sábado, 2 de abril de 2011

CASAMENTOS - LEIA SE FOR HOMEM (Autor: Antonio Brás Constante)

CASAMENTOS – LEIA SE FOR HOMEM

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

O casamento é uma das cerimônias onde o simbolismo está em cada detalhe. Após muitos estudos, a ENFORCAM-ME (Entidade Nonsense e Fundação Orientadora de Relacionamentos, Casamentos e Assuntos Matrimoniais - Masculinos Exclusivamente) descreve alguns deles, para melhor compreensão do homem sobre este ritual onde ele está se metendo.

 

A IGREJA: Os noivos precisam estar cientes que devem se casar na mesma igreja, no mesmo dia e na mesma hora. De preferência um com o outro, para que o casamento aconteça. Já a despedida de solteiro pode ser feita a qualquer hora e do jeito que o homem quiser, uma ou mais vezes, e independe de compromissos futuros.

 

AS ALIANÇAS: Quando colocada pelo noivo no dedo da mulher significa o primeiro de muitos objetos que este colocará nas mãos de sua esposa. Simbolicamente demonstra o despojamento financeiro do homem em favor de sua mulher. Em alguns casos representa o cartão de crédito. Quando colocada no dedo do homem, significa exatamente isto, ou seja, uma simples colocação de aliança no dedo. A não ser que ele retire-a do dedo, aí passa a ser um pesadelo.

 

O ATO DE AFIRMAÇÃO: O tão conhecido momento onde o homem diz “sim”, marcando o primeiro de muitos, que este dará em sua vida de casado. Porém, com a diferença que este primeiro é apenas “sim” e os demais serão: “sim, meu bem”. Quando o “sim” é dito pela mulher, serve para embasar que o “sim” dito pelo homem se fará cumprir por ela, e aí dele que discorde.

 

A ESPERA NO ALTAR: O famoso momento onde o noivo espera no altar, também tem sua razão de existir, pois a partir dali ele terá de aprender a esperar em inúmeras situações. Como por exemplo: nas compras em shoppings, na visitinha da sua sogra (que pode demorar dias), na espera que a mulher libere o telefone depois de horas falando com suas amigas, na porta de casa (por ter perdido a chave), bêbado, esperando pelo pior quando sua mulher vier abri-la. E por fim, este atraso serve para deixar o homem alerta quando sua mulher disser:

 

-          Querido, este mês atrasou... Acho que deu positivo.

 

-          O que? De novo? (normalmente nestas horas o homem desmaia)

 

AS ROUPAS: Notem que as roupas de ambos são bem distintas em seu formato e cor. O vestido da mulher demonstra a beleza e alegria dela por ter finalmente fisgado um marido. A cor branca representando a pureza de seu ser no ato máximo do casamento. Já o preto usado pelo noivo demonstra uma vida desregrada onde, na visão da mulher, o sem-vergonha passava noites e noites na farra. Sendo talvez a cor preta uma espécie de luto simbólico por algo que não voltará mais a acontecer. A morte da liberdade.

 

O SACERDOTE: O simbolismo na figura do sacerdote refere-se à pessoa que realizara a cerimônia mediante uma pequena contribuição para paróquia e apenas isso. Não tentem lhe atribuir outras funções porque ele não gosta e vai reclamar com o bispo se alguém tentar.

 

AIA OU PAJEM: Seu significado acompanhando a noiva demonstra que o casamento é seguido de filhos, e que estes não podendo estar geralmente presentes na hora do casamento para esculhambar com a festa, mandam seus priminhos para ocupar seu lugar na cerimônia.

 

O PAI DA NOIVA: O rito de passagem onde o pai da noiva com um sorriso nos lábios entrega sua filha ao futuro marido, é muito esclarecedor. Uma sensação de alívio toma conta do então sogro, onde em alguns casos percebe-se que o noivo acaba de receber um fardo, que apesar de levar pela mão, parece estar carregando nas costas.

