quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estou aqui, agora, não sei por quanto tempo...

Resolvi testar a tal "postagem" do Google+. E como fazer isso?? escrevendo, escrevendo, escrevendo, para ver o que sai...

domingo, 11 de novembro de 2012

POIS É, VOLTEI, DEPOIS DE MORRER...(Autor: Antonio Brás Constante)

POIS É, VOLTEI, DEPOIS DE MORRER...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Pois é, voltei. Acho que morri por uns tempos, me despi de toda roupagem de autor e desisti, resistindo aos primeiros impulsos de respirar novamente a escrita, esmoreci a vontade de voltar, até sentir que tinha me libertado da liberdade de escrever. Cheguei a virar a página, a apagar a luz, a esquecer como é a sensação de ordenar aos dedos que dedilhassem meus pensamentos em algo que se pudesse ler...

 

Escrever é como nadar contra a correnteza, sem qualquer certeza de onde se quer chegar. O que eu fiz foi apenas parar de dar braçadas nas águas dos acontecimentos, me deixei afundar, sem qualquer resistência ou insistência. Por isso que digo que morri, me afoguei nas profundezas do esquecimento, e a cada dia ia ficando mais fácil, mais cômodo, mais tranqüilo, mais... Etc. A cada dia mais eu via menos de mim mesmo como escritor.

 

Outro dia, logo após publicar meu primeiro texto de retorno “A CANDIDATA E O BDSM”, recebi algumas mensagens de boas-vindas, entre elas a de um amigo que ainda não conheço pessoalmente, mas com quem já tive a oportunidade de conversar algumas vezes por telefone, e-mails e redes sociais, o jornalista e também escritor Aparecido Raimundo de Souza (a quem estou devendo já á um bom tempo à criação de um vídeo com seus textos para ser lançado no Youtube). Da troca de mensagens com o Aparecido veio o embrião da idéia deste novo texto.

 

Descobri que parar de escrever até que não é tão difícil. Basta por na balança o alto custo de algo tão precioso quanto o tempo gasto em algo como a escrita. Quando se pesa o custo e o beneficio de escrever, percebemos que se dedicar à escrita é um péssimo negócio.

 

Escrever, assim como viver, dá trabalho, cansa, esgota as energias. Aborrece às vezes. Fazendo-nos querer ser nada, sombras livres para vagar sem chamar a atenção para si. Deixar de ser vidraça, deixar de levar pedradas, deixar de juntar os cacos sempre que refletimos o brilho de nossas idéias na cara dos outros, isso muitas vezes irrita-os, tirando-lhes da comodidade de suas concepções prontas, e despertando a selvageria latente naqueles que são forçados a ter que pensar, mesmo que através da leitura de bobagens sem muito sentido.

 

Mas o que é o sentido? Quando vemos uma seta apontando em uma direção, achamos que aquilo faz sentido, que ela aponta para algo à frente, mas e se ela estiver apontando para o mais à frente, ou para o mais à frente ainda, vamos seguindo sua direção e encontrando tantas coisas, até chegar a um ponto em que ela vai apontar para o nada e nos perderemos em seu rumo, sem rumo.

 

O engraçado é que após minha volta, muitos já me perguntaram porque parei, mas ninguém perguntou porque voltei, ninguém mesmo, nem eu, pois confesso que ainda não saberia responder a essa pergunta...

 

FILMES NO YOUTUBE: Produzi dois filmes e postei no Youtube, se quiser assisti-los e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” ou “Livro Maldito”, ou através dos links:

 

http://www.youtube.com/watch?v=IEHnTRFR0Dg

http://www.youtube.com/watch?v=lv0DJRp94NM

 

Se gostar dos filmes e tiver conta no Youtube, peço que clique em “gostei” me ajudando assim a divulgá-los.

 

LIVRO E LISTA DE LEITORES: Estou distribuindo gratuitamente cópias em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”. Se você quiser o livro em PDF ou fazer parte de minha lista de leitores, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br

 

Site: abrasc.blogspot.com

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo: todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

P.S: Os textos deixam de ser semanais e passam a ser eventuais.

