sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

MEU VIZINHO EXTRATERRESTRE

MEU VIZINHO EXTRATERRESTRE
(Autor: Antonio Brás Constante)

A probabilidade de não estarmos sozinhos ganha força a cada dia, tanto que até o vaticano já anda admitindo esta possibilidade. Caso isto realmente venha a se comprovar, muitas coisas vão acabar mudando por aqui. A começar pela tecnologia, pois finalmente poderemos viajar pelo universo graças aos avanços tecnológicos recebidos de seres extraterrestres, ou pelo menos porque eles vão acabar concordando em colocar um ponto de ônibus ou de táxi espacial aqui no nosso orbe azul.

Nessas viagens interestelares, é sempre bom conferir se você terá como pagar pela corrida, pois em caso de calote o taxista poderá acabar comendo você (literalmente). Poderemos pressupor que o turismo será bem diversificado. Para os naturalistas, ao invés de se ir a uma praia de nudismo, haverá planetas de nudismo, com preços que deixarão qualquer vivente peladinho. Os aventureiros poderão ir fazer um safári em um sistema solar selvagem, onde primeiro se disputa no cara-e-coroa quem vai ser a caça e o caçador.

Vivemos em um cantinho isolado e pacato da galáxia, quase como se estivéssemos em um ranchinho bem afastado das grandes metrópoles, e como possivelmente ainda não dispomos de algo que realmente desperte o interesse de qualquer civilização estelar a ponto de eles quererem puxar conversa conosco, o jeito é esperar. Ao menos até avançarmos o suficiente no ramo da genética para conseguir clonar a Gisele Bündchen, dispondo assim de uma inigualável moeda de troca com outros seres inteligentes (que mesmo se não for à moeda de maior valor no universo, ainda assim tenderá a ser a mais bonita).

Para as religiões, de um modo geral, um contato com novas civilizações será uma ótima chance de aumentar o número de fiéis. Por outro lado às inúmeras crenças que já não se entendem aqui terão de aprender a conviver com infinitas outras crenças de origem interplanetária. Em todo caso, é sempre bom e saudável pregar que é extremamente pecaminoso a qualquer raça alienígena o consumo de carne humana.

O sistema político também mudará, pois necessitaremos de um governante mundial para tratar dos assuntos em terras além-vácuo. Se os alienígenas forem realmente inteligentes, vão influenciar neste tipo de decisão, evitando que o eleito seja aquele que possuir a maior coleção de bombas, optando por alguém que se mostre disposto a pensar no bem-estar de todos.

Enfim, a confirmação de vida alienígena inteligente e avançada, com certeza trará muitas mudanças em nosso modo de agir, pensar e viver. Porém, na eventualidade de se ocorrer este contato, o mais importante agora é ficarmos na torcida para que ele aconteça de um jeito totalmente diferente daquele que ocorreu na própria história da humanidade, quando o homem então no papel de desbravador, trouxe junto com o descobrimento de novas terras, as doenças, a miséria, as guerras, e tantas outras desgraças para os povos nativos que tiveram a infelicidade de se deparar com eles. Pois tudo isto, infelizmente, nós já temos.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sono, URINA e cura

SONO, URINA E CURA
(AUTOR: Antonio Brás Constante)

Paulo tinha um grave problema. Sofria do mal do sono. Não importava o quanto dormisse, sempre estava caindo de sono. Já tentara de tudo: Remédios, médicos, tratamentos, hipnose e nada.

Perdera a conta de quantos empregos, estudos e namoros ele arruinou. Tudo por não conseguir controlar sua sonolência. Mas, após muito penar finalmente descobriu um curandeiro índio no interior do estado, conhecido como “Pajé”, que resolvia todos os males.

Meio incrédulo chegou ao lugar. Um casebre no meio do mato. Dificílimo de encontrar. Para piorar a situação, havia um gago esperando na sua frente à “consulta”. Um tal de Pablo, que tentava puxar conversa a todo custo, porém, como Paulo não entendia quase nada do que o homem falava, deu graças a Deus quando a criatura foi chamada.

Quarenta minutos depois foi acordado pelo mesmo gago, agora falando perfeitamente normal e dizendo que o Pajé estava lhe esperando. Paulo entrou cheio de esperanças no local indicado. Era uma sala enfeitada com amuletos e estatuetas estranhas. Possuía várias prateleiras repletas de vidrinhos com líquidos amarelados. O ambiente exalava um odor nauseante de urina.

