domingo, 13 de junho de 2010

PARA OS FÃS DE LOST (HUMOR SEM PUDOR) - (Autor: Antonio Brás Constante)

PARA OS FÃS DE LOST (HUMOR SEM PUDOR)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

NOTA DO AUTOR: Em homenagem ao fim do seriado LOST, deixo abaixo alguns textos parodiados do seriado, que foram escritos já há algum tempo por mim, porém, somente agora resolvi publicá-los. Aos que curtem LOST uma boa leitura, e aos que não conhecem, está aí uma boa chance de conhecer (ou não) um pouco sobre os mistérios de LOST.

 

OBS: coloquei ao final destes textos uma relação de todos os personagens que lembrei, aconselho a quem nunca viu o seriado a dar uma olhadinha nos personagens e suas “características” antes de iniciar a leitura do primeiro capítulo.

 

LOST - HUMOR (Achados e bem perdidos).

 

Prólogo: LOST – HUMOR” A história acontece em um prédio onde dezenas de pessoas caem de elevador em uma misteriosa sessão desativada de achados e perdidos. O maior mistério lá é saber como couberam tantas pessoas dentro de um único elevador.

 

Capítulo 1

 

A consciência vai voltando aos poucos. Seus ouvidos começaram a captar ruídos dispersos, como o som de faíscas elétricas, ecos de cachorros latindo, ferro retorcido sendo ainda mais retorcido, o barulho de alguém soltando um pum ao longe (porém, suas narinas discordam desta informação, identificando que pelo cheiro, a referida pessoa não deve estar tão longe assim).

 

Jheg enfim abre os olhos e se vê deitado sobre uma floresta de papéis, poeira e objetos velhos. Várias cestas repletas de relatórios transbordando por seus grandes bocais. Ao focar o olhar em uma das folhas, consegue perceber no início de cada item ali descrito a frase: “Lost and found”. Com algum esforço começa a se levantar, apoiando-se em algumas caixas amontoadas perto dele, com os dizeres: “Cuidado – Frágil. Evite se apoiar sobre esta caixa”. Algo se quebra dentro das caixas.

 

Um ruído lhe chama a atenção. Jheg percebe um movimento em uma das cestas de papel. O barulho vai ficando maior e mais assustador. Ele sente um arrepio no corpo, mas antes que possa esboçar qualquer reação a cesta cai para o lado e dela sai um minúsculo cão. Uma criaturinha que se tivesse asas poderia até ser uma barata de tão feia. O cachorro se aproxima de Jheg, cheira seus sapatos, roça de leve a barra de sua calça e sem avisar levanta a perninha e urina em sua perna. O homem dá um pulo para o lado e o cachorro satisfeito por achar um banheiro, some em meio aos entulhos.

 

O buraco do elevador mais parece uma caverna. Fios elétricos em curto soltam faíscas longas. Algumas pessoas encontram-se desmaiadas, outras caminham de um lado para outro. Uma da portas do elevador está no chão, parecendo uma tapeçaria com um par de pernas embaixo dela, lembrando vagamente a sujeira escondida embaixo do tapete. Jheg, em meio ao caos, consegue perceber um rapaz quase histérico tentando reanimar uma senhora que jaz deitada ao seu lado. Ele se aproxima e tenta acalmar o rapaz, que descontrolado lhe explica que a mulher previu a queda do elevador, mas ele não acreditou, e o que é pior, ela também disse que previu os números da mega-sena. Nisto a mulher começa a murmurar: 4... 8...

 

Jheg grita para o rapaz: ”Rápido, encontre uma caneta!”.

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Flashback de Jheg:

 

Jheg chega ao saguão de um gigantesco e misterioso complexo de prédios, levando uma caixa de sapatos debaixo do braço. Logo é abordado por um dos atendentes do lugar.

 

-          Bom dia. O que o senhor deseja?

 

-          Estou querendo ir para o octogésimo andar.

 

-          Certo, o que o senhor leva na caixa?

 

-          São os restos de meu pai.

 

-          As cinzas dele?

 

-          Não, apenas a peruca e uma dentadura. Foi só isto que sobrou de meu pai...

 

-          Entendo. Se o senhor vai para o octogésimo andar, é bom saber que chamamos este andar de Sidnei. Cada andar aqui recebe um nome, para facilitar a orientação.

 

-          Interessante, e o octogésimo deve ter recebido o nome de Sidney, em homenagem a cidade Australiana...

 

-          Não. O nome é Sidnei mesmo, que é o nome do faxineiro daquele andar. É a sua primeira vez neste prédio?

 

-          Sim, não achei que este prédio fosse tão grande...

