UM PRÉDIO, UM TERRORISTA, UMA BOMBA...
(Antonio Brás Constante)
Era uma tarde tranqüila naquela empresa. Uma multinacional poderosíssima que construiu sua sede, batizada de "fortaleza de ouro", com toda tecnologia e segurança que o dinheiro pode comprar. Utilizava equipamentos de ultima geração e cuidados especiais, tais como: sensores, câmeras, equipes de vigilância, garagem subterrânea para os carros dos funcionários, etc. Sem medir custos, pois queriam evitar qualquer tipo de problema, deixando seus funcionários confortáveis e seguros, concentrados em melhorar os índices de desempenho patrimonial. Trabalhando para que a empresa pudesse lucrar cada vez mais e melhor, ultrapassando metas e superando resultados anteriores.
Uma das precauções da administração era o treinamento de seus funcionários para eventuais (porém improváveis) abandonos do prédio. Tinham feito há poucos dias uma simulação de abandono. Algo extremamente organizado e com ponto de encontro no estacionamento público que havia na frente do edifício. Era um belo local, repleto de árvores e flores. Ali nunca estacionavam muitos carros, dada a localização geográfica do prédio que se encontrava longe dos centros comerciais. Aquela área de encontro também ficava afastada o suficiente para garantir a segurança das pessoas em caso de algum risco envolvendo o prédio.
A tarde seguia tranqüila, até o telefone tocar. A secretária, uma moça educada, muito simpática e sorridente, atendeu a ligação (ela era realmente muito simpática e sorridente, o tipo de pessoa que parece estar sempre pronta para participar como protagonista de algum comercial de creme dental). A voz no outro lado da linha se identificou como sendo de Radshed, o terrorista. Avisando que explodiria uma bomba em exatos quinze minutos e que eles seriam suas vítimas, pois eram porcos capitalistas. Após dizer isto, emitiu uma risada sinistra (dessas que são geralmente soltas por psicopatas nos filmes de terror), desligando o telefone.
Radshed era um terrorista famoso, com seu nome estampado em vários noticiários pelo mundo, e seu rosto estampado em camisetas de várias lojas, que eram vendidas para pessoas que gostavam de demonstrar que simpatizavam com lideres famosos e revolucionários, independente de quem eles fossem. Uma de suas principais características era de sempre cumprir o que prometia. A atendente, após o choque inicial, ligou para o setor administrativo que também teve um choque inicial. Passado o referido choque acionaram então o alarme. Mesmo com toda tecnologia que protegia o lugar, não poderiam duvidar de uma ameaça assinada por Radshed. Após ouvirem o alarme, todos os funcionários (após seus respectivos choques iniciais), começaram a evacuar o prédio. Desciam desnorteados, não sabendo se era mais um treinamento ou um abandono real.
As pessoas do prédio se dirigiram para área do estacionamento público, que para sua sorte encontrava-se quase vazia, com apenas um veículo estacionado ali. O murmurinho era grande. A expectativa era geral. Uns ligavam para seus conhecidos avisando sobre o fato. Outros faziam piadas, pois tinham certeza que era um trote. Afinal, como o terrorista poderia colocar uma bomba em um prédio cheio de câmeras. Com vigilância armada e sistemas de alarme e presença em todas as portas e corredores. Nada entrava ou saía dali sem uma revista prévia e sem passar pelo detector de metais. Era óbvio que se tratava de uma brincadeira.
O tempo estipulado pelo terrorista estava acabando. O suspense aumentando. Todos olhando fixamente para o prédio vazio que se encontrava próximo a eles. Contagem regressiva. Dez. Nove. Oito. Sete... Alguns trancaram a respiração. Seis. Cinco. Quatro. Três... O silêncio era total. Dois. Um... BOOM!
Uma explosão violenta fez tremer o chão com tanta força, que pôde ser sentida a alguns quilômetros dali. Porém, o prédio Fortaleza de ouro se manteve de pé, intacto. Na sua frente agora era visível uma enorme cratera, onde há poucos instantes atrás havia um estacionamento público.
Posteriormente, especialistas puderam constatar que o epicentro da explosão aconteceu no local onde se encontrava o único veículo estacionado naquele local. Morreram todos. Mas uma vez se confirmou o que todos sabiam, Rashed sempre cumpria o que prometia.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sábado, 16 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Eles batem e elas... APANHAM.
Eles batem e elas... APANHAM.
(Autor: Antonio Brás Constante)
A sina das mulheres é apanhar. Isto acontece deste os primórdios humanos, nos tempos da pré-história, quando era delas a tarefa de apanhar água, apanhar frutas silvestres, apanhar ervas medicinais e apanhar lenha. Ou seja, passavam os dias apanhando.
Bater era a função do homem, que tantas vezes batia em retirada, quando caçava em bando e se via em desvantagem frente às presas das presas quando estas não ficavam presas em suas primitivas armadilhas. Antes de iniciar a caçada eles batiam no próprio peito segurando suas clavas enquanto urravam seus gritos de guerra, muitos fazendo isto para não demonstrar aos animais que eram caçados o quanto estes guerreiros estavam assustados.
Os tempos mudaram, mas muitos homens (ditos machões), não. Eles saem na noite dizendo que vão caçar e para disfarçar os seus medos já não batem no peito, preferem muitas vezes, ingerir algo alcoólico ou se dopar de qualquer outra forma, buscando adquirir coragem (que em alguns casos se transforma em um sinônimo para atos covardes). O resultado aparece em manchetes de jornais, informando sobre mulheres indefesas em paradas de ônibus, que são surradas por pura diversão (ou seria perversão?). Vítimas de homens que lhes atacam em bandos, de forma traiçoeira, imitando seus ancestrais.