O índio olhou bem para Paulo e pediu para descrever seu mal, enquanto mexia com um pedaço de pau uma poção dentro de um tipo de caldeirão de barro. Disse para falar bem alto, pois era meio surdo. Depois de escutar um breve resumo do problema, o pajé murmurou alguns encantamentos. Olhou novamente para Paulo e perguntou se era aquilo mesmo que ele queria, pois não seria bom mudar de idéia depois. Este afirmou que sim.

Paulo recebeu então uma poção de ervas, sendo orientado pelo índio que bebesse apenas um gole, mas à vontade de se curar era tanta que ele bebeu todo conteúdo da caneca, aproveitando que o Pajé estava distraído procurando um vidro vazio em uma das prateleiras. A poção tinha um gosto amargo e forte. Antes que o índio se virasse, Paulo encheu novamente a caneca com mais poção.

O Pajé pediu que ele esperasse um pouco que logo a poção faria efeito. Passados uns dez minutos, Paulo passou a sentir uma forte vontade urinar. O pajé disse que era um bom sinal. Mandou ele urinar em um frasco igual ao das prateleiras que se encontravam ali, e escrever seu nome no rótulo com a data da visita.

Paulo sentiu uma sensação estranha ao mijar no frasco. Quando terminou de encher o vidrinho, percebeu que não sentia mais sono. Estava curado. Aquilo era maravilhoso, não seria mais um escravo do sono.

O que Paulo não sabia é que perdera todo sono. No inicio foi perfeito, podia ver os filmes sem cochilar. Ler e fazer todas as atividades que queria. Mas não conseguia mais dormir, por mais cansado que estivesse o sono nunca vinha. O que parecia uma benção aos poucos foi se tornando em um pesadelo.

Ele passou quase um mês sem conseguir dormir um único dia ou noite. Começou a ter todos os problemas causados pela falta de sono. Parecia um zumbi. Já estava a beira da loucura quando resolveu retornar ao Pajé.

Chegando lá implorou para que o índio desfizesse o feitiço. Estava em tal situação que nem conseguia falar direito. Tentava explicar sem muito sucesso que não suportava mais a circunstância na qual se encontrava.

O índio quase não entendia o que ele dizia, mas como não aguentava ver homem chorando ou suplicando, perguntou qual era mesmo o nome dele, pois se lembrava vagamente do dia que esteve ali.

Paulo disse seu nome entre soluços e com voz chorosa. O pajé foi até sua salinha e voltou com um dos frascos de urina nas mãos. Disse que o único jeito de recuperar a doença que havia saído de seu corpo era tomando a própria urina.

Apesar da repugnância inicial que sentiu ao ser informado do que teria de fazer, dado ao grau de desespero pelo qual passava, resolveu aceitar. Fechou os olhos e colocou a borda do vidrinho na boca. O estômago embrulhou. Um mal-estar subido percorreu todo seu corpo. Ao sentir o gosto daquele líquido fétido, quase vomitou. Mas aguentou firme e bebeu todo o conteúdo do frasco.

O índio se aproximou de Paulo e perguntou com curiosidade:

- E então Pablo como está se sentindo?

- Pa-pablo? Ma-mas, me-meu no-nome é Pa-paulo!

- Ops... Desculpe, então errei o frasco.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

SONS, RUIDOS E ATÉ FALAS.

SONS, RUIDOS E ATÉ FALAS.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Os povos do mundo falam em diversos idiomas e mesmo assim desenvolveram tecnologias que lhes permitem uma comunicação quase instantânea com todo planeta. Mas apesar de tudo isto, nós ainda vivemos em uma eterna luta para conseguirmos nos entender com nossos semelhantes, pois o que o ser humano não entende é que ele próprio não se entende.

Quando um bebê nasce, seu nível de comunicação é praticamente zero. A primeira coisa que faz para interagir com as pessoas em sua volta é chorar, sendo este o período de sua vida em que mais vai se valer do choro para chamar a atenção para si (com exceção das atrizes de novelas, com ênfase nas mexicanas, que alcançam o ápice do choro na fase adulta enquanto encenam na tela o que alguns autores acreditam ser uma representação da vida real). Aos poucos as crianças vão descobrindo outros sons, tipo: “Gugu-dada”, “papa”, “mama” e quando tudo mais falha voltam ao clássico “BUAAAAA”.