 

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O FALSO ESPERTO FALSIFICADO (Autor: Antonio Brás Constante)

O FALSO ESPERTO FALSIFICADO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O falso esperto é aquele individuo que tenta enganar todo mundo sem perceber que o principal enganado por ele é... Ele mesmo. Todo mundo pode ter esta síndrome do falso esperto dentro de si, e nem se dar conta disso.

 

Quando você vai a uma fruteira, por exemplo, e compra aqueles pacotes fechados de maçãs, e depois quando chega em casa encontra algumas maçãs podres bem no meio do pacote, escondidas entre as outras frutas, você pode achar inicialmente que foi mais uma vítima de um ser ardiloso, mas passados alguns meses perceberá que a tal fruteira fechou ou mudou de dono, porque simplesmente o tal esperto faliu. Mas porque faliu? Obviamente porque você e a grande maioria de outras vítimas deixaram de comprar lá.

 

O falso esperto sempre parece esquecer que cada cliente conquistado pode trazer junto com ele um potencial novo cliente (mãe, vizinha, cunhado, amigo. etc) para conhecer o seu negócio. Por outro lado, para cada cliente enganado são pelo menos dez prováveis clientes perdidos, que sem nem terem pisado os pés no seu estabelecimento vão querer distância dele.

 

É a tal propaganda do boca em boca, que se espalha de forma sazonal e passa a rasteira em qualquer aspirante a falso esperto. A prática do boca em boca é tão boa que os governos em geral até já absorveram esta ideia e a transformaram em boca de urna, espalhando aos quatro ventos as preferências do eleitor, mesmo antes dele votar, atraindo ou afastando as chances deste ou daquele candidato. Mas lembrem-se, esta técnica não cria nada do nada (ou será que cria?), apenas intensifica uma tendência já existente.

 

O falso esperto se prolifera em todas as áreas da sociedade. E o que é pior, seus maus atos acabam servindo de exemplo e até justificativa para que novos aspirantes a falsos espertos entrem nesta mediocridade. Tem o caso daquelas pessoas que trabalham como se fossem o pior tipo de funcionário da máquina pública (simplesmente porque acham que podem fazer isso), onde seu produto é o mesmo que aquele encontrado na privada (literalmente falando). Porém, em um belo dia de sol com poucas nuvens, elas acabam perdendo o emprego e ainda se acham injustiçadas.

 

Temos vários tipos de falsos espertos se espraiando entre nós, como no caso do coitadinho de mim, que parece estar sempre na pior, agindo como se o mundo todo estivesse com raiva dele, evitando ele, conspirando contra ele, cuspindo na sua cabeça coisas impublicáveis, através das pombas que voam ao seu redor. Tudo que dá errado em sua vida é por culpa de forças maiores do que ele, se ele for jogador de futebol e não conseguir fazer gol de letra vai dizer que a vida cruel fez dele um analfabeto campal e por isso errou o gol. Cada choradeira parece sugar a energia positiva daqueles que estão em sua volta, pois sua eterna atitude de pobre coitado faz dele um vampiro em busca de solidariedade para se dar bem à custa dos outros, e com isso ele vai afastando as pessoas, que acabam se irritando com este tipo de atitude parasitária.

 

O Falso esperto bom de papo é um dos piores. Ele deixa qualquer um zonzo com seus nhem-nhem-nhem (você não sabe o que é nhem-nhem-nhem? É o mesmo que blá-blá-blá). Este tipo de falso esperto sabe tudo, conhece tudo, entende tudo. Seu discurso sempre é carregado de “eu”, “Eu”, “EU”. Ele diz coisas do tipo: “porque eu já tinha pensado nisso”, “Eu conquistei aquilo”, “EU sou o melhor naquilo outro”. O cara só não acha que é um Deus, porque o Deus bíblico fez em seis dias o que ele faria em apenas dois, e com uma das mãos nas costas. Ele vai pegando carona descaradamente no trabalho dos outros e apresentando como sendo seu, conseguindo às vezes se promover um pouco com isso, até chegar um ponto aonde ninguém mais vai lhe dar créditos, oportunidades ou mesmo querer trabalhar com ele.

