segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A REVELAÇÃO SOBRE A HUMANIDADE

A REVELAÇÃO SOBRE A HUMANIDADE
(Autor: Antonio Brás Constante)

Neste momento toda a atenção do mundo está voltada para uma só pessoa. Um senhor de 89 anos, de origem humilde, morador do interior do Estado do Rio Grande do Sul. Um homem conhecido em sua região apenas como: Seu Artêmio.

Há algumas semanas atrás, finalmente foi decifrada, de forma clara, parte de uma das profecias de Nostradamus. Fato que coincidiu com o achado de um texto maia em uma escavação arqueológica.

Analisadas as duas escrituras, constatou-se que se referiam ao mesmo assunto. Falavam sobre uma pessoa, que em um certo momento e em um determinado lugar, receberia a inspiração divina para esclarecer-nos sobre a origem da humanidade. A pessoa em questão era o Seu Artêmio.

Ele foi o escolhido, para que através de uma única pronuncia, pudesse responder sobre quem somos, de onde viemos e qual é nosso papel neste plano material.

Seu Artêmio se mostra calmo. Contemplativo. Imerso em seus pensamentos. Totalmente indiferente aos milhares de repórteres ao seu redor e câmeras que filmam o seu semblante. A qualquer momento ele deverá falar, e o que disser guiará nossos passos, abrindo nossos olhos sobre o verdadeiro sentido de nossa existência. Esperem, parece que ele vai dizer algo...

- A...

Sim, Seu Artêmio, diga: “A” o quê? A humanidade? A origem da vida? Parece por uns instantes que ele não vai conseguir falar. O que é mais do que compreensível. Dada a responsabilidade vinda das suas próximas palavras. Todos estão esperançosos. O silêncio é total. Os corações de bilhões de pessoas batem descompassados. O nervosismo está estampado em cada rosto diante da grande revelação.Vamos Seu Artêmio, nos diga, por favor. Qual o sentido da humanidade? De sua boca saíra afinal o que nós, seres humanos, realmente somos. Meu Deus! Ele vai falar. ELE VAI FALAR!

- A...A...AAAAAATCHIIIIIIMMMMMMM…


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sábado, 18 de outubro de 2008

MAMÃE, A PROFESSORA SUMIU!

MAMÃE, A PROFESSORA SUMIU!
(Antonio Brás Constante)

Quantas pessoas já não pensaram em como seria bom conciliar o prazer de continuar na cama quentinha com o dever de estudar. Pois essas pessoas provavelmente terão suas preces atendidas, visto que é cada vez mais forte o movimento em prol do estudo à distância. Uma nova forma de aprendizado que promete trazer vantagens (mas também desvantagens), algumas delas descritas neste texto.

Podemos imaginar que mudarão as desculpas para matar a aula: “não estava sem guarda-chuva”, “estava sem conexão”. O aluno não poderá mais dar uma maçã para professora, mas poderá enviar uma mensagem para seu avaliador, cheia de anjinhos, florzinhas e até fotos de maçã. Também não terá mais graça arremessar bolinhas de papel (atirar em quem?).

Os trotes escolares serão resumidos a algum tipo de vírus baixado no computador do calouro. Você não terá mais o endereço residencial de seus colegas, terá apenas o eletrônico, e eles serão reconhecidos pelo IP que usam. Todos os alunos terão carinhas de “smales” e não haverá mais problemas de distância na educação (poderá dizer para sua mãe que seu coleginha é japonês, e ele será mesmo, inclusive vivendo no Japão), porém, toda esta tecnologia tornará mais distantes as relações no mundo real (este lugar quase obsoleto, onde ainda vivemos).

Os ruídos de comunicação darão lugar aos erros de comunicação. Ao invés de não entender seu professor, você não entenderá o software educacional instalado em seu computador, achando que ele não gosta de você, e criando comunidades no orkut do tipo: “Eu odeio meu computador”. As discussões acaloradas de outrora, onde todos falavam e ninguém escutava, serão substituídas por discussões acaloradas em chats onde todos escrevem, mas ninguém lê.

As diferenças entre as classes sociais (ricos e pobres) não serão mais evidenciadas pelas roupas de grife (você poderá assistir às aulas pelado, que ninguém notará), e carros importados, mas poderão ser observadas pela potência de processamento e armazenamento das máquinas, e a velocidade da banda larga de cada um. Para que este tipo de ensino possa contemplar também públicos de renda mais baixa, haverá planos sociais de inclusão disponibilizados em lan houses.