A mulher de hoje ainda apanha e muito para conseguir seu lugar ao sol, onde muitas vezes enfrenta uma jornada dupla (casa e trabalho). É geralmente ela que apanha os filhos na escola, que apanha as compras no mercado e, infelizmente, em muitas situações apanha do marido, quando este resolve descontar nela todas as suas frustrações. O homem de antigamente marcava as mulheres com ferro e fogo para deixar claro que elas pertenciam a eles, hoje estas marcas são feitas no braço, através de surras brutais.
É da natureza do homem gostar de bater, talvez isto explique porque eles batem tanto com seus carros na estrada, após se encharcarem de bebida, batendo sempre o copo nas mesas de bar e pedindo mais um pouco daquelas saborosas e embriagantes batidas.
Vivemos em um gigantesco torrão de terra, ensopado de água salgada que fica girando ao redor do sol, e é neste estranho mundo que as mulheres ainda tentam apanhar o amor guardado dentro de si, buscando entrega-lo aos seus companheiros. Os homens, no entanto, mesmo sentindo a batida do coração em descompasso, procuram agir com descaso frente a esta demonstração de carinho, pois consideram batido este sentimento, algo que inspira fraqueza, uma armadilha na qual não querem ser apanhados.
Enfim, é preciso parar de bater a porta na cara da felicidade, quanto esta chega em nossas vidas apanhando-nos de surpresa. Somente assim poderemos bater asas em forma de sorrisos, elevando nossas mentes para que possam apanhar a beleza que se traduz no simples e indescritível milagre da vida, que se traduz em uma singela quimera chamada de felicidade.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
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(Autor: Antonio Brás Constante)
A sina das mulheres é apanhar. Isto acontece deste os primórdios humanos, nos tempos da pré-história, quando era delas a tarefa de apanhar água, apanhar frutas silvestres, apanhar ervas medicinais e apanhar lenha. Ou seja, passavam os dias apanhando.
Bater era a função do homem, que tantas vezes batia em retirada, quando caçava em bando e se via em desvantagem frente às presas das presas quando estas não ficavam presas em suas primitivas armadilhas. Antes de iniciar a caçada eles batiam no próprio peito segurando suas clavas enquanto urravam seus gritos de guerra, muitos fazendo isto para não demonstrar aos animais que eram caçados o quanto estes guerreiros estavam assustados.
Os tempos mudaram, mas muitos homens (ditos machões), não. Eles saem na noite dizendo que vão caçar e para disfarçar os seus medos já não batem no peito, preferem muitas vezes, ingerir algo alcoólico ou se dopar de qualquer outra forma, buscando adquirir coragem (que em alguns casos se transforma em um sinônimo para atos covardes). O resultado aparece em manchetes de jornais, informando sobre mulheres indefesas em paradas de ônibus, que são surradas por pura diversão (ou seria perversão?). Vítimas de homens que lhes atacam em bandos, de forma traiçoeira, imitando seus ancestrais.
A mulher de hoje ainda apanha e muito para conseguir seu lugar ao sol, onde muitas vezes enfrenta uma jornada dupla (casa e trabalho). É geralmente ela que apanha os filhos na escola, que apanha as compras no mercado e, infelizmente, em muitas situações apanha do marido, quando este resolve descontar nela todas as suas frustrações. O homem de antigamente marcava as mulheres com ferro e fogo para deixar claro que elas pertenciam a eles, hoje estas marcas são feitas no braço, através de surras brutais.
É da natureza do homem gostar de bater, talvez isto explique porque eles batem tanto com seus carros na estrada, após se encharcarem de bebida, batendo sempre o copo nas mesas de bar e pedindo mais um pouco daquelas saborosas e embriagantes batidas.
Vivemos em um gigantesco torrão de terra, ensopado de água salgada que fica girando ao redor do sol, e é neste estranho mundo que as mulheres ainda tentam apanhar o amor guardado dentro de si, buscando entrega-lo aos seus companheiros. Os homens, no entanto, mesmo sentindo a batida do coração em descompasso, procuram agir com descaso frente a esta demonstração de carinho, pois consideram batido este sentimento, algo que inspira fraqueza, uma armadilha na qual não querem ser apanhados.
Enfim, é preciso parar de bater a porta na cara da felicidade, quanto esta chega em nossas vidas apanhando-nos de surpresa. Somente assim poderemos bater asas em forma de sorrisos, elevando nossas mentes para que possam apanhar a beleza que se traduz no simples e indescritível milagre da vida, que se traduz em uma singela quimera chamada de felicidade.
E-mail: abrasc@terra.com.br
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
OS EX-EXTRATERRESTRES E VOCÊ.
OS EX-EXTRATERRESTRES E VOCÊ.
(Antonio Brás Constante)
Você está seguindo a mil por hora em sua vida até que, sem qualquer aviso, os elementos de sua psique (Id, Ego e Superego), decidem entrar em conflito entre si, buscando decidir quem é quem entre eles, fechando-se para uma reunião nos recônditos de sua cabeça, deixando sua mente a deriva, presa ao seu corpo como uma roupa pendurada dentro de um armário. Tal fato acaba afastando você de tudo e de todos.
Após algum tempo de discussão os três voltam a funcionar normalmente, pois finalmente conseguiram solucionar a questão que envolvia suas próprias motivações, através de uma disputa de par ou impar (inicialmente tentaram decidir no cara-e-coroa, porém, nenhum deles tinha uma moeda). Então, um belo dia você acorda sem ter dormido, e se percebe completamente diferente do que era.
Em total devaneio começa a tecer hipóteses estranhas sobre o que aconteceu com você, como por exemplo: a de ter sido mordido por algum tipo desconhecido de inseto mutante, que injetou toxinas em sua corrente sanguínea, alterando assim seu modo de ser e de pensar (fato que seria perfeitamente plausível, já que não teria como recordar da tal reunião ocorrida em sua psique, pois os três membros dela não quiseram registrar ata dos acontecimentos).
