domingo, 24 de março de 2013

ERAM OS TRÊS SUPERDEUSES ASTRONAUTAS? (Autor: Antonio Brás Constante)

ERAM OS TRÊS SUPERDEUSES ASTRONAUTAS?

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Sempre imaginamos (ou fomos levados a pensar) que somos a obra máxima de criador de obras máximas, e que todas as demais criaturas estão aqui para nos servir (como comida, trabalho escravo, cobaias, etc). Entendemos que conquistamos o direito de sermos a obra máxima do universo por termos desenvolvido uma inteligência capaz de dominar, capturar e aniquilar outras criaturas, entre outras coisas.

 

Dispomos de um intelecto superior, que serve tanto para abrir potes de conservas com nossas hábeis mãos, quanto para concluir que somos especiais e por isso temos o direito de dominar tudo. Mas, e se uma civilização extraterrestre resolvesse aparecer por aqui e afirmar que estamos errados. Eles poderiam ser uma raça de seres raquíticos e pequenos, porém, com grandes e hábeis cérebros, capazes tanto de abrir potes de conservas sem precisar usar as mãos, quanto para concluir que são mais especiais do que nós por serem bem mais avançados mentalmente, e que por isso teriam o direito de dominar, capturar e até aniquilar tudo que achávamos que já tínhamos dominado, capturado e ameaçado de aniquilação, ou mesmo aniquilado, entre outras coisas.

 

O primeiro passo deles seria nos converter a sua religião politeísta composta por três superdeuses: Usde a criadora, Sued o destruidor e Edus o Juiz (uma entidade ambígua retratada tanto como masculina quanto feminina) que decidia quando era hora de construir ou destruir as coisas.

 

Explicariam que de acordo com esses Superdeuses tudo no multiverso e até mesmo no plurireverso lhes pertencia e que nós humanos estaríamos aqui para lhes servir (de comida, cobaias, trabalho escravo, etc), e que caso desejássemos contestar isso bastaria pedir ao nosso Deus para falar com os três Superdeuses deles, e enquanto ele não retornasse com alguma mensagem sobre estas negociações divinas, deveríamos nos sujeitar aos caprichos deles.

 

Eles se autodenominariam Retarquianos ou apenas Retarquios, oriundos do planeta Retar, formado essencialmente por algo viscoso, fluído e transparente, na maior parte do planeta, com pequenas extensões de solo que eles chamavam de retar (daí a origem do nome do seu planeta). Viveriam em uma galáxia não muito distante, bastando apenas pegar a direita do Sol e seguir em frente por alguns milhares de anos luz virando a esquerda ao passar pelo terceiro buraco negro.

 

Os Retarquianos explicariam que encontraram nosso planeta por acaso, pois estariam tentando descobrir um novo caminho para a galáxia das Dínias onde costumavam fazer negociações comerciais intergalácticas, mas acabaram se perdendo em meio a uma tempestade cósmica, vindo a descobrir este novo mundo.

 

Durante o processo de conquista de nosso planeta os Retarquianos iriam aos poucos nos catequizando segundo seus preceitos culturais e religiosos. O criacionismo e o evolucionismo dariam lugar ao Conceito retarquiano de existência, no qual dizia que no inicio existiam apenas dois planos dimensionais, um onde habitava Usde a superdeusa criadora, que de tanto criar coisas preencheu totalmente seu infinito universo, impedindo-a de continuar criando, e o outro de Sued o superdeus destruidor que vivia no limbo, sem mais absolutamente nada dentro dele, pois tudo que Sued encontrava era imediatamente destruído por ele.

 

As dimensões desses superdeuses por fim se tocaram (não se sabe ao certo se isso foi por culpa de Sued que ao tentar destruir o próprio nada acabou rasgando o tecido existencial do limbo, abrindo um portal para dimensão vizinha, ou se a culpa foi de Usde que forçou tanto suas energias criadoras em sua dimensão superlotada, que acabou forçando-a de encontro ao limbo do Superdeus destruidor).

 

O choque entre o tudo e o nada iniciou uma onda colossal de criação/destruição infinitas, e foram essas energias liberadas que deram origem a Edus, cuja existência oscila entre as forças criadoras e destrutivas que regem tudo que existe. Para acabar com o conflito entre Usde e Sued, Edus em sua sabedoria criou Retar, e colocou nela os Retarquianos com a essência dos superdeuses, para que servissem de bússola indicando qual o melhor caminho a ser seguido, o da criação ou da destruição, e enquanto essa raça existisse as divindades deveriam parar de criar e destruir as coisas, e assim foi feito.

