sábado, 17 de outubro de 2009

NO TEMPO EM QUE ALGUÉM COME UMA LARANJA... (Autor: Antonio Brás Constante)

NO TEMPO EM QUE ALGUÉM COME UMA LARANJA...

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Em alguma parte do mundo, neste exato momento, alguém acaba de pegar uma laranja, pronto para degusta-la. Enquanto a tal pessoa começa a cortar a casca da fruta com uma faca, sem se preocupar se o seu ato desencadeou um artigo, (pois sua atenção agora está no fato de poder comer a laranja), você começa a tentar digerir este primeiro parágrafo.

 

Visto que meu texto já está escrito (e sendo lido agora por você), nota-se que o indivíduo que comia a laranja no momento em que eu escrevia não é o mesmo que o seu comedor de laranjas involuntário. Com isto temos quatro personagens nesta história, dois comendo laranjas, um escrevendo sobre isto e outro lendo. Somos personagens distintos, cujo único laço entre nós é a laranja. Seria ela doce? Azeda? Grande? Estragada? Isso importa? Sim, importa, principalmente para os dois que estão saboreando a fruta. Que forças os levaram a comerem as laranjas?

 

Você pode imaginar a laranja se quiser, seus pensamentos agora são frutos de uma fruta. Foi criada a idéia de uma laranja especialmente para chamar sua atenção. Tornei-a palpável em sua mente. Enquanto isso, nossos ilustres desconhecidos já descascaram suas laranjas e provavelmente estão comendo-as agora (um agora fora do contexto de tempo).

 

Mas, e se eu resolvesse não falar sobre laranjas? Se o assunto fosse a morte, já que tantas pessoas morreram durante a leitura desta parte do texto. Ou se eu começasse a escrever sobre o sucesso, ou sobre a miséria, tanto faz. De qualquer modo quem estivesse lendo seria guiado por minhas palavras. Refletiria sobre elas, pensaria nelas, aliás, enquanto você estiver lendo este texto, seus pensamentos estão diretamente ligados as minhas frases.

 

Posso dizer que estou conduzindo você neste instante para onde eu quiser, influenciando sua vida mesmo que de forma sutil. Tudo, aparentemente, a troco de laranjas. Somos diariamente dominados por influencias externas sem nos darmos conta de que isso acontece.

 

Comemos (inclusive laranjas), estudamos (ou não), trabalhamos (ou não), recebendo todo tipo de informações em nossa frágil cabeça. Algumas dessas informações são buscadas e analisadas, estamos conscientes de sua existência. Mas, e todas as outras? Das músicas ouvidas sem que se preste atenção à letra, até os milhares de cartazes pelos quais passamos sem olhar (mas que são captados de forma inconsciente e inconseqüente por nosso cérebro). Tudo isto sem falar na televisão, fonte inesgotável de sublimação.

 

Neste bombardeio agressivamente pacifico, somos alvos móveis, mas que ficam imóveis diante de tanta apelação. Tantos métodos de se pescar pessoas, potenciais compradoras, fiéis consumidoras, vorazes leitoras...

 

A laranja acabou. Totalmente devorada por alguém. Sutilmente incutida em seus pensamentos por mim. Se quisermos, podemos até mesmo refletir sobre as laranjas que nos são oferecidas, e talvez com isto consigamos aproveitar mais o seu suco e polpa, sem ter que engolir o bagaço tantas vezes absorvido por nós, nas entrelinhas de nosso dia-a-dia.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

SUGESTÃO: Divulgue este texto para seus amigos (vale tudo, o blog da titia, o orkut do cunhado, o MSN do vizinho, o importante é espalhar cada texto como sementes ao vento). Mas, caso não goste, tenha o prazer de divulga-lo aos seus inimigos (entenda-se como inimigo todo e qualquer desafeto ou chato que por ventura faça parte de um pedaço de sua vida ou tente fazer sua vida em pedaços).

 

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NÃO É NADINHA, É NADISMO.

NÃO É NADINHA, É NADISMO.