Outra hipótese que poderia invadir sua mente é de que talvez você tenha sido abduzido por uma avançada raça de ex-extraterrestres. A denominação “ex-extraterrestre” seria decorrente da longa permanência desses seres na Terra, fato que os teria motivado a pedirem seus “green cards” logo após terem pousado nos Estados Unidos (alguns anos antes do início desta história). A nação americana seria escolhida pelos alienígenas por motivos óbvios, já que todo mundo sabe através dos filmes de Hollywood que qualquer ser de outro planeta fala fluentemente inglês, isto sem contar o inexplicável ímpeto que alguns deles têm de querer explodir a casa branca.
Por sorte os tais ex-extraterrestres que passaram a tomar conta deste texto eram pacíficos, e se contentaram em destruir apenas uma miniatura do pentágono. Mas a sorte deles mudaria a partir de 2001, com a destruição das torres gêmeas. Daquele momento em diante uma legião de soldados passaria a perseguir qualquer indivíduo (alienígena ou não) que se comportasse de forma estranha. Algo que seria extremamente difícil de se perceber, já que para todos os povos da Terra (alienígenas ou não) os americanos em geral é que eram muito esquisitões (e eles mesmos sabiam disso).
O cerco começaria a se fechar contra os tais seres espaciais, pois eles por serem de uma raça avançada não comiam “hotdogs” ou batatas fritas. Também achavam ridículo o futebol americano e jamais bebiam coca-cola, despertando assim as suspeitas de seus algozes.
O jeito foi fugirem para o Brasil. Chegando em território brasileiro como turistas, descobriram através de um taxista que trabalhava de forma irregular, que o bom mesmo para qualquer gringo era curtir o chamado turismo sexual (que infelizmente existe por aqui). Porém, na ora da tradução sobre o que seria a tal “sacanagem” eles entenderam mal a coisa. Como resultado, acabaram enchendo a cara de cerveja, para em seguida utilizarem uma máquina de teletransporte portátil que tinham no bolso, indo parar discretamente perto de você. Eles então, completamente bêbados, resolveram bagunçar com a sua vida, alterando sua mente e causando toda aquela desavença inicial entre os membros de sua psique.
Alguns ainda podem achar que a sacanagem deles foi ter desenvolvido insetos mutantes que estranhamente picaram seu braço, deixando-o com essa cara de quem não entendeu a história. (Bem-vindo ao clube).
E-mail: abrasc@terra.com.br
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Você está seguindo a mil por hora em sua vida até que, sem qualquer aviso, os elementos de sua psique (Id, Ego e Superego), decidem entrar em conflito entre si, buscando decidir quem é quem entre eles, fechando-se para uma reunião nos recônditos de sua cabeça, deixando sua mente a deriva, presa ao seu corpo como uma roupa pendurada dentro de um armário. Tal fato acaba afastando você de tudo e de todos.
Após algum tempo de discussão os três voltam a funcionar normalmente, pois finalmente conseguiram solucionar a questão que envolvia suas próprias motivações, através de uma disputa de par ou impar (inicialmente tentaram decidir no cara-e-coroa, porém, nenhum deles tinha uma moeda). Então, um belo dia você acorda sem ter dormido, e se percebe completamente diferente do que era.
Em total devaneio começa a tecer hipóteses estranhas sobre o que aconteceu com você, como por exemplo: a de ter sido mordido por algum tipo desconhecido de inseto mutante, que injetou toxinas em sua corrente sanguínea, alterando assim seu modo de ser e de pensar (fato que seria perfeitamente plausível, já que não teria como recordar da tal reunião ocorrida em sua psique, pois os três membros dela não quiseram registrar ata dos acontecimentos).
Outra hipótese que poderia invadir sua mente é de que talvez você tenha sido abduzido por uma avançada raça de ex-extraterrestres. A denominação “ex-extraterrestre” seria decorrente da longa permanência desses seres na Terra, fato que os teria motivado a pedirem seus “green cards” logo após terem pousado nos Estados Unidos (alguns anos antes do início desta história). A nação americana seria escolhida pelos alienígenas por motivos óbvios, já que todo mundo sabe através dos filmes de Hollywood que qualquer ser de outro planeta fala fluentemente inglês, isto sem contar o inexplicável ímpeto que alguns deles têm de querer explodir a casa branca.
Por sorte os tais ex-extraterrestres que passaram a tomar conta deste texto eram pacíficos, e se contentaram em destruir apenas uma miniatura do pentágono. Mas a sorte deles mudaria a partir de 2001, com a destruição das torres gêmeas. Daquele momento em diante uma legião de soldados passaria a perseguir qualquer indivíduo (alienígena ou não) que se comportasse de forma estranha. Algo que seria extremamente difícil de se perceber, já que para todos os povos da Terra (alienígenas ou não) os americanos em geral é que eram muito esquisitões (e eles mesmos sabiam disso).
O cerco começaria a se fechar contra os tais seres espaciais, pois eles por serem de uma raça avançada não comiam “hotdogs” ou batatas fritas. Também achavam ridículo o futebol americano e jamais bebiam coca-cola, despertando assim as suspeitas de seus algozes.
O jeito foi fugirem para o Brasil. Chegando em território brasileiro como turistas, descobriram através de um taxista que trabalhava de forma irregular, que o bom mesmo para qualquer gringo era curtir o chamado turismo sexual (que infelizmente existe por aqui). Porém, na ora da tradução sobre o que seria a tal “sacanagem” eles entenderam mal a coisa. Como resultado, acabaram enchendo a cara de cerveja, para em seguida utilizarem uma máquina de teletransporte portátil que tinham no bolso, indo parar discretamente perto de você. Eles então, completamente bêbados, resolveram bagunçar com a sua vida, alterando sua mente e causando toda aquela desavença inicial entre os membros de sua psique.