Dos quatro anos até aproximadamente os doze, o indivíduo passa a utilizar algumas palavras que se transformam em um mantra para conseguir quase tudo o que precisa. E assim fica repetindo do momento em que acorda até a hora de ir dormir as palavras: “MÃE”, “MAMÃE”, e esporadicamente: “Paiê... (seguido da pergunta) Cadê a mãe?”.

A partir da adolescência parece acontecer uma espécie de regressão verbal, e os jovens voltam a utilizar-se de sons ruidosos para se comunicar, tais como: “E aí”, “Só”, “Pode crê”, “tipo assim”, “Ta ligado” e “Iiisssaaaa”, entre outros. Tal linguagem de comunicação é totalmente alheia àquela apresentada nos livros de Machado de Assis que eles são muitas vezes obrigados a ler para passarem no vestibular (que é o sonho muitos pais de alunos em idade universitária - se é que existe uma idade para se cursar a universidade).

Todos estes eventos empurram o ser humano a tão esperada e desesperada fase adulta, onde toda comunicação aprendida até aquele momento é reformatada, condicionada, formalizada, de tal forma que, por precaução, mas se copia do que se cria. Agora somos adultos, com uma liberdade que nos proíbe de chorar, de ser diferentes, pois estamos sob o jugo de outros adultos que também sofrem a mesma pressão a qual somos submetidos.

Passamos a viver em um liquidificador de pretensas normas misturadas com promessas de oportunidades, no qual somos triturados e transformados em um produto que atenda as necessidades da sociedade. Muito pouco de nossos desejos, de nossos sonhos conseguem aflorar, pois já existem desejos demais, sonhos demais, sendo enfiados por nossa goela abaixo, através de produtos prontos para atender as necessidades que não temos, mas que temos que ter para conseguir seguir junto do rebanho humano do qual fazemos parte.

Forçamos nosso cérebro para que consiga desenvolver a fala, mas não ensinamos nossos ouvidos a ouvir, e nesta solidão espremida entre tantos bilhões de seres, acabamos esquecendo de que para viver e sobreviver é preciso saber conviver...

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A MÍDIA E OS CONTOS DE FADAS.

A MÍDIA E OS CONTOS DE FADAS.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Você certamente já ouviu falar da história do rei Midas, que ficou famoso por conseguir transformar qualquer coisa em ouro com um simples toque. Mas nem mesmo o próprio Midas, se existisse, poderia acreditar que seu toque não seria nada se comparado ao toque da mídia.

Não é à-toa que a mídia é considerada por muitos como o quinto poder, atuando diretamente na mente, nos desejos, transformando inocentes telespectadores em vorazes consumidores. É de se esperar que mesmo os contos infantis entrassem nesta valsa visual, adestrando pessoas já na tenra infância, para torna-las compulsivos compradores.

Mergulhando nesta onda “criativa”, fico imaginando como poderiam ser adaptados alguns contos de fadas e até frases conhecidas para uso do pessoal do marketing. Por exemplo, a propaganda de algum artigo bucal, utilizando-se da história da chapeuzinho vermelho, que ao chegar perto da cama onde o lobo está deitado e disfarçado de vovozinha, diz ao lobo: “Nossa, que boca grande a senhora tem... Cheia de cáries... E com este bafo de quem comeu coisa velha, não dá nem para chegar muito perto... acho que esta na hora de experimentar um novo e revolucionário produto bucal..”

A historinha de João e Maria poderia ser um ótimo pano de fundo para a linha de produtos naturais: “Natural Life Food” (nomes em inglês dão um ar mais confiável aos produtos, parecendo que eles são importados, mesmo que tenham sido feitos ali no depósito da esquina). O slogan poderia ser: “deixe de se perder comendo porcarias, experimente toda linha Natural Life Food, saborosa como uma casa de pão de mel, saudável como viver em um bosque encantado”.

Até mesmo a frase: “o cão chupando manga”, poderia ser adaptada ao mundo do marketing para algo como: “o cão chupando sorvete de manga... Hummm... Um produto bom pra cachorro”. Ou “muito melhor do que um pássaro na mão ou dois voando é também poder voar através da companhia aérea Pênalti” (não é gol mas também é boa) .

E assim vamos vivendo, bombardeados por inúmeros tipos de propagandas, deste a hora em que acordamos e damos de cara com a marca de algum fabricante (gravada em nosso despertador), passando por dezenas de outdoors rumo ao serviço, ouvindo comerciais tanto na televisão quanto no rádio, etc. Tudo muito natural. Afinal, cada vez mais chegamos a conclusão que nascemos para consumir até que sejamos totalmente consumidos pelo tempo.

