quinta-feira, 24 de setembro de 2009

DEU A LOUCA NAS FÁBULAS INFANTIS

DEU A LOUCA NAS FÁBULAS INFANTIS

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Se as fábulas infantis de outrora fossem escritas hoje em dia, tudo seria diferente, o Lobo Mau estaria mal, muito mal, combalido na cama da vovozinha, que teria saído de casa para passar trotes em algum telefone público (se na cidade de Canoas isso acontece, porque não poderia ocorrer em fábulas?). O lobo teria sido vítima dos três porquinhos, que lhe contaminaram com a gripe suína. Nesta história ao invés dele ter soprado neles, foram eles que assoaram o nariz perto dele.

 

Os porquinhos por sinal, não seriam apenas três, mas sim, milhares, que atirariam lixo pelas janelas dos carros, ou em terrenos baldios, ou ainda despejando detritos industriais em rios, sem preocupação nenhuma com reciclagem ou meio ambiente, e teriam a alcunha de sociedade.

 

Se não bastasse a gripe, o lobo ainda seria acusado de atentado violento ao pudor e canibalismo contra uma tal Chapeuzinho Vermelho, uma das lideres do comando vermelho, e conhecida no bosque encantado como a maior traficante de "docinhos" alucinógenos da região.

 

No caso de João e o pé de feijão, seria João que passaria o conto do vigário nas negociações, trocando vacas loucas por sacas de feijão, que ficariam armazenados em gigantescos silos subsidiados pelo governo, que ainda pagaria a João para guardá-los, mantendo assim o preço de mercado.

 

João também aprontaria das dele com sua irmã Maria, existindo inclusive boatos de que juntos eles teriam saqueado uma pobre velhinha, vandalizando sua casa e ainda chamando a coitada de bruxa. Tudo isso em decorrência do vício de ambos por "docinhos", onde faziam de tudo para consegui-los. Seriam considerados como dois exemplos de jovens perdidos no bosque encantado.

 

A Cinderela da atualidade passaria o rodo na casa da madrasta, deixando-a sem nada, e fugiria com um tal de príncipe, marginal conhecido, que não engolia sapos de ninguém. Já a

Branca de neve ganharia este apelido em decorrência do pó que forneceria aos seus convidados em suas festinhas privativas para políticos entre outras personalidades influentes, utilizando anões nas suas operações, que em áureos tempos também já foram conhecidos como anões do orçamento, em terras brasilis.

 

Nos dias de hoje Pinóquio não seria literalmente um cara de pau, mas ainda assim seria um baita mentiroso, provavelmente entraria na política, mas ao invés de crescer o nariz, o que cresceria absurdamente seria sua conta bancária.

 

Estamos vivendo em um mundo onde os contos de fadas foram trocados pelos games, os príncipes e princesas por uma tentadora carreira (entenda-se isso em todos os sentidos) e a infância cada vez mais vem deixando de acontecer em meio a uma antiga bolha de fantasias, onde era a cegonha que trazia os ovos de páscoa e Papai Noel era pregado na cruz. As novas fontes de utopia são uma mescla entre o real e o digital. Um mundo em que pequenos e inquietos "pré-adultos" se formam antes mesmo de serem adolescentes.

 

Enfim, um mundo onde muitos adultos sentem-se tão obsoletos quanto seus saudosos contos de fadas de antigamente, sem conseguirem assimilar o que estas mudanças causarão as futuras gerações, que já há um bom tempo vem atropelando estas recordações com uma carruagem envenenada de abóboras transgênicas.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

SUGESTÃO: Divulgue este texto para seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulga-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

 

 


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

VENHA JOGAR O VOLEI FINANCEIRO

VENHA JOGAR O VOLEI FINANCEIRO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Nossa vida financeira pode ser comparada a um jogo de vôlei de duplas. De um lado temos você e seu salário (que geralmente não é lá muito alto e nem tão bom quanto gostaríamos que fosse) e do outro temos as dívidas e impostos, que para nossa infelicidade são sempre enormes (e em partidas como esta os maiores sempre levam vantagem).