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Outro dia deparei-me com um novo conceito, criado por Marcelo Bohrer, e denominado por ele de: Nadismo. Passei então a divagar, assim, bem devagar, sobre o assunto. Pelo que entendi, o nadismo seria a eterna busca pelo nada, e não encontrando nada estaríamos no caminho certo para chegar ao nadismo.

 

Podemos imaginar que o nadismo é algo muito anterior ao homem, aliás, ao próprio universo, já que tanto a teoria científica quanto à religiosa afirmam que antes da criação ou do Big Bang, não existia absolutamente nada. Ou seja, o nada já reinou de forma soberana até ser invadido pelo tudo (composto de muito vácuo, salpicado com alguns insignificantes punhadinhos de matéria) do qual fazemos parte, perdendo literalmente seu espaço para o espaço que nos cerca.

 

A prática do nadismo está sendo cada vez mais difundida (e quem sabe até mesmo confundida, como provavelmente estou fazendo agora), tanto que o autor apareceu inclusive no programa do Jô Soares (um dia chego lá... ou não), dando de presente um livro todo em branco ao apresentador (vale lembrar que aquilo foi apenas uma brincadeira, pois o livro sobre o nadismo tem conteúdo escrito). Penso que mesmo um livro em branco seria apenas um nadismo parcial, pois apesar de faltarem às palavras, ainda existiria a capa, as folhas de papel vazias, etc, mas é interessante imaginar alguém perguntando: "Sobre o que fala o tal livro?", onde a resposta mais óbvia seria: "sobre nada...".

 

Caso o nadismo ganhasse ares de religião, poderia transformar-se em uma ótima desculpa para todos aqueles empregados que vivem ociosos pelas empresas, e quando questionados por seus chefes sobre o que estariam fazendo, poderiam responder abertamente que não estavam fazendo nada, sem que isso comprometesse seus empregos, já que estariam apenas exercendo suas crenças (acessar a internet continuaria sendo proibido mesmo assim).

 

Diferente da meditação que auxilia muitas pessoas a entrarem em transe, alcançando a elevação da consciência em um nível transcendental e unindo a mente ao universo existente (ou em outros casos, deixando-as com dor nas pernas ao tentarem permanecer na tal posição de abelha ferroando uma flor de lótus), o nadismo, por sua vez, procuraria expulsar o tal universo de nossas consciências.

 

O nadista não faz meditação, ele simplesmente tenta não fazer nada por 45 minutos (provavelmente colocando um despertador como âncora para puxá-lo de volta ao mundo material ao término deste tempo). Tal mergulho ao nada se um dia chegar a ser executado de forma perfeita, poderá até mesmo provocar alguma forma de coma induzido ou causar algum tipo de catatonia nos nadistas mais fanáticos e determinados, como acontece, por exemplo, com algumas pessoas que assistem por muito tempo os Teletubbies ou qualquer enredo de novela mexicana.

 

Se o movimento (sem movimento) aumentar, poderão inclusive surgir teorias conspiratórias, dizendo que aquela história de responder: "De nada", quando alguém lhe diz: "obrigado" tem suas raízes em seitas secretas, ou quem sabe até mesmo em uma facção dissidente dos templários, que enquanto estavam sem fazer nada criaram o nadismo.

 

Enfim, antes que o escritor Dan Brown (autor do livro: "O código de Da Vinci") seja influenciado pela ideia do parágrafo acima deste meu singelo texto, e resolva utiliza-la para criar um novo best seller vendendo milhões às minhas custas, vou encerrando por aqui o assunto sobre o nadismo, visto que, se a premissa principal do nadismo é alcançar o nada, meu maior medo é que ele seja utilizado futuramente pelos políticos em geral, para justificarem o motivo de estarem sempre tentando tirar tudo que temos, sem nos dar nada em troca.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

 

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domingo, 4 de outubro de 2009

A CRIANÇA QUE SE ESCONDE DENTRO DE VOCÊ

A CRIANÇA QUE SE ESCONDE DENTRO DE VOCÊ

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Doze de outubro, dia em que também é comemorado o dia das crianças. Existem vários pontos de vista que podem ser discutidos levando-se em conta esta data. Vou tomar como base à criança que existe em cada um de nós.

