sábado, 7 de fevereiro de 2009

SONS, RUIDOS E ATÉ FALAS.

SONS, RUIDOS E ATÉ FALAS.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Os povos do mundo falam em diversos idiomas e mesmo assim desenvolveram tecnologias que lhes permitem uma comunicação quase instantânea com todo planeta. Mas apesar de tudo isto, nós ainda vivemos em uma eterna luta para conseguirmos nos entender com nossos semelhantes, pois o que o ser humano não entende é que ele próprio não se entende.

Quando um bebê nasce, seu nível de comunicação é praticamente zero. A primeira coisa que faz para interagir com as pessoas em sua volta é chorar, sendo este o período de sua vida em que mais vai se valer do choro para chamar a atenção para si (com exceção das atrizes de novelas, com ênfase nas mexicanas, que alcançam o ápice do choro na fase adulta enquanto encenam na tela o que alguns autores acreditam ser uma representação da vida real). Aos poucos as crianças vão descobrindo outros sons, tipo: “Gugu-dada”, “papa”, “mama” e quando tudo mais falha voltam ao clássico “BUAAAAA”.

Dos quatro anos até aproximadamente os doze, o indivíduo passa a utilizar algumas palavras que se transformam em um mantra para conseguir quase tudo o que precisa. E assim fica repetindo do momento em que acorda até a hora de ir dormir as palavras: “MÃE”, “MAMÃE”, e esporadicamente: “Paiê... (seguido da pergunta) Cadê a mãe?”.

A partir da adolescência parece acontecer uma espécie de regressão verbal, e os jovens voltam a utilizar-se de sons ruidosos para se comunicar, tais como: “E aí”, “Só”, “Pode crê”, “tipo assim”, “Ta ligado” e “Iiisssaaaa”, entre outros. Tal linguagem de comunicação é totalmente alheia àquela apresentada nos livros de Machado de Assis que eles são muitas vezes obrigados a ler para passarem no vestibular (que é o sonho muitos pais de alunos em idade universitária - se é que existe uma idade para se cursar a universidade).

Todos estes eventos empurram o ser humano a tão esperada e desesperada fase adulta, onde toda comunicação aprendida até aquele momento é reformatada, condicionada, formalizada, de tal forma que, por precaução, mas se copia do que se cria. Agora somos adultos, com uma liberdade que nos proíbe de chorar, de ser diferentes, pois estamos sob o jugo de outros adultos que também sofrem a mesma pressão a qual somos submetidos.

Passamos a viver em um liquidificador de pretensas normas misturadas com promessas de oportunidades, no qual somos triturados e transformados em um produto que atenda as necessidades da sociedade. Muito pouco de nossos desejos, de nossos sonhos conseguem aflorar, pois já existem desejos demais, sonhos demais, sendo enfiados por nossa goela abaixo, através de produtos prontos para atender as necessidades que não temos, mas que temos que ter para conseguir seguir junto do rebanho humano do qual fazemos parte.

Forçamos nosso cérebro para que consiga desenvolver a fala, mas não ensinamos nossos ouvidos a ouvir, e nesta solidão espremida entre tantos bilhões de seres, acabamos esquecendo de que para viver e sobreviver é preciso saber conviver...

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A MÍDIA E OS CONTOS DE FADAS.

A MÍDIA E OS CONTOS DE FADAS.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Você certamente já ouviu falar da história do rei Midas, que ficou famoso por conseguir transformar qualquer coisa em ouro com um simples toque. Mas nem mesmo o próprio Midas, se existisse, poderia acreditar que seu toque não seria nada se comparado ao toque da mídia.

Não é à-toa que a mídia é considerada por muitos como o quinto poder, atuando diretamente na mente, nos desejos, transformando inocentes telespectadores em vorazes consumidores. É de se esperar que mesmo os contos infantis entrassem nesta valsa visual, adestrando pessoas já na tenra infância, para torna-las compulsivos compradores.