 

Tudo começa pela necessidade de sacar. Neste jogo o que ocorre é o saque bancário, mas que também é muito parecido com o saque de um jogo convencional, já que muitas vezes jogamos o que sacamos fora, ou forçamos um saque para alcançar algo e depois percebemos o erro que cometemos, ou em outras vezes desfrutamos dos benefícios oriundos de um saque bem acertado. São vários saques durante o mês, que por sinal é o tempo médio de uma partida. A ideia é aguentar o máximo possível com a boladinha (chamada de proventos) que temos nas mãos, sem ter que recorrer a novos saques.

 

Uma das formas de se ir bem neste jogo é através das cortadas. Pois somente cortando os gastos conseguiremos êxito e quem sabe alguma coisa para guardar na poupança. Mas, ao contrário das cortadas do vôlei, que são dadas com a mão aberta, nesta partida você terá que tentar manter as mãos bem fechadas, segurando a ânsia de esbanjar. Para ganhar pontos não se pode deixar a bola cair... Digo, o saldo cair. A propósito, nesta disputa o tal lance da "bandeja" é proibido, por isso evite ficar dando seu suado dinheirinho de bandeja para aproveitadores.

 

As manchetes podem até ocorrer, mas somente se você for alguém famoso, onde a compra de algum bem material poderia atrair a atenção de alguns setores da mídia, como no caso de uma casa (entenda-se mansão, mesmo sem entender-se ainda como) por alguma governadora, por exemplo, que transformam tais gastos em motivos para uma manchete de primeira página.

 

Cuidado com os bloqueios, principalmente dos cartões de crédito. Quando eles ocorrem é porque suas despesas já ultrapassaram todos os limites, encerrando quaisquer chances de vencer, sendo que neste caso o que vencerá serão os títulos e bloquetos de pagamento, algo muito pior do que qualquer derrota em campo.

 

A famosa rotação é essencial, pois toda movimentação (financeira) tem o seu valor. Procure movimentar somas para reservas bancarias, evitando sempre que possível movimentar valores que lhe obriguem a posteriormente ter que cobrir o seu cheque especial.

 

Trabalhe bem os três toques, onde cada toque pode ser considerado como uma dica que transcrevo a seguir. 1º) A simplicidade da economia está em se conseguir gastar menos do que se ganha (mas lembre-se: nem sempre as coisas simples são fáceis). 2º) Não deixe para manhã o que você pode economizar hoje. 3º) O homem é um ser racional, use esta capacidade para racionalizar o uso de seu dinheiro.

 

O vôlei financeiro é um jogo ágil, que para fluir bem precisa de trabalho em grupo, mas que também depende da atuação de cada um para dar certo. Ele pode ser um esporte muito saudável financeiramente para o seu bolso e quem sabe até divertido (já que o dinheiro para curtir as férias depende de um bom desempenho nesta competição). Por isso convide sua família, forme uma equipe, vista a camiseta e boa partida.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SOMOS SERES LIMITADOS E ILIMITADOS

SOMOS SERES LIMITADOS E ILIMITADOS

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Somos seres limitados. Nosso espectro de visão é pequeno (muitos não conseguem ver além do próprio umbigo). Nossa audição consegue captar apenas uma pequena faixa de freqüência audível e alguns ainda pioram isso ouvindo "sons" em altíssimas alturas. Nosso habitat é em terra firme, em um mundo envolto por gigantescas poças de água salgada.

 

Necessitamos de ar para viver, algo bem escasso em um universo que se mantém no vácuo, isso sem falar que mesmo a nossa mordida é aproximadamente vinte vezes mais fraca do que a de qualquer aligátor do Mississipi (uma mordida como a deles seria muito útil para mastigar os bifes que são servidos em alguns restaurantes que existem por aí).