 

Inicialmente a versão extraterrestre da criação do universo seria meio difícil de acreditar, mas quando comparada a nossa versão terrestre onde dois jovens ingênuos eram colocados pelados em um bosque encantado, a mercê de cobras falantes e mal intencionadas que destilavam veneno em forma de palavras e eram deixadas junto aos jovens para enganá-los, sem que isso lhes servisse de desculpa na hora de expulsá-los do Éden, até que versão Retarquiana se mostrou bem plausível.

 

E assim, neste improvável futuro provável (ou seria provável futuro improvável?), a raça humana passaria para uma nova fase. Em todo caso nossa esperança é sempre de que esse ou qualquer outro futuro venha a ser algo melhor, porque se for para piorar, só poderemos rezar muito, mas muito mesmo, reforçando nossa fé e clamando com devoção para que os três superdeuses nos protejam.

 

FILMES NO YOUTUBE: Produzi dois filmes e postei no Youtube, se quiser assisti-los e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: "3D – Hoje é seu aniversário" ou "Livro Maldito", ou através dos links:

 

http://www.youtube.com/watch?v=IEHnTRFR0Dg

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LIVRO E LISTA DE LEITORES: Estou distribuindo gratuitamente cópias em PDF do meu livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE". Se você quiser o livro em PDF ou fazer parte de minha lista de leitores, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br

 

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P.S: Os textos deixam de ser semanais e passam a ser eventuais.

 


sábado, 9 de março de 2013

TÁ COM PRESSA? ENTÃO SE VIRA E COME CRU. (Autor: Antonio Brás Constante)

TÁ COM PRESSA? ENTÃO SE VIRA E COME CRU.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

A pressa move o mundo moderno. Move tão rápido que as vinte e quatro horas do dia já não são suficientes para que possamos cumprir com todas as nossas obrigações. Logo teremos um projeto no senado propondo que os dias passem há ter trinta horas. Afinal, se políticos já quiseram mudar o curso dos rios, porque não alterar o tempo também?

 

Claro que para mudar o calendário dessa forma haveria a necessidade de se suprimir o sábado. Em compensação o domingo passaria a ter trinta horas, e com um pouco de ajuda do marketing moderno (e com muita maionese) a população acabaria acreditando e engolindo que isso seria algo bom. Os dias ficariam estranhos, a noite invadiria o dia e vice-versa, mas o poder de adaptação brasileiro (quem sabe se a ideia pega, vire até algo mundial) é incrível e deve se ajustar a este inconveniente fuso horário caótico.

 

Mas a pressa não mexe apenas com a criatividade de nossos políticos e escritores. Cada vez mais vivemos envolvidos em uma correria louca, e é por causa dessa correria que se criaram os lanches rápidos, as fotos instantâneas, as comidas prontas, as vias de trânsito rápido e (principalmente entre os famosos) os tais casamentos rápidos.

 

Fulano, astro do futebol, contrai núpcias com Beltrana (expressão estranha, parecida com "contrai doenças"). Passam a compartilhar de todas as alegrias e dissabores da vida de casados (com um mundo voyeur a observá-los). Ao final de poucos meses se separam (em determinados casos, em apenas poucos dias), sem maiores explicações.

 

Alguns podem achar que isto acontece porque as raízes religiosas dos noivos lhes impedem de simplesmente ficarem juntos sem um cerimonial milionário para sacramentar e divulgar essa união, pois eles encarariam a união sem o ato de se casar como uma obra pecaminosa, pesando em suas consciências. Após o casamento e toda superexposição ocasionada por ele, percebem então o erro que cometeram e resolvem desfazer a união. Isso em alguns casos acontece repetiras e repetidas vezes, em um eterno ciclo que tentativas e erros matrimoniais, que já há muito tempo alimentam a indústria de fuxicos e suas incontáveis mídias e revistas caras.

 

Para outros, o que existe é a necessidade do casamento como um compromisso, que mesmo não sendo muito duradouro, ao menos servirá para que no momento da perda, haja também os "ganhos", oriundos da aquisição de parte do patrimônio de seu "ex" cônjuge, e assim os patos de nosso mundo são feitos de patos e acabam pagando o pato, fazendo-nos pensar que para alguns o matrimônio pode fortalecer o patrimônio.