 

-          Todos ficam surpresos. Este prédio já foi uma fantástica fábrica de chocolates, mas o antigo dono, um tal de Willy Wonka, começou a fazer doce nos negócios e acabou perdendo tudo para um renomado avarento. Pelo que dizem por aí, anos depois esse avarento recebeu a visita de três fantasmas, um do passado, outro do presente e outro do futuro. Ele acabou meio louco, sabe. Por fim o prédio se transformou neste gigantesco complexo de múltiplos andares e salas. Por isso é bom o senhor não errar de elevador, pois o fundador daqui criou um sistema com dezenas de elevadores, que vão para todos os lugares e em todos os sentidos. Tem gente que até diz que esses elevadores são capazes de andar através do tempo e do espaço...

 

-          Tempo e espaço? Sei, foi assim que meu pai morreu...

 

-          Ele entrou em um de nossos elevadores?

 

-          Não, mas ele também bebia e acabava falando esquisitices, até o dia em que se engraçou com a namorada de um lutador de jiu-jítsu em um baile funk. Só o que sobrou foi à peruca e a dentadura dele.

 

-          Saiba que não estou inventando, senhor...?

 

-          Jheg.

 

-          Jegue?

 

-          Não! Meu nome é Jheg com “g” mudo, pronuncia-se “Di-é-g”.

 

-          Sim, claro. Agora entendi, “Di-gi-é-gui”...

 

-          Nããão! Há, deixa pra lá. Qual elevador eu pego?

 

-          O de número 15.

 

Jheg entra no elevador tropeçando em uma bengala. As portas iam começando a fechar quando todos escutam alguém gritando: “Segura! segura!”. Logo entra o dono da voz, um homem imensamente gordo e cabeludo. Após entrar esbaforido no elevador, ele diz para mulher que estava na porta:

 

-          Poxa, obrigado por segurar a porta moça, geralmente às pessoas quando me vêem deixam o elevador fechar antes de eu chegar, só de medo do meu peso... E... E... (Hugo então percebe que a moça está usando óculos escuros e carregando uma bengala)... E... Você é cega? Foi mal, me desculpa. É que sou meio atrapalhado.

 

-          Tudo bem, mas promete que da próxima vez que entrar em um elevador tomará mais cuidado, pois você entrou pisando bem em cima do meu pé, e com tanta força que provavelmente eu deva acabar trocando minha bengala por um par de muletas...

 

(CONTINUA...)

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MICHAEL E FILHO

(O diálogo a seguir está situado entre o capítulo 2 da primeira temporada e o capítulo 387 da décima sexta temporada, mais ou menos).

 

- Filho, por que você me odeia tanto?

 

- Pai, pensa bem, sou quase um adolescente, e a grande maioria dos adolescentes se revoltam e passam essa fase odiando seus pais. Isso sem falar que você é o único que não pega nenhuma das gatas deste lugar. Poxa, pai. Até o Rodrigo Santoro que atuou somente uma meia dúzia de vezes conseguiu uma gostosona. Como o senhor quer que eu não me envergonhe?

 

- Tá legal filho. Só não esqueça que o Santoro é Brasileiro, e todo brasileiro tem fama de pegador.

 

- Mas não é só isso, é que de todos os personagens deste seriado, fui ter o azar de ser filho logo do cara que vai, nos próximos episódios, trair, matar, e enganar os seus amigos, fugindo covardemente depois disso.

 

- Espera um pouco aí, se está sabendo de tudo isso, então você deve ter algum tipo de poder especial. Legal filho! Poderíamos tentar emprego na rede Record, tem aquela novela dos “mutantes”, quem sabe a gente até consegue uma boa grana...

 

- Não é nada disso, pai. Somente sei de todas essas coisas porque sou da geração internet, entende? Estou sempre acessando chats, fóruns, FAQs, e vendo o que anda rolando em tudo quanto é seriado estranho que aparece.

 

- Mas, e aquela história de você aparecer de forma misteriosa para os outros de vez em quando?

 

- Essa é fácil de explicar, afinal ainda sou praticamente uma criança, e o senhor sabe que criança vive sumindo e aparecendo do nada, em apenas um piscar de olhos...

 

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LOST - HUMOR (Achados e bem perdidos).

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Segue abaixo alguns dos personagens mais conhecidos e devidamente caricaturizados (ou algo assim) para deleite de quem quiser também se perder nestas mal traçadas linhas com trejeitos de humor.

 

Hello Kate – a gatinha e mocinha do filme, que luta, atira, corre, nada, enfrenta mil perigos sem nunca parar de sorrir. Apesar de ser boa de briga, de ser boa de trilhas, e principalmente, de ser muito boa, ela sempre acaba sendo capturada, para ser salva pelos demais mocinhos (não tão mocinhos) do filme.

