mente a deriva, presa ao seu corpo como uma roupa pendurada dentro de um armário. Tal fato acaba afastando você de tudo e de todos.
Após algum tempo de discussão os três voltam a funcionar normalmente, pois finalmente conseguiram solucionar a questão que envolvia suas próprias motivações, através de uma disputa de par ou impar (inicialmente tentaram decidir no cara-e-coroa, porém, nenhum deles tinha uma moeda). Então, um belo dia você acorda sem ter dormido, e se percebe completamente diferente do que era.
Em total devaneio começa a tecer hipóteses estranhas sobre o que aconteceu com você, como por exemplo: a de ter sido mordido por algum tipo desconhecido de inseto mutante, que injetou toxinas em sua corrente sanguínea, alterando assim seu modo de ser e de pensar (fato que seria perfeitamente plausível, já que não teria como recordar da tal reunião ocorrida em sua psique, pois os três membros dela não quiseram registrar ata dos acontecimentos).
Outra hipótese que poderia invadir sua mente é de que talvez você tenha sido abduzido por uma avançada raça de ex-extraterrestres. A denominação “ex-extraterrestre” seria decorrente da longa permanência desses seres na Terra, fato que os teria motivado a pedirem seus “green cards” logo após terem pousado nos Estados Unidos (alguns anos antes do início desta história). A nação americana seria escolhida pelos alienígenas por motivos óbvios, já que todo mundo sabe através dos filmes de Hollywood que qualquer ser de outro planeta fala fluentemente inglês, isto sem contar o inexplicável ímpeto que alguns deles têm de querer explodir a casa branca.
Por sorte os tais ex-extraterrestres que passaram a tomar conta deste texto eram pacíficos, e se contentaram em destruir apenas uma miniatura do pentágono. Mas a sorte deles mudaria a partir de 2001, com a destruição das torres gêmeas. Daquele momento em diante uma legião de soldados passaria a perseguir qualquer indivíduo (alienígena ou não) que se comportasse de forma estranha. Algo que seria extremamente difícil de se perceber, já que para todos os povos da Terra (alienígenas ou não) os americanos em geral é que eram muito esquisitões (e eles mesmos sabiam disso).
O cerco começaria a se fechar contra os tais seres espaciais, pois eles por serem de uma raça avançada não comiam “hotdogs” ou batatas fritas. Também achavam ridículo o futebol americano e jamais bebiam coca-cola, despertando assim as suspeitas de seus algozes.
O jeito foi fugirem para o Brasil. Chegando em território brasileiro como turistas, descobriram através de um taxista que trabalhava de forma irregular, que o bom mesmo para qualquer gringo era curtir o chamado turismo sexual (que infelizmente existe por aqui). Porém, na ora da tradução sobre o que seria a tal “sacanagem” eles entenderam mal a coisa. Como resultado, acabaram enchendo a cara de cerveja, para em seguida utilizarem uma máquina de teletransporte portátil que tinham no bolso, indo parar discretamente perto de você. Eles então, completamente bêbados, resolveram bagunçar com a sua vida, alterando sua mente e causando toda aquela desavença inicial entre os membros de sua psique.
Alguns ainda podem achar que a sacanagem deles foi ter desenvolvido insetos mutantes que estranhamente picaram seu braço, deixando-o com essa cara de quem não entendeu a história. (Bem-vindo ao clube).
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Antonio Brás Constante)
Você está seguindo a mil por hora em sua vida até que, sem qualquer aviso, os elementos de sua psique (Id, Ego e Superego), decidem entrar em conflito entre si, buscando decidir quem é quem entre eles, fechando-se para uma reunião nos recônditos de sua cabeça, deixando sua mente a deriva, presa ao seu corpo como uma roupa pendurada dentro de um armário. Tal fato acaba afastando você de tudo e de todos.
Após algum tempo de discussão os três voltam a funcionar normalmente, pois finalmente conseguiram solucionar a questão que envolvia suas próprias motivações, através de uma disputa de par ou impar (inicialmente tentaram decidir no cara-e-coroa, porém, nenhum deles tinha uma moeda). Então, um belo dia você acorda sem ter dormido, e se percebe completamente diferente do que era.
Em total devaneio começa a tecer hipóteses estranhas sobre o que aconteceu com você, como por exemplo: a de ter sido mordido por algum tipo desconhecido de inseto mutante, que injetou toxinas em sua corrente sanguínea, alterando assim seu modo de ser e de pensar (fato que seria perfeitamente plausível, já que não teria como recordar da tal reunião ocorrida em sua psique, pois os três membros dela não quiseram registrar ata dos acontecimentos).
Outra hipótese que poderia invadir sua mente é de que talvez você tenha sido abduzido por uma avançada raça de ex-extraterrestres. A denominação “ex-extraterrestre” seria decorrente da longa permanência desses seres na Terra, fato que os teria motivado a pedirem seus “green cards” logo após terem pousado nos Estados Unidos (alguns anos antes do início desta história). A nação americana seria escolhida pelos alienígenas por motivos óbvios, já que todo mundo sabe através dos filmes de Hollywood que qualquer ser de outro planeta fala fluentemente inglês, isto sem contar o inexplicável ímpeto que alguns deles têm de querer explodir a casa branca.
Por sorte os tais ex-extraterrestres que passaram a tomar conta deste texto eram pacíficos, e se contentaram em destruir apenas uma miniatura do pentágono. Mas a sorte deles mudaria a partir de 2001, com a destruição das torres gêmeas. Daquele momento em diante uma legião de soldados passaria a perseguir qualquer indivíduo (alienígena ou não) que se comportasse de forma estranha. Algo que seria extremamente difícil de se perceber, já que para todos os povos da Terra (alienígenas ou não) os americanos em geral é que eram muito esquisitões (e eles mesmos sabiam disso).
O cerco começaria a se fechar contra os tais seres espaciais, pois eles por serem de uma raça avançada não comiam “hotdogs” ou batatas fritas. Também achavam ridículo o futebol americano e jamais bebiam coca-cola, despertando assim as suspeitas de seus algozes.
O jeito foi fugirem para o Brasil. Chegando em território brasileiro como turistas, descobriram através de um taxista que trabalhava de forma irregular, que o bom mesmo para qualquer gringo era curtir o chamado turismo sexual (que infelizmente existe por aqui). Porém, na ora da tradução sobre o que seria a tal “sacanagem” eles entenderam mal a coisa. Como resultado, acabaram enchendo a cara de cerveja, para em seguida utilizarem uma máquina de teletransporte portátil que tinham no bolso, indo parar discretamente perto de você. Eles então, completamente bêbados, resolveram bagunçar com a sua vida, alterando sua mente e causando toda aquela desavença inicial entre os membros de sua psique.
Alguns ainda podem achar que a sacanagem deles foi ter desenvolvido insetos mutantes que estranhamente picaram seu braço, deixando-o com essa cara de quem não entendeu a história. (Bem-vindo ao clube).
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
Assinar:
Postagens (Atom)