Mergulhando nesta onda “criativa”, fico imaginando como poderiam ser adaptados alguns contos de fadas e até frases conhecidas para uso do pessoal do marketing. Por exemplo, a propaganda de algum artigo bucal, utilizando-se da história da chapeuzinho vermelho, que ao chegar perto da cama onde o lobo está deitado e disfarçado de vovozinha, diz ao lobo: “Nossa, que boca grande a senhora tem... Cheia de cáries... E com este bafo de quem comeu coisa velha, não dá nem para chegar muito perto... acho que esta na hora de experimentar um novo e revolucionário produto bucal..”

A historinha de João e Maria poderia ser um ótimo pano de fundo para a linha de produtos naturais: “Natural Life Food” (nomes em inglês dão um ar mais confiável aos produtos, parecendo que eles são importados, mesmo que tenham sido feitos ali no depósito da esquina). O slogan poderia ser: “deixe de se perder comendo porcarias, experimente toda linha Natural Life Food, saborosa como uma casa de pão de mel, saudável como viver em um bosque encantado”.

Até mesmo a frase: “o cão chupando manga”, poderia ser adaptada ao mundo do marketing para algo como: “o cão chupando sorvete de manga... Hummm... Um produto bom pra cachorro”. Ou “muito melhor do que um pássaro na mão ou dois voando é também poder voar através da companhia aérea Pênalti” (não é gol mas também é boa) .

E assim vamos vivendo, bombardeados por inúmeros tipos de propagandas, deste a hora em que acordamos e damos de cara com a marca de algum fabricante (gravada em nosso despertador), passando por dezenas de outdoors rumo ao serviço, ouvindo comerciais tanto na televisão quanto no rádio, etc. Tudo muito natural. Afinal, cada vez mais chegamos a conclusão que nascemos para consumir até que sejamos totalmente consumidos pelo tempo.

Enfim, a essência do marketing consiste em se pegar uma coisa qualquer e apresenta-la de tal forma a deixar o consumidor predisposto a fazer qualquer coisa para consegui-la.

A propósito: Sobre o homem que foi encontrado após estar três dias perdido no esgoto, podemos supor que ele estava esgotado?

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA
(Autor: Antonio Brás Constante)

O nosso mundo já foi um lugar bem diferente (não daria pra dizer que era um lugar melhor, mas ao menos era bem menos poluído). Uma época governada pelos grandes répteis, bestas ferozes com um cérebro talhado para assistir BBB, e com uma boca que faria a fortuna ou desgraça de qualquer dentista.

A história conta que estes lagartos supercrescidos viveram até a queda de um corpo celeste, que não era a Estrela de Belém, e também não lhes trouxe boas novas, mas que decididamente mudou o curso do destino até então desenhado em nosso planeta, já que o tal astro destruiu completamente os répteis, juntamente com seus primos, vizinhos, tios, sobrinhos, entre outras colossais criativas. Foi um assassinato a sangue frio dos animais de sangue frio, de sangue quente, sem sangue, etc.

Depois da hecatombe pré-histórica vieram os mamíferos, tão cheios de idéias para dominar tudo e também sempre dispostos a terminar com o mundo em que vivemos, sabendo que infelizmente eu e você também fazemos parte deste grupinho de seis bilhões de seres. A humanidade é munida de uma grande inteligência, e através dela vai a cada dia fazendo mais e mais burradas homéricas. Acreditam que são evoluídos e isto lhes serve de desculpa para fazer todo tipo de atrocidades.

O indivíduo busca estabelecer crenças que justifiquem sua existência, provando assim o quanto é importante. Mas age geralmente como se estivesse se lixando para existência de seus semelhantes, não lhes dando qualquer auxilio ou importância. Dizemos que vivemos em sociedade, mas mal conseguimos conviver em harmonia. Cultivam-se drogas para consumo com a mesma facilidade que se cultivam sentimentos de inveja, ódio, e egoísmo em corações descompassados.