 

Sawyê-yê-yê (James Citroen Picasso, ou Ford, ou Fiat) – Mau-caráter, golpista, gigolô, trambiqueiro e ladrão, com cara de cafajeste, jeito de cafajeste, pinta de cafajeste e até carteirinha do clube dos cafajestes. Com todos estes atributos é considerado um dos mocinhos do filme. Além de exímio lutador e atirador, também é o reprodutor oficial do filme.

 

Jin Frudo – coreano que não abriu os olhos para o que sua mulher andava fazendo e acabou ganhando um chapéu de corno. Gosta de pescar lambaris enquanto sua mulher prefere os namorados. Umas das funções dele na trama é garantir o emprego do pessoal responsável pelas legendas do filme.

 

Sun Mio – esposa de Jin. É tão magrinha que quando fica de perfil literalmente some na tela. Tem facilidades com línguas (em todos os sentidos). Por ser filha de um mafioso, alguns acham que ela é uma baita pistoleira.

 

Jheg – médico, provavelmente veterinário, pois vive se envolvendo com vários tipos de animais, tais como: piranhas, vacas, galinhas, etc. Tem uma coleção de chapéus iguais aos do Jin. Ao contrário dos médicos de verdade, ele não cobra pelas consultas.

 

Sayd Kih – Trabalhou anos com suporte e comunicação em uma empresa de telemarketing, torturando os clientes que ligavam para lá, sendo o torturador oficial do filme e ganhando assim, uma vaga entre os mocinhos da história (dizem que torturou o roteirista, para conseguir seu papel na trama).

 

Hurleytão – também conhecido como bolota, rolha de poço, gordão, entre outros apelidos carinhosamente colocados por Sawyê-yê-yê. Seu personagem é realmente uma loucura, tanto que praticamente todos os seus flashbacks se passam em um manicômio.

 

Locke Hipi-hipi Hurra – Único representante da ala dos carecas no filme. Metido a caçador. Gostava de sair para ir caçar em bailes Funk e boates, onde perseguia lobas e panteras, mas quase sempre terminava a caçada tendo de encarar algum dragão. Foi enganado pela mãe, enganado pelo pai, e até enganado pelo autor do seriado que lhe prometeu uma peruca. Perito em localizar pistas desde os tempos da escola. Chegou a encontrar com facilidade uma pista de corrida e outra de dança ainda no primário.

 

Ana Policia – Ex-policial, com provável passagem pelo esquadrão da morte. Gosta de interrogar prisioneiros amputando seus dedos. Há quem acredite que pessoas famosas foram interrogadas por ela, como por exemplo: o presidente Lula (alguns indivíduos maldosos poderão dizer que no caso dele o que foi extraído teria sido um naco do cérebro). É exímia atiradora conseguindo acertar com precisão o piercing no umbigo da personagem Shannon (causando sua morte), sem nem precisar mirar.

 

Vincentavo – um dos membros mais misteriosos do seriado, que fica sempre repetindo a mesma coisa: “au au”. Também é o mais peludo dos participantes. Gosta de abanar o rabo e enterrar ossos (fato que passou a ser feito pelos demais sobreviventes que começaram também a enterrar os diversos mortos e vivos do filme). Por ser difícil imaginar um labrador em um elevador, a raça do cachorro foi trocada por um pincher. Basicamente a função deste cachorro é fugir, para que alguns personagens corram atrás dele e se metam em confusão por causa disto.

 

Juli-ET – Diferentemente das outras loiras do seriado, Juli é extremamente inteligente (possível alteração genética em seu DNA). Ela é uma mulher dócil, gentil, que gosta de música romântica, de clubes de leitura e de cozinhar bolinhos, ao mesmo tempo em que bate, dá choques, mata e mente para os outros, que neste caso não são os outros, pois os outros são outros. Mas para não confundir eles (que não são os outros) com os outros que realmente são outros, vamos parar por aqui.

 

Dezmontes – Após algum tempo perdido no seriado ganhou poderes de prever o futuro, e está só esperando ser resgatado para comprar um bilhete premiado e com o dinheiro poder cortar o cabelo. Provavelmente é o único que conhece o final deste seriado, pois até o quinto episódio de LOST mesmo os roteiristas ainda parecem perdidos sobre a história.

 

Charli Eirah – Aspirante de uma carreira (deste que seja purinha). Viciado em cachaça do tipo “long neck”, com o casco em formato de santinha. Tentou entrar para o time dos casados se enforcando com uma loira, mas acabou quase enforcado numa árvore.

 

Boomané (sobrenome: Zaão) – Parece estar sempre disposto a levar a pior, ficando na pior, uma vida inteira com seus pensamentos na pior. É tão teimoso quanto o personagem Boone do filme oficial, que não conseguindo morrer em decorrência da queda de sua aeronave, procurou outro avião na floresta para enfim se matar.