 

DEMAIS SÍMBOLOS: As velas quando acessas demonstram que a igreja fica melhor com as luzes acessas e que elas (as velas) estão ali apenas como algo decorativo por insistência de algumas tias da noiva que adoram dar palpites. Porém, quando apagadas, exalam aquele cheiro desagradável proveniente da fumaça que fica saindo do pavio da vela. Já as flores que enfeitam o altar são em parte fruto do último salário do abnegado noivo, mas quem recebe o crédito pela beleza delas é a sogra, que fica comentando o grande trabalho que teve em arrumar aquelas flores murchas que o pão duro do genro comprou, indignas da beleza da filha, etc. etc.

 

DISPOSIÇÕES FINAIS: a ENFORCAM-ME encerra este texto comunicando a seus membros que novamente os espera para confraternizar com um joguinho de pôquer na próxima quarta e quem sabe até um churrasquinho com futebol e cerveja na sexta-feira.

 

Lembramos que é proibida a presença de qualquer esposa nos encontros e pedimos aos maridos façam uma força para irem nesses eventos, já que em praticamente todos os encontros promovidos até hoje ninguém apareceu (geralmente dando como desculpa que as esposas não deixaram). Atendendo ao pedido dos poucos sócios que ainda temos, a ENFORCAM-ME passou a ser uma entidade secreta sobre pena de deixar de existir, isso devido à persistente perseguição das esposas dos sócios e até de não-sócios, dizendo que esta entidade não presta e boicotando-a de todas as formas possíveis e imagináveis (e acreditem meus amigos, elas são perversamente criativas). Devemos resistir a estes abusos e mostrar a nossa força. Aguardem novos comunicados. Agora se me dão licença tenho que ir lavar a louça.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o Orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

sexta-feira, 25 de março de 2011

NA DÚVIDA, DÊ BOM DIA AO CAOS. (Autor: Antonio Brás Constante)

NA DÚVIDA, DÊ BOM DIA AO CAOS.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Alguns adeptos da teoria do Caos dizem que se uma borboleta bater suas belas asas em algum lugar do oriente, ela poderia desencadear uma onda de fatos e fatores que destruiriam alguma coisa importante no ocidente, talvez sua casa, talvez a minha, ou talvez a casa de outra borboleta que estaria de férias na praia, também batendo suas asas só de sacanagem (a praia é um lugar onde até as borboletas ficam propensas a sacanagens) para destruir alguma coisa no outro lado do mundo.

 

Não é muito difícil de acreditar que insignificantes acontecimentos acabem gerando novos acontecimentos que nos façam parecer insignificantes. Para ocorrer um deslizamento de terra, por exemplo, tudo começa com uma única gotinha de água, que cai inofensiva em alguma encosta de morro. Mas quando percebemos que outras milhares de gotinhas parecem ter a mesma idéia de cair naquela mesma encosta o resultado é devastador.

 

Percebo isso também no trânsito (no meu caso na BR 116 por onde passo quase todos os dias), me parece que um simples bater de asas de uma borboleta, morcego, mosquito ou pernilongo, podem tirar a atenção do motorista que está a doze quilômetros de distância na minha frente, fazendo-o diminuir a velocidade de seu veículo por uma fração de segundo, está fração vai se estendendo para os carros atrás dele e o resultado é um nada belo engarrafamento matinal.

 

Com base nesta afirmação de que uma ação gera uma cadeia de reações, podemos imaginar que um simples e sincero “bom dia” muitas vezes tem o poder de poder mudar o curso de toda uma vida. Basta acreditarmos nisso. Mas se isso não der certo viaje até algum lugar do oriente e solte uma borboleta por lá, para que ela voe livre batendo suas asas na esperança que isso possa transformar o mundo em que vivemos (de preferência em algo melhor).