Enfim, a essência do marketing consiste em se pegar uma coisa qualquer e apresenta-la de tal forma a deixar o consumidor predisposto a fazer qualquer coisa para consegui-la.

A propósito: Sobre o homem que foi encontrado após estar três dias perdido no esgoto, podemos supor que ele estava esgotado?

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA
(Autor: Antonio Brás Constante)

O nosso mundo já foi um lugar bem diferente (não daria pra dizer que era um lugar melhor, mas ao menos era bem menos poluído). Uma época governada pelos grandes répteis, bestas ferozes com um cérebro talhado para assistir BBB, e com uma boca que faria a fortuna ou desgraça de qualquer dentista.

A história conta que estes lagartos supercrescidos viveram até a queda de um corpo celeste, que não era a Estrela de Belém, e também não lhes trouxe boas novas, mas que decididamente mudou o curso do destino até então desenhado em nosso planeta, já que o tal astro destruiu completamente os répteis, juntamente com seus primos, vizinhos, tios, sobrinhos, entre outras colossais criativas. Foi um assassinato a sangue frio dos animais de sangue frio, de sangue quente, sem sangue, etc.

Depois da hecatombe pré-histórica vieram os mamíferos, tão cheios de idéias para dominar tudo e também sempre dispostos a terminar com o mundo em que vivemos, sabendo que infelizmente eu e você também fazemos parte deste grupinho de seis bilhões de seres. A humanidade é munida de uma grande inteligência, e através dela vai a cada dia fazendo mais e mais burradas homéricas. Acreditam que são evoluídos e isto lhes serve de desculpa para fazer todo tipo de atrocidades.

O indivíduo busca estabelecer crenças que justifiquem sua existência, provando assim o quanto é importante. Mas age geralmente como se estivesse se lixando para existência de seus semelhantes, não lhes dando qualquer auxilio ou importância. Dizemos que vivemos em sociedade, mas mal conseguimos conviver em harmonia. Cultivam-se drogas para consumo com a mesma facilidade que se cultivam sentimentos de inveja, ódio, e egoísmo em corações descompassados.

Apesar da grande quantidade de gente que perambula por aí indo para todos os lugares habitados e inabilitáveis, estamos traçando um caminho parecido com o dos dinossauros. Cheio de enfrentamentos, de medo, de desconfianças, procurando firmar para si territórios alheios, caçando, matando e morrendo, rumo a uma extinção derradeira. Não precisamos de meteoros que nos destruam, já temos bombas mais do que suficientes, bem como armas e preconceitos de sobra para este fim.

Estamos envenenando a água que bebemos, inutilizando a terra em que plantamos, poluindo o ar que respiramos, espalhando lixo como quem joga sujeira embaixo do próprio tapete. Iludindo-se na esperança de que ninguém vai notar, ou que aquilo não vai causar qualquer dano. Mas, diferente dos grandes predadores de outrora, dispomos de algo que eles não tiveram. Pois nós temos escolha sobre nossas ações. Está em nossas mãos poupar ou gastar, sujar ou limpar, construir ou destruir, odiar ou amar, salvar ou matar, fazer o que é certo ou não se importar.

Enfim, para que continuemos fazendo parte do ciclo da vida, não podemos esquecer que para a humanidade evoluir foram necessários milhares de anos, mas para se destruir, bastariam apenas alguns poucos enganos.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL
(Autor: Antonio Brás Constante)

- Alô? Aqui é da Delegacia Brasil, policial Farrapos falando.

- Socorro! Ladrões estão tentando arrombar a minha casa.

- Nossa que horror. Acabei de atender outro cidadão que tinha o mesmo problema da senhora. Que mundo violento...

- Olha, preciso de uma viatura aqui e agora!

- Infelizmente não posso lhe ajudar. É que a única viatura que temos está estragada. E mesmo que funcionasse, faz tempo que o tanque dela está vazio. Mas o pior é que como não temos garagem aqui, a viatura tem que ficar na rua. A senhora acredita que outro dia roubaram as rodas dela? Hoje em dia não respeitam nem a policia...

- O senhor tem que me ajudar! Mande os policiais de táxi então. Eu pago.

- Mandaria, se houvesse outros policiais, mas com os cortes públicos na área de segurança, eu sou o único policial de plantão aqui hoje aqui. E se abandonar meu posto, quem vai atender as ocorrências?