Seu histórico escolar passará a ser chamado de log, registrando todos os seus erros em uma memória tão boa quanto à de qualquer esposa. A televisão que era, em muitos casos, utilizada como forma de entretenimento e aprendizado de inúmeras crianças quando não estavam estudando, terá no computador um reforço desta técnica, criando indivíduos literalmente através de caixas pseudo-educativas.

Enfim, a figura ultrapassada do professor fatalmente será substituída por uma programação de ensino e avaliação à distância, produzida por uma equipe técnica e pedagógica, que encapsulará tudo de forma fria e competente, parametrizando resultados e potencializando rendimentos, visando tornar seu público-alvo uma perfeita máquina biológica de aprendizado, mais eficiente e mais... Humana?

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O JOGO DA VIDA (Alguém aí tem o telefone do juiz?)

O JOGO DA VIDA (Alguém aí tem o telefone do juiz?)
(Autor: Antonio Brás Constante)

A vida é uma competição onde cada jogador participa de apenas uma partida, seguindo regras ditadas por um juiz que montou a estrutura do jogo em alguns dias e depois largou tudo e foi descansar, sem se preocupar em criar uma manual de instruções que definisse entre outras coisas: a forma de jogar, o número ideal de jogadores, qual é o prêmio, ou mesmo qual é a música.

Jogam em um campo chamado Terra, mas já vislumbrando a conquista de novos estádios em outras constelações. O campo não é dos melhores, sendo repleto de grandes poças de água doce e salgada que muitos julgam ser fruto de uma colossal chuvarada conhecida por dilúvio, um evento que trouxe a salvação de alguns poucos por meio de informações privilegiadas, enquanto todo resto da humanidade ficou literalmente boiando.

Nesta partida a bola tem muitos nomes: felicidade, sucesso, dinheiro, o telefone da Gisele Bündchen, e na época do descobrimento do Brasil alguns até queriam que fosse um encontro romântico com a Derci Gonçalves (uma bela jovem naquela época).

Trata-se de um jogo contra muitos adversários, entre eles: a escassez de recursos, as doenças, os desastres naturais, nossos próprios medos, mas principalmente, jogam porque acham que este campeonato irá definir quem vai ser escalado para jogar posteriormente no time lá de cima como artilheiro ou no lá de baixo como goleiro. O pior é que os quase sete bilhões de jogadores acabam sempre jogando uns contra os outros.

Apesar da ausência de um juiz que organize a bagunça, o que não falta é gente dizendo que consegue se comunicar com ele. Primeiro diziam que ele se dirigia a eles através dos raios e trovões. Com o passar do tempo a conversa passou a ficar mais eclética e misteriosa, acontecendo sempre em segredo, apenas para uns poucos iluminados, que afirmavam o gosto do juiz por sacrifícios de virgens, sem entrar muito em detalhes dos seus motivos.

Logo as virgens foram ficando escassas e eles tiveram que reformular as regras, passando a perseguir e queimar bruxas, algo que consistia apenas em achar uma infeliz e acusa-la de atos pagãos sobre qualquer pretexto furado, adicionar um punhado de lenha, convidar todos os bons cidadãos do vilarejo para o show de fé e atear fogo na pobre criatura (alguns dizem que os gaúchos aprimoraram a idéia e dali nasceu a tradição do churrasco). Tais atitudes talvez até tenham sido o princípio das causas do efeito estufa em nosso planeta.

Após o espetáculo de horrores pirotécnico, muitos voltavam para suas casas comentando sobre o aumento do número de bruxas nos últimos tempos, sem se dar conta de como aqueles terríveis e fantásticos poderes que diziam que elas tinham, mostravam-se ineficazes para salva-las do fogo purificador da inquisição. Mas o mundo evoluiu bastante, e a fumaça que antes avisava sobre os momentos finais das feiticeiras, hoje serve para informar sobre a escolha de novos ícones religiosos, devotados a buscar uma nova era de castidade, aumentando o número de virgens, e quem sabe assim, até poder reiniciar o processo de comunicação divina como nos tempos de outrora.

Se o ser humano parasse um pouco de ficar adorando onipotentes ídolos, deixando principalmente de seguir cegamente os mandos e desmandos de seus pretensos escolhidos, e passasse a ouvir, amar e se preocupar mais com seus semelhantes, a humanidade conseguiria enfim formar um único time em prol da vida, unidos na busca de uma verdadeira vitória.