 

Mesmo com todas estas limitações, dispomos de algo que nos dá vantagem sobre outras criaturas conhecidas, algo que chamamos de: criatividade. As coisas que o ser humano inventa, podem ser desde uma simples desculpa para seu chefe, esposa, ou mesmo para não precisar emprestar dinheiro para seu cunhado, até novas formas de se observar o universo micro e macro que nos rodeia e se desvenda como uma striper diante de nossos olhos.

 

A criatividade cria livros, fazendo com que autores troquem tempo por palavras, formando inclusive "pérolas textuais", como a que está sendo devorada por seus olhos neste instante. Cada limitação que enfrentamos gera em nossas mentes um jeito novo de superar obstáculos, fluindo como água em meio aos rochedos.

 

Criamos armaduras para nos proteger do frio e do fogo, do mesmo modo que desenvolvemos nossa personalidade para suportar derrotas e decepções. Muitas vezes falhamos, e temos o livre arbítrio de parar ali e enfrentar os ônus da derrota, ou continuar (se for possível), para alcançar os bônus da vitória.

 

Devemos procurar sempre encarar as coisas com um foco positivo. Pensando dessa forma poderemos notar que a dona evolução procurou ser generosa conosco, transformando o limão dos primórdios de nossa existência, nesta atual limonada na qual nos encontramos.

 

Pena que nem todos parecem ter realmente evoluído, e tentam azedar a vida, pondo pimenta nos nossos olhos dizendo que é refresco. Podemos notar, por exemplo, que existem cérebros talhados em sua essência com uma mentalidade digna de decrépitos parasitas, atuando no mundo da política. Por outro lado, alguns nadadores olímpicos parecem ter conseguido manter suas nadadeiras de peixe.

 

Enfim, evoluir consiste principalmente em amestrar o macaco que existe em cada um de nós, para que possamos desenvolver as asas que ainda faltam em nossa consciência, e assim chegar ao paraíso que poderia existir ao nosso redor, e para tornar isso possível, bastaria apenas que passássemos a agir verdadeiramente como seres humanos.

 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O COMEÇO BEM ANTES DO COMEÇO

O COMEÇO BEM ANTES DO COMEÇO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Minha história começa em um local que era literalmente um saco. Não fiquei ali muito tempo. Logo fomos despejados, eu e outros tantos, arremessados num mundo totalmente estranho e novo.

 

No inicio éramos bilhões, rumando em busca de um lugar melhor onde pudéssemos ser únicos e especiais, crescendo como indivíduos. Corríamos contra o tempo. Tínhamos um destino a cumprir. Todos procurávamos a mesma coisa, a chance de poder ser alguém, de vencer. Pois pressentíamos que o segundo lugar nada mais seria do que o primeiro a perder.

 

Éramos jovens, muito jovens, mas tínhamos garra e lutávamos a cada momento, para chegar onde queríamos. Ter o nosso próprio espaço. Poder desenvolver novas habilidades. Sermos reconhecidos pelo que éramos e principalmente pelo que viríamos a nos tornar a ser.

 

Mas a estrada era árdua. A competição dificílima. Muitos paravam, desistiam de trilhar aquela jornada. Eu seguia em frente sem olhar para trás. Deixando muitos pelo caminho. Não tinha jeito, era eu ou eles, e mesmo que quisesse, não tinha como ajudá-los. Vivíamos cada um por si, em uma verdadeira lei da selva, agindo por conta de nossa própria natureza.

 

Naquele mundo de competição acirrada. Buscávamos nossa identidade. Deixar o anonimato de uma existência simples, para poder escrever nossa história. Os obstáculos se acumulavam e multiplicavam em nossa frente. Uma espécie de caminho desconhecido por onde todos tínhamos de passar.

 

Não sabíamos ao certo o que nos esperava, qual seria nossa recompensa. Mas seguíamos nosso instinto. Como um velho lema do quartel que dizia: "não posso parar, porque se paro eu penso, se penso eu durmo, se durmo eu morro". E seguíamos por esta lógica, ainda que de forma irracional. Parar mesmo que por um instante aquela corrida desenfreada significava perder.