 

O que assistimos com cada vez mais freqüência, são "casamentos" alardeados aos quatro ventos por celebridades, que juram terem encontrado suas almas gêmeas. Dizem que sua união é fruto de um amor lindo como cristal e forte como uma rocha.

 

Na realidade essas metáforas acabam sendo divulgadas de forma errônea (talvez pela embriaguez causada pela paixão e toda aquela bebida servida nas festas de casamento). O certo seria dizer que essas relações são lindas como uma pedra e fortes como cristal. Ao primeiro choque se quebram em mil pedaços, restando apenas cacos, varridos para baixo da tal pedra que é colocada sobre o assunto.

 

Realmente estamos em uma época de pessoas apressadas. Mas principalmente agora, uma frase antiga se faz valer como verdade (com um pequeno adendo): "O apressado come cru... Mas paga o preço do assado".

 

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Espere aí sentado e MORRA. (Autor: Antonio Brás Constante)

Espere aí sentado e MORRA.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Após centenas de horas estudando sentado em algum lugar, o pesquisador Jacob Veerman, junto com outros pesquisadores, da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveu e publicou uma pesquisa dizendo que cada hora que um indivíduo passa sentado contribui para reduzir sua expectativa de vida em 21 minutos (nem 20 nem 22, a pesquisa foi tão bem feita que ele chegou à conclusão sobre exatos vinte e um minutos). Ele provavelmente utilizou-se da Dialética da Expectativa de Vida Estimada, Diagnosticada e Observada em Repouso Assentado, também conhecida como D.E.V.E.D.O.R.A.

 

Se levarmos em conta que fumar um cigarro diminui a expectativa de vida em 10 minutos, podemos dizer (com base na D.E.V.E.D.O.R.A.) que mais vale dois fumantes com seus cigarros na mão em pé do que um não fumante sentado. Por isso esqueça a idéia de que ler um bom livro, pois ficou provado que isso não é saudável, do mesmo modo, de acordo com o entendimento da pesquisa, matar a aula (onde se ficaria horas sentado) para jogar futebol (esporte praticado em pé) melhoria e muito nossa expectativa de vida.

 

No quesito banheiro os homens acabam levando vantagem, visto que podem urinar em pé, favorecendo assim sua expectativa de vida em comparação as mulheres. E nem pense em levar uma revista para ler, ou fazer atividades manuais no banheiro como, por exemplo, preencher palavras cruzadas (espero que você não tenha pensado em outra coisa), pois isso pode acabar matando você aos poucos.

 

O estudo do tal australiano também levou em conta o tempo sentado vendo televisão. Segundo Veerman o objetivo não era medir o tempo em frente à tela especificamente, e sim chegar a um número aproximado da quantidade de horas que a pessoa passava sentada. Com esses dados em mãos, os pesquisadores tentaram isolar o fator de risco trazido pela longa permanência que uma pessoa passa sentada, de outros hábitos pouco saudáveis, como fumar e não se exercitar. No caso específico do exercício, confesso que fiquei em dúvida, andar de bicicleta (sentado) é bom ou ruim?

 

A conclusão deles foi de que um adulto que passa seis horas diárias sentado em frente à TV deve viver quase cinco anos a menos que uma pessoa que não assiste televisão. A previsão se aplica mesmo aqueles que fazem exercícios regularmente. O tempo sentado no serviço também conta de forma negativa, por isso um motorista que anda sentado (literalmente) deveria ganhar insalubridade, por se matar trabalhando cada vez que senta para dirigir.

 

O estudo só não foi bem claro sobre qual modo de sentar é o mais nocivo. Sentar confortavelmente na cama ou sofá meio que deitado é pior ou melhor que sentar em uma arquibancada dura e fria? O famoso "senta para comer, menino" tantas vezes dito pelas mães, deve ser desaconselhado? Afinal, as prefeituras estão pensando no bem-estar do cidadão ao permitirem que o transporte urbano seja tão precário, com trens e ônibus sempre lotados, forçando as pessoas a ficarem de pé?

 

Em alguns casos sentar realmente pode ser fatal, isso é um fato comprovado pelas mortes na cadeira elétrica, ou nas estatísticas de trânsito, que revelam números assustadores de pessoas que morreram sentadas enquanto dirigiam.