 

Enfim, são tantos os tipos de falsos espertos que apenas um texto é pouco para descrevê-los (temos até o falso esperto “canguru perneta” de quem eu falo em outra hora). O falso esperto é uma faceta de nós mesmos que deveria estar sempre devidamente guardada e bem trancada em nosso âmago, mas que infelizmente pode aflorar em qualquer um, a qualquer momento, transformando uma essência humana de requintado vinho, em azedo vinagre. O falso esperto virou até lei, a lei de Gérson (“gosto de levar vantagem em tudo, certo?”). Mas volto a lembrar que o pior dano que um falso esperto pode causar é nele mesmo, pois é sempre um candidato a esperto falsificado que acaba sendo enganado no golpe do bilhete premiado.

 

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domingo, 21 de outubro de 2012

A LETRA PARTIU DA MÃO E FORMOU O GRÃO. (Autor: Antonio Brás Constante)

A LETRA PARTIU DA MÃO E FORMOU O GRÃO.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

A letra partiu da mão e formou o grão. Voou entre rimas, pousando em novas terras a serem descobertas e ali germinou, formando palavras, desabrochando em frases, encantado olhares com sua beleza suave;

 

O pequeno embrião textual desenvolveu parágrafos profundos, até se transformar em um poema pronto para se mostrar ao mundo. Sob o seio de sua sombra descansaram os sonhadores, que deitados na proteção de seu colo, acalentaram-se em seus versos utópicos, curando eventuais dissabores;

 

Na beleza projetada por sua linguagem, paixões se incendiaram em centenas de cores. Uma parte desses matizes tomou a forma de amores, enquanto das outras partes sobraram apenas amargas dores;

 

As suas curvas poéticas encantaram romancistas e trovadores, despertando os próprios talentos sobre a figura escrita que estavam lendo e nelas totalmente se envolvendo.

 

Do caldo de sua seiva virgem, autores extraíram o bálsamo para a conquista de suas musas adoradas. E no fruto em ti formado, se desenvolveram novas idéias que alimentaram mil escritores;

 

Restaram suas sementes, leves como a brisa do vento, que enfim voaram pelas memórias de tantos leitores, germinando em novas mentes. Algumas caindo em terreno fecundo, de onde brota toda poesia, pois pousaram com maestria e festa na imaginação louca dos poetas.

 

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

METENDO O GRAVETO NA GREVE (AUTOR: Antonio Brás Constante)

METENDO O GRAVETO NA GREVE

(AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

A greve é sempre um fantasma pairando sobre a cabeça (e o emprego) dos seres humanos. É um verdadeiro cabo de guerra, onde a corda está sempre amarrada e sendo puxada pelo pescoço e não pelas mãos.

 

Mas além da greve tradicional, onde a maioria para seus afazeres, reivindicando salários maiores, benefícios maiores, auxílios maiores, direitos maiores, comissões maiores, Et ceteras maiores e cargas horárias... Menores. Existem também vários outros tipos de greve menos conhecidas, ou mesmo lembradas. Temos por exemplo: à greve de fome, onde o indivíduo luta contra suas próprias vontades, e visando fazer valer seus pontos de vista acaba perdendo algo de si (no caso, o peso), ou seja, ele alimenta a greve com sua própria fome de lutar pelo que acha certo.

 

Ainda podemos citar outras greves, tais como: a greve do álcool e a do fumo, onde a luta é contra os vícios que dominam e escravizam quem deles é dependente. Não são poucas às assembléias sofridas dentro da mente do indivíduo, onde se travam discussões intermináveis para continuar trabalhando em prol do vício ou se livrar dele.

 

As greves de sexo, em geral utilizadas pelas mulheres quando querem algo a seu favor e principalmente contra (o bolso) dos homens. Nestes casos, sempre o esposo (namorado, etc) pode dizer que se a greve não terminar ele vai buscar o apoio das “amigas” contra aquela injustiça, por estar verdadeiramente de saco cheio daquilo. Mas com este ato extremo, pode acontecer da mulher responder que se o safado fizer isto, ela vai procurar se “coligar” com os “amigos”. A partir daí o bicho pega e alianças são desfeitas, literalmente.