Alguns ainda podem achar que a sacanagem deles foi ter desenvolvido insetos mutantes que estranhamente picaram seu braço, deixando-o com essa cara de quem não entendeu a história. (Bem-vindo ao clube).
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
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sábado, 26 de janeiro de 2008
PRATIQUE O SUICÍDIO SAUDÁVEL
PRATIQUE O SUICÍDIO SAUDÁVEL
(Autor: Antonio Brás Constante)
O suicida é alguém literalmente disposto a morrer por seus objetivos, porém, ainda assim não pode ser considerado como uma pessoa que vai conseguir ir muito longe na vida.
Ao contrário do que alguns pensam, nem todo suicida é um pessimista por natureza, como no caso do suicida otimista que pulou de um prédio de 30 andares, e ao passar em queda livre já pelo vigésimo andar disse para si mesmo: “bom, até aqui tudo bem...”.
Todo dia matamos algo em nós mesmos, e muitas vezes nem percebemos isso. Somos suicidas em potencial, massacrando sonhos, destruindo chances de felicidade, desperdiçando bons momentos presentes em busca de desejos sem futuro. Existem pessoas, no entanto, que chegam ao extremo de achar que não está sobrando nada de valor em suas vidas, transformando o suicídio numa espécie de saída de emergência, na esperança de expiar seus erros, ou de alcançar a paz, e para tentar vencer suas frustrações optam por perder a própria vida.
Não é fácil viver, muitos já morreram tentando. Não existem fórmulas milagrosas que nos transformem em seres felizes e em harmonia com os animaizinhos do bosque encantado, mas antes de rasgarmos nosso bilhete vitalício (sem prazo de vencimento determinado), deveríamos experimentar o suicídio saudável.
Para quem não conhece o termo (cunhado provavelmente a partir deste momento), o suicídio saudável consiste em eliminar apenas uma parcela de nossas vidas conhecida como melancolia (um sentimento que quando se encontra dentro de nós, merece mesmo morrer juntamente com outros, tais como o egoísmo, inveja, ódio, etc), através de ações em prol de nossos semelhantes. Para que pensar em se matar hoje, se ainda hoje você poderia salvar outra vida e quem sabe assim também ser feliz? Ao invés de se enforcar, pule corda ou troque uma bala na cabeça por doces e balas em orfanatos. Conheça melhor os idosos e seus exemplos de vida, antes de querer jogar fora à continuação de sua história. Mais importante do que uma carta explicando os motivos de sua morte é deixar marcas feitas de solidariedade.
Alguns dizem que é preciso coragem para se matar, então porque não usar esta coragem para ajudar, ou mesmo para pedir ajuda. Basta olhar além de nossas próprias dores para encontrarmos tantas outras pessoas, que mesmo em situação pior do que a nossa, estão querendo viver, ou mesmo sobreviver, e muitas vezes necessitam apenas de um pequeno empurrão, que pode ser dado através de nossas mãos. Do mesmo modo também existem pessoas dispostas a estender os braços para nos dar apoio, basta querermos abrir nossos corações antes de tentarmos faze-los pararem de bater. Vivemos em um mundo cheio de dor, egoísmo, ódio e sofrimento, mas também repleto de bons corações e almas. Então vamos ser uma destas nobres almas, afinal, o que temos a perder?
Enfim, às vezes a melhor forma de criarmos um objetivo que fortaleça nosso sopro de vida, é auxiliando nossos semelhantes na conquista do respeito e dignidade que eles (assim como nós), merecem receber.
FRAGMENTOS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Sinas severas sentenciam seu sangue. Sacrifícios silenciosos. Sombras que somem;
Olhos observando objetos ornamentando opulentos ordinários, ostentando em ouro outros otários;
Tanta tristeza trazendo tormentos que traduzem toda trama;
Necessidade nua. Nascimento natimorto nas noites de néon. Nevoas nefastas. Nuances do nada.
Enigma enfadonho. Escritas estranhas entrelaçadas. Enclausuradas. Estraçalhadas.
Momentos marcantes morreram na mente, mansamente;
Grandes governos gritando glorias. Gravando em gravuras genuínas gramaturas. Gemidos de gentes;
Amor. Antes autentico afeto. Agora apenas anônimo ator.
Ruínas nas ruas. Ratos roubando risos. Rubros rostos rezando em rimas ruins.
Feras ferozes fatalizando famílias. Fulminando finais felizes. Fragmentos do fim.
E-mail: abrasc@terra.com.br
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(Autor: Antonio Brás Constante)
O suicida é alguém literalmente disposto a morrer por seus objetivos, porém, ainda assim não pode ser considerado como uma pessoa que vai conseguir ir muito longe na vida.
Ao contrário do que alguns pensam, nem todo suicida é um pessimista por natureza, como no caso do suicida otimista que pulou de um prédio de 30 andares, e ao passar em queda livre já pelo vigésimo andar disse para si mesmo: “bom, até aqui tudo bem...”.
Todo dia matamos algo em nós mesmos, e muitas vezes nem percebemos isso. Somos suicidas em potencial, massacrando sonhos, destruindo chances de felicidade, desperdiçando bons momentos presentes em busca de desejos sem futuro. Existem pessoas, no entanto, que chegam ao extremo de achar que não está sobrando nada de valor em suas vidas, transformando o suicídio numa espécie de saída de emergência, na esperança de expiar seus erros, ou de alcançar a paz, e para tentar vencer suas frustrações optam por perder a própria vida.
Não é fácil viver, muitos já morreram tentando. Não existem fórmulas milagrosas que nos transformem em seres felizes e em harmonia com os animaizinhos do bosque encantado, mas antes de rasgarmos nosso bilhete vitalício (sem prazo de vencimento determinado), deveríamos experimentar o suicídio saudável.