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domingo, 5 de outubro de 2008

PÃO A BERDA(Autor: Antonio Brás Constante)

PÃO A BERDA
(Autor: Antonio Brás Constante)

Muitas vezes as palavras enganam quem as escuta, isto acontece muito nos dias de hoje, sobretudo em época de eleições. Mas para entender melhor isto, basta lembrarmos da história do “pão a berda”, que ninguém deve conhecer porque estou inventando agora.

Dizem que há muito tempo atrás existia um povoado muito pobre e necessitado, na província de Berda. O povo então, cansado de passar fome e privações, resolveu se rebelar. Cercaram o castelo de seu monarca e ficaram clamando em coro ao tirânico rei daquela localidade para que atendesse as suas súplicas. O rei (um homem de voz anasalada e olhar frio), foi até a torre do castelo e lá de cima gritou para o povo que ali se encontrava algo entendido como: “Pão a Berda!”, em seguida virou as costas e saiu. A população se encheu de esperanças ao ouvir aquelas palavras subentendidas como promessas de que logo receberiam um pouco de pão (os mais otimistas já pensavam até em pão com manteiga e mortadela dentro). Eles abandonaram o cerco, voltando contentes para suas vidas miseráveis.

O que o rei realmente quis dizer com aquelas palavras, somente ele mesmo poderia explicar, talvez se pressionado em uma CPI qualquer. O problema é que não é preciso ser um rei tirânico de um mini-conto fictício para dizer coisas que podem ser interpretadas de outras formas, geralmente influenciadas ao sabor de nossos desejos.

Voltando a vida real, podemos perceber em diversas ocasiões que fatos assim vem ocorrendo, e muito, em nossa sociedade. Principalmente quando as palavras advêm do maior antro de falácias que existe em nosso meio: o mundo da política. Ao ouvirmos um partido discursar que vai abrir mais escolas, o que acaba acontecendo é que aumenta o número de escolas... Do crime. Sempre organizadas e com bala na agulha (literalmente falando).

Se os políticos dizem que vai haver mais segurança, podemos ter certeza que eles vão tratar de segurar mais as verbas para uso em maracutaias. Segurando inclusive a contratação de policiais, utilizando o dinheiro para se cercar de mais seguranças para própria segurança. Quando falam em melhorar a saúde, pode apostar que é a saúde financeira de seus aliados, que depois de cada desvio de dinheiro público, comemoram com brindes de champanhe importado a saúde de seus comparsas.

E o povo fica a margem de tudo isso, como os moradores de Berda, que ao suplicarem auxílio, escutaram a voz da realeza dizendo para eles: “PÃO A BERDA!”, como quem diz: “me deixem em paz!”, mas que para eles soou como uma promessa de boas novas, proclamada por seu rei.

Enfim, devemos procurar estar sempre atentos aos atos e palavras de nossos governantes, antes que sejamos nós mesmos a receber um “pão a Berda” deles. Vamos demonstrar toda nossa indignação frente às tantas vezes eles se aproveitam do dinheiro de nossos impostos para uso próprio, penalizando-os através do voto, para que não se reelejam nunca mais. E se não gostarem, então vão eles mesmos a Berda, com as nossas benções.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O SOFREDOR II (agora com muito mais sofrimento).

O SOFREDOR II (agora com muito mais sofrimento).
(Autor: Antonio Brás Constante)

Para quem joga futebol, há algo muito mais terrível do que ser driblado, chutado ou perder pênaltis, pois não há nada, absolutamente nada pior do que levar um frango (será?). É a desgraça absoluta. Nestas horas, à vontade que o pobre goleiro tem é de sair de campo, ir até a cozinha mais próxima, pegar uma faca, voltar e assassinar a bola, como se ela realmente fosse um galináceo (a propósito, leia também “O SOFREDOR”, disponível em www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc).

Ao contrário dos outros jogadores que só sabem maltratar a bola, chutando-a pelo chão frio, o goleiro abraça a bola, envolvendo-a em seus braços, protegendo-a com seu próprio corpo, pois sabe que se deixa-la ir, ela certamente acabará no fundo de sua goleira. Os goleiros são párias em campo, vivendo sozinhos em meio a um turbilhão de jogadores, onde os seus momentos mais inglórios acabam causando a glória do time adversário, que comemora tais fracassos com alegria e festa.

O goleiro não causa o fim do jogo, mas o fim da jogada. Quando ele segura a bola troca-se os pés pelas mãos e se reinicia toda estratégia da partida. Cada chute em sua direção interrompe a respiração de quem assiste, uma respiração que se transforma em gritos diante de suas falhas, ou em meros suspiros de alívio quando ele pára a trajetória da bola, impedindo-a de cumprir seus desígnios de arauto da derrota.