- Mas, o que eu faço então?

- A senhora já tentou acender a luz e fazer barulho? Muitos meliantes fogem quando percebem que tem pessoas em casa. Ou tente negociar com eles, quem sabe se a senhora der alguma colaboração, eles não desistem do assalto?

- O senhor é um louco?! Vou negociar com eles sim. E dizer para irem até aí, assaltar o senhor e levarem a sua arma, Que pelo visto não serve para nada mesmo.

- A única arma que eu tinha, doei para a campanha do desarmamento, pois estava enferrujada e sem munição. Com esta atitude espero estar fazendo a minha parte para um mundo menos violento. Se lhe serve de consolo, alguns meliantes já vieram aqui e levaram tudo que tinha na delegacia. Só sobrou um banquinho que trouxe de casa, e este telefone velho, que de tão velho foi deixado para trás.

- Ao menos então anote a ocorrência, para que eu possa acionar o seguro depois.

- Como lhe disse antes, aqui não tem nada além do banquinho e do telefone. Não tenho caneta, minha senhora. E o único papel que eu tinha, tive que utilizar em uma emergência estomacal, lá no banheiro.

- Meu Deus! Eles entraram! Alô? Alô? Policial?

- [Esta é uma gravação, o telefone para o qual ligou, acaba de ser cortado por falta de pagamento. ‘CLICK’]

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domingo, 11 de janeiro de 2009

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES
(Autor: Antonio Brás Constante)

O verão chegou e com ele a necessidade ilusória e temporária de tentar levar uma vida mais saudável para curtir melhor a estação do sol (mesmo que seja à noite). Alguns resolvem cortar os alimentos pela metade, comendo apenas meio pudim, meia pizza grande, bebendo meio litrão de refrigerante e até comendo meia melancia, pois uma frutinha (por maior que seja) sempre cai bem.

Outros optam por aderir a dieta da sopa, ou seja, se a comida der sopa em qualquer lugar o individuo vai lá e come. Muitos também preferem ingerir comidas de um tipo “leve”, daí só comem nos restaurantes pague-e-leve, pois leve por leve, o melhor é comer onde dê para levar tudinho para o prato. Por fim há quem aposte em uma dieta mais positiva, comendo de forma despreocupada e esperando que no final tudo acabe dando certo.

Somos influenciados por nutricionistas a comer vegetais, mas se olharmos o exemplo das vacas (que só comem grama), passamos a questionar se a ingestão de quaisquer folhinhas verdes realmente ajuda a emagrecer. O mundo é um lugar imperfeito, já que comemos a vaca que come a grama, ou seja, deveríamos ganhar créditos por ingerir vegetais de forma indireta através da carne bovina que acreditamos existir dentro de um suculento xis salada. Porém, devemos olhar as coisas sob uma ótica otimista, pois muito pior seria se nós tivéssemos que comer grama, tomando o cuidado para que as vacas não nos comessem.

Mas existem aqueles que desistem de emagrecer na base da dieta e partem para o ataque através dos exercícios físicos, trocando restaurantes por academias, desviando a atenção dos pratos quentes pelo calor das atividades físicas. Num piscar de olhos eles se vêm correndo e suando em esteiras que nada lembram uma confortável cadeira de praia, mas que são bons lugares para se pensar na vida, no mundo, e principalmente, em quanto tempo falta para encerrar aquele cansativo exercício.

Bom mesmo seria se pudéssemos praticar dietas físicas e exercícios alimentares, onde como dietas físicas se entenderia qualquer tipo de repouso que pudesse poupar o corpo (templo divino e ponto intermediário entre os macacos e os anjos), das agruras causadas pelo esforço através de atividades forçadas que causam mais suor que sorrisos, lembrando sempre que pessoas de fibra são sempre as preferidas pelos canibais que querem manter uma dieta salutar.

Quanto aos exercícios alimentares, eles poderiam ser considerados como toda e qualquer forma de ingestão prazerosa de iguarias, dessas que cativam os olhos, penalizando o resto de nossa carcaça de carne, onde dizem que está aprisionado algo chamado de espírito, e que geralmente acaba servindo de desculpa para nos acharmos melhores do que qualquer outro tipo de criatura viva que possa existir.

Enfim, o ideal seria conseguir tocar a vida através de exercícios alimentares e dietas físicas e dietas alimentares e exercícios físicos, conciliando prazer e saúde em uma única forma de viver.

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