 

Enfim, na dúvida dê bom-dia ao caos, pois se os seres humanos sofrem com suas crises de humor, quem dirá a essência do caos, que com sua forma alucinada pode variar entre todos os estados de humor (passando pelos municípios, cidades e países do humor também), e receber bem este pequeno gesto. Tratar o mundo caótico que nos rodeia com a mesma gentileza com que gostaríamos de ser tratados, é uma forma de se demonstrar que você também sabe lidar com a loucura... Ou que já está completamente contaminado por ela.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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sábado, 19 de março de 2011

TSUNAMIS DENTRO DE UM OVO KINDER - (Autor: Antonio Brás Constante)

TSUNAMIS DENTRO DE UM OVO KINDER

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Um indivíduo resolve chocar seu automóvel em um punhado de ciclistas, provavelmente entendendo de forma errada a frase: “colabore para que haja mais união no trânsito”. Um caminhão perde o controle e se choca contra um ônibus. Placas tectônicas se chocam lá no fundo do oceano, espalhando catástrofes por todos os cantos do mundo, muitas dessas catástrofes sendo levadas ao sabor dos ventos e das marés (saborzinho bem amargo por sinal). São tantos choques que às vezes parece que nossas vidas não passam de um metafórico ovo que precisa ser constantemente chocado (voluntária ou involuntariamente).

 

Novos acontecimentos ficam saltitando que nem pipoca ao redor de nosso redondo planeta, trazendo chocantes surpresas, agradáveis ou não. Trágicas ou não. Fantásticas ou não. Corriqueiras ou não. Perdemos as contas de quantas vezes o ovo em questão se transforma em um perverso abacaxi, difícil de descascar, ou talvez algo ainda mais complicado que isso, como, por exemplo, tentar tirar a pele de pêssegos verdes, utilizando luvas de boxe nas mãos.

 

A cada dia que acordamos (com exceção do carnaval, pois muitos não dormem neste período), nos deparamos com todo tipo de acontecimentos (que somente a internet com toda sua agilidade e velocidade de seus cabos de fibras óticas consegue nos oferecer). É como se um ovo kinder em formato de caixa de pandora fosse aberto a todo o momento, diante de nossos incredulamente crédulos olhinhos piscantes.

 

Confesso que para mim está parecendo que as tragédias andam ganhando força nos últimos tempos, literalmente. Acho inclusive que elas andam tomando anabolizantes cataclísmicos, tão nocivos quanto estes que algumas criaturas injetam no próprio corpo, adoecendo para aparentarem estar saudavelmente saradas.

 

Se antes era noticiado que alguém tinha atropelado um ciclista na rua, agora se atropelam vinte cinco ciclistas de uma vez só (esperamos que isto não venha a servir de incentivo a outros malucos de plantão, transformando o fato em algum tipo de evento esportivo, parecido com o boliche, só que bem mais hediondo).

 

Antigamente os noticiários falavam de ruas alagadas e até de bairros alagados, mas ultimamente são cidades inteiras submersas pela força descomunal das águas. É como se a natureza resolvesse afogar as magoas, juntamente com quem estiver pelo seu caminho.


Até os eventos de grandes proporções como os terremotos parecem andar tentando bater seus próprios recordes na escala Richter. E o que é pior, ao ser “presenteado” com um terremoto, os habitantes ainda são contemplados com um Tsunami de brinde. Ou seja, cada vez que o mundo perde (o controle), a população acaba ganhando de lavada um Tsunami (para desespero geral). A propósito, no meu tempo chamávamos os Tsunamis de maremotos, mas talvez alguma grande empresa fabricante de motos não tenha gostado desta junção de palavras: “mar” e “motos”, achando que isto poderia depreciar seus produtos e então os paredões de água passaram a ganhar um nome mais fashion, agora eles são Tsunamis.

 

Enfim, a indigesta raça humana (a qual pertencemos, e sofremos com seu sofrimento) ao que parece vem favorecendo o surgimento de certas indisposições nas estranhas entranhas de nosso planeta (vai saber se todas aquelas tantas explosões e testes nucleares não prejudicaram de alguma forma a crosta terrestre). Um planeta que parece estar fazendo faxinas climáticas, como quem tenta limpar a incômoda sujeira do próprio rosto, varrendo com a força natural de sua descomunal natureza a nossa atual presença de sua sofrida face terrena.

 

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sábado, 12 de março de 2011

ERÓTICO ATÉ QUASE A ANTEPENÚLTIMA PALAVRA... (Autor: Antonio Brás Constante)

ERÓTICO ATÉ QUASE A ANTEPENÚLTIMA PALAVRA...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Ele entrou no quarto escuro, sabendo que ela estaria lá, na cama, a sua espera. Nua, e completamente louca por sua chegada.