Apesar da grande quantidade de gente que perambula por aí indo para todos os lugares habitados e inabilitáveis, estamos traçando um caminho parecido com o dos dinossauros. Cheio de enfrentamentos, de medo, de desconfianças, procurando firmar para si territórios alheios, caçando, matando e morrendo, rumo a uma extinção derradeira. Não precisamos de meteoros que nos destruam, já temos bombas mais do que suficientes, bem como armas e preconceitos de sobra para este fim.

Estamos envenenando a água que bebemos, inutilizando a terra em que plantamos, poluindo o ar que respiramos, espalhando lixo como quem joga sujeira embaixo do próprio tapete. Iludindo-se na esperança de que ninguém vai notar, ou que aquilo não vai causar qualquer dano. Mas, diferente dos grandes predadores de outrora, dispomos de algo que eles não tiveram. Pois nós temos escolha sobre nossas ações. Está em nossas mãos poupar ou gastar, sujar ou limpar, construir ou destruir, odiar ou amar, salvar ou matar, fazer o que é certo ou não se importar.

Enfim, para que continuemos fazendo parte do ciclo da vida, não podemos esquecer que para a humanidade evoluir foram necessários milhares de anos, mas para se destruir, bastariam apenas alguns poucos enganos.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL
(Autor: Antonio Brás Constante)

- Alô? Aqui é da Delegacia Brasil, policial Farrapos falando.

- Socorro! Ladrões estão tentando arrombar a minha casa.

- Nossa que horror. Acabei de atender outro cidadão que tinha o mesmo problema da senhora. Que mundo violento...

- Olha, preciso de uma viatura aqui e agora!

- Infelizmente não posso lhe ajudar. É que a única viatura que temos está estragada. E mesmo que funcionasse, faz tempo que o tanque dela está vazio. Mas o pior é que como não temos garagem aqui, a viatura tem que ficar na rua. A senhora acredita que outro dia roubaram as rodas dela? Hoje em dia não respeitam nem a policia...

- O senhor tem que me ajudar! Mande os policiais de táxi então. Eu pago.

- Mandaria, se houvesse outros policiais, mas com os cortes públicos na área de segurança, eu sou o único policial de plantão aqui hoje aqui. E se abandonar meu posto, quem vai atender as ocorrências?

- Mas, o que eu faço então?

- A senhora já tentou acender a luz e fazer barulho? Muitos meliantes fogem quando percebem que tem pessoas em casa. Ou tente negociar com eles, quem sabe se a senhora der alguma colaboração, eles não desistem do assalto?

- O senhor é um louco?! Vou negociar com eles sim. E dizer para irem até aí, assaltar o senhor e levarem a sua arma, Que pelo visto não serve para nada mesmo.

- A única arma que eu tinha, doei para a campanha do desarmamento, pois estava enferrujada e sem munição. Com esta atitude espero estar fazendo a minha parte para um mundo menos violento. Se lhe serve de consolo, alguns meliantes já vieram aqui e levaram tudo que tinha na delegacia. Só sobrou um banquinho que trouxe de casa, e este telefone velho, que de tão velho foi deixado para trás.

- Ao menos então anote a ocorrência, para que eu possa acionar o seguro depois.

- Como lhe disse antes, aqui não tem nada além do banquinho e do telefone. Não tenho caneta, minha senhora. E o único papel que eu tinha, tive que utilizar em uma emergência estomacal, lá no banheiro.

- Meu Deus! Eles entraram! Alô? Alô? Policial?

- [Esta é uma gravação, o telefone para o qual ligou, acaba de ser cortado por falta de pagamento. ‘CLICK’]

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domingo, 11 de janeiro de 2009

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES
(Autor: Antonio Brás Constante)

O verão chegou e com ele a necessidade ilusória e temporária de tentar levar uma vida mais saudável para curtir melhor a estação do sol (mesmo que seja à noite). Alguns resolvem cortar os alimentos pela metade, comendo apenas meio pudim, meia pizza grande, bebendo meio litrão de refrigerante e até comendo meia melancia, pois uma frutinha (por maior que seja) sempre cai bem.