 

Os seres humanos tendem na juventude, a se afastarem de sua criança interior, sendo obrigados a resgatá-la, muitas vezes, na fase adulta, quando a tal criança já se encontra enterrada profundamente em toneladas de "seriedade", "profissionalismo", "juízo" e "maturidade" entre outras tantas características adultas.

 

Até chegar o dia em que vários de nós (seres adultos e independentes), passamos também a ser reconhecidos como respeitáveis pais e mães de família, tendo que nos comunicar com aquelas pequenas criaturas chamadas de filhos. Para isto se tornar possível, nos esforçamos para entrar naquele mundo de fantasia que é o mundo infantil, buscando conseguir assim, convencer-lhes a tomar banho, comer, se vestir, enfim cuidar deles. Muitas vezes, para alcançar esses objetivos utilizamos uma criatividade que beira ao ridículo, mas que é saudável, prazerosa e necessária para um bom entendimento entre ambos.

 

Em quantas ocasiões vimos, ou mesmo fomos nós que fizemos, os famosos apelos: "olha o aviãozinho", com uma colher na mão, tentando dissuadir a criança a comer. Mesmo sem perceber que ela não tem a mínima idéia do que raios uma colher tem de semelhante com um avião, aliás, ela nem sabe o que é um avião, ou o tal de aeroporto onde a colher deve pousar, que misteriosamente fica dentro de sua pequena cavidade bucal, e talvez por isso muitas expulsem a aeronave alimentar da boca, que escorre pelo queixo indo pousar no babador.

 

No banho o sabonete se transforma em um submarino. Na cama os cobertores são campos de força ou cavernas. Nos transformamos em cantores, malabaristas, palhaços. Tudo para convencer nossos "bebês", a agirem conforme queremos.

 

Um homem que de modo geral passa o dia engravatado e em reuniões sérias, discutindo ações importantes, ou pegando no pesado em alguma obra, ou mesmo dirigindo, ou executando qualquer outra função adulta, durante a noite se transforma na imitação de um cavalo ou sapo para brincar com seu filho.

 

A mulher, que busca seu espaço no mercado de trabalho, ou fica em casa enfrentando a rotina do lar, vê-se criando caretas que nem ela mesma sabia que conseguia, procurando energia para cantarolar ou contar histórias há muito esquecidas de sua própria infância.

 

O ser adulto volta a chamar a criança adormecida que existe dentro dele para ajudá-lo nesta difícil, porém, bela empreitada, que é cuidar daquela gente miúda. Outro fato interessante é o trabalho que dá entender a linguagem dos pequenos. Seus choros, que podem ser sono, fome, dor de barriga, etc, ou mesmo uma mescla de todos estes fatores.

 

Perceber quando um "papá" que dizer "comida", ou "papai", ou se ela só quer pegar uma colher para fazer algum tipo de "pá" em nossa cabeça como se fosse um tambor é um verdadeiro exercício de imaginação.

 

Gostaria de finalizar esta homenagem, parabenizando a todas as crianças, das recém nascidas até aquelas com cem anos ou mais, que conseguem deixar o adulto de lado, para voltarem ao mundo maravilhoso da infância que existe em todas as pessoas, tornando assim o nosso mundo um lugar mais leve e humano.

 

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

DEU A LOUCA NAS FÁBULAS INFANTIS

DEU A LOUCA NAS FÁBULAS INFANTIS

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Se as fábulas infantis de outrora fossem escritas hoje em dia, tudo seria diferente, o Lobo Mau estaria mal, muito mal, combalido na cama da vovozinha, que teria saído de casa para passar trotes em algum telefone público (se na cidade de Canoas isso acontece, porque não poderia ocorrer em fábulas?). O lobo teria sido vítima dos três porquinhos, que lhe contaminaram com a gripe suína. Nesta história ao invés dele ter soprado neles, foram eles que assoaram o nariz perto dele.

 

Os porquinhos por sinal, não seriam apenas três, mas sim, milhares, que atirariam lixo pelas janelas dos carros, ou em terrenos baldios, ou ainda despejando detritos industriais em rios, sem preocupação nenhuma com reciclagem ou meio ambiente, e teriam a alcunha de sociedade.