 

Aos poucos ele foi se despindo, sabia que assim seria mais fácil sentir seu corpo junto ao dele, sem nada para atrapalhar aquele momento.

 

E assim tudo começou. Mal ele se deitou e ela já pulou toda saltitante e insinuante para cima dele. Ela queria chupá-lo, percorrer cada centímetro do seu corpo, morder sua pele, arrancar seu sangue. Parecia enlouquecida em toda sua devassidão.

 

Ele se contorcia na cama, procurava por ela com suas mãos suadas que viajavam no escuro, ansiosas para tocar aquele ser pulsante que lhe enlouquecia de uma forma inexplicável. Eles se reviravam no leito de, entre os lençóis, sem qualquer pudor, em busca de uma melhor posição.

 

Ali entre quatro paredes tudo era possível e permitido. Eles estavam tão próximos, que aos olhos de quem por ventura conseguisse enxergá-los através do breu da escuridão, veria apenas um corpo ofegante e não dois.

 

O tempo parecia não passar diante deles. Tudo que ela queria era consumar-se no corpo daquele homem, enquanto ele queria apenas poder tê-la mais do que nunca sob seu domínio, completamente submissa aos seus anseios.

 

Ela, atrevida, caiu de boca sem dó nem piedade no corpo  quente e transpirante do homem que estava deitado junto de si, e ao toque de sua boca, cravada na pele, ele não conseguiu segurar um gemido abafado.

 

As mãos dele finalmente encontraram o corpo macio daquela fêmea. Eram mãos firmes e fortes. Ela não resistiu a elas e, completamente lânguida, se deixou entregar como nunca havia se entregado antes. Era impossível resistir. Ele segurou-a com firmeza. Não queria perde-la. Apertando-a mais e mais... Até esmagá-la. MALDITA PULGA!.

 

NOVA NOTA DO AUTOR: Produzi um filme no Youtube (escrito, dirigido e encenado por este eterno aprendiz de escritor), se quiser assistir ao filme e quem sabe dar boas risadas, basta acessar o Youtube e procurar por: “3D – Hoje é seu aniversário” (o filme foi feito em padrão 3D). Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do meu livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, o livro impresso está disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br), ou se quiser fazer parte de minha lista de leitores, para receber semanalmente meus textos, basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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quinta-feira, 3 de março de 2011

A IMPRESSÃO DIGITAL NÃO CAUSOU BOA IMPRESSÃO - (Autor: Antonio Brás Constante)

A IMPRESSÃO DIGITAL NÃO CAUSOU BOA IMPRESSÃO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Conforme pesquisas científicas baseadas em cálculos matemáticos (ou talvez tenham sido cálculos matemáticos baseados em pesquisas cientificas), a probabilidade de duas pessoas terem a mesma impressão digital é de aproximadamente uma em dois bilhões, ou seja, em um mundo globalizado com quase sete bilhões de indivíduos, a chance de você ter a mesma digital de outra pessoa está cada vez maior (apesar de ainda ser infimamente pequena).

 

Mesmo com este dado dando o que pensar a nós, seres pensantes, a biometria aliada à informatização neste nosso planetinha cada vez mais parametrizado e encapsulado por rígidas regras seladas com a mais pura “BURROcracia” que as criaturas humanas podem criar, poderão vir a trazer problemas no futuro para aqueles “felizardos” que por ventura tiverem suas digitais idênticas as de outras pessoas, principalmente se o sistema biométrico de digitais assumir o posto de identificador máximo dos seres de nosso presente futuro.

 

Imagine fulano começando em um novo serviço todo contente, logo após a entrevista de emprego. Ele chega até a sala de recursos humanos da empresa e se apresenta para a atendente do setor de RH. Lá o infeliz felizardo acaba tendo uma estranha surpresa. Algo que aconteceria mais ou menos assim:

 

-         Olá, bom dia, meu nome é Pedro, passei na entrevista de emprego e irei começar esta semana na empresa.

 

-         Bom dia senhor Pedro, para efetivarmos seu cadastramento basta o senhor colocar sua digital neste aparelho biométrico para confirmar seus dados, ok?