 

Enfim, alguns médicos que analisaram a pesquisa ainda não sabem exatamente explicar por que uma atividade tão trivial quanto sentar poderia ser prejudicial ao corpo, mas ressaltam que o corpo humano simplesmente não foi projetado para passar tanto tempo sentado (nosso corpo também não deve ter sido projetado para assistir televisão, usar computador, dirigir, utilizar garfo e faca, tirar cutícula, pintar o cabelo, ir ao espaço, usar cachecol, jogar canastra, etc, etc.). Porém, uma coisa todos tem que admitir: Os seres humanos se adaptaram bem fácil a esta falha de projeto divino e/ou evolutivo em seu modo de viver.

 

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domingo, 6 de janeiro de 2013

ELES, ELAS E A DIREÇÃO (Autor: Antonio Brás Constante)

ELES, ELAS E A DIREÇÃO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Na vida devemos (às vezes) correr riscos, testar, usar e abusar da sorte fazendo jorrar a adrenalina que nosso corpo produz, por isso resolvi deixar o bom senso de lado e escrever este texto.

 

Na eterna disputa entre os sexos, um dos assuntos que mais vem à tona é sobre o trânsito. De um lado os homens, afirmando que elas não sabem "pilotar" nada que não seja a pia de lavar louça ou o fogão. Do outro as mulheres, respondendo que são muito mais responsáveis do que eles na direção e que, se eventual falta de experiência delas pode vir a dificultar um pouco a condução de veículos, muito pior é o desempenho dos machões quando colocados para cumprir os afazeres domésticos.

 

É uma briga de cães e gatas, onde as gatas acabam geralmente levando a melhor, pois contam com uma memória assustadoramente superior a dos cães que ficam latindo, mas acabam mordendo o próprio rabo.

 

Lembro que uma vez na praia se iniciou uma discussão sobre este assunto. Na ocasião minha cunhada argumentou que as estatísticas nacionais comprovavam que as mulheres dirigiam melhor do que os homens. Eu respondi que isto somente provava duas coisas: primeiro que, independente de qualquer estatística, as mulheres continuavam não sabendo dirigir e segundo que isso provava que os homens não sabiam fazer estatísticas. Falei brincando, mas ainda assim, quase não escapei vivo do lugar (foi muita adrenalina).

 

Se analisarmos os fatos, perceberemos que os homens têm um jeito mais ousado de dirigir. Por exemplo, numa ultrapassagem em um horário de grande movimento, ao visualizarem um espaço disponível entre os carros da esquerda, onde caberia no máximo uma bicicleta, eles certamente vão avançar por ali. Pela lógica masculina, se entra uma bicicleta, também entra um carro, pois todos os veículos têm freios e o motorista de trás não vai querer bater em nada que amasse ou tire a cera de seu automóvel (amigo fiel e companheiro das estradas).

 

Já às mulheres pensam de forma diferente. Quando vêem o espaço do uma jamanta entre os carros que passam por elas, primeiramente analisam os riscos de entrar no meio deles, depois mentalizam todo processo que deverão empregar para proceder com segurança aquela operação de troca de pista. Lembram que se cometerem um erro, toda culpa será delas, pois no mundo machista em que vivem são sempre as culpadas. Calculam as probabilidades da necessidade de fazer aquilo e finalmente percebem que a brecha não existe mais e que deverão reiniciar todo processo.

 

Em última analise, penso que as mulheres são geralmente culpadas pelos acidentes que acontecem, pois desviam a atenção dos homens com seus vestidinhos curtos, calças justas com cintura baixa e decotes provocantes.

 

Nós homens, somos vítimas da beleza feminina. Talvez no futuro inventem formas de se evitar que os acidentes aconteçam. Somente espero que para isso, não proíbam nossas musas de abrilhantar nossos caminhos, pois prefiro correr o risco de uma distração, a ter toda uma viagem sem a graça feminina desfilando suas virtudes divinas pelas ruas de meu destino. (ATENÇÃO: Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança, seja ela comportamental ou não, com a vida real terá sido mera coincidência - Espera-se com estas últimas palavras ter ajudado a manter a integridade física do autor, principalmente no âmbito de seu lar...).

 

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domingo, 23 de dezembro de 2012

HOJE O MUNDO NÃO ACABOU... (Autor: Antonio Brás Constante)

HOJE O MUNDO NÃO ACABOU...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Hoje... O mundo não acabou...