 

Se não bastasse a gripe, o lobo ainda seria acusado de atentado violento ao pudor e canibalismo contra uma tal Chapeuzinho Vermelho, uma das lideres do comando vermelho, e conhecida no bosque encantado como a maior traficante de "docinhos" alucinógenos da região.

 

No caso de João e o pé de feijão, seria João que passaria o conto do vigário nas negociações, trocando vacas loucas por sacas de feijão, que ficariam armazenados em gigantescos silos subsidiados pelo governo, que ainda pagaria a João para guardá-los, mantendo assim o preço de mercado.

 

João também aprontaria das dele com sua irmã Maria, existindo inclusive boatos de que juntos eles teriam saqueado uma pobre velhinha, vandalizando sua casa e ainda chamando a coitada de bruxa. Tudo isso em decorrência do vício de ambos por "docinhos", onde faziam de tudo para consegui-los. Seriam considerados como dois exemplos de jovens perdidos no bosque encantado.

 

A Cinderela da atualidade passaria o rodo na casa da madrasta, deixando-a sem nada, e fugiria com um tal de príncipe, marginal conhecido, que não engolia sapos de ninguém. Já a

Branca de neve ganharia este apelido em decorrência do pó que forneceria aos seus convidados em suas festinhas privativas para políticos entre outras personalidades influentes, utilizando anões nas suas operações, que em áureos tempos também já foram conhecidos como anões do orçamento, em terras brasilis.

 

Nos dias de hoje Pinóquio não seria literalmente um cara de pau, mas ainda assim seria um baita mentiroso, provavelmente entraria na política, mas ao invés de crescer o nariz, o que cresceria absurdamente seria sua conta bancária.

 

Estamos vivendo em um mundo onde os contos de fadas foram trocados pelos games, os príncipes e princesas por uma tentadora carreira (entenda-se isso em todos os sentidos) e a infância cada vez mais vem deixando de acontecer em meio a uma antiga bolha de fantasias, onde era a cegonha que trazia os ovos de páscoa e Papai Noel era pregado na cruz. As novas fontes de utopia são uma mescla entre o real e o digital. Um mundo em que pequenos e inquietos "pré-adultos" se formam antes mesmo de serem adolescentes.

 

Enfim, um mundo onde muitos adultos sentem-se tão obsoletos quanto seus saudosos contos de fadas de antigamente, sem conseguirem assimilar o que estas mudanças causarão as futuras gerações, que já há um bom tempo vem atropelando estas recordações com uma carruagem envenenada de abóboras transgênicas.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

VENHA JOGAR O VOLEI FINANCEIRO

VENHA JOGAR O VOLEI FINANCEIRO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Nossa vida financeira pode ser comparada a um jogo de vôlei de duplas. De um lado temos você e seu salário (que geralmente não é lá muito alto e nem tão bom quanto gostaríamos que fosse) e do outro temos as dívidas e impostos, que para nossa infelicidade são sempre enormes (e em partidas como esta os maiores sempre levam vantagem).

 

Tudo começa pela necessidade de sacar. Neste jogo o que ocorre é o saque bancário, mas que também é muito parecido com o saque de um jogo convencional, já que muitas vezes jogamos o que sacamos fora, ou forçamos um saque para alcançar algo e depois percebemos o erro que cometemos, ou em outras vezes desfrutamos dos benefícios oriundos de um saque bem acertado. São vários saques durante o mês, que por sinal é o tempo médio de uma partida. A ideia é aguentar o máximo possível com a boladinha (chamada de proventos) que temos nas mãos, sem ter que recorrer a novos saques.

 

Uma das formas de se ir bem neste jogo é através das cortadas. Pois somente cortando os gastos conseguiremos êxito e quem sabe alguma coisa para guardar na poupança. Mas, ao contrário das cortadas do vôlei, que são dadas com a mão aberta, nesta partida você terá que tentar manter as mãos bem fechadas, segurando a ânsia de esbanjar. Para ganhar pontos não se pode deixar a bola cair... Digo, o saldo cair. A propósito, nesta disputa o tal lance da "bandeja" é proibido, por isso evite ficar dando seu suado dinheirinho de bandeja para aproveitadores.