 

Uma outra greve não muito divulgada é a greve do PUM. Sabe aquela vontade que dá às vezes de soltar, não a voz, mais outros sons saídos das regiões mais baixas de nosso ser? Sei que é um assunto delicado. Muitos não admitem que pessoas educadas façam isso. Mas aí é que entra a tal da greve.

 

De um lado você fazendo pressão para segurar suas necessidades fisiológicas, do outro seus intestinos tentando insuflar o corpo todo contra você, e o que é pior, tentando convencer você a insuflar no ambiente em que se encontra. É uma verdadeira guerra solitária. Onde se mantém prisioneiro um inimigo indesejado criado por nossas próprias entranhas e que agora anseia por um sopro de liberdade.

 

Se você se desmobilizar ele escapa, não de suas mãos, mas de outro lugar tão apertado quanto seu punho mais fechado (em alguns indivíduos, nem tanto). Caso isto ocorra, você receberá olhares reprovadores, avisados por narinas captadoras das más notícias que chegaram pelo ar.

 

Para encerrar o texto fica a explicação quanto a origem histórica da palavra greve, que vem do Francês “grève" e que era associada ao nome de uma praça de Paris as margens do rio Sena, chamada de “Place de Grève”. Nessa praça se acumulavam inúmeros gravetos devido às enchentes do Rio Sena. Era nesse local que os trabalhadores se aglomeravam para alocar sua força de trabalho e protestarem contra os abusos dos patrões.

 

A greve em suas origens mais remotas está ligada a palavra “graveto”, que pode nos fazer lembrar por assimilação da palavra “lenha” e que é muito utilizada nas expressões populares em tempo de conflitos através de expressões como: “baixar a lenha” ou mesmo “botar lenha na fogueira”, até que um acordo aconteça e todos voltem ao trabalho, pois o que ninguém quer é acabar levando lenha dos patrões.

 

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domingo, 30 de setembro de 2012

A CANDIDATA E O BDSM (Autor: Antonio Brás Constante)

Nota do Autor: Depois de nove meses afastado das letras volto à ativa, e como a época é propícia, resolvi reiniciar com um texto regado a sexo, mentiras e videotapes (os videotapes estão subentendidos na história). Peço desculpas aos leitores de minha lista, aos blogs que me publicam dentro e fora do Brasil, às revistas e aos jornais, por ter sumido todo este tempo sem qualquer aviso, mas eu precisava deste tempo.

 

A CANDIDATA E O BDSM

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Esta é uma história forjada na mais pura ficção, qualquer semelhança com a pútrida realidade, é obra do mais espúrio acaso. Desde a flor de sua juventude (uma juventude que ainda se fazia plena em seu formoso corpo de mulher) que “D” gostava de política e de sexo (não necessariamente nesta ordem). O “D” utilizado para representá-la poderia ser um “D” de Demônio ou de Deusa, ou talvez Doce, Descarada, Devassa, Discreta, Diabólica, Diva, Delicada, Destruidora, Donzela, Depravada, Dama, Despudorada, Deliciosa, Delinqüente, Delirante, Dissimulada, Doida, Domme, ou apenas um “D” representando o cargo político almejado por sua ambição.

 

Enquanto a ideologia política arrastava “D” para encontros, debates, carreatas e manifestações públicas, o meio erótico atiçava sua curiosidade e incendiava sua libido pelo proibido. Na ciranda de livros e autores ela valsava com Marques de Sade, ao passo que lia Marimbondos de fogo, A história de “O”, Anais Nin, Bukowski, entre outros, com exceção do livro Filocalia (que talvez ela lesse apenas para fazer média com algum colega partidário e influente, que porventura curtisse Opus Dei).