 

No final da longa jornada, já não éramos tantos. Porém, ainda somávamos alguns milhares dos que partiram desde o seu início. Cheguei em primeiro lugar. Minha primeira vitória. Acredito que foi algo equivalente a ganhar na loteria. Um passo gigantesco rumo ao meu futuro. Meu prêmio foi pleno de amadurecimento e crescimento pessoal.

 

Enfim nasci, encontrando novos bilhões de seres neste pedacinho de terra cheia de poças de água salgada que chamamos de planeta Terra. Aqui cheguei e sigo novamente buscando meu lugar ao sol. Recomeçando tudo novamente nesta caótica e fantástica roda-gigante chamada: VIDA.

 

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domingo, 30 de agosto de 2009

UM JOGO DENTRO E FORA DA LEI (POLICIAIS X LADRÕES)

UM JOGO DENTRO E FORA DA LEI (POLICIAIS X LADRÕES)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Como seria uma partida de futebol imaginário entre a polícia e os ladrões? Não estou me referindo aos ladrões de colarinho branco, pois estes obviamente estariam faturando com a venda de ingressos e direitos de divulgação das imagens do espetáculo, mas sim dos ladrões que roubam diretamente de nossos bolsos e bolsas. Seria algo mais ou menos assim:

 

A vantagem inicial seria dos ladrões que sabem roubar uma bola como ninguém, levando junto os cartões do juiz (de crédito, débito, etc). Eles chegariam de assalto, fazendo todos os expectadores levantarem de pé formando uma espécie de hola, com as mãos para cima e gritando: "não atira! NÃO ATIRA!".

 

Os policiais por sua vez cercariam o time de marginais, que para se livrar do cerco cavariam faltas com a mesma facilidade com que cavam túneis. Aliás, haveria muitas faltas: falta de estrutura, falta de equipamentos, falta de contingente. Já de início acusariam o delegado de querer prender muito o jogo e principalmente os jogadores adversários. Os policiais teriam a vantagem do contra-ataque. O mais difícil seria passar pela defesa dos bandidos, já que eles teriam muitos políticos e os próprios direitos humanos saindo sempre em sua defesa. O governo então resolveria entrar no jogo para "ajudar", mas ao invés de desarmar o ataque dos bandidos, iria preferir desarmar a população.

 

Agindo na defensiva a polícia ficaria fazendo barreiras, visando conter o avanço da criminalidade, que se espalha por todos os campos e lugares. Os agentes da lei buscariam levar o jogo fechado, na retranca, de preferência trancando os marginais em celas com grades e trancas.

 

No que diz respeito aos tiros de meta, a meta em muitos casos seria matar ou morrer. A partida não giraria em torno da bola, e sim, fatalmente, da bala. Os passes seriam bem complicados, por um lado a polícia chegaria passando o cacetete no lombo dos delinqüentes (tá com pena? Dorme de janela aberta, então) e do outro lado os marginais gritando: "passa! Passa!" Exigindo a carteira de quem cruzasse seu caminho e ameaçando: "Passa a grana senão te passo fogo!".

 

Ambos os lados armariam jogadas armados até os dentes, dispondo de uma boa artilharia que dispararia suas bombas, onde as bombas seriam de efeito moral, imoral ou mesmo caseiras. Os ladrões contariam com cracks no time, mas não apenas cracks, maconha e heroína também, bem como comprimidinhos de ecstasy e outros derivados de metanfetamina.

 

O goleiro dos marginais (que também era ladrão de galinhas), passaria o jogo inteiro levando frangos em todos os sentidos, algo que lhe ajudaria a ganhar uma graninha extra, mesmo que contribuísse para perder a partida (afinal, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão). Os meliantes levariam muitos carrinhos, mas não dos policiais e sim do estacionamento do estádio. Os bandidos não teriam exatamente a posse de bola, pois a bola não seria deles, mas ficariam com ela mesmo assim. Qualquer bolada levada dentro de campo seria entendida como um ato ilícito.