 

As manchetes podem até ocorrer, mas somente se você for alguém famoso, onde a compra de algum bem material poderia atrair a atenção de alguns setores da mídia, como no caso de uma casa (entenda-se mansão, mesmo sem entender-se ainda como) por alguma governadora, por exemplo, que transformam tais gastos em motivos para uma manchete de primeira página.

 

Cuidado com os bloqueios, principalmente dos cartões de crédito. Quando eles ocorrem é porque suas despesas já ultrapassaram todos os limites, encerrando quaisquer chances de vencer, sendo que neste caso o que vencerá serão os títulos e bloquetos de pagamento, algo muito pior do que qualquer derrota em campo.

 

A famosa rotação é essencial, pois toda movimentação (financeira) tem o seu valor. Procure movimentar somas para reservas bancarias, evitando sempre que possível movimentar valores que lhe obriguem a posteriormente ter que cobrir o seu cheque especial.

 

Trabalhe bem os três toques, onde cada toque pode ser considerado como uma dica que transcrevo a seguir. 1º) A simplicidade da economia está em se conseguir gastar menos do que se ganha (mas lembre-se: nem sempre as coisas simples são fáceis). 2º) Não deixe para manhã o que você pode economizar hoje. 3º) O homem é um ser racional, use esta capacidade para racionalizar o uso de seu dinheiro.

 

O vôlei financeiro é um jogo ágil, que para fluir bem precisa de trabalho em grupo, mas que também depende da atuação de cada um para dar certo. Ele pode ser um esporte muito saudável financeiramente para o seu bolso e quem sabe até divertido (já que o dinheiro para curtir as férias depende de um bom desempenho nesta competição). Por isso convide sua família, forme uma equipe, vista a camiseta e boa partida.

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SOMOS SERES LIMITADOS E ILIMITADOS

SOMOS SERES LIMITADOS E ILIMITADOS

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Somos seres limitados. Nosso espectro de visão é pequeno (muitos não conseguem ver além do próprio umbigo). Nossa audição consegue captar apenas uma pequena faixa de freqüência audível e alguns ainda pioram isso ouvindo "sons" em altíssimas alturas. Nosso habitat é em terra firme, em um mundo envolto por gigantescas poças de água salgada.

 

Necessitamos de ar para viver, algo bem escasso em um universo que se mantém no vácuo, isso sem falar que mesmo a nossa mordida é aproximadamente vinte vezes mais fraca do que a de qualquer aligátor do Mississipi (uma mordida como a deles seria muito útil para mastigar os bifes que são servidos em alguns restaurantes que existem por aí).

 

Mesmo com todas estas limitações, dispomos de algo que nos dá vantagem sobre outras criaturas conhecidas, algo que chamamos de: criatividade. As coisas que o ser humano inventa, podem ser desde uma simples desculpa para seu chefe, esposa, ou mesmo para não precisar emprestar dinheiro para seu cunhado, até novas formas de se observar o universo micro e macro que nos rodeia e se desvenda como uma striper diante de nossos olhos.

 

A criatividade cria livros, fazendo com que autores troquem tempo por palavras, formando inclusive "pérolas textuais", como a que está sendo devorada por seus olhos neste instante. Cada limitação que enfrentamos gera em nossas mentes um jeito novo de superar obstáculos, fluindo como água em meio aos rochedos.

 

Criamos armaduras para nos proteger do frio e do fogo, do mesmo modo que desenvolvemos nossa personalidade para suportar derrotas e decepções. Muitas vezes falhamos, e temos o livre arbítrio de parar ali e enfrentar os ônus da derrota, ou continuar (se for possível), para alcançar os bônus da vitória.

 

Devemos procurar sempre encarar as coisas com um foco positivo. Pensando dessa forma poderemos notar que a dona evolução procurou ser generosa conosco, transformando o limão dos primórdios de nossa existência, nesta atual limonada na qual nos encontramos.

 

Pena que nem todos parecem ter realmente evoluído, e tentam azedar a vida, pondo pimenta nos nossos olhos dizendo que é refresco. Podemos notar, por exemplo, que existem cérebros talhados em sua essência com uma mentalidade digna de decrépitos parasitas, atuando no mundo da política. Por outro lado, alguns nadadores olímpicos parecem ter conseguido manter suas nadadeiras de peixe.