 

No inicio de sua busca pelo conhecido mundo desconhecido do erotismo “D” visitou algumas casas de swing, fez amizades no meio, até encontrar um “Dono” disposto a ensiná-la sobre BDSM (conforme a Wikipédia trata-se de um acrônimo para a expressão "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo"), introduzindo-a de todas as formas nesta exótica arte. Ela, apesar de ter um gênio quase indomável, se sujeitou por um tempo a submissão masoquista de escrava sexual, entregando-se de corpo e alma aos caprichos de seu senhor, devidamente torturada com velas (podendo até ser chamada castiçamente de mulher castiçal), chicotes e tudo mais que pudesse ser usado para se alcançar o sumo prazer através da dor.

 

Ela era uma mulher privilegiada em todos os sentidos, um rosto inocentemente sensual em um corpo abrasador de luxúria. Uma mente maquiavelicamente sagaz, e capaz de usar e abusar de quem ela quisesse para alcançar seus propósitos, jogando fora, sem qualquer remorso ou esforço, quaisquer amizades outrora conquistadas, quando estas não lhe servissem mais, ou seja, o exemplar perfeito no contexto estereotipado do perfil político brasileiro.

 

Entre encontros e desencantos, ela finalmente achou um espírito que lhe servisse satisfatoriamente como alma gêmea (compartilhando de seus extravagantes desejos), e se alçou ao ápice dos dois mundos, seguindo entre a política e a lubricidade, brincando na tênue linha que separa a super exposição e o recato de um com o necessário anonimato e desenfreados despudores do outro. Misto de matéria e antimatéria seguindo de forma paralela em sua vida. O mero toque entre essas realidades podendo causar uma catástrofe inimaginável em sua imagem.

 

“D” achava que tinha tudo sob seu total controle, suas festas eram feitas em sua moradia ou em clubes fechados, ao passo que sua campanha também ia de vento em popa. Faltavam aproximadamente dois meses para a eleição, quando o inesperado aconteceu, um incidente em outro estado envolvendo uma menor de idade com um casal que aparentava ser praticante de BDSM tomou conta dos noticiários do País. O caso incitou uma cruzada em prol da moralidade em muitos recantos da Nação, e tudo que era carnal passou a ser alvo de fervorosos grupos conservadores que resolveram agir para acabar com toda e qualquer expressão que suas mentes pudessem conceber como perversão. E a caça as bruxas teve inicio.

 

Silenciosamente como uma prece sussurrada, devotados devotos do pudor começaram a vasculhar o mundo erótico em busca de provas que pudessem ser utilizadas contra seus praticantes. O ano de 2012 era considerado por muitos como um estigma apontando para o fim do mundo, e uma boa parcela desses muitos achava (ou queria por a culpa em alguém) que isso iria acontecer por causa dos que consideravam depravados, ou de qualquer um que destoasse de seus dogmas sa(n)grados.

 

Os prestimosos puritanos começaram a se infiltrar em blogs, sites de encontros e redes sociais de todos os tipos em busca de material que pudesse servir de arma, visando punir e com isso salvar almas. Alguns desses indivíduos aceitaram se sacrificar, mergulhando literalmente de corpo e alma no pecado, participando arduamente (ou seria ardentemente?) de bacanais para ter acesso a tudo que por ali acontecia.

 

Em um desses encontros, em uma festa só para casais, eles encontraram “D” em plena ação, um anjo promíscuo que se destacava na multidão de corpos suados e gemidos abafados. A cena seria apenas algo deleitavelmente pecaminoso se o seu rosto não fosse cada vez mais publicamente conhecido. Com micro câmeras escondidas não se sabe onde (já que todos estavam pelados) os fiéis moralistas gravaram cenas dignas do mais intenso filme pornô, e em decorrência deste acontecimento fortuito obtiveram imagens que foram divulgadas na web com o intuito de servirem como fato emblemático na guerra contra a imoralidade.

 

Se fossem políticos, de qualquer gênero, participando de orgias explícitas com o dinheiro público o assunto seria banalizado e encarado como mais um dentre tantos casos de corrupção endêmica já enraizadas em nossa cultura nacional, mas por ser uma mulher concorrendo a um cargo público e sendo flagrada participando de orgias privadas de sexo explícito o assunto passou a ser visto como de falta de decoro.