 

-         Claro.

 

Ele insere sua digital no aparelho e em poucos instantes as informações começam a escorrer pela tela do computador. O conteúdo que aparece vai deixando a sobrancelha direita da atendente levemente sobressaltada (e quem conhece algum funcionário de recursos humanos, sabe que isso não é um bom sinal). A atendente olha nos olhos do novo empregado, já recuperada de seu rompante de assombro externado pelo singelo movimento de sua sobrancelha direita, e diz:

 

- Bem, infelizmente houve um pequeno problema, de acordo com a sua analise biométrica o sistema está informando que o senhor na realidade se chama Paola, é de origem asiática e, apesar de solteira, está grávida de quatro meses.

 

-         Isso é impossível, deve ser algum erro do sistema.

 

-         Infelizmente todo o processo de admissão funcional é baseado em nosso sistema global de informações que é integrado ao do governo e aferido por ele, sendo considerado à prova de falhas. De acordo com a sistemática da empresa se há algo errado aqui, provavelmente é a senhora, e não o sistema.

 

-         Isso quer dizer que não fui admitido?

 

-         Na realidade a senhora sofreu um remanejamento interno devido aos novos fatos apresentados pelo sistema, não trabalhará mais na área de engenharia, mas devido a nossa cota destinada a imigrantes ilegais, irá ser realocada para trabalhar no setor de limpeza da fábrica.

 

-         Por favor, pare de me chamar de “senhora”, eu sou homem...

 

-         tudo bem, nós podemos resolver facilmente este “detalhe”, já que a empresa dispõe de um ótimo plano médico que inclui eventuais mudanças de sexo. A propósito, seu pedido para jogar no time de futebol foi negado, por não aceitarem jogadores de outro sexo, já que o time é masculino, mas o sistema acabou de cadastrar você nas reuniões semanais do atelier de crochê.

 

-         Mas, isso está errado, eu sou homem, entendeu? HOMEM!

 

-         Se a senhora continuar insistindo em afirmar que seu cadastro no sistema está errado, poderá responder por falsidade ideológica, com sérios problemas jurídicos e penais contra sua pessoa. Nossa cota para imigrantes ilegais que queiram se naturalizar, também conta com um cadastro para auxiliar nos relacionamentos de funcionários de outras subordinadas, e o seu perfil já recebeu algumas intenções de namoro, inclusive com propostas de casamento do um empregado do setor três “C” da ala norte da fábrica 15.

 

-         Mas aqui no meu currículo tem uma foto minha demonstrando que sou Homem.

 

-         Sim, mas este foi um dos fatores que parece ter atraído ainda mais o seu pretendente, já marcamos um encontro entre vocês para o próximo sábado. A propósito, o codinome utilizado no perfil dele foi “Paulão tripé”, e ele se autodenomina como “armário do amor”.

 

-         Uiiiiii...

 

Depois de alguns meses, Pedro finalmente consegue descobrir que havia uma mulher na Ásia chamada de Paola com a mesma impressão digital que a dele, provando assim que ele era ele mesmo. Para não perder o emprego e não ser deportado, ele se aproveitou de uma brecha do sistema e casou-se consigo mesmo, garantindo assim o seu futuro na empresa.

 

Hoje em dia o nosso personagem Pedro vive feliz e bem casado, morando sozinho e fazendo lindos casaquinhos de crochê, mas diz que não pretende ter filhos. Paulão se tornou seu melhor amigo, garantindo assim uma amizade que se tornaria de anos entre eles. FIM.

 

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ERA TÃO LEVE QUE SE FOI... (Autor: Antonio Brás Constante)

ERA TÃO LEVE QUE SE FOI...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Leve como a pluma, roupagem de alguma ave que agora em liberdade, segue sozinha a voar. Levada na incerteza do vento a lhe carregar;

 

Mas leve ainda é o vento, andarilho invisível, que corre o mundo, os campos, os mares. Corre leve soprando sua brisa para todos os lugares, no rosto dos que sonham;

 

Os sonhos inexistentes ao mundo, escondidos em mentes inconscientes, esperam o adormecer para enfim despertar;

 

Os sonhos nos levam como plumas carregadas pelo vento. Nos levam tão leves até onde os pensamentos conseguem alcançar;

 

Os sonhos eram meus olhos nos seus olhos, leves como as plumas, os ventos, os pensamentos, levando dentro de meus sonhos o seu lindo olhar... Que se foi...