O jogo é extremamente injusto para quem fica no gol, pois enquanto o artilheiro vem pra cima com seus amigos querendo bater e marcar, o goleiro fica de braços abertos esperando para apanhar. É dele o dever de apanhar a bola, defendendo toda sua equipe. Preso em sua pequena grande área, buscando evitar que o pior aconteça, mesmo que isto vá contra o anseio de toda uma multidão de pessoas que torce e espera ansiosa que ele fracasse. Não são poucas às vezes em que a bola rola e, através de pés habilidosos, acabe enrolando este ser solitário, que cai de joelhos diante dos oponentes para tentar salvar o seu time.

Todo goleiro sonha em ser um herói, imagine-se você como um desses defensores, recebendo a bola e resolvendo sair com ela para o ataque (ao invés de lança-la para seus companheiros de equipe). Os jogadores do outro time vindo em sua direção como cães raivosos, e seus colegas de campo gritando: “Passa!”, “PASSA!”. E você ali, firme com a bola.

Mas você acaba recebendo uma trombada, mais por inabilidade em desviar do que por truculência adversária. Com a porrada recebida, você rodopia algumas vezes na quadra, as luzes girando em sua volta. O desequilíbrio momentâneo fazendo-o cair, mas para sua sorte a bola ainda permanece ao seu alcance. Puxa o fôlego e se lança novamente ao jogo. Sai correndo cegamente e ainda meio tonto, com ela sob seus pés e uma goleira a sua frente. Seus colegas de time param, os jogadores do outro time também, e você passando por todos como se estivessem em câmera lenta. Sua respiração parece que irá falhar a qualquer momento, os olhos fixos na bola. Canaliza toda energia do corpo para sua chuteira e enfia o bico. O público presente ergue-se nas arquibancadas e grita: “OOOOHHHH!”, em uníssono. Você então levanta a cabeça em direção ao gol, consegue ver com clareza o contorno da trave, a rede balançando com o impacto da bola, mas... Cadê o goleiro?

Tudo ainda parece ocorrer em câmera lenta. Aos poucos você vai girando o corpo. Seus colegas estão com as mãos na cabeça. No rosto dos jogadores do time adversário um ar de espanto. E lá no fundo da quadra o goleiro deles em pé, olhando estarrecido para você. Ao que parece aquela trombada tirou mais do que seu equilíbrio, ela tirou também a direção correta do gol adversário.

Enfim, existe algo muito pior do que ser chutado, driblado e errar pênaltis. Algo até mesmo pior que levar um frango em um jogo. Basta apenas fazer um gol, um belo e derradeiro gol... Contra.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PARA O CONHECIMENTO DE TODOS E DOS TOLOS!

As correntes não param de pipocar no mundo virtual. Em contrapartida eu não paro de parodia-las. Iniciei satirizando as correntes sobre seqüestros “E A GENTE AINDA LEVA A SÉRIO”, depois foi à vez das correntes sobre anjinhos fofos que atendem pedidos “VISITA DO ANJO DA GUARDA GOSTOSÃO” (Versão super gay). Agora chegou a vez de humorizar as correntes assustadoras sobre as drogas. Aos que continuarem daqui, uma boa leitura (os textos citados acima estão disponíveis no site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc).

PARA O CONHECIMENTO DE TODOS E DOS TOLOS!

A droga mais perigosa do momento! (provavelmente devem estar se referindo a este texto). Para quem costuma freqüentar baladas, fruteiras, igrejas, motéis, cemitérios, elevadores, ou lugares com duas ou mais pessoas, procurem tomar muito cuidado (pois se não tomarem cuidado, vocês podem acabar tomando qualquer coisa). Rapazes, por favor, passem isto as suas amigas e namoradas, mas escondam de suas inimigas e sogras. Pais, não esqueçam de alertar seus filhos, mesmo sabendo que eles não vão dar bola para qualquer coisa que vocês digam.

Há uma nova droga que está na moda por ter sido confeccionada por um estilista famoso. Trata-se de uma pastilha imensa em formato de supositório, que é empregada por veterinários para esterilizar animais grandes (vacas, golfinhos, dinossauros e alguns tipos de ministros). Esta droga está sendo utilizada por violadores em festas para abusar das suas vítimas (digo: para abusar das vítimas DELES).