Outros optam por aderir a dieta da sopa, ou seja, se a comida der sopa em qualquer lugar o individuo vai lá e come. Muitos também preferem ingerir comidas de um tipo “leve”, daí só comem nos restaurantes pague-e-leve, pois leve por leve, o melhor é comer onde dê para levar tudinho para o prato. Por fim há quem aposte em uma dieta mais positiva, comendo de forma despreocupada e esperando que no final tudo acabe dando certo.

Somos influenciados por nutricionistas a comer vegetais, mas se olharmos o exemplo das vacas (que só comem grama), passamos a questionar se a ingestão de quaisquer folhinhas verdes realmente ajuda a emagrecer. O mundo é um lugar imperfeito, já que comemos a vaca que come a grama, ou seja, deveríamos ganhar créditos por ingerir vegetais de forma indireta através da carne bovina que acreditamos existir dentro de um suculento xis salada. Porém, devemos olhar as coisas sob uma ótica otimista, pois muito pior seria se nós tivéssemos que comer grama, tomando o cuidado para que as vacas não nos comessem.

Mas existem aqueles que desistem de emagrecer na base da dieta e partem para o ataque através dos exercícios físicos, trocando restaurantes por academias, desviando a atenção dos pratos quentes pelo calor das atividades físicas. Num piscar de olhos eles se vêm correndo e suando em esteiras que nada lembram uma confortável cadeira de praia, mas que são bons lugares para se pensar na vida, no mundo, e principalmente, em quanto tempo falta para encerrar aquele cansativo exercício.

Bom mesmo seria se pudéssemos praticar dietas físicas e exercícios alimentares, onde como dietas físicas se entenderia qualquer tipo de repouso que pudesse poupar o corpo (templo divino e ponto intermediário entre os macacos e os anjos), das agruras causadas pelo esforço através de atividades forçadas que causam mais suor que sorrisos, lembrando sempre que pessoas de fibra são sempre as preferidas pelos canibais que querem manter uma dieta salutar.

Quanto aos exercícios alimentares, eles poderiam ser considerados como toda e qualquer forma de ingestão prazerosa de iguarias, dessas que cativam os olhos, penalizando o resto de nossa carcaça de carne, onde dizem que está aprisionado algo chamado de espírito, e que geralmente acaba servindo de desculpa para nos acharmos melhores do que qualquer outro tipo de criatura viva que possa existir.

Enfim, o ideal seria conseguir tocar a vida através de exercícios alimentares e dietas físicas e dietas alimentares e exercícios físicos, conciliando prazer e saúde em uma única forma de viver.

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Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PASTOR, PAI DE SANTO E TUDO MAIS.

PASTOR, PAI DE SANTO E TUDO MAIS.
(Autor: Antonio Brás Constante)

A internet é um verdadeiro manancial de correntes de todos os tipos. Após receber algumas mensagens sobre os chamados pais de santo, pastores milagrosos e afins, criei esta nova adaptação (confesso que o mais difícil foi humorizar algo que naturalmente já estava uma piada). Leiam se quiserem e divirtam-se. Outras adaptações podem ser lidas no site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

Pastor Arnapio Ambrósio dos Anjos Caídos das Dores e dos Prazeres (das dores da mãe e dos prazeres do pai, do vizinho, do padeiro, do verdureiro, etc), que morreu após levar uma facada e mais três tiros no coração e de comer um gorduroso xis servido com fritas, estará contando seu testemunho e agradecendo a Deus pelo milagre. O pastor já foi: Ex-travesti, Ex-presidiário, Ex-bruxo, Ex-portador do vírus da aids, Ex-drogado, Ex-gay, Ex-trato bancário, ex-corregador, ex-tintor, ex-tarado, ex-tuprado, ex-ganado, ex-culachado, ex-magado, ex-faqueado, ex-comungado, ex-deputado, ex-quimó, ex-namorado e ex-quecido. Agora está casado com mulher que não têm útero, coração, rins, etc (também conhecida popularmente como boneca inflável).