 

Shannon (sobrenome: “Pior”) – irmã de faz-de-conta de Boomané. Tenta provar para todo mundo que não é uma patricinha fútil e oferecida. Conta para quem quiser ouvir que a frase que mais repetia para seu ex-namorado era: “Só casando!”. (Atenção: Zando, o ex-namorado de Shannon, não aparece neste filme).

 

Claire Ianaddah – Parece ter vindo para ilha a passeio. Basicamente aparece alternando entre os estados de bom humor discreto e mau humor concreto. Sua maior colaboração foi ter dado a luz em um momento sombrio.

 

Mr. But Eko – Padre que comprou o diploma de santidade. Traficante. Revendedor de estátuas de santa Genoveva, cheias de cachaça. Aproximava as almas de Deus, tirando-lhes desta vida diretamente para vida eterna.

 

Michael Juddaz – Assim como o apóstolo Judas da bíblia, Michael também traiu seus amigos, mas ao invés de ser por trinta moedas, no caso dele foi para salvar seu filho que na época pesava uns trinta quilos. Ele auxiliou os outros a capturar seus amigos e ajudou o pessoal dos recursos humanos a diminuir a folha de pagamento do filme, matando meia dúzia de atores durante seu ato de traição.

 

ITAH SOUMD OSOUTROS – Membro dos outros, infiltrado que nem água de chuva em laje mal feita. Sua missão é descobrir os segredos da turminha dura na queda e seqüestrar as mulheres grávidas da trama. Ele erroneamente quis seqüestrar o Hugo (vulgo: Harleytão) achando que ele estaria grávido de trigêmeos...

 

Daniele Rosseu (lê-se: “Russô”, Mas quem não é) – Está há tantos anos presa no lugar que seu prazo de validade já venceu. Utilizou diversas caixas de lego para montar armadilhas que só funcionam contra seus amigos. Deixou tocando uma gravação com pedido de socorro na parte final de uma antiga fita de musiquinhas infantis dos Teletubbies, esquecendo-se que ninguém consegue escutar uma fita dessas até o fim.

 

Benjamin – O Ben é mal (Ele ameaçou revelar os meus segredos se eu revelar os dele).

 

Monstro da fumaça – algumas teorias apontam que o monstro da fumaça é na realidade uma amostra de poluição extraída de uma das chaminés de São Paulo. Outros dizem que ele realmente esteve em São Paulo, mas não agüentou a poluição de lá e fugiu disfarçado como fumaça de cigarro, mas infelizmente acabou entrando em um prédio misterioso, indo parar na ala de não fumantes, sendo dragado pelo sistema de ventilação e ficando preso junto com os demais perdidos do lugar. O tal monstro da fumaça e da poluição é capaz das piores sujeiras.

 

CONTINUA... (ou não, já que os outros textos que fiz sobre o LOST estão rascunhados em alguns cadernos e, provavelmente, eu não deva digitá-los para o computador).

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entendam-se como inimigos, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

domingo, 6 de junho de 2010

DOIS TEXTOS POÉTICOS AO DIA DOS NAMORADOS - (Autor: Antonio Brás Constante)

NOTA DO AUTOR: Em homenagem ao eterno dia dos namorados que se aproxima neste novo ano, ao passo que se afasta do ano que passou, deixo abaixo dois textos poéticos sobre o AMOR, a razão e a cura de todos os males. ABC

 

 

AS CICATRIZES DE AMOR SANGRAM

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

As cicatrizes de amor são invisíveis aos olhos,

As cicatrizes de amor sangram a cada recordação;

Ave presa no peito em forma de um coração;

 

A luz do seu olhar era um farol que me guiava nos mares da solidão;

Rumo aos recantos dos seus doces encantos;

Remando, nadando, me afogando em suas águas salgadas;

 

As lágrimas, filhas da tristeza, fogem das faces sofridas se lançando rumo ao nada.

Suicídio de paixão;

 

O brilho dos olhos se apagando em luto.

Velório pela falta do corpo, do cheiro, de sua boca (promessas de beijos ausentes), deixando nos lábios um sorriso acanhado.

O silêncio tentando abafar os ecos do passado.

 

Matar as lembranças, mutilar a mente;

Aplacar o sofrimento com doses de esquecimento.

 

As cicatrizes de amor são marcas de vida.

Meu coração é formado de dores.

É conformado nos muitos amores;

Que ali fizeram seus ninhos;

Voando para longe igual aos passarinhos.