 

Acabaram-se, porém, as balas que estavam no tambor de uma arma, atiradas contra um corpo que jaz sem alma, cujo tempo se encerrou.

 

Acabou a fome da criança, esqueleto sem vida, lançada numa sarjeta esquecida, suja e encardida, que nasceu sem amor.

 

Acabou-se a alegria de uma mulher amada, por animais estrupada e degolada, deixada como lixo na beira da estrada.

 

O que acabou foi à jornada de alguns trabalhadores, presos em um ônibus em chamas por traficantes "socialmente desajustados".  Pessoas carbonizadas, símbolos da insegurança.

 

Hoje... O... Mundo não acabou...

 

Apenas jorrou sangue inocente, que entre súplicas cheias de dor, foi humilhado e espancado até que seu ultimo suspiro soltou.

 

Acabaram-se os sonhos de futuro, do casal jogado contra um muro, por um sujeito totalmente dopado em seu possante carro envenenado, que desgovernado lhes atropelou.

 

O que parou foi um coração viciado, que batia em busca de viagens e fantasias, sendo vítima de uma overdose de drogas que em si mesmo injetou.

 

Hoje... O... Mundo... Não acabou...

 

Mas tantos se acabaram, mergulhados em garrafas de líquido embriagante, jogando fora à própria felicidade e alegria em troca de copos de alcoólica bebida.

 

Acabou-se o brilho nos olhos do estudante, que por não ter dinheiro o fio de uma navalha a sua vida ceifou.

 

Hoje... O... Mundo... Não... Acabou. O sol renasceu para os sobreviventes, que perambulam por este planeta doente, e que felizmente ou infelizmente a morte ainda não libertou.

 

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sábado, 22 de dezembro de 2012

Uma nova tragédia antiga - (Autor: Antonio Brás Constante)

NOTA DO AUTOR: Este é o ultimo texto do ano, escrito para ser amado ou odiado, em todo caso, FELIZ NATAL!!! Ou como diria Papai Noel ao estacionar perto do Congresso Nacional: "Rou! Rou! Rou... Baram o meu trenó!!!!!"

 

ROTA E JULI-MEU (uma nova tragédia antiga)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Era uma vez um escritor que sentou seu vasto traseiro em uma singela e resistente cadeira e começou a escrever algo do tipo: "era uma vez..." (bateu uma vontade de escrever isso e por impulso escrevi, mesmo correndo o risco de alguém sentir uma vontade impulsiva de me xingar, ou sei lá, mil coisas...).

 

A história começa falando de um cara que os amigos chamavam de "Rota". Ele era um descrente total. Ateu de carteirinha e acreditava piamente que não acreditava em nada. Ela, a mocinha desta história, era uma jovem extremamente religiosa, catequista voluntária, seguidora dos preceitos de suas crenças, criada em uma família conservadora e fervorosamente religiosa. Mas mesmo assim era uma jovem descolada e moderna, que acessava a internet e usava sempre o mesmo Nick: "Juli-MEU" (ninguém sabia ao certo se o "MEU" em seu nick eram as inicias do sobrenome dela ou se era algum tipo de referência ao "meu Deus" do qual ela tanto simpatizava).

 

Em um belo dia virtual de sol brilhante (feito com a mais moderna computação gráfica) eles se encontraram por acaso em um chat, tornaram-se amigos, trocaram MSNs e começaram a se corresponder por e-mail. Eram jovens, plugados e sintonizados na mais pura geração Z ou qualquer letra que represente e catalogue aquela nova e temporária juventude.

 

Aos poucos foram se apaixonando. Trocando senhas e juras de amor eterno. Ele passou a fazer parte do Orkut da jovem. Freqüentava seu Facebook e se comunicavam diariamente pelo Skype.

 

Até que um dia o pior aconteceu, os pais de Juli descobriram através da estante virtual do rapaz exposta no SKOOB que ele era ateu. Chegaram a essa conclusão ao verem os livros por ele lidos e suas resenhas sobre o assunto. O pai de Juli ficou irascível com este fato, a mãe ainda tentou contemporizar dizendo que talvez ele fosse apenas agnóstico (sem necessariamente saber ao certo o que de fato era um agnóstico). Mas o livro maldito e sacrílego intitulado: "Deus um delírio", colocado como favorito na estante do rapaz não deixava dúvidas. Ele era mesmo um miserável de um descrente. Totalmente indigno do amor de Juli-MEU.