O pastor, que também é pai de santo, conta com a ajuda de uma poderosa garrafada (preparada com ingredientes que ninguém gostaria de saber caso fosse beber), cuja ingestão diária cura: Diabete, colesterol, bronquite, pressão alta, soluço, gastrite, crises de flatulência, afogamento, ressaca, qualquer tipo de óbito, indicado para o emagrecimento de pessoas gordas, poderoso tônico para levantar a moral e transformar qualquer moleza do corpo em vigor físico, também faz passar no vestibular.

O pastor e pai de santo Arnapio Ambrósio resolve os problemas amorosos e profissionais, cura qualquer doença (até viadagem), cura qualquer vício e cega olho gordo. Encontra cão perdido e espanta enxames de mosquitos da dengue. Tira unha encravada, cutícula e cata piolhos. Ele joga cartas, bingo, bilhar, dominó, bocha, futebol e sapatos na cabeça de quem não acreditar nele.

Só ele tem a solução para todos os males. Ele benze cobreiro e fimose, tira bicho de pé e trata hemorróidas com suas mãos grandes. Batiza filho de mãe solteira, resgata FGTS e cancela Cartão. Extrai qualquer tipo de demônio do corpo. Arranca de você todo tipo de encosto (cunhado, sogra, etc). Traz de volta marido perdido e descobre corno escondido. Atende em qualquer horário, venha com fé e com dinheiro que o resto é com ele.

Pai Arnapio Ambrósio também se destaca nas áreas de assistência social, com Jesus no coração e dívidas no bolso, participa de movimentos filantrópicos e psicotrópicos, sem fins pouco lucrativos (pois é contra o desperdício). Auxilia creches, orfanatos, hospitais, abrigos para cães, escolas, boates, hospícios, clínicas veterinárias, prédios abandonados e muito mais, EXCLUSIVAMENTE através de sua grande religiosidade e orientação espiritual. Lembre-se: Sem caridade não há salvação nem compra de mansão! É DANDO QUE SE RECEBE e Deus lhe pagará, pois ele é meu fiador. Deposite sua doação em qualquer agência de qualquer banco, em nome de Pai Arnapio Ambrósio assistência mundial.

RESUMO DA BIOGRAFIA EXPETACULAR DO PROFESSOR, PASTOR E PAI DE SANTO ARNAPIO AMBRÓSIO (“O Salvador do planeta e de todo sistema solar”).

Engenheiro, matemático, juiz de futebol, psicólogo, filosofo, sociólogo, fisiologista, fisiculturista, faquir, professor universitário, secundário e primário (com ênfase no jardim de infância). Este homem que já foi um empresário falido e fracassado por mais de trinta anos agora é um ser iluminado. Ele também foi: monge budista, padre, ator erótico e dono de casa de swing, escritor de “best Seller”, pichador de muros, cozinheiro de quartel, traficante, fuzileiro naval no deserto, striper, cantor de ópera, vocalista de dupla sertaneja e atendente de telemarketing, entre outros.

Fundador e coordenador geral e mundial do movimento ainda mais mundial e geral da beleza global com a campanha pela caridade bem cara e da campanha também mundial contra a violência às borboletas do Afeganistão, constituindo assim o Professor, Pastor, Vereador, numerologo e pai de Santo Arnapio Ambrósio o maior filantropo do universo, com participantes em todos os continentes, bem como em algumas dimensões paralelas ao nosso plano de existência.