 

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ATRAVÉS DOS TEMPOS, IMORTALIZADO...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Neste momento enquanto seus olhos tocam estas palavras, que por mim a muito foram escritas, minha imaginação já morta ou esquecida revive em seus pensamentos, levando minha imagem para dentro de você;

 

Cada frase transpassada e gravada por seu olhar cria um novo elo que nos aproxima, tornando íntimas todas as palavras aqui registradas, nascidas de mim especialmente para você;

 

Meu coração se acelera enquanto escrevo, pois sinto sua presença única aqui, pertinho de mim, e estarei com você enquanto estiveres lendo, sabendo que permanecerei também em suas recordações mesmo sem me perceberes;

 

Sorrio quando vislumbro que neste instante onde nossos mundos se tocam e nossas mentes se unem, o que penso transfiro para o papel, que ao leres se transfere para seu pensamento. O meu presente se encontrando com seu futuro e o seu agora caminhando lado a lado com meu passado;

 

Eu e Você compartilhando como amantes frases que se tornam lembranças. É como se pudesses ver através de mim, é como se eu me tornasse parte de você. É poder te alcançar sem te encontrar, é com carinho te tocar mesmo estando longe de você.

 

Duas pessoas afastadas pelo tempo e ligadas por um poema, que tenta lhes mostrar que não existem distâncias ou barreiras, e que a própria morte nada representa diante deste momento;

 

Mesmo separados, em universos distintos, fisicamente impossíveis de se encontrar, o que importa é que enquanto leres estas poucas frases, você viverá em mim e eu em você. Seremos unidos pela eternidade através dos tempos...

 

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NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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sábado, 29 de maio de 2010

TROCA-TROCA OU NÃO TROCA. - (Autor: Antonio Brás Constante)

TROCA-TROCA OU NÃO TROCA.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Passamos a nossa vida na base do troca-troca. O ser humano gosta muito de trocar e se trocar, não é à toa que tem gente que vive botando as calças e calçando as botas ou trocando os pés pelas mãos. A mania de se trocar às coisas está tão em alta que até os casais já estão embarcando nesta onda, se não fosse assim as casas de swing não estariam tão na moda. Trocamos a saúde por trabalho, o trabalho por dinheiro e o dinheiro por saúde em um eterno ciclo vicioso e dispendioso.

 

Na política muitos trocam seu voto por um punhado de mentiras, e viva a democracia! (recheada de demagogia que envolve toda uma pandemia de corrupção universal, o pior é que a contrapartida é ainda mais brutal). Por sinal, quando se refere à política parece que estamos sempre trocando três unidades de seis por trios de meia dúzia.

 

Trocamos nosso tempo de vida, que escorre pelos ponteiros dos relógios pendurados nas paredes de nossa história, para ficarmos inertes na frente de uma tela, olhando cada vez mais comerciais travestidos de novelas. Entretenimento de graça? Só se o seu tempo não valer nada.

 

A cada dia nossas células vão se trocando em nossos corpos como se dançassem em harmonia, embaladas por uma estranha sinfonia. Vamos substituindo a inocência pelo conhecimento, a juventude pela experiência, pois a experiência demanda tempo que envelhece o corpo, enquanto rejuvenesce o espírito, mas alguns preferem passar seu tempo vivendo seus dias bitolados e alienados, desperdiçando a centelha que os mantêm vivos, vendados para o mundo. São estátuas de carne e osso que movimentam os braços, mas não movimentam a mente.

 

Cada vez mais o troca-troca parece imperar em nossa existência. Trocamos de amor como quem troca de roupa, trocamos de emprego, de faculdade, de ideia, de partido, de ídolos, tudo num piscar de olhos.

 

Trocar nem sempre é substituir algo velho e obsoleto por algo mais atual e moderno. Muitas vezes trocamos o certo pelo duvidoso. E a cada troca tudo recomeça, sem que o antigo tenha conquistado a profundidade necessária para seu entendimento. É como ficar trocando de canais em uma televisão imaginária, sem dar a devida chance de se conhecer o que está passando de bom diante de si.

 

Se vamos trocar algo, que seja um gesto de ternura, um aperto de mão sincero, um pouco de carinho, uma palavra amiga. Troque sua atitude pessimista por uma chance de sorrir. Saiba o que e quando trocar, por isso não troque sua saúde por drogas, mas troque a droga da solidão pela solidariedade para com outras pessoas que precisam de você. Troque a indiferença por amor. Quando conspirarem contra você dizendo coisas do tipo: “troque a sua felicidade...”, apenas troque a expressão “troque” por “toque”, pois isto está ao alcance de suas mãos.