Para quem não conhece o termo (cunhado provavelmente a partir deste momento), o suicídio saudável consiste em eliminar apenas uma parcela de nossas vidas conhecida como melancolia (um sentimento que quando se encontra dentro de nós, merece mesmo morrer juntamente com outros, tais como o egoísmo, inveja, ódio, etc), através de ações em prol de nossos semelhantes. Para que pensar em se matar hoje, se ainda hoje você poderia salvar outra vida e quem sabe assim também ser feliz? Ao invés de se enforcar, pule corda ou troque uma bala na cabeça por doces e balas em orfanatos. Conheça melhor os idosos e seus exemplos de vida, antes de querer jogar fora à continuação de sua história. Mais importante do que uma carta explicando os motivos de sua morte é deixar marcas feitas de solidariedade.
Alguns dizem que é preciso coragem para se matar, então porque não usar esta coragem para ajudar, ou mesmo para pedir ajuda. Basta olhar além de nossas próprias dores para encontrarmos tantas outras pessoas, que mesmo em situação pior do que a nossa, estão querendo viver, ou mesmo sobreviver, e muitas vezes necessitam apenas de um pequeno empurrão, que pode ser dado através de nossas mãos. Do mesmo modo também existem pessoas dispostas a estender os braços para nos dar apoio, basta querermos abrir nossos corações antes de tentarmos faze-los pararem de bater. Vivemos em um mundo cheio de dor, egoísmo, ódio e sofrimento, mas também repleto de bons corações e almas. Então vamos ser uma destas nobres almas, afinal, o que temos a perder?
Enfim, às vezes a melhor forma de criarmos um objetivo que fortaleça nosso sopro de vida, é auxiliando nossos semelhantes na conquista do respeito e dignidade que eles (assim como nós), merecem receber.
FRAGMENTOS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Sinas severas sentenciam seu sangue. Sacrifícios silenciosos. Sombras que somem;
Olhos observando objetos ornamentando opulentos ordinários, ostentando em ouro outros otários;
Tanta tristeza trazendo tormentos que traduzem toda trama;
Necessidade nua. Nascimento natimorto nas noites de néon. Nevoas nefastas. Nuances do nada.
Enigma enfadonho. Escritas estranhas entrelaçadas. Enclausuradas. Estraçalhadas.
Momentos marcantes morreram na mente, mansamente;
Grandes governos gritando glorias. Gravando em gravuras genuínas gramaturas. Gemidos de gentes;
Amor. Antes autentico afeto. Agora apenas anônimo ator.
Ruínas nas ruas. Ratos roubando risos. Rubros rostos rezando em rimas ruins.
Feras ferozes fatalizando famílias. Fulminando finais felizes. Fragmentos do fim.
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(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
BUFÊS – PESANDO NA CONSCIÊNCIA
BUFÊS – PESANDO NA CONSCIÊNCIA
(Autor: Antonio Brás Constante)
Existe uma hora em nossos produtivos dias de serviço que serve para o descanso de nossas mentes, e isso acontece enquanto alimentamos nossos corpos (para alguns estes momentos são de no máximo quinze minutos). É a hora do almoço, onde nos deslocamos para verdadeiros oásis gastronômicos, localizados entre os turnos de trabalho da manhã e da tarde.
Nem tudo é moleza nestes locais, pois já na chegada devemos vasculhar com nossos olhos de águia o melhor lugar para sentarmos e decidir de forma rápida entre comida a quilo ou bufê livre.
Outro transtorno é a fila para chegar até o bufê, onde encontramos garotas magrinhas trancando o bom andamento daquela enorme tripa humana, decidindo se pegam mais uma folhinha de alface ou não. Talvez tenham medo de colocar duas folhas, pois acreditam que provavelmente não conseguirão segurar ou erguer o prato, com tamanho volume de verduras.
Essas pobres vítimas da silhueta esbelta em forma de palito, ficam olhando os pastéis de queijo e as travessas de lasanha, sem se atreverem a sequer tocar em qualquer dessas guloseimas. Babando pelos olhos lágrimas de sacrifício, tudo para poder manter a mostra seus corpinhos esqueléticos.
Já outros como eu, desafiam as leis da física, com pratos transbordando deliciosas iguarias, as quais denominamos como “manjares do estômago”. Começamos primeiramente comendo os alimentos com os olhos, saboreando suas cores, seu aspecto tenro e suculento. Depois repetimos a experimentação dos sentidos, aspirando o inebriante aroma das frituras e molhos que dançam em frente as nossas narinas, sendo absorvidos por nossas vias respiratórias. Para enfim devorar tudo com lascívia voraz, retornando ao bufê para uma nova rodada de devassidão alimentar.
No meio de nosso caminho encontramos a balança para pesar a comida, que é o pedágio que pagamos de acordo com a carga que levamos. Porém, esta maquininha não é a nossa maior inimiga. Nossa maior inimiga é a prima dela, a balança de farmácia, localizada a poucos metros de qualquer restaurante (lancheria, ou assemelhados), que fica lá exposta, fazendo-nos passar de cabeça baixa por ela, para que nossa consciência não nos obrigue a parar ali para enfrentarmos a realidade de nossa massa corporal.
Se acaso decidirmos nos punir subindo sobre os ombros daqueles utensílios que apontam nosso peso com cruel veracidade, finalmente nos depararemos com as conseqüências de nossos atos, o peso de nossos corpos causando peso em nossas consciências. Ao sairmos dali talvez até encontremos as esguias meninas das folhinhas de alface, nos lançando um sorriso de doce vingança, por termos nos esbanjado na comilança enquanto elas sofriam com suas miseráveis saladinhas verdes.
O QUE É SER POETA...