 

Os pais de Juli, que sabiam todas as suas senhas e comunidades, bloquearam o rapaz de sua vida. Excluíram suas mensagens e apagaram os rastros de sua profana existência. Mas o amor dos dois era mais forte que as rígidas regras, dogmas e incontestáveis verdades (sem, muitas vezes, demonstrar qualquer lastro aceitável de veracidade) que permeavam as crenças dos pais da menina.

 

Os tios de Rota, que não morriam de amores por nenhum tipo de igreja ou culto, acharam tudo aquilo mais um clássico exemplo de intolerância religiosa e tentaram dissuadi-lo a desistir da menina.

 

Apesar das brigas de ambas as famílias sobre o crer e o não crer, Rota e Juli continuaram sentindo um pelo outro um irresistível bem querer. Passaram a se encontrar furtivamente através de perfis falsos, mas com um amor cada vez mais verdadeiro. A paixão que lhes consumia era mil vezes intensificada pelas proibições as quais padeciam. Caso suas vidas seguissem sem essas agressões talvez seu romance já tivesse um fim, naturalmente, como tantos outros namoros adolescentes. Mas a chama da rebeldia começou a falar mais forte em seus corações.

 

O sentimento de amor rechaçado pelo ódio irracional somente aumentava a ânsia de se encontrarem, de se amarem. Até que o pior aconteceu, os pais da menina em um gesto extremo retiraram o seu celular e confiscaram seu notebook. Cercaram seus passos. Mutilaram sua liberdade. Mas quanto mais aprisionavam seu corpo real e virtual, mais sua alma voava e sua mente enlouquecia pela saudade.

 

A situação de Rota não era muito diferente, brigas constantes queriam obrigá-lo a deixar de amar Juli, como se fosse possível aplacar aquele músculo pulsante que em seu peito batia descompassadamente, clamando por ela.

 

Em uma das poucas saídas de Juli para ir à padaria, conseguiu entrar furtivamente em uma lan house. Lá fizeram contato, e decidiram fugir para se casar. Combinaram dia e hora para isso acontecer, e a notícia se espalhou como tinha de ser. Muitos queriam ajudar, outros apenas se meter. Na escola um notebook em seu armário ela encontrou e escondeu-o em sua pasta longe das vistas de qualquer professor.

 

No rastro da notícia os pais da menina descobriram a armação, e arranjaram para ela um casamento com um rapaz cristão. Porém, de posse se seu notebook escondido, ela entrou em sites Deep Web (coisa muito barra pesada), e encomendou uma estranha poção, deixando um aviso para Rota lhe explicando a sua intenção.

 

Mas o destino parecia conspirar contra os dois e numa falha de provedor a mensagem se extraviou, reaparecendo muitas semanas depois. De posse da poção fria ela se plugou na webcam e todo frasco bebeu, caindo como morta para espanto de milhões de internautas que através de sua conexão on line a tudo assistiam.

 

Quando Rota se plugou e tal feito presenciou não agüentou a pressão, twitando para os seguidores de sua rede que era o fim para ele também. Vasculhou no Google e em poucos segundos já sabia o que fazer, tirando a própria vida para quem quisesse ver.

 

Era noite de dezembro e Milhões de internautas fissurados nos acontecimentos iam retwitando alucinados a cada momento deste sinistro evento. As mensagens iam se replicando e a cada segundo mais povo na internet ia se conectando. Foi quando o improvável aconteceu, a menina acordou, foi tudo falcatrua, ela encenou a morte para sensibilizar os pais a voltarem atrás, mas agora era tarde demais. Seu amado caído ao chão diante de sua tela de LCD era à gota d'água, a menina não queria mais viver. Foi até a cozinha e voltou com uma faca afiada, de frente para CAM deu fim a sua jornada. O sangue espirrou na lente, descendo lentamente como um papel de parede decadente.

 

Os pais da menina e do rapaz receberam torpedos avisando da tragédia, mas já era tarde demais. Os funerais foram na mesma capela, um com missa e o outro apenas com velas. A dor e a desgraça uniram as famílias no mesmo sentimento, algo que talvez lhes servisse de semente para superar barreiras de crenças ou descrenças que somente servem para nublar suas mentes, passando enfim a pensar e agir livremente. Mas somente o tempo poderá dizer se algo frutificou ou mudou nas cabeças tocadas por estes acontecimentos. Essa é mais uma nova história antiga, de um amor cheio de esperanças que como tantos outros se transformou em dor por ter nascido em um berço de ignorância.