 

Mais preocupante que os cortes na bola seriam os cortes de verbas públicas na área de segurança. Quanto ao escanteio, apesar das muitas cobranças, infelizmente a segurança ainda acaba escanteada e deixada em segundo plano, mesmo sendo um assunto de vida ou morte (literalmente falando).

 

Enfim, no mata-mata do perigoso jogo entre a bandidagem e a polícia, nossa maior esperança é chegar ao final da partida sem perdermos nossas vidas, vitimas de uma bala perdida.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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sábado, 22 de agosto de 2009

TESTANDO SEU DESÂNIMO

TESTANDO SEU DESÂNIMO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O desânimo é aquela sensação que mais parece à falta de todas as outras. É como se os nossos sentimentos de alegria, força de vontade, ânimo, inspiração, etc. tivessem saído de dentro de nós para ir tomar um lanche lá na esquina da vida e esquecido de voltar. Ou seja, pode-se dizer que estar desanimado, é estar com o estoque vazio de sentimentos.

 

Ele gruda em nós feito um carrapato, drena nossa força de vontade tal qual uma sanguessuga e incomoda mais que barulho de mosquito em acampamento de verão, sem falar que é mais chato que propaganda política.

 

Em uma primeira analise, o desânimo é visto como uma mescla de preguiça, cansaço e sono, mas isto não é totalmente verdade, pois para todos estes, uma cama macia acompanhada de uma boa noite de sono resolvem o problema. Já no caso do desânimo, não. Até para descansar nos sentimos desanimados.

 

Quando estamos no serviço e encontramos alguém nesta situação, verificamos que ele parece distraído, parado, contemplativo. Como se estivesse em contato cósmico com o núcleo de algum universo invisível. Mas, ao invés disso, está apenas tomado de um imenso vácuo existencial. Sem vontade de ficar no emprego ou mesmo de ir embora, pois para esse tipo de mal, qualquer lugar acaba servindo para que aquele pobre "montinho humano" onde está hospedado, fique em total estado de marasmo absoluto.

 

Este sentimento não escolhe lugar, profissão ou idade. Pode acontecer com um político (nesses casos geralmente quem fica tomado de desânimo é a platéia em meio aos seus discursos), ou mesmo com um mero escritor, buscando inspiração para falar desse assunto tão desanimador.

 

Pessoas com stress ou com depressão, tendem a conviver de forma mais íntima com o desânimo dentro de si. É como se fosse uma pedra gigantesca amarrada aos seus tornozelos puxando-as cada vez mais para o fundo de seus males.

 

Nos dias de hoje, mesmo com toda concorrência acirrada pela qual passamos, o desânimo se torna cada vez mais constante em nosso mundo. Causado pela falta de perspectiva em nossas vidas. Nos colocando em uma caixinha de melancolia, que aos poucos vai se apertando e nos sufocando, tirando totalmente nossa vontade de viver.

 

Mas não se preocupe, com certeza você não está se sentindo assim. Pessoas com desânimo não gostam de ler, principalmente se a leitura for de textos que falem sobre este assunto. Parabéns, você passou no teste.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br). E-mail de contato: abrasc@terra.com.br

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

 

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

 

 


domingo, 16 de agosto de 2009

VOCÊ SABE DISTINGUIR ENTRE O CERTO E O ERRADO?

VOCÊ SABE DISTINGUIR ENTRE O CERTO E O ERRADO?

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O ser humano é capaz de agir de acordo com um princípio moral coerente? E você? Você acredita ter a capacidade necessária para resolver seus próprios dilemas éticos? Outro dia li sobre um estudo feito por um pesquisador chamado Hauser, através do livro "Deus um Delírio", do escritor Richard Dawkins, onde foram colocados alguns dilemas morais a uma séria de indivíduos, buscando respostas para estas perguntas.