(Autor: Antonio Brás Constante)
É descrever o ritmo na batida do coração,
Utilizar asas imaginárias para poder sair do chão,
Soprar brisas no deserto,
Desenhar nuvens no ar,
Trilhar caminhos incertos,
Criar um brilho no olhar,
Pintar arco-íris com rimas,
Brincar com letras no papel,
É mesmo acordado poder voar pelo céu,
É bordar as estrelas no firmamento,
Salgando lágrimas,
Adoçando beijos,
Transformando o cinza em alegria,
Ser poeta é misturar sabores,
É temperar frases com um gostinho de poesia.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
Existe uma hora em nossos produtivos dias de serviço que serve para o descanso de nossas mentes, e isso acontece enquanto alimentamos nossos corpos (para alguns estes momentos são de no máximo quinze minutos). É a hora do almoço, onde nos deslocamos para verdadeiros oásis gastronômicos, localizados entre os turnos de trabalho da manhã e da tarde.
Nem tudo é moleza nestes locais, pois já na chegada devemos vasculhar com nossos olhos de águia o melhor lugar para sentarmos e decidir de forma rápida entre comida a quilo ou bufê livre.
Outro transtorno é a fila para chegar até o bufê, onde encontramos garotas magrinhas trancando o bom andamento daquela enorme tripa humana, decidindo se pegam mais uma folhinha de alface ou não. Talvez tenham medo de colocar duas folhas, pois acreditam que provavelmente não conseguirão segurar ou erguer o prato, com tamanho volume de verduras.
Essas pobres vítimas da silhueta esbelta em forma de palito, ficam olhando os pastéis de queijo e as travessas de lasanha, sem se atreverem a sequer tocar em qualquer dessas guloseimas. Babando pelos olhos lágrimas de sacrifício, tudo para poder manter a mostra seus corpinhos esqueléticos.
Já outros como eu, desafiam as leis da física, com pratos transbordando deliciosas iguarias, as quais denominamos como “manjares do estômago”. Começamos primeiramente comendo os alimentos com os olhos, saboreando suas cores, seu aspecto tenro e suculento. Depois repetimos a experimentação dos sentidos, aspirando o inebriante aroma das frituras e molhos que dançam em frente as nossas narinas, sendo absorvidos por nossas vias respiratórias. Para enfim devorar tudo com lascívia voraz, retornando ao bufê para uma nova rodada de devassidão alimentar.
No meio de nosso caminho encontramos a balança para pesar a comida, que é o pedágio que pagamos de acordo com a carga que levamos. Porém, esta maquininha não é a nossa maior inimiga. Nossa maior inimiga é a prima dela, a balança de farmácia, localizada a poucos metros de qualquer restaurante (lancheria, ou assemelhados), que fica lá exposta, fazendo-nos passar de cabeça baixa por ela, para que nossa consciência não nos obrigue a parar ali para enfrentarmos a realidade de nossa massa corporal.
Se acaso decidirmos nos punir subindo sobre os ombros daqueles utensílios que apontam nosso peso com cruel veracidade, finalmente nos depararemos com as conseqüências de nossos atos, o peso de nossos corpos causando peso em nossas consciências. Ao sairmos dali talvez até encontremos as esguias meninas das folhinhas de alface, nos lançando um sorriso de doce vingança, por termos nos esbanjado na comilança enquanto elas sofriam com suas miseráveis saladinhas verdes.
O QUE É SER POETA...
(Autor: Antonio Brás Constante)
É descrever o ritmo na batida do coração,
Utilizar asas imaginárias para poder sair do chão,
Soprar brisas no deserto,
Desenhar nuvens no ar,
Trilhar caminhos incertos,
Criar um brilho no olhar,
Pintar arco-íris com rimas,
Brincar com letras no papel,
É mesmo acordado poder voar pelo céu,
É bordar as estrelas no firmamento,
Salgando lágrimas,
Adoçando beijos,
Transformando o cinza em alegria,
Ser poeta é misturar sabores,
É temperar frases com um gostinho de poesia.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
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domingo, 13 de janeiro de 2008
CUNHATHLON
CUNHATHLON
(Autor: Antonio Brás Constante)
Se você recebeu um telefonema de seu cunhado convidando-o para uma visitinha na casa dele no próximo final de semana, desconfie. Ele pode estar querendo que você participe de um evento de “cunhathlon”.
Cunhathlon é uma modalidade cujo nome acabei de inventar, mas que existe desde que os homens resolveram se casar. Este tipo de prova pede como único requisito que se tenha um cunhado (mas também pode ser praticada entre vizinhos e amigos).
Os participantes são atraídos para casa do organizador do evento, com promessas de um bom papo e muita cerveja, mas chegando lá de se deparam com um pedido de ajuda do organizador, para auxilia-lo em tarefas das mais variadas. Estas tarefas se transformam em testes de aptidão física, tais como: Força e resistência para puxar com carrinhos de mão, caminhões de terra para dentro do pátio. Equilíbrio em telhados visando o conserto de telhas ou a colocação de antenas ou ainda a instalação de caixas d’água. Movimentos sincronizados de pintura em paredes, etc.
As partidas de Cunhathlon costumam acontecer em dias de um sol maravilhoso. Já na chegada ao local combinado os participantes se deparam com muita água e areia, ingredientes típicos de uma boa praia, se não fosse necessário misturar brita e cimento aos tais ingredientes. Algo que seria bem mais fácil com uma betoneira, porém, geralmente os cunhados nos acham capazes de executar o serviço, munidos apenas de pás e enxadas.
Este tipo de atividade física é um pouco similar em esforço ao “triathlon” (competição onde os atletas têm de correr, nadar e andar de bicicleta), pois em ambos os casos a pessoa precisa de muita força de vontade para conseguir cumprir a tarefa apresentada.