 

Poucos dias antes da eleição as cenas (para alguns dantescas, para outros aprazíveis e para outros ainda indiferentes) vieram a tona, estarrecendo, polemizando e escandalizando toda uma sociedade acostumada a fazer, mas não a ver aquilo tudo daquele jeito e, principalmente, tudo naquilo daquele jeito. O que aconteceu com “D”? A casa caiu? O seu mundo virou? A Playboy lhe assediou? Isso somente um novo texto, se um dia escrito, poderá nos dizer... FIM?

 

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domingo, 8 de janeiro de 2012

SANGUE, SUOR E VÁLVULAS - Vai ler, ou só vai ficar dando nojo aí? - (Autor: Antonio Brás Constante)

SANGUE, SUOR E VÁLVULAS.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O primeiro texto de 2012 não era para ser bem este, mas quando (quase as vésperas de Natal) você recebe uma mensagem de um grande amigo, que já não vê a um bom tempo, dizendo que se operou do coração e que o hospital está pedindo doadores de sangue para repor o estoque, a primeira coisa que fazemos é tentar contato com o amigo. A segunda é ir ao hospital. E a terceira (no meu caso) é escrever um texto sobre o assunto, publicando em seguida para não perder o momento.

 

Foi o que acabei fazendo ao receber a mensagem do Mestre Gadis (para quem não conhece o Gadis, foi ele quem fez os desenhos da capa do meu livro e é um dos principais culpados por eu ter levado a sério esta brincadeira de escrever, ou de ter começado a brincar com a seriedade da escrita, tanto faz). Por telefone ele me contou que já tinha o problema no coração fazia um bom tempo, mas só agora foi preciso operar e colocar uma válvula. Como ele havia se aposentado há poucos anos, e sempre foi meio maluco (no bom sentido), fiquei imaginando se ele não teria levado a sério demais a frase onde se diz: “prefiro viver dez anos a mil do que viver mil anos a dez”, forçando seu coração além dos limites recomendáveis, sentindo emoções muito mais fortes do que aquelas vividas pelos aposentados que preferem passar os seus dias jogando damas nas praças de seus bairros.

 

Uma das coisas que chama a atenção neste tipo de operação, é que em meio a toda tecnologia que existe em nossos dias, com TVs, rádios e tantos outros aparelhos já dispondo de circuitos digitais miniaturizados e microchips de última geração em sua fabricação, descobrimos que quando o assunto é consertar o bom e velho coração humano ainda utilizamos válvulas?! (válvula mitral, para ser mais exato). Nada contra as válvulas, mas a medicina bem que poderia pelo menos modernizar um pouco os nomes dos componentes que usa, para que eles não pareçam ser tão obsoletos, principalmente em se tratando de algo que literalmente toca o coração.

 

Dois dias depois de receber a mensagem fui ao hospital. Ao estacionar me deparei com a novidade das ruas, o tal parquímetro (um tipo de “flanelinha eletrônico” que não cuida do seu carro, mas quer as suas moedinhas mesmo assim). O parquímetro faz exatamente o que os “azuizinhos” faziam (apelido dos fiscais de trânsito da prefeitura de Porto alegre que cuidam da chamada “área azul”, também conhecida como: “pare e pague”), sem necessariamente tirar-lhes o emprego, já que eles continuam desempenhando a árdua função de multar. A maior diferença que noto com a implantação da tecnologia dos parquímetros, é que agora além das despesas de folha de pagamento com os fiscais, a prefeitura também gasta com a manutenção e compra dos equipamentos (cujos ancestrais provavelmente devem ser os caça-níqueis).

 

E lá estava eu, totalmente desprovido de moedas, sem poder argumentar com uma máquina que só aceitava o vil metal e com uma fiscal de trânsito que deixou bem claro que ela apenas multava, e não estava ali para resolver o problema de moedas de ninguém. O jeito foi suar caminhando e mendigar em alguns estabelecimentos para que eles trocassem cédulas por moedas, para enfim poder seguir tranqüilo meu caminho rumo ao grandioso reduto hospitalar.