 

Enfim, evoluir consiste principalmente em amestrar o macaco que existe em cada um de nós, para que possamos desenvolver as asas que ainda faltam em nossa consciência, e assim chegar ao paraíso que poderia existir ao nosso redor, e para tornar isso possível, bastaria apenas que passássemos a agir verdadeiramente como seres humanos.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O COMEÇO BEM ANTES DO COMEÇO

O COMEÇO BEM ANTES DO COMEÇO

(Autor: Antonio Brás Constante)

 

Minha história começa em um local que era literalmente um saco. Não fiquei ali muito tempo. Logo fomos despejados, eu e outros tantos, arremessados num mundo totalmente estranho e novo.

 

No inicio éramos bilhões, rumando em busca de um lugar melhor onde pudéssemos ser únicos e especiais, crescendo como indivíduos. Corríamos contra o tempo. Tínhamos um destino a cumprir. Todos procurávamos a mesma coisa, a chance de poder ser alguém, de vencer. Pois pressentíamos que o segundo lugar nada mais seria do que o primeiro a perder.

 

Éramos jovens, muito jovens, mas tínhamos garra e lutávamos a cada momento, para chegar onde queríamos. Ter o nosso próprio espaço. Poder desenvolver novas habilidades. Sermos reconhecidos pelo que éramos e principalmente pelo que viríamos a nos tornar a ser.

 

Mas a estrada era árdua. A competição dificílima. Muitos paravam, desistiam de trilhar aquela jornada. Eu seguia em frente sem olhar para trás. Deixando muitos pelo caminho. Não tinha jeito, era eu ou eles, e mesmo que quisesse, não tinha como ajudá-los. Vivíamos cada um por si, em uma verdadeira lei da selva, agindo por conta de nossa própria natureza.

 

Naquele mundo de competição acirrada. Buscávamos nossa identidade. Deixar o anonimato de uma existência simples, para poder escrever nossa história. Os obstáculos se acumulavam e multiplicavam em nossa frente. Uma espécie de caminho desconhecido por onde todos tínhamos de passar.

 

Não sabíamos ao certo o que nos esperava, qual seria nossa recompensa. Mas seguíamos nosso instinto. Como um velho lema do quartel que dizia: "não posso parar, porque se paro eu penso, se penso eu durmo, se durmo eu morro". E seguíamos por esta lógica, ainda que de forma irracional. Parar mesmo que por um instante aquela corrida desenfreada significava perder.

 

No final da longa jornada, já não éramos tantos. Porém, ainda somávamos alguns milhares dos que partiram desde o seu início. Cheguei em primeiro lugar. Minha primeira vitória. Acredito que foi algo equivalente a ganhar na loteria. Um passo gigantesco rumo ao meu futuro. Meu prêmio foi pleno de amadurecimento e crescimento pessoal.

 

Enfim nasci, encontrando novos bilhões de seres neste pedacinho de terra cheia de poças de água salgada que chamamos de planeta Terra. Aqui cheguei e sigo novamente buscando meu lugar ao sol. Recomeçando tudo novamente nesta caótica e fantástica roda-gigante chamada: VIDA.

 

NOTA DO AUTOR: Os amantes da leitura agora dispõe de um excelente portal chamado: www.skoob.com.br, funciona como uma rede social (tipo orkut), mas com ferramentas de leitura, tipo: Estante virtual para cadastrar seus livros, histórico de leitura, resenhas, etc. Quem quiser participar vai encontrar por lá o meu singelo livro "Hoje é seu aniversário", não esqueçam de adicioná-lo em suas estantes, ok? Quem quiser também pode me pedir uma cópia em PDF do livro, ou para fazer parte de minha lista de leitores, que recebem semanalmente meus textos, para isso basta enviar um e-mail para: abrasc@terra.com.br.

 

SOBRE O AUTOR: Antonio Brás Constante se define como um eterno aprendiz de escritor, amigo e amante da musa inspiração. Lançou recentemente o livro: "Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE", disponível pela editora AGE (www.editoraage.com.br).

 

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