 

Enfim, jamais troque a oportunidade de ser feliz por alguma fútil promessa de ilusão, no truque do bilhete premiado, quem lhe engana é a sua própria ambição. Às vezes trocamos nossos tesouros inestimáveis (e por nós tantas vezes desvalorizados), por meros trocados, ao acreditarmos que estamos recebendo feijões mágicos.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

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ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MARTIRIZADOS NO MERCADO II - (AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

Nota do autor: Fui alertado por um de meus leitores mais próximos (meu grande amigo e cunhado João) que ele não recebeu o texto da semana passada, e como sempre envio um novo texto por semana, peço aos meus atuais 282 leitores, divididos em minhas 11 listas que, caso notem que não tenham recebido algum de meus últimos textos (todos publicados no recanto das letras – www.recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc) me retornem avisando, pois posso estar com algum problema no provedor, ou no computador por onde envio os textos, ou ainda amaldiçoado por alguma feiticeira do mal, que por algum motivo não gostou de meus textos. Conto com seu auxílio e compreensão. A propósito, o texto da semana passada foi: “OS PASTÉIS QUE VIRARAM TEXTO”. Quem não recebeu me avisa.

 

 

MARTIRIZADOS NO MERCADO II

(AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

Todo mês é a mesma coisa, ir ao mercado fazer compras. Mais que uma obrigação ou necessidade, trata-se de uma penitência que muitos passam para abastecer seus lares. Na prática a pessoa que vai as compras entra com o bolso cheio de dinheiro e o carrinho vazio, para sair com o bolso vazio e o carrinho, digamos, se não totalmente cheio, ao menos não tão vazio como na entrada.

 

O mercado é um local onde acabamos revendo velhos conhecidos, talvez porque a grande maioria receba seus salários na mesma época do mês. Você entra e já vai logo dando de cara com algum rosto que há muito tempo não via. Geralmente são pessoas que apesar de conhecidas, não dispõe de vínculos muito fortes com você. Ou seja, ótimas para se ver uma vez lá que outra e dar um aceno ou um aperto de mão, mas não para se esbarrar a todo o momento, em um local onde o foco são as compras e não necessariamente reencontros casuais.

 

No primeiro contato, ambos ficam meio sem jeito, sorriem e trocam cumprimentos do tipo: “você por aqui fulano!” Ou “há quanto tempo hein?”. Cada um tenta seguir para um lado, mas se dão conta que estão indo pelo mesmo caminho. Trocam novos sorrisos amarelos, até que um dos dois resolve parar sob qualquer pretexto para deixar que o outro siga em frente.

 

O que acaba acontecendo, é que os dois passam o tempo inteiro se encontrando entre os corredores do mercado. Nas primeiras vezes, um passa pelo outro e diz alguma coisinha ou faz alguma careta do tipo: “lugar pequeno este!”. Por fim começam a disfarçar ao perceberem a aproximação do outro, procurando preços ou lendo algum rótulo, para não ter que olhá-lo novamente, pois não querem parecer indelicados.

 

Alguns tentam pular corredores, mas não adianta, pois o outro tem a mesma idéia e voltam a se encontrar novamente. A melhor forma de se resolver este impasse é passar a andar ao lado de seu conhecido e tentar iniciar um diálogo com ele. Porque a partir daí parece que todo mercado conspira para que vocês não consigam mais ficarem juntos.

 

Quem acha que fazer compras é fácil, esquece do stress que se passa nessas horas. Em cada corredor as pessoas têm que: cuidar de seus filhos para que não quebrem nada (nem se quebrem), olhar os preços, procurar o produto desejado, cuidar para não bater no carrinho da frente e verificar os itens da sua lista, calculando o quanto pode gastar.

 

Daí você entra em um novo corredor, olha novamente os preços, cuidando do carrinho da frente, procura o novo produto desejado, acerta sua lista, recalcula o valor disponível e sente que está se esquecendo de algo, mas o que será? Olha em volta e percebe que seu filho sumiu. Sente um frio na barriga quando lembra que a pouco viu ele junto a você no último corredor que passou. Ao relembrar disso, seu corpo todo estremece. Uma sensação terrível de desespero envolve você, pois se dá conta que o corredor que acabou de passar era justamente aquele onde ficavam as bebidas importadas, e pelo que você se recorda, os vinhos de cento e poucos dólares ficavam bem ao alcance das mãozinhas desajeitadas e curiosas de seu “anjinho”. Volta correndo pelo corredor a tempo de salvar as garrafas e seu bolso, passando a levar seu filho dentro do carrinho por medida de segurança.

 

Por fim deixo alguns conselhos: Evite ir ao mercado de estômago vazio. Pesquisas mostram que pessoas com fome compram uma porcentagem a mais em gêneros alimentícios. Outro conselho: se você for comer, não faça o lanche nas praças de alimentação dos mercados, pois certamente a tal porcentagem que você economizaria, acabará sendo gasta no seu “lanchinho”, e é bem provável ainda que você acabe se esbarrando novamente com aquele seu conhecido por lá.