 

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LIVRO E LISTA DE LEITORES: Estou distribuindo gratuitamente cópias em PDF do meu livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE". Se você quiser o livro em PDF ou fazer parte de minha lista de leitores, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo: todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

P.S: Os textos deixam de ser semanais e passam a ser eventuais.

 

 



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ROTA E JULI-MEU (uma nova tragédia antiga) (Autor: Antonio Brás Constante)

NOTA DO AUTOR: Este é o ultimo texto do ano, escrito para ser amado ou odiado, em todo caso, FELIZ NATAL!!! Ou como diria Papai Noel ao estacionar perto do Congresso Nacional: “Rou! Rou! Rou... Baram o meu trenó!!!!!”

 

ROTA E JULI-MEU (uma nova tragédia antiga)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Era uma vez um escritor que sentou seu vasto traseiro em uma singela e resistente cadeira e começou a escrever algo do tipo: “era uma vez...” (bateu uma vontade de escrever isso e por impulso escrevi, mesmo correndo o risco de alguém sentir uma vontade impulsiva de me xingar, ou sei lá, mil coisas...).

 

A história começa falando de um cara que os amigos chamavam de “Rota”. Ele era um descrente total. Ateu de carteirinha e acreditava piamente que não acreditava em nada. Ela, a mocinha desta história, era uma jovem extremamente religiosa, catequista voluntária, seguidora dos preceitos de suas crenças, criada em uma família conservadora e fervorosamente religiosa. Mas mesmo assim era uma jovem descolada e moderna, que acessava a internet e usava sempre o mesmo Nick: “Juli-MEU” (ninguém sabia ao certo se o “MEU” em seu nick eram as inicias do sobrenome dela ou se era algum tipo de referência ao “meu Deus” do qual ela tanto simpatizava).

 

Em um belo dia virtual de sol brilhante (feito com a mais moderna computação gráfica) eles se encontraram por acaso em um chat, tornaram-se amigos, trocaram MSNs e começaram a se corresponder por e-mail. Eram jovens, plugados e sintonizados na mais pura geração Z ou qualquer letra que represente e catalogue aquela nova e temporária juventude.

 

Aos poucos foram se apaixonando. Trocando senhas e juras de amor eterno. Ele passou a fazer parte do Orkut da jovem. Freqüentava seu Facebook e se comunicavam diariamente pelo Skype.

 

Até que um dia o pior aconteceu, os pais de Juli descobriram através da estante virtual do rapaz exposta no SKOOB que ele era ateu. Chegaram a essa conclusão ao verem os livros por ele lidos e suas resenhas sobre o assunto. O pai de Juli ficou irascível com este fato, a mãe ainda tentou contemporizar dizendo que talvez ele fosse apenas agnóstico (sem necessariamente saber ao certo o que de fato era um agnóstico). Mas o livro maldito e sacrílego intitulado: “Deus um delírio”, colocado como favorito na estante do rapaz não deixava dúvidas. Ele era mesmo um miserável de um descrente. Totalmente indigno do amor de Juli-MEU.

 

Os pais de Juli, que sabiam todas as suas senhas e comunidades, bloquearam o rapaz de sua vida. Excluíram suas mensagens e apagaram os rastros de sua profana existência. Mas o amor dos dois era mais forte que as rígidas regras, dogmas e incontestáveis verdades (sem, muitas vezes, demonstrar qualquer lastro aceitável de veracidade) que permeavam as crenças dos pais da menina.

 

Os tios de Rota, que não morriam de amores por nenhum tipo de igreja ou culto, acharam tudo aquilo mais um clássico exemplo de intolerância religiosa e tentaram dissuadi-lo a desistir da menina.

 

Apesar das brigas de ambas as famílias sobre o crer e o não crer, Rota e Juli continuaram sentindo um pelo outro um irresistível bem querer. Passaram a se encontrar furtivamente através de perfis falsos, mas com um amor cada vez mais verdadeiro. A paixão que lhes consumia era mil vezes intensificada pelas proibições as quais padeciam. Caso suas vidas seguissem sem essas agressões talvez seu romance já tivesse um fim, naturalmente, como tantos outros namoros adolescentes. Mas a chama da rebeldia começou a falar mais forte em seus corações.