Ele foi Bicampeão mundial em Paris (1934, 1985 e 1996). Recebendo indicação mundial para o prêmio Nobel da paz e para o prêmio Nobel de fisiologia, pela descoberta da quarta parte da mente humana, denominada de BURRICE (lugar da mente onde enquanto uns mentem, outros acreditam em tudo que inventam para eles como sendo verdade), o maior fato da história da psicologia depois de Sigmund Freud e dos teletubbies.

Através de seus estudos sempre mundiais, foram descobertas soluções inéditas e exclusivas para falta de água no planeta e para rejeição de implantes de silicone, registradas internacionalmente. Inclusive a extraordinária e sensacional transformação da água do mar em suco de laranja, impedindo a trágica extinção da humanidade e evitando a proliferação de casos de escorbuto. Pai Arnapio Ambrósio é o cão chupando manga... FELIZ NATAL PROPOSPERO ANO NOVO! E um forte abraço por trás com os cumprimentos de Pai Arnapio Ambrósio.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

QUE MÍSSIL QUE NADA, TE PEGO NO SAPATINHO.

QUE MÍSSIL QUE NADA, TE PEGO NO SAPATINHO.
(Antonio Brás Constante)

De um momento para o outro um par de calçados saiu do anonimato para entrar para história. Estimulado por uma idéia na mente e dois sapatos nos pés, o repórter Muntadar al-Zaidi lançou seu ataque, errando por poucos centímetros a cabeça de um dos maiores cabeçudos de nosso tempo. Foi um pequeno passo (tentando pegar impulso) para o atirador, mas um grande furo de reportagem exposto para humanidade. Pena que as demais pessoas presentes ao evento não tiveram a empolgação e a coragem necessárias para arriscar (em todos os sentidos) quem tinha a melhor pontaria.

Bush parecia um personagem do filme Matrix, desviando dos sapatos voadores com uma agilidade inversamente proporcional a sua inteligência. Embora tenha atirado os sapatos, podemos pressupor que o atentado somente viria a realmente acontecer a partir do momento em que o repórter conseguisse arremessar as próprias meias, mas foi impedido pelos seguranças.

Ao que tudo indica a sociedade protetora dos animais deve entrar com um processo contra o autor do atentado, alegando que chamar Bush de cachorro é considerado uma ofensa inadmissível aos pobres cães, que não mereciam este tipo de comparação.

Muitos já estão cogitando a abertura de cursos preparatórios para arremessos de sapatos, evitando assim o desperdício de oportunidades em ações como esta. De qualquer modo, a mira do repórter foi muito mais precisa do que a dos mísseis de ultima geração disparados nos ataques feitos pelos Estados Unidos.

Como medidas de segurança, além de não poder entrar armado, ninguém mais poderá comparecer calcado aos discursos de atual presidente americano. Por esse motivo, talvez as próximas tentativas devam acontecer por meio de arremessos de dentaduras ou próteses de qualquer tipo.

Podemos utilizar este ato de desagravo para fazer uma de analogia sobre os abusos praticados pelos EUA, frutos de uma política que até então sempre primou por pisar nos demais paises deste orbe azul, limpando seus pés de super potência com soberba prepotência em qualquer solo alheio. Uma administração deplorável, que demonstrou acreditar que poderia usar qualquer outra pátria como um mero capacho aos seus caprichos de nação soberana.

A assessoria de imprensa de Bush diz que ele levou a coisa na esportiva, apesar dos sapatos serem sociais. Infelizmente, as notícias que correm pelo mundo falam sobre tortura, espancamento e isolamento do jornalista. (Mas... O que aconteceria se o jornalista tivesse jogado os sapatos no ditador Saddam Hussein, enquanto ele ainda estava no poder daquele País?).

Enfim, sempre considero que devemos procurar unir o útil ao agradável, por isso acho que o melhor seria aproveitar aquele momento para jogar camisas de força no presidente americano, algo que serviria como uma luva para expressar a indignação geral e fechar com chave de ouro a gestão desse indivíduo que confundiu loucura com ousadia, tornando-se um calo doloroso para toda humanidade.

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