Diz-se que esta droga é usada em conjunto com o Urhynol, uma outra droga que ao ser dissolvida em qualquer bebida produz amnésia (é muito utilizada como desculpa por alunos de faculdade em épocas de exame). Age no pré-consciente transformando quem tomá-la num escravo perfeito, e tem como efeito secundário apagar da memória tudo o que se fez, disse ou sentiu durante o tempo de ação que se prolonga por quatro anos com base nos mandatos políticos. Ou seja, esta droga causa esquecimento em seus usuários e vários outros sintomas que já nem lembro mais.

Esta nova droga arrasadora fez a sua primeira aparição na Europa, num show de calouros de lá. Agora chegou ao Brasil e está sendo testada em programas de auditório daqui. Ela também serve para evitar a gravidez. Desta forma, o violador não tem que se preocupar com testes de paternidade, pensões alimentícias ou mesmo em se cadastrar no bolsa família.

ATENÇÃO: Os efeitos não são temporários. Qualquer Homem, mulher, pedra ou planta que tomar isto, jamais, entenda bem, eu disse: JAMAIS MESMO, poderá engravidar (e pensar que tanta gente gasta uma bela grana fazendo vasectomia ou ligando as trompas, quando poderia sair para se divertir numa balada e ficar estéril de graça).

Por isso, muito cuidado ao tomar bebidas de pessoas desconhecidas, ou até das conhecidas e famosas, tais como: Freddy Krueger, Drácula, Lord Voldemort, Lobo Mau, Monstro da fumaça do Lost, Dark Vader ou mesmo o bebê de Rosemery. Estes indivíduos inescrupulosos conseguem obter o pérfido produto facilmente em qualquer faculdade veterinária ou em postos de saúde, bastando apresentar a carteirinha de vacinação.

ALGUNS CONSELHOS A SEGUIR:

1. Numa discoteca, festa ou jantar, não largue sua namorada sozinha para você poder ir beber com seus amigos, ela pode se vingar colocando algo na sua bebida ou na sua cabeça.
2. NUNCA aceite copos, pratos ou bacias da mão de qualquer pessoa, nem beba água diretamente do vaso sanitário. Lembre-se que 374% dos violadores se aproveitam da ocasião que lhes é oferecida. Lembre-se também que estatisticamente 25% das pessoas são comprovadamente malucas, por isso vigie bem seus amigos, se três deles parecerem normais, você está ferrado.

3. Os primeiros sintomas causados por esta droga são o aparecimento de suor no corpo de seus usuários, depois de muito tempo dançando. Surgem orelhas nas folhas dos seus livros preferidos, e alguém que nunca viu antes chega dizendo que você tem mau hálito. Se um dos seus amigos apresentar estes sintomas, não o abandonem, e segurem o ímpeto de joga-lo de cima de um prédio. Sejam espertos e levem-no ao programa “se vira nos trinta”, para tentar ganhar uma graninha extra com ele.
O que verdadeiramente dificulta o trabalho da polícia, é que os componentes para fabricação desta droga são encontrados em qualquer farmácia, padaria, ou lotérica, e são vendidos a qualquer um sem receita médica ou culinária. Ainda não existe um antídoto para esta droga que também é utilizada para realizar roubos ou mesmo para a aquisição de órgãos (municipais, estaduais e federais) visando abastecer o tráfico internacional de propinas!

Uma estudante de 24 anos, residente na cidade de Araçatuba SP, testemunha que foi convidada por uma amiga a ir a uma casa noturna. Bebeu alguns litros de caipirinha, dançou, fez strip em cima do balcão e diz que não se recorda de mais nada. Só lembra de acordar no dia seguinte na cama de um quarto de motel ao lado de um tal de Ali Babá e outros quarenta homens. Ela diz que pediu o telefone emprestado para um deles e ligou para seu noivo, Cornelius, pedindo a ele para ir busca-la. Os médicos do SUS depois de fazerem de conta que lhe examinaram disseram que não detectaram qualquer tipo de droga. Só o exame ginecológico foi que revelou o rastro de esperma de uns noventa homens diferentes, bem como de um cavalo, dois cachorros, um ganso e um elefante (nenhuma das amostras encontradas era do Cornelius).
Um homem de 32 anos, residente em São Vicente SP, testemunhou que foi a um baile afantasia e só lembra de ter tomado dois baldes de cerveja. Acordou em cima de uma esteira ergométrica na manhã seguinte, com as pernas fracas e doloridas. Na tarde do mesmo dia verificou seu extrato bancário e não conseguiu acreditar que tinha sacado uma insignificante quantia de $100.000.000.000.000,00 de dólares, de uma de suas treze contas na Suíça.
Outro caso é de um adolescente de 76 anos que acordou pela manhã sentadosobre uma cerca elétrica. Ele parecia estar em estado de choque. O rapaz não usava qualquer tipo de drogas ou álcool e naquela noite tomou apenas vermicida e um pouco de veneno de rato. Suas cuecas nunca mais foram encontradas e ele diz que não se lembra de absolutamente nada.
Ao ingerir esta droga a pessoa fica inconsciente, sem controle do seu corpo, mas em contrapartida fica completamente controlável e executa qualquer ordem que lhe é dada, como: tirar dinheiro em um caixa eletrônico (mesmo que não tenha cartão ou conta naquele banco), voar como um pássaro, ficar invisível, assistir propagandas políticas, ou participar em orgias sexuais (ooooba, onde eu consigo um pouco deste elixir maravilhoso?).