 

Uma vez dentro do hospital, encontrar o banco de sangue foi até bem fácil, preencher a ficha solicitada aos doadores foi um pouco mais complicado, mas descobrir após fazer tudo isso, em um misto de revolta e incredulidade, que eu não podia doar sangue é algo que não tem preço. Já fazia uns dez anos desde a última vez que doei meu viscoso líquido vermelho em outro hospital da capital. Na época me chamaram lá, poucos dias depois da doação, para informar que eu estava com o colesterol alto e que meu sangue era impróprio para consumo (talvez pudesse ser utilizado na cozinha para substituir o azeite). Lembro vagamente que me orientaram a buscar tratamento, mas não recordo de terem me dito que eu estaria proibido de doar sangue no futuro.

 

E o futuro chegou, e mesmo após eu argumentar que fazia exames anuais (que poderiam ser consultados pela internet) e provavam que meu colesterol já estava normal depois de tantos anos, não adiantou. Meu nome se encontrava gravado em um tipo de lista negra do ministério da saúde, e a única forma de sair de lá seria indo obrigatoriamente ao hospital onde haviam descoberto meu tenebroso problema de colesterol e fazendo um novo exame.

 

Dá para acreditar em uma coisa dessas? E se o hospital fosse em outro estado? E se tivesse sido demolido, falido ou coisa assim? O que mais me indigna nessa história é que os hospitais agem como se estivessem fazendo um favor ao atender os doadores. Parece até que não falta sangue nos hospitais de nosso País. Ou será que a falta de interesse é ainda maior do que a de sangue?

 

Saí do banco de sangue aborrecido, chateado, sem vontade cantar uma bela canção. Segui zanzando pelos corredores até encontrar o quarto que procurava. A porta estava fechada e resolvi entrar devagarzinho para não perturbar o meu amigo. Na penumbra do quarto fui me aproximando de seu leito. De costas para mim e deitado sobre a cama eu podia distinguir um vulto coberto por um lençol, todo intubado, que ao perceber minha presença se virou em minha direção, e me fez balbuciar em um misto de surpresa e dúvidas: “Gadis?”, e ele com uma cara ainda mais surpresa do que a minha, os olhos arregalados, e me olhando fixamente de cima a baixo (eu estava todo de preto, com barba por fazer e com uma cara de poucos amigos depois de discutir com o pessoal do banco de sangue) respondeu com outra pergunta: "Morte?" (bem, não foi bem isso que aconteceu, mas quase isso...).

 

Após o susto descobri na enfermaria que o Gadis havia recebido alta no final do dia anterior. Trocando mensagens com ele nos dias que se seguiram, fiquei sabendo que ele teve lapsos de memória e não se lembrava de quase nada que havia acontecido, falado ou dito em boa parte do tempo que esteve no hospital, inclusive de ter falado comigo ao telefone. E aqui estou eu, escrevendo sobre estes fatos e iniciando este novo ano, desejando a todos que vivam, conquistem e mantenham suas amizades, pois a amizade é um dos maiores e melhores presentes que podemos ter durante nossa temporária passagem por esta vida. FELIZ 2012!!!

 

VOU COMEÇAR 2012 COM A NOVA SÉRIE: “NINGUÉM COMETEU MAIOR ERRO DO QUE AQUELE QUE ERROU AO FAZER TUDO ERRADO”, instituindo o troféu textual “Onde foi que eu errei?”. E o troféu da vez vai para o leitor e escritor LEO, meu colega do BB, que me alertou de um erro no último texto publicado: “Um toque sobre a essência das mãos” onde confundi e troquei “pálpebras” por “têmporas”, valeu Leo.

 

FILMES NO YOUTUBE: Produzi dois filmes e postei no Youtube, se quiser assisti-los e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” ou “Livro Maldito”, ou através dos links:

 

http://www.youtube.com/watch?v=IEHnTRFR0Dg

http://www.youtube.com/watch?v=lv0DJRp94NM

 

Se gostar dos filmes e tiver conta no Youtube, peço que clique em “gostei” me ajudando assim a divulgá-los.

 

LIVRO E LISTA DE LEITORES: Estou distribuindo gratuitamente cópias em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”. Se você quiser o livro em PDF ou fazer parte de minha lista de leitores, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: abrasc.blogspot.com

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).