 

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ZUMBIS E ZUMBIDOS III (Chefes Chatos) - (Autor: Antonio Brás Constante)

ZUMBIS E ZUMBIDOS III (Chefes Chatos)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Alguns temas sobre textos são como certos tipos de monstros que assolam nosso imaginário, quando se acha que o assunto já está morto e enterrado ele reaparece repaginado para nos atormentar novamente e de novo. Desta vez o foco do texto “zumbis e zumbidos” (se você não leu o I e o II procure na internet e devore os dois, como um morto-vivo devoraria os miolos de alguém) será sobre os famigerados chefes (apesar de me referir aos chefes de um modo geral, o assunto também cai como uma luva para muitos vizinhos, amigos, colegas, parentes, etc).

 

Temos por exemplo, o chefe zumbi. Ele se arrasta pelas empresas, é pegajoso, gosmento, não sabe se expressar, e quando aparece algum problema se finge de morto, e o que é pior, ele vive sugando seu cérebro na solução de problemas da empresa, e ainda leva o crédito pelo trabalho que você fez.

 

Outro tipo bem conhecido é o chefe vampiro que vive morcegando no serviço. Adora tirar o sangue de seus funcionários, voa para longe toda vez que tem que resolver alguma coisa, e como todo bom vampiro, vai direto na jugular se por desgraça você comete um erro, dizendo que vai querer o seu pescoço se você não resolver o problema.

 

Não podemos esquecer o chefe múmia, um verdadeiro clássico administrativo. Vive enrolado nas próprias funções, administrando a empresa como se vivesse no tempo dos faraós, ou seja, é uma verdadeira múmia paralítica, engessado em burocracias e rotinas sem sentido.

 

O chefe homem invisível é fácil de perceber, já que ele sempre some quando alguma dificuldade aparece. Ele é do tipo inconveniente, ou seja, quando tem serviço desaparece, mas quando você está resolvendo algum assunto pessoal ao telefone, ou tomando cafezinho, lendo um texto legal como este, ou mesmo contanto uma piada para os colegas da repartição ele reaparece bem atrás de você, sempre com cara de quem não te paga para ficar matando tempo, por mais que você compense esses momentos de descontração trabalhando duro.

 

Já o chefe demônio é aquela figura que parece sempre disposta a transformar sua vida em um verdadeiro inferno. Nunca ouvimos ele falando calmamente, é sempre cuspindo fogo pela boca. O homem parece que tem o diabo no corpo, a eternidade não existe em seu dicionário visto estar sempre querendo que o serviço seja feito pra ontem. Nas mãos dele você sempre acaba pagando seus pecados e comendo o pão que o diabo amassou.

 

Você também deve conhecer o chefe abominável homem das neves, com seu jeito frio de gerenciar equipes. Ele não vê problemas em lhe por em uma fria atrás da outra. Gosta de deixar rastros por onde passa, dizendo que seus feitos são uma lenda, mesmo que ninguém tenha conseguido encontrar provas disso.

 

O chefe lobisomem é aquele que até engana parecendo gente, mas no fundo é um cachorro. Um animal corporativo selvagem, sempre pronto a estraçalhar com qualquer um que fique em seu caminho. O mérito é sempre dele e ele que não larga ou compartilha esse osso por nada deste mundo.

 

O chefe fantasma tem mesa, sala, um contra-cheque polpudo mas não trabalha ou mesmo aparece no serviço. Geralmente encontramos (ou não) este tipo de chefe em repartições públicas.

 

Enfim, neste mundo monstruoso em que vivemos. Um lugar hostil e repleto de tantas chefias apavorantes, nós devemos torcer sempre para termos como gerente o chefe SHREK, que é um monstro na hora de lutar por sua equipe, mas que dispõe de todas as qualidades necessárias que um chefe ou líder deveria ter.

 

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