POR FAVOR, ME ESFORCEI TANTO PARA BOLAR ESTA BABOSEIRA TODA, POR ISSO PASSEM UMA CÓPIA DESTE E-MAIL DE FORMA INCONSEQUENTE A TODOS OS SEUS AMIGOS (testando a paciência e amizade deles), EM ESPECIAL ÀS MULHERES (que conforme estatísticas machistas, caem mais facilmente em trotes como este).

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sábado, 20 de setembro de 2008

“ELES” E A TURMA DA MÔNICA

“ELES” E A TURMA DA MÔNICA
(Autor: Antonio Brás Constante)

No reino das analogias tudo é possível. Inclusive representar a política através dos personagens da turma da Mônica. Podemos começar com o famoso Cebolinha, alguém que comprovadamente nunca dirá algo errado, pois fala tudo “elado”. Como um ser político, até seu nome faria chorar, sempre articulando planos para desbancar quem estivesse com o poder na mão (um poder representado na forma de um coelhinho azul, chamado de Sansão). Porém, nas vezes em que conseguisse alcançar seu intento, na saberia o que fazer com ele, passando literalmente a ficar dando nós em orelhas de coelho.

Outro personagem influente nesse meio seria o Cascão, o tipo de político tradicional (que estupra, mas não mata), bem sujo e em harmonia com toda lama que envolve este meio. Alguém que não se envergonharia, nem esconderia isso de ninguém, estando sempre mancomunado com os tais cebolinhas de plantão, querendo se dar bem sem precisar abdicar das sujeiras nas quais está impregnado.

Não podemos esquecer da gulosa Magali, que pode ser definida como uma aliada do poder constituído, procurando tirar proveito dessa situação para se esbaldar em sua ganância interminável, devorando tudo que encontrar (para comprovar isso, basta lhe dar um cartão corporativo para ver o que acontece). Ela não parece ter escrúpulos, já que age sabendo que está segura, em uma situação privilegiada. No que depender de sua vontade, tudo sempre acabará em pizza.

A Mônica é a própria representação do poder governamental, que é utilizado com mãos de ferro por ela, atacando qualquer um que ouse se atravessar em seu caminho. Quem se arriscar acabará na mira de seu temível coelhinho felpudo. A Mônica (assim como o poder de um modo geral), parece estar inchada, gorda, com uma aparência não muito amigável.

Existem ainda outros personagens menos conhecidos, porém, não menos importantes, como por exemplo, o Anjinho, que se apresenta de forma 100% honesta, tentando auxiliar todo mundo, sempre ágil, carismático, beirando a perfeição. Ele é a conhecida imagem política em épocas eleitorais, com suas promessas que só poderiam ser cumpridas se ocorressem verdadeiros milagres.

O Franjinha é outro personagem do segundo escalão, assessora qualquer um dos lados, quer seja para manter seu status ou para receber vantagens para si. É geralmente através deste tipo de figura que as invenções (pacotes, impostos, decretos, etc) acontecem. Suas idéias surgem como algo incrível que, com o passar do tempo, se revelam desastrosas. Os políticos franjinhas são espertos e procuram não chamar muito a atenção, pois sabem se servir do poder trabalhando em seus bastidores.

Para terminar não podemos esquecer do carro chefe que move qualquer história infantil, que são as crianças, pois na visão política, o povo de modo geral parece ser uma criança alienada e indefesa. Uma população que vê através da mídia, toda uma história de corrupção política, sabendo que essas histórias vão continuar por muitas edições e eleições ainda, sem que aconteça um desejado final feliz.

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