 

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

Blog: www.abrasc.blogspot.com

 

ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

domingo, 16 de maio de 2010

OS PASTÉIS QUE VIRARAM TEXTO (Autor: Antonio Brás Constante)

OS PASTÉIS QUE VIRARAM TEXTO (leia enquanto estão quentes)

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Muitas das histórias contadas nos recantos deste gigantesco orbe, salgado e molhado, conhecido como planeta Terra, entram em nosso mundo literário pelas vivências de seus habitantes, que as espalham através da cumplicidade entre a boca de uns e os ouvidos de outros. O texto a seguir é algo neste estilo.

 

Tudo começa com a viagem de um jovem (nem tão jovem) que poderia ser conhecido como: Evaldo da firma de advocacia, Olinto da clínica dentária, Ricardo da padaria, Jorge da borracharia, entre tantos outros nomes, mas que chamaremos nesta narrativa apenas de Osório.

 

Osório resolveu passar as férias com sua família (esposa e filha) em algum lugar ao norte do País tupiniquim onde eles viviam. Viajaram para um local recheado de praias paradisíacas que pareciam verdadeiros cartões postais e de onde eram vendidos cartões postais repletos de imagens de praias paradisíacas. Vale lembrar que nas viagens tipicamente de férias, tudo tende a ser uma festa. O relógio é esquecido e o tempo passa a fluir livremente, sem importunar ninguém. A rotina dá lugar à sede de se conhecer novos lugares, bares, pousadas, pontos turísticos e restaurantes.

 

Em uma destas investidas turísticas Osório e família encontram um pequeno restaurante em um dos lugarejos por onde passavam e passeavam. Era um ambiente bem descontraído e agradável, temperado com um aroma delicioso. Após uma rápida consulta ao cardápio, resolvem pedir uma porção de pastéis, sendo seis de queijo e seis de camarão.

 

Enquanto esperavam a refeição, os três iam matando o tempo curtindo os sons do lugar e a fragrância da culinária local que se espraiava por todo recinto, vinda das outras mesas e da cozinha. Eles pareciam jogar conversa fora, o que não era totalmente verdade, já que seus ouvidos faziam um certo tipo de reciclagem cerebral dos assuntos ali discutidos, ou seja, os diálogos com pitadas de humor eram armazenados na área mental das “vivencias felizes”, as ponderações sobre as belezas do lugar ficavam no compartimento das “boas lembranças”, e qualquer tipo de comentário sobre política era imediatamente descartado, indo parar diretamente na lata de lixo destinada ao esquecimento, para não estragar o passeio.

 

Mas bastou passar pouco mais de meia hora de tranqüila espera ociosa e o estômago de nossos personagens já começou a querer entrar na conversa, demonstrando um vazio incômodo, que insistia em ser preenchido. Osório resolve chamar o garçom e perguntar sobre seu pedido, o garçom pede um momento, dizendo que já iria verificar e sai, sumindo por entre as mesas.

 

Mais meia hora se passa até que o garçom retorne. Ele chega avisando que o pedido não foi ainda entregue porque os camarões estavam em falta, podendo ser feitos apenas pastéis de queijo. O estômago de Osório pareceu não ter gostado muito daquela informação, e fez questão de enfatizar isso com ruídos pouco amigáveis. Em um misto de fome, impaciência e raiva, devidamente reprimidas pela boa educação e pelo clima de férias. Ele pede ao garçom que traga pastéis de queijo. Osório fala em um tom ainda tolerante e tentando, dentro do possível, parecer cordial, mas seus dentes semi-serrados deixavam dúvidas se ele estava esboçando uma tentativa frustrada de sorriso, ou se acabara de ser acometido por uma insuportável dor abdominal, proveniente de um ataque de apendicite aguda e inesperada.

 

Outra meia hora escorre pelos ponteiros do relógio até o garçom reaparecer com um ar de dúvidas e incertezas em seu semblante, e o que é pior, sem nada de pastéis em sua bandeja. Ele olha para Osório que também olha para ele, um silêncio tenso se forma entre os dois, quebrado pela pergunta derradeira do garçom:

 

- Moço, desculpe perguntar, mas... Vocês vão querer seis ou doze pastéis de queijo?

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

Blog: www.abrasc.blogspot.com

 

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domingo, 9 de maio de 2010

O COVIL DO TERROR - (Autor: Antonio Brás Constante)

O COVIL DO TERROR

(Autor: Antonio Brás Constante)

           

Ele permanece imóvel. Ao seu redor a mais completa escuridão. O silêncio interrompido apenas pelas batidas de seu coração, e pelo som apavorante da criatura próxima a ele. Qualquer passo em falso poderá despertá-la.

 

A situação é critica. Ele tem que avançar, mas tem de ser com cuidado. Procura com as mãos as paredes do lugar.  Escuta um som. Algo se mexeu. Ele automaticamente congela. O medo toma conta de seu corpo. Sua respiração se interrompe para não denunciar que está ali.