Os “jogos” são geralmente feitos em família, nas casas dos próprios competidores. É um esporte tipicamente comunitário. Pois não visa prêmios e sim promover o auxilio mútuo entre parentes e amigos.
A quantidade de participantes é variável, dependendo do número de familiares e conhecidos que o dono da obra tenha conseguido reunir para empreitada. Entre eles podemos encontrar os mais diversos tipos, como por exemplo: o doente, que ao se deparar com o serviço começa a passar mal, apresentando todos os tipos de dores possíveis que a sua imaginação criativa consiga inventar. Sua expressão preferida é “estou todo ralado”, podendo ganhar com isso o apelido de guisado.
Existe também o competidor resmungão que acha defeito em tudo que se faz. Nada está bom aos olhos dele. O melhor a se fazer nestes casos, é ir preparar uma caipirinha ou procurar alguma cerveja perdida na geladeira, deixando que ele se canse de trabalhar sozinho e pare de resmungar.
Outro tipo menos comum é o organizador pão-duro. Aquele que não oferece nem um mísero como de água da torneira para seus conhecidos. Nestes casos para aliviar a sede, tem-se que beber o suor do próprio rosto. Felizmente este tipo de gente não costuma gastar com obras.
Enfim, o cunhathlon não deve ser visto apenas como uma prática de habilidades físicas, ele é um gesto de fraternidade. Momento de reunir os amigos, deixar a preguiça de lado e mostrar que uma das coisas que nos classifica como seres humanos é a capacidade de trabalharmos juntos para o bem de todos.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Autor: Antonio Brás Constante)
Se você recebeu um telefonema de seu cunhado convidando-o para uma visitinha na casa dele no próximo final de semana, desconfie. Ele pode estar querendo que você participe de um evento de “cunhathlon”.
Cunhathlon é uma modalidade cujo nome acabei de inventar, mas que existe desde que os homens resolveram se casar. Este tipo de prova pede como único requisito que se tenha um cunhado (mas também pode ser praticada entre vizinhos e amigos).
Os participantes são atraídos para casa do organizador do evento, com promessas de um bom papo e muita cerveja, mas chegando lá de se deparam com um pedido de ajuda do organizador, para auxilia-lo em tarefas das mais variadas. Estas tarefas se transformam em testes de aptidão física, tais como: Força e resistência para puxar com carrinhos de mão, caminhões de terra para dentro do pátio. Equilíbrio em telhados visando o conserto de telhas ou a colocação de antenas ou ainda a instalação de caixas d’água. Movimentos sincronizados de pintura em paredes, etc.
As partidas de Cunhathlon costumam acontecer em dias de um sol maravilhoso. Já na chegada ao local combinado os participantes se deparam com muita água e areia, ingredientes típicos de uma boa praia, se não fosse necessário misturar brita e cimento aos tais ingredientes. Algo que seria bem mais fácil com uma betoneira, porém, geralmente os cunhados nos acham capazes de executar o serviço, munidos apenas de pás e enxadas.
Este tipo de atividade física é um pouco similar em esforço ao “triathlon” (competição onde os atletas têm de correr, nadar e andar de bicicleta), pois em ambos os casos a pessoa precisa de muita força de vontade para conseguir cumprir a tarefa apresentada.
Os “jogos” são geralmente feitos em família, nas casas dos próprios competidores. É um esporte tipicamente comunitário. Pois não visa prêmios e sim promover o auxilio mútuo entre parentes e amigos.
A quantidade de participantes é variável, dependendo do número de familiares e conhecidos que o dono da obra tenha conseguido reunir para empreitada. Entre eles podemos encontrar os mais diversos tipos, como por exemplo: o doente, que ao se deparar com o serviço começa a passar mal, apresentando todos os tipos de dores possíveis que a sua imaginação criativa consiga inventar. Sua expressão preferida é “estou todo ralado”, podendo ganhar com isso o apelido de guisado.
Existe também o competidor resmungão que acha defeito em tudo que se faz. Nada está bom aos olhos dele. O melhor a se fazer nestes casos, é ir preparar uma caipirinha ou procurar alguma cerveja perdida na geladeira, deixando que ele se canse de trabalhar sozinho e pare de resmungar.
Outro tipo menos comum é o organizador pão-duro. Aquele que não oferece nem um mísero como de água da torneira para seus conhecidos. Nestes casos para aliviar a sede, tem-se que beber o suor do próprio rosto. Felizmente este tipo de gente não costuma gastar com obras.
Enfim, o cunhathlon não deve ser visto apenas como uma prática de habilidades físicas, ele é um gesto de fraternidade. Momento de reunir os amigos, deixar a preguiça de lado e mostrar que uma das coisas que nos classifica como seres humanos é a capacidade de trabalharmos juntos para o bem de todos.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
sábado, 5 de janeiro de 2008
BICHO DE PÉ, UM MAL EMOCIONAL.
BICHO DE PÉ, UM MAL EMOCIONAL.
(Antonio Brás Constante)
“De médico e de louco todos nós temos um pouco”, já dizia uma antiga frase popular. Porém, geralmente preferimos (sabiamente) procurar quem tem bastante conhecimento sobre estas especialidades (loucura e sanidade), ao invés de ficarmos nos tratando sozinhos, amparados em nosso pouquíssimo conhecimento no assunto.
Entre os diversos ramos da medicina, um que se destaca por tentar curar um mal invisível que aparentemente não é encontrado fisicamente em nosso corpo, pois fica enterrado nas sombrias alas de nossas mentes, é a psicologia e seus assemelhados.
A psicologia é algo realmente incrível, pois consegue “entrar” na cabeça de alguém (sem necessariamente ter entrado lá), desvendando seus mistérios, elucidando suas dúvidas, melhorando sua forma de viver. Tudo isto por um preço tabelado e feito em doses temporais chamadas de consultas, algumas vezes por semana.