 

No primeiro dilema havia cinco pessoas presas aos trilhos de uma ferrovia, e você (sim, você leitor) tinha acesso ao centro de comandos dos trilhos. Um trem desgovernado vinha em direção a essas pessoas, e somente você poderia desviá-lo para uma linha secundária salvando a vida dessas pessoas, porém, na linha secundária também havia uma pessoa presa aos trilhos, ou seja, salvando as cinco pessoas você mataria o infeliz que estava sozinho, sabe-se lá fazendo o quê, nos outros trilhos. De acordo com o livro de Dawkins, diante deste dilema, aproximadamente 90% dos entrevistados, optou por sacrificar aquela pessoa solitária para salvar às outras cinco.

 

No segundo dilema havia cinco pacientes em um hospital que precisavam de transplante, cada um necessitava de um órgão diferente, você era o médico-cirurgião responsável pelo hospital, e descobriu que havia uma pessoa na sala de espera que era compatível com aqueles cinco pacientes, a pergunta agora é, se não existissem complicações jurídicas, apenas morais, você sacrificaria essa pessoa para salvar as outras cinco? Em torno de 97% dos entrevistados disse que era imoral matar alguém para salvar os pacientes.

 

Agora vamos misturar tudo e colocar os cinco pacientes no trilho principal do trem e o homem da sala de espera no trilho secundário, neste caso haveria ou não problemas na morte do homem sozinho para salvar os outros? Pode-se notar que no primeiro caso o arauto da morte é um fator externo (o trem) e que todos são vítimas sem qualquer conexão com o artefato, já no segundo caso o fator "morte" está intrínseco a cada um dos cinco doentes, como uma espécie de sina destinada a eles, neste caso pareceria injusto que outro indivíduo fosse sacrificado para salvá-los.

 

Na reflexão sobre estes dilemas o peso da decisão tende a se alterar quando novos elementos são apresentados, tais como: E se algum dos cinco pacientes fosse próximo a você (mãe, irmão, sogra, namorado cabeludo e tatuado da sua filha, etc), e o homem sozinho fosse um total desconhecido, ou quem sabe um corrupto, ou até sua ex-mulher? E se fosse o contrário? No caso dos trilhos, e se os cinco indivíduos fossem procurados pela polícia? E se a pessoa sozinha fosse uma criança? E se você tivesse que arremessar a pessoa nos trilhos para salvar as outras? E se essa pessoa fosse Madre Tereza de Calcutá? Ou Hitler? Ou se fosse seu filho...

 

Nossa mente vai dançando conforme as situações que vão se apresentando, onde o certo e o errado vão mudando de lado a cada nova informação, mas no fundo o resultado final é sempre o mesmo, trocar cinco vidas por uma ou vice-versa. Outro fator interessante é que quando apresentado em pequenas proporções, muitas vezes não nos damos conta do que podem representar tais escolhas, mas quando multiplicamos os números, nossa percepção muda, por exemplo, ao invés de cinco pessoas aumente para cinqüenta milhões, e troque o indivíduo solitário por uma minoria de alguns milhões de habitantes, e perceberá como estas escolhas soam parecidas com aquelas difundidas pelo nazismo (entre outras tiranias), para justificar seus genocídios históricos.

 

Dispomos em nossa herança genética de vínculos relacionados ao senso moral inerente a cada indivíduo. Algo forjado nos mesmos primórdios que definiram os sentimentos e sentidos de autopreservação de nossas vidas. Apesar de entendermos muitas de nossas escolhas como emocionais, elas acabam tendo raízes bem mais profundas e desconhecidas dentro de nossa frágil cabeça, do que podemos imaginar.

 

Somos um produto da evolução, que nos moldou tal qual um boneco de barro para se chegar até onde nós chegamos. E apesar de ser desprovida de qualquer mágica, o resultado de toda esta ciranda existencial é algo verdadeiramente encantador em seu produto atual e não final, pois assim como o universo, nós também somos obras inacabadas do ponto de vista macro de nosso desenvolvimento como raça, porém, finalizados diante de nossa finita condição humana.

abrasc@terra.com.br

 

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NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

 

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".