 

“Agora falta pouco”, ele pensa. O suor escorre de seu rosto. Dá mais um passo. A esta distância já consegue perceber claramente um ronco animalesco a poucos metros de si. O que ele não daria para estar em outro lugar, poderia ser uma praia ensolarada ou quem sabe pescando. Mas o destino colocou-o ali. Se aquela fera acordar será o seu fim. Cada movimento deve ser meticuloso. Suave e lento, para não causar qualquer ruído desastroso.

 

Mais um passo. Ele tenta continuar, mas seus membros não querem obedecê-lo. Murmura de forma inaudível: “coragem, Adelar”. Como se fosse uma prece para dar-lhe forças de seguir adiante.

 

Agora tudo depende da sorte. Seus próximos movimentos terão de ser perfeitos. Ele respira fundo e começa a se curvar. Suas mãos viajam no escuro procurando algo em sua frente. Sua concentração é total. O pavor absoluto. Cada segundo parece uma eternidade.

 

Sua confiança aos poucos vai melhorando. Ele começa a ter esperanças de conseguir realizar o que antes lhe parecia uma proeza praticamente impossível.

 

Então algo acontece. Um barulho irrompe em meio ao silêncio, seguido de um clarão que cega os olhos daquele pobre arremedo de homem. Ele agora percebe que na sua frente está a criatura que tanto medo lhe causou. Gigantesca. Apavorante. A criatura tem os olhos cheios de ódio, parecendo que a qualquer instante irá saltar em cima dele.

 

Um som que mais parece um grunhido inumano e aterrador chega aos seus indefesos ouvidos, vociferando algo mais ou menos assim:

 

-          ISSO LÁ É HORA DE CHEGAR EM CASA, ADELAR? – SÃO QUASE DUAS DA MANHÃ! – ACHOU MESMO QUE IRIA SE ESGUEIRAR ATÉ A CAMA E QUE EU NÃO IA TE ESCUTAR, NÃO É? – MAS HOJE TU ME PAGA, SEU CAFAJESTE! VAGABUNDO! IMPRESTÁVEL...

 

(Pobre Adelar).

 

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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domingo, 2 de maio de 2010

TOCANDO NOS BICOS COMO ASSUNTO - (AUTOR: Antonio Brás Constante)

TOCANDO NOS BICOS COMO ASSUNTO

(AUTOR: Antonio Brás Constante)

 

Pode parecer um assunto banal, mas o bico acompanha o homem desde os seus primeiros dias de vida, intimamente ligado às pessoas e literalmente na boca do povo. O bico pode ser considerado uma expressão multifuncional, pois é associado a várias situações e está inserido no contexto social da humanidade.

 

Quando a situação aperta e não se consegue emprego, o que se faz? Bicos para sobreviver. Quando se quer mandar tudo para os ares, logo se pensa em “dar um bico” nos problemas. Mesmo no seio de nosso lar (frase bem sugestiva), temos vários bicos espalhados pela casa, como por exemplo, os bicos do fogão, dos sapatos, de luz, etc.

 

Falando em seios, o bico também está inserido no imaginário erótico do público adulto, onde musas seminuas mexem com nossa volúpia, expondo as partes de seus corpos perfeitos e entre eles, não preciso dizer qual é um dos mais procurados pelos olhos masculinos (e de algumas mulheres também).

 

Os reinos animal, vegetal e mineral, estão repletos de bicos, espalhados em várias formas e cores. Também não podemos nos esquecer das doenças que trazem consigo o simbolismo do bico, como, por exemplo, o bico de papagaio, entre outras.

 

Nas expressões populares o bico ganha destaque. Quem já não ouviu falar que aquela beldade não é para o seu bico.

 

Muitos segredos são guardados, porque fulano foi obrigado a fechar o bico. Quem abre o bico pode se dar muito mal, então o melhor é ficar de bico calado.

 

Algumas pessoas ficam de bico quando estão magoadas, outras preferem molhar o bico e acabam se embebedando, mas se você fizer isto, cuidado! Pois, nestes casos sempre algum policial pode aparecer e acabar ficando no seu bico.

 

Mas não quero que pensem que estou aqui tentando levar os leitores no bico, falando apenas de assuntos compostos por essa palavra. Posso escrever sobre coisas mais importantes, como uma guerra, catástrofes naturais, as misérias do mundo, política ou mesmo sobre o resultado futebolístico do gauchão. Porém, é melhor não falar sobre nada disso. Afinal, em alguns assuntos não se deve meter o bico.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõem de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro “Hoje é seu aniversário”, não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

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ULTIMA DICA: Divulgue este texto aos seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulgá-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo, todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).