Estes profissionais conseguem promover verdadeiros milagres em nossas mentes. Poderíamos supor que, caso pudessem se comunicar com um bicho-de-pé, por exemplo, fatalmente acabariam convencendo-o a largar do pé das pessoas, fazendo com que assumisse uma nova postura. Quem sabe até tornando-se vegetariano, trocando o pé humano por um pé-de-couve ou por um pé-de-alface.
Pode parecer bobagem, mas existe uma possibilidade mínima de que no passado o bicho-de-pé fosse apenas um bichinho qualquer, sem maiores vínculos com o ser humano, e que talvez de tanto pisarmos nele (literalmente falando), tenha se estressado e resolvido começar a pegar no nosso pé, passando a morar nele.
Os psicólogos conseguem nos explicar o inexplicável. Valendo-se do silêncio, de perguntas simples, ou de frases vagas. Se quisessem, poderiam ilustrar a origem da vida utilizando uma toalha de crochê como modelo.
Se pensarmos bem, a origem da vida realmente poderia se traduzir em uma toalha de crochê, pois olhamos para ela sem entender como foi feita daquela forma (ao menos eu não entendo), ou pelo simples fato de se criar algo que parece ser extremamente complexo a partir de uma linha e uma pequena agulha que mais parece uma miniatura de arpão.
Talvez se mais e mais pessoas começassem a fazer crochê, conseguiríamos finalmente descobrir porque o mundo é assim, ou ao menos teríamos pessoas mais calmas, já que o crochê também é uma ótima terapia, e com isto acabaríamos causando o desemprego de inúmeros terapeutas (primos dos psicólogos), que se arrependeriam de ter um dia deixado seus parentes tentarem explicar a origem da vida através daquela forma de artesanato.
Eles passariam então a tentar proibir o crochê, insinuando que aquilo seria coisa do demônio (sabendo que as pessoas levam muito a sério estes apelos religiosos), e que poderiam explicar melhor a tal teoria em sessões de terapia pagas (mas com descontos enlouquecedores), ou poderiam eles mesmos começar a fazer crochê e assim ficaria tudo bem.
Enfim o mundo é um lugar estranho, que merece uma analise profunda. Coberto de pessoas estranhas, vivendo vidas estranhas e lendo coisas estranhas. Um lugar ideal para existência desses estranhos e maravilhosos profissionais que exercem a psicologia, psiquiatria, terapia e tantas outras “ias” mais.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
(Antonio Brás Constante)
“De médico e de louco todos nós temos um pouco”, já dizia uma antiga frase popular. Porém, geralmente preferimos (sabiamente) procurar quem tem bastante conhecimento sobre estas especialidades (loucura e sanidade), ao invés de ficarmos nos tratando sozinhos, amparados em nosso pouquíssimo conhecimento no assunto.
Entre os diversos ramos da medicina, um que se destaca por tentar curar um mal invisível que aparentemente não é encontrado fisicamente em nosso corpo, pois fica enterrado nas sombrias alas de nossas mentes, é a psicologia e seus assemelhados.
A psicologia é algo realmente incrível, pois consegue “entrar” na cabeça de alguém (sem necessariamente ter entrado lá), desvendando seus mistérios, elucidando suas dúvidas, melhorando sua forma de viver. Tudo isto por um preço tabelado e feito em doses temporais chamadas de consultas, algumas vezes por semana.
Estes profissionais conseguem promover verdadeiros milagres em nossas mentes. Poderíamos supor que, caso pudessem se comunicar com um bicho-de-pé, por exemplo, fatalmente acabariam convencendo-o a largar do pé das pessoas, fazendo com que assumisse uma nova postura. Quem sabe até tornando-se vegetariano, trocando o pé humano por um pé-de-couve ou por um pé-de-alface.
Pode parecer bobagem, mas existe uma possibilidade mínima de que no passado o bicho-de-pé fosse apenas um bichinho qualquer, sem maiores vínculos com o ser humano, e que talvez de tanto pisarmos nele (literalmente falando), tenha se estressado e resolvido começar a pegar no nosso pé, passando a morar nele.
Os psicólogos conseguem nos explicar o inexplicável. Valendo-se do silêncio, de perguntas simples, ou de frases vagas. Se quisessem, poderiam ilustrar a origem da vida utilizando uma toalha de crochê como modelo.
Se pensarmos bem, a origem da vida realmente poderia se traduzir em uma toalha de crochê, pois olhamos para ela sem entender como foi feita daquela forma (ao menos eu não entendo), ou pelo simples fato de se criar algo que parece ser extremamente complexo a partir de uma linha e uma pequena agulha que mais parece uma miniatura de arpão.
Talvez se mais e mais pessoas começassem a fazer crochê, conseguiríamos finalmente descobrir porque o mundo é assim, ou ao menos teríamos pessoas mais calmas, já que o crochê também é uma ótima terapia, e com isto acabaríamos causando o desemprego de inúmeros terapeutas (primos dos psicólogos), que se arrependeriam de ter um dia deixado seus parentes tentarem explicar a origem da vida através daquela forma de artesanato.
Eles passariam então a tentar proibir o crochê, insinuando que aquilo seria coisa do demônio (sabendo que as pessoas levam muito a sério estes apelos religiosos), e que poderiam explicar melhor a tal teoria em sessões de terapia pagas (mas com descontos enlouquecedores), ou poderiam eles mesmos começar a fazer crochê e assim ficaria tudo bem.
Enfim o mundo é um lugar estranho, que merece uma analise profunda. Coberto de pessoas estranhas, vivendo vidas estranhas e lendo coisas estranhas. Um lugar ideal para existência desses estranhos e maravilhosos profissionais que exercem a psicologia, psiquiatria, terapia e tantas outras “ias” mais.
E-mail: abrasc@terra.com.br
(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".
ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
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