 

O sentimento de amor rechaçado pelo ódio irracional somente aumentava a ânsia de se encontrarem, de se amarem. Até que o pior aconteceu, os pais da menina em um gesto extremo retiraram o seu celular e confiscaram seu notebook. Cercaram seus passos. Mutilaram sua liberdade. Mas quanto mais aprisionavam seu corpo real e virtual, mais sua alma voava e sua mente enlouquecia pela saudade.

 

A situação de Rota não era muito diferente, brigas constantes queriam obrigá-lo a deixar de amar Juli, como se fosse possível aplacar aquele músculo pulsante que em seu peito batia descompassadamente, clamando por ela.

 

Em uma das poucas saídas de Juli para ir à padaria, conseguiu entrar furtivamente em uma lan house. Lá fizeram contato, e decidiram fugir para se casar. Combinaram dia e hora para isso acontecer, e a notícia se espalhou como tinha de ser. Muitos queriam ajudar, outros apenas se meter. Na escola um notebook em seu armário ela encontrou e escondeu-o em sua pasta longe das vistas de qualquer professor.

 

No rastro da notícia os pais da menina descobriram a armação, e arranjaram para ela um casamento com um rapaz cristão. Porém, de posse se seu notebook escondido, ela entrou em sites Deep Web (coisa muito barra pesada), e encomendou uma estranha poção, deixando um aviso para Rota lhe explicando a sua intenção.

 

Mas o destino parecia conspirar contra os dois e numa falha de provedor a mensagem se extraviou, reaparecendo muitas semanas depois. De posse da poção fria ela se plugou na webcam e todo frasco bebeu, caindo como morta para espanto de milhões de internautas que através de sua conexão on line a tudo assistiam.

 

Quando Rota se plugou e tal feito presenciou não agüentou a pressão, twitando para os seguidores de sua rede que era o fim para ele também. Vasculhou no Google e em poucos segundos já sabia o que fazer, tirando a própria vida para quem quisesse ver.

 

Era noite de dezembro e Milhões de internautas fissurados nos acontecimentos iam retwitando alucinados a cada momento deste sinistro evento. As mensagens iam se replicando e a cada segundo mais povo na internet ia se conectando. Foi quando o improvável aconteceu, a menina acordou, foi tudo falcatrua, ela encenou a morte para sensibilizar os pais a voltarem atrás, mas agora era tarde demais. Seu amado caído ao chão diante de sua tela de LCD era à gota d’água, a menina não queria mais viver. Foi até a cozinha e voltou com uma faca afiada, de frente para CAM deu fim a sua jornada. O sangue espirrou na lente, descendo lentamente como um papel de parede decadente.

 

Os pais da menina e do rapaz receberam torpedos avisando da tragédia, mas já era tarde demais. Os funerais foram na mesma capela, um com missa e o outro apenas com velas. A dor e a desgraça uniram as famílias no mesmo sentimento, algo que talvez lhes servisse de semente para superar barreiras de crenças ou descrenças que somente servem para nublar suas mentes, passando enfim a pensar e agir livremente. Mas somente o tempo poderá dizer se algo frutificou ou mudou nas cabeças tocadas por estes acontecimentos. Essa é mais uma nova história antiga, de um amor cheio de esperanças que como tantos outros se transformou em dor por ter nascido em um berço de ignorância.

 

ATENÇÃO: Se alguém não recebeu o texto “Acredite, você também é uma bomba” fale agora ou cale-se para sempre, mas se quiser também pode acessar o meu blog: abrasc.blogspot.com e ler este e outros textos de minha autoria.

 

FILMES NO YOUTUBE: Produzi dois filmes e postei no Youtube, se quiser assisti-los e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” ou “Livro Maldito”, ou através dos links:

 

http://www.youtube.com/watch?v=IEHnTRFR0Dg

http://www.youtube.com/watch?v=lv0DJRp94NM

 

Se gostar dos filmes e tiver conta no Youtube, peço que clique em “gostei” me ajudando assim a divulgá-los.

 

LIVRO E LISTA DE LEITORES: Estou distribuindo gratuitamente cópias em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”. Se você quiser o livro em PDF ou fazer parte de minha lista de leitores, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br

 

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P.S: Os textos deixam de ser semanais e